Blog do Jeso

Carta aberta ao povo de Prainha

por Wendell Medeiros (*)

Quarta-feira, 7 de setembro de 2016.

Carta aberta ao povo de Prainha, foto de Wendell Medeiros

Futebol, Política e Religião não se discutem”, diz o ditado popular que ouvimos e aprendemos desde pequenos.

Eu pergunto: com exceção do futebol, por que não se pode discutir esses temas que permeiam as relações sociais desde tempos remotos? A quem interessa que o povo não se aproprie e discuta essas temáticas? Quem realmente lucra com tudo isso??

Eu cresci ouvindo esse ditado e, como eu já nasci “aprisionado”, “acabrestado”, “domesticado”, aprendi que isso era normal, era o correto, afinal, já era assim antes de mim, “sempre foi assim”… Aprendi que não devemos discutir futebol, religião e, muito menos, Política.

Eu não falo de Política porque “o que eu ganho com isso”, “o que eu posso perder com isso”, posso perder meu emprego”, “posso não ganhar um emprego”, posso ser perseguido(a)”, “podem fechar as portas pra mim e minha família”, “posso ficar queimado(a), são algumas respostas que desde criança eu ouvi em Prainha e, confesso, em pleno século XXI, ainda hoje eu ouço, abertamente…

Aprendi que como cidadão, não devo discutir sobre política, não devo discutir os problemas e as soluções que afetam diretamente a minha vida, da coletividade, da Pólis… Que absurdo, que grande contradição!!

Talvez essa tenha sido a minha primeira lição sobre Democracia: eu não devo discutir sobre Política! Porém, hoje eu resolvi escrever essa carta para falar um pouco justamente de Política, em especial, sobre a política praticada na minha cidade natal, Prainha; através dessa carta eu convido meus conterrâneos e conterrâneas, para refletirmos sobre algumas questões que permeiam a história da nossa centenária Prainha, outrora denominada Vila de Urubuquara.

Prezados(as) Prainhenses,

Para quem não me conhece, meu nome é Wendell Azevedo de Medeiros, nasci em Prainha, onde eu passei minha infância e vivi até aos 15 anos de idade; esses anos todos que vivo longe de Prainha sempre procuro me manter informado sobre os acontecimentos de nossa cidade: seja através das conversas com amigos, familiares, seja pela internet ou nas viagens a Prainha, o que faço regularmente; (re)visitar a terra natal me traz imensa alegria: rever familiares, amigos, lugares, pessoas… porém, ao mesmo tempo, também me intriga e entristece profundamente ao ver a situação em que nossa cidade se encontra… ultimamente, além da tristeza, isso tem me tirado o sono!

Afirmo de antemão que essa carta não possui nenhum caráter político/partidário e, muito menos, não tem a intenção de fazer politicagem, que ao meu ver empobrece as relações sociais pois implanta-se e estimula-se a rivalidade entre as pessoas, empobrece o debate pois santifica-se uns e demoniza-se outros, implanta-se a polarização do discurso entre os “do contra” e os “a favor”… a politicagem serve apenas para desviar a atenção dos reais problemas que afetam a sociedade, a coletividade… desconfio que a politicagem está a serviço dos interesses pessoais e/ou de terceiros.

Quem tem interesse nisso tudo? Qual o preço que pagamos por isso?

O que eu pretendo com esta carta é justamente o contrário: convidá-los para fazermos uma reflexão, para (re)pensarmos os problemas que afetam a sociedade prainhense ao longo de sua história, dentre esses problemas, por exemplo, o que levou nossa Prainha ser classificada como um dos 10 piores municípios brasileiros (e 3 piores municípios paraenses!) no quesito Índice de Vulnerabilidade Social (IVS), conforme dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), apresentados no Atlas da Vulnerabilidade Social nos Municípios Brasileiros, divulgados em 2015.

Essa pesquisa do IPEA aborda três aspectos principais: infraestrutura urbana, capital humano e renda/trabalho;

O aspecto infraestrutura urbana avalia os investimentos em abastecimento de água e esgotamento sanitário, o número de pessoas servidas por coleta de lixo, etc.

Outro aspecto é relativo ao capital humano, onde os pesquisadores avaliam a formação escolar, a educação, a estrutura familiar, o analfabetismo e o percentual de pessoas entre 15 e 24 anos que não estudam nem trabalham nos municípios;

Quanto ao aspecto renda e trabalho, o IPEA e seus parceiros avaliaram a ocupação, a informalidade e o percentual de famílias de baixa renda e o percentual da população acima dos 18 anos sem o ensino fundamental completo e na informalidade.

Vale ressaltar aqui que a pesquisa do IPEA avaliou os indicadores sociais a partir de variáveis dos censos demográficos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2000 e 2010.

Com base nessa pesquisa e diante do cenário de Prainha eu pergunto: Como está a qualidade e como se apresentam os serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário e a coleta de lixo em Prainha? Está satisfatório? O que e quantos reais foram investidos na melhoria desses serviços nos últimos 10 anos??

Como andam as ações e serviços no setor da Educação? Melhorou? Piorou? Como está a qualidade da merenda e transporte escolares? Como anda a valorização dos Profissionais da Educação? Seus salários estão sendo pagos regularmente? Houve avanços?

Como anda a geração de emprego e renda no município?? Por que, ao longo da história, não se implantou uma indústria em Prainha? Há incentivo para a criação de Cooperativas no município? A quem interessa que a economia local gire em torno dos salários dos servidores públicos (municipais e estaduais) e dos recursos repassados à Prefeitura?? A quem interessa manter esse ciclo vicioso? Nas últimas décadas, quem realmente está lucrando com tudo isso?? Qual o nosso papel diante dessa realidade?

A quem interessa manter um membro de uma família e, consequentemente, todos os outros membros, a mercê do salário de um contrato temporário, que nem sempre é pago em dia?? Quais os reais interesses por trás disso tudo??

Por que justamente Prainha está entre os 10 piores municípios brasileiros no Índice de Vulnerabilidade Social? Por que Prainha?? O que tem em Prainha (ou deixou de ter) que a coloca nessa triste e trágica posição??

Há os que defendem, sem nenhuma cerimônia, como eu ouvi recentemente, que essa situação toda é fruto “da gestão passada“, na já ultrapassada tática de sempre jogar a culpa no outro, achando talvez que fazendo isso, os eximem de qualquer culpa ou responsabilidade pelo caos implantado em Prainha. Será que essa situação poderia ter sido criada apenas em quatro anos, em apenas uma gestão?? E as gestões anteriores, o que fizeram ou deixaram de fazer?? O que se fez ou se pretende fazer para enfrentar essa situação? Qual o planejamento estratégico elaborado para que essa situação piore ainda mais?? O que está se fazendo para enfrentar essa problemática?

Gestão passada ou gestões anteriores??

O que mudou nesses últimos 10 anos?? Onde evoluiu? Por que não evolui?

O que nós, Sociedade Civil e Poder Público, fizemos ou deixamos de fazer? O que temos feito e podemos fazer para mudar essa realidade lamentável em Prainha??

Será que nos corrompemos também? Vendemos a nossa dignidade? A que preço?

Qual o preço da minha (da sua!) dignidade??

A quem e por que eu vendo o meu silêncio (a minha omissão)? A quem interessa comprá-lo??

Reflitamos…

Eu costumo dizer entre amigos que pra mim é como se existissem 3 Prainhas: a Prainha da (minha) memória, dos meus anos de infância e adolescência…, que como diz a canção “…que embalou os meus sonhos de criança…”; a Prainha que poderia (pode!!) ser, suas infinitas potencialidades que poderiam ser utilizadas para trazer uma melhor qualidade de vida para seus moradores… e a Prainha real, contemporânea, com sua realidade, nua e crua.

Qualquer que seja a comparação temporal, a diferença é gritante, infelizmente!!

Confesso que me dói na alma perceber uma cidade que clama por Políticas Públicas eficazes: me dói e me assusta, enquanto cidadão, presenciar a briga de jovens com foice na madrugada, em plena praça, me assusta ver um jovem perseguir um outro, armado com uma faca, correndo em plena Currutela, de assistir um adolescente sair carregado, quase inconsciente, motivado pelo consumo excessivo de bebidas alcoólicas, me dói lembrar daquele jovem que teve o corpo cortado e o ombro quase decepado por golpes de faca/facão, da jovem que levou uma garrafada no rosto, das mortes e mortes de pais e mães de família, geralmente por motivos fúteis, do aumento nos índices de criminalidade, violência… da banalização da vida!! Esses são apenas alguns exemplos de fatos que vão além do susto e da dor, são cenas que me aterrorizam e me tiram o sono, me trazem profunda angústia e sofrimento.

São manchas, chagas abertas que teimam em sangrar, dia após dia em Prainha… são sinais de uma cidade que está clamando por um cuidado, por zelo, por uma postura mais responsável por parte de seus gestores e nós, enquanto cidadãos prainhenses.

É preciso falar sobre Prainha, é preciso problematizar sua trajetória na história até sua situação atual, é preciso falar/tratar com responsabilidade e seriedade a coisa pública, especialmente o dinheiro público, é preciso olhar as condições de vida de seus moradores, que pagam seus impostos e anseiam por melhorias em serviços e obras nas diversas áreas, especialmente em áreas estratégicas como a Educação, Saúde, Segurança, Saneamento, geração de Emprego e Renda!

O que houve com a nossa Cultura? O que houve com a Feira da Cultura? O que houve com as manifestações folclóricas de Prainha?? Cadê o colorido das saias rodadas do Carão do Uruará? Cadê o bailado e as pajelanças do Tucano?

Cadê as cantorias do Boi Prata Fina? O que houve com essas manifestações que, naquela época, enfeitavam, embelezavam e traziam alegria para as nossas vidas? Será que viraram peças de museu? Ah, verdade, não temos um único museu para contar a nossa história, a história de Prainha.

O que temos hoje que podemos dizer que é nosso? Qual é a Política Cultural de Prainha? Quais ações foram feitas, quais estão em andamento e quais serão implantadas nessa importante área??

Pra quê Cultura? Para quem? Pra quê olhar para o passado? Pra quê contemplar e refletir sobre o presente? Pra quê planejar/pensar no futuro?

Felizmente um grupo de pessoas que, por meio de uma Associação de Bairro, mantém acesa a chama da Cultura em Prainha, através do Festival Folclórico do Bairro da Paz; a essas e esses guerreiros eu sou grato, eles têm a minha admiração e meus aplausos calorosos, pois fazem aquilo que deveria ser realizado e fomentado pelo Poder Público, que se mantém omisso há anos, também nesse aspecto.

O que houve com as casas históricas como as da frente da cidade?? Estão preservadas?? Há alguma intenção ou projeto para preservar esse patrimônio histórico de nossa cidade? Ou também terão o mesmo fim que o antigo e histórico cais de pedra da frente da cidade?? Que foi derrubado e também já não existe mais!!

Cadê a Praça da Cultura?

Cadê a revitalização e o ordenamento na ocupação da Praça Matriz?

Cadê o Estádio de Futebol da cidade?

Cadê o Aeroporto?

Cadê o Trapiche “de Baixo”?

Cadê o Mercado/Feira Municipal?

Com a proximidade das Eleições Municipais, percebemos a já tradicional intensificação na caça aos votos; Aos candidatos e candidatas, eu peço que utilizem o palanque para expor suas propostas de governo, suas idéias e projetos que possam trazer uma melhor qualidade de vida para a coletividade, para todos e todas. Não queremos a reprise das cenas lamentáveis que ocorreram na última campanha; aquilo não foi ético, não foi correto!!

Para além da falta de respeito e educação, faltou postura democrática, aquilo são posturas totalmente incompatíveis com a dignidade que se espera de pessoas que ocupam função e/ou cargos públicos, que já ocuparam e/ou pretendem ocupar! Chega de politicagem, chega de baixaria, chega de ataques aos adversários, seus aliados e apoiadores, o povo quer ouvir propostas de governo que contemplem projetos e ações que possam melhorar a vida da população.

Chega de mordaças, chega de nos calarmos, de nos omitirmos diante da realidade histórico-social de Prainha! Quem paga o preço do nosso silêncio, da nossa omissão, além da perda da nossa dignidade? As crianças em situação de vulnerabilidade social? O trabalho infantil? O que resta aos adolescentes em situação de risco? Apenas o caminho das drogas? O que está sendo feito pelos nossos idosos??

É hora de renovar, de se reinventar, de mudar esse modelo de fazer política em Prainha, pois a história nos tem mostrado que não tem trazido bons resultados; é hora de ajudarmos a mudar a dura realidade social de nossa cidade;

Ao povo de Prainha eu peço que analisem e escolham os candidatos e candidatas que realmente têm interesse no desenvolvimento de Prainha, que têm interesse na melhoria das condições de vida da população como um todo; Mas, eu pergunto: Qual o nosso interesse e responsabilidade diante de dessas escolhas? Será que estamos dispostos a mudar essa realidade que está posta historicamente em Prainha?

Até que ponto eu tenho interesse em mudar essa realidade? O que eu deixaria de lucrar com isso? Até que ponto eu escolho um(a) candidato(a) pensando nas ações, projetos e melhorias que podem beneficiar a toda uma comunidade/coletividade/população? Será que não eu não estou pensando apenas em meus interesses pessoas e/ou de terceiros?

Qual é a minha responsabilidade nisso tudo? O que eu enquanto cidadão posso fazer pra mudar esse ciclo vicioso do “toma lá, dá cá”, da “troca de favores”? Há interesse em mudar isso tudo? Que Prainha queremos deixar para as futuras gerações?

Pensemos…

Aos candidatos e candidatas a uma vaga no Legislativo e no Executivo, eu peço que ao tomarem posse em seus cargos, governem para o Povo, para todos e todas; ouçam os anseios e as necessidades da população, que planejem e implementem Políticas Públicas que tragam benefícios e melhorias para a comunidade, para a coletividade… que seus mandatos estejam a serviço dos interesses de todos e todas; busquem parcerias, alternativas para trazer o desenvolvimento para nossa cidade e, consequentemente, amenizar o sofrimento da população e melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Chega apenas de “decisões de gabinete”, Prainha precisa de um novo modelo de gestão, de uma Gestão Participativa, onde se possa convidar o povo para discutir os problemas da sua cidade, saber e reaprender a escutá-lo, além de estimulá-lo para apontar/sugerir/implementar as soluções para a cidade, trazer o povo para ser co-gestor, co-autor de sua história e não simplesmente deixá-lo à própria sorte, como mero coadjuvante!

É hora de planejar com seriedade e responsabilidade as Políticas Públicas que possam fazer a diferença na qualidade de vida da população de Prainha; é hora de fazer o que não foi feito, o que deixou de ser feito ao longo das últimas décadas!

É hora de arregaçar as mangas, de vestir a camisa por uma Prainha melhor para todos e todas, é hora de dar a volta por cima… antes que seja tarde demais.

Relembro a todos vocês, a todos nós, que a nossa Prainha está entre 10 piores municípios brasileiros no Índice de Vulnerabilidade Social; o que as futuras gerações dirão sobre as nossas posturas na atualidade para mudar essa realidade?? Que desculpas daremos para nossos filhos, netos…?? Como deixamos que isso acontecesse com àquela que “…foi nosso berço, será nosso túmulo e é nosso lar”?? Pensemos…

O que todos nós, juntos, podemos fazer para trazer melhores dias para Prainha?

Reflitamos sobre isso no dia de hoje… um bom feriado da Independência a todos e todas!

Um fraterno e democrático abraço,

Wendell Azevedo de Medeiros

Prainhense

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21 respostas a Carta aberta ao povo de Prainha

    • Maysa pantoja disse:

      Concordo plenamente com vc meu amigo wendel vamos saber escolher nosso verdadeiro representante ,que possa nós representar pra trazer de volta nossa cultura

  • Evelyn Ferreira disse:

    Uma carta que traz análise histórica, analise dos acontecimentos do presente, dados estatístico, traz contundência e chama a população pra um posicionamento ético. Escancara para os oligarquias políticas de Prainha, a exploração que fazem da região e total descaso com a população.

  • Aclecio Jardim de Lima disse:

    Parabéns Wendell, pelas palavras sábias, isso nos motiva a refletir na realidade que nós cidadãos prainhense viemos, são tantas as indiferenças sociais, que chego a conclusão de que realmente é preciso inovar. Inovar em todos os seguimentos exposto por você em sua carta, para isso todos os prainhense precisam se conscientizar da importância da sua, da minha e a de todos que comungam desse projeto. Estamos Juntos. Abraços Aclecio Jardim

  • GELDES CASTRO disse:

    Estive em Prainha algumas vezes nem minha juventude. Gostava da cidade. Pacata, gente amistosa. O tempo passou, as coisas mudaram. Penso que o texto do Wendell, a quem tive o prazer de trabalhar junto aqui em Belém, me mostra que existe uma Prainha da minha/nossa memória e uma bem real, que precisa reviver a utopia e partir pra ação.
    Nossas cidades das margens dos rios deveriam ter um alto padrão de vida, mas infelizmente ocorre o contrário. Precisamos replicar as palavras do Wendell. Elas não se referem apenas a uma realidade vivida em sua cidade natal, mas em muitas deste país.

    • Grande Geldes, você que conheceu nossa querida Prainha em outros tempos também iria ficar triste com essa situação toda em que ela se encontra; obrigado por compartilhar suas reflexões conosco… grande e saudoso abraço

  • MÁRCIA NÁGEM KRAG disse:

    Não é apenas Uma Carta…trata-se de uma bela e profunda reflexão, de um resgate histórico, de um desassossego típico dos inconformistas. Não se trata de ataque a partidos ou gestão administrativa, ainda que TODOS indistintamente tenham contribuído ciclicamente; mas trata de questionamentos quanto a responsabilidade compartilhada que implica sobre os eleitos e, principalmente, aos que os elegem.
    Existe um texto chamado “A Tragédia dos Comuns” (de Garrett Hardin) que exemplifica bem o que se destaca nas entrelinhas desta Carta Aberta quando se evidencia que “situações onde indivíduos agindo de forma independente e racionalmente de acordo com seus próprios interesses se comportam em contrariedade aos melhores interesses de uma comunidade”.
    O que o autor da Carta Wendell Medeiros vem clamando, acima de tudo, é que cada um faça sua autoavaliação e responda: qual a sua responsabilidade na desordem da qual você se queixa?

    Obrigada Wendell, são as perguntas que movem o mundo! Grata por não deixar de fazê-las. 😘

    • Querida Márcia Nágem Krag, fico muito feliz com sua leitura e reflexões sobre nossa terrinha… Muito obrigado pelo apoio e seu brilhante comentário!
      Destaco essa situação que você fez quando cita a Garrett Hardin, em A Tragédia dos Comuns, que nos diz:

      “situações onde indivíduos agindo de forma independente e racionalmente de acordo com seus próprios interesses se comportam em contrariedade aos melhores interesses de uma comunidade”.

      E tem um pensamento que não sai da minha cabeça desde que li teu comentário aqui e no Facebook:

      Eis o pensamento:

      “Qual a sua responsabilidade na desordem da qual você se queixa?”

      Que Prainha possa vivenciar dias melhores!!

      um super beijo no teu coração… sou teu fã

  • Moises sabat disse:

    Parabéns meu primo pelas suas lindas e duras palavras sabias nesta pequena e grande carta a nossa cidade Natal. Infelizmente nossa cidade pelos anos que se passam e passam não mudam muita coisa mesmo, pelos governos que entram e saiam do poder. Como vc falou propostas tem bastante ainda mais agora em plena época de eleição mais o grande problema é aquele ou aquela candidato que vai se elege cumprir com suas palavras e projetos que apresentam ao POVO eles não fazem e nunca cumprem com o que falam quando se elege isso é fato é realidade todos eles não fazem nem a metade do que se apresenta em suas proposta de governo….

    • Obrigado meu primo Moisés Sabat, por compartilhar suas reflexões sobre a carta e nossa Prainha… Acho que chegou a hora dos filhos e amigos de Prainha se organizarem para ajudar Prainha sair dessa situação lamentável!! forte abraço

  • Fabrício Palheta Costa disse:

    O nosso erro é colocar outras pessoas à frente daquilo que queremos para nossas cidades, nosso futuro. Em vez de simplesmente votar nesses políticos que nunca fizeram e não irão fazer nada, NÓS mesmos deveríamos operar a mudança, ativamente. Caro Wendell, inobstante suas belas palavras, procure agir e fazer você mesmo. Pois, como fica comprovado em sua carta, capacidade e sensibilidade você têm de sobra.

  • Andresa Miranda disse:

    Também sou de Prainha. Morei na cidade até os 8 anos. E o que percebo e que não existe política, existe politicagem. Tudo que e feito de políticas públicas e socias servem apenas para beneficiar a minoria. E lamentável a situação da cidade. E mudança começa pelo nós.
    Abraços a minha terra.

  • elba amorim disse:

    carta essa que parece mais um histórico de nossa realidade social.esta carta não é para esta publicada apenas neste blog,é para ser divulgada em informativo individual a cada cidadão prainhense.principalmente aos candidatos e (a) que pretendem nos representar como gestor do município .Parabéns Wendell Azevedo pela atitude e coragem.e principalmente por amor a nossa Prainha

    • Cara Elba Amorim, em primeiro lugar quero agradecer pela leitura de minha carta aberta e, segundo, por compartilhar suas reflexões conosco; informo que essa carta foi publicada neste blog para que muitos conterrâneos nossos (que moram em Prainha e que estão longe da terrinha) pudessem ter acesso, pudessem compartilhar com seus amigos e familiares e, claro, fazerem suas reflexões com relação à situação de vulnerabilidade social que nossa cidade se encontra; informo ainda que essa carta está sendo divulgada também em nossa cidade; obrigado mais uma vez pelas palavras de apoio e que Prainha possa sair dessa situação lamentável!! grande abraço

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