Poetas amazônicos
Por Jeso Carneiro em 2/9/2010 às 20:00
Imaterial
Dispo-me do espírito
Que envolve a matéria de meu ser
Disponho-me ao teu ser,
Quase sem saber o porquê…
Disputo-me cada palmo
De meu bem-querer
E desperto-me
Antes do amanhecer
Desterro-me do coração
Que me dei
E enterro-te nele
O coração que não roubei
Desperto-me em ti
Feito matéria
Mas és espírito,
Purificado,
Como eu não consigo ser…
Espero-te na ânsia de viver
Como se esperar
Fosse morrer
E onde hei de um dia
Te encontrar…
Despeço-me do teu sorriso
No espelho do meu gargalhar
Porque em mim és
Matéria da matéria
Imaterial
Como se matéria fosse
Meu edípico
Espírito desigual…
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De Jota Ninos, jornalista e poeta paraense (nascido em Belém).


Plantas de Casas
