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Cidade dos anjos caídos

por Helvecio Santos

Blog do Jeso | Helvécio SantosÉ fato que o governo não tem dinheiro para construir mais presídios no Brasil ou mesmo reformá-los, como de resto, para mais nada, o que a presidente repete à exaustão.

No entanto, isso não é verdade absoluta. Há exceção!

Nesta nossa “Pasárgada”, há exceção para quem é amigo do rei, claro, e para quem é membro da corte. Em atendimento à “governabilidade”, a velha história do toma lá dá cá, para esses, há dinheiro.

Bom, a ser confiável a fala da presidente, não há dinheiro para construir presídios e os existentes estão superlotados, como ouvimos nos alarmantes noticiários.

É fato também que na “Lava Jato”, semanalmente são feitas prisões de “pesos pesados”.

Cidade dos anjos caídosPablo Escolar

Como não são ladrões de galinha para serem trancafiados numa pocilga qualquer, uma pergunta não quer calar: sentença transitada em julgado, onde esses gatunos de “alta plumagem” vão ser “hospedados”?

Dividirão um cubículo 4 x 4 com cinco ou mais “pés de chinelo” e usarão o mesmo sanitário, sem porta e sem vaso? E o chuveiro elétrico para o banho quente, terão?

Uma solução seria o governo copiar o famoso traficante colombiano da década de 90, Pablo Emilio Escobar Gaviria, popularmente Pablo Escobar que, acordado com o governo, às custas do próprio bolso, construiu o presídio a seu gosto.

Frente à gritante falta de dinheiro que a presidente propala e à vida nababesca que sempre tiveram às custas do nosso dinheiro, para não distarem tanto do que estavam acostumados, seria uma boa solução, penso eu.

A obra seria feita por sistema de “vaquinha”, cada um arcando com sua parte, tudo em benefício do bem estar de todos.

Dinheiro com essa turma (ou gangue?) não é problema. No rol das “aves de rapina”, há presidentes de grandes construtoras, oficial da marinha, diretores e gerentes de empresa de economia mista, políticos, doleiros, operadores de propina para partidos, tesoureiro de partido e por aí vai.

Bom, a ser aceita a idéia, um probleminha surgiria: certamente alguns não poderiam pagar a sua cota na “vaquinha”, a despeito dos cargos exercidos e das “oportunidades” tidas. Como as investigações apuraram, nem todos tinham obras de arte e dinheiro no fundo falso de armários.

Coitados! Não souberam aproveitar o “cavalo que passou encilhado”.

Se condenados, presos do quilate de José Dirceu, como participarão da “vaquinha”? É público que para pagar a multa de R$900 mil da condenação do Mensalão, ele teve que pedir ajuda.

Na época, os “cumpanhêro” correram a depositar o socorro ao “comandante”. Mas, uma dúvida: será que a “cumpanhêrada” ainda está com “bala na agulha” e disposição para ajudar?

Os presos não são ladrões de margarina em supermercado e, pela tradição, são tratados de forma diferente destes. Já que o “time” semanalmente cresce, penso que o governo poderia dar uma mãozinha e acabar com essa de “vaquinha”.

Todos são de “Pasárgada” e, como tal, amigos do rei ou membros da corte, sugiro que o governo escolha uma dessas cidades isoladas que se espalham por esse Brasil afora, desaproprie e indenize os moradores. Passo seguinte, levante um muro de uns 5m de altura ao redor, coloque guaritas e guardas no entorno e lá confine a “turma” ou “gangue”.

Assim, José Dirceu e seus iguais, não precisariam se submeter ao constrangimento de pedir doação. Coitados!

Ali, entre os muros da cidade eles viveriam livres, podendo abrir comércio e lojas de serviços básicos como cabeleireiros, pizzarias, restaurantes tipo francês, lógico! Afinal, a clientela pede, não?

Fariam também o serviço de gari, bombeiro, eletricista e óbvio, o mais eficiente lava jato do Brasil, nem que fosse só para lavar roupa suja, embora já se diga que roupa suja se lava em casa.

Na cidade/presídio, tudo seria movido pelas mãos dos “moradores”. Lindo, não?

O governo daria hospital e transporte, idênticos aos que eles nos oferecem: por exemplo, hospital tipo os do Maranhão, sem médicos, sem remédios, sem atendimento e ônibus tipo os do subúrbio do Rio de Janeiro, lotados, sem ar condicionado, sem segurança.

Como tem coisas que não desgrudam nem com reza forte, para não haver risco de propina e super faturamento, o comércio e os serviços se dariam à base de escambo. Nada de dinheiro! O diabo atenta, a carne é fraca, cesteiro que faz um cesto faz um cento e por aí vai, né? Melhor evitar!

Em intervalos regulares de tempo um prefeito seria eleito. Para evitar escambo-2, nada de partido político, empresa de marketing ou construtora, pois aí mora o “canto da sereia”. No fundo, no fundo, eles não são dados a isso, mas a tentação é tanta que um dia chegam ao preço deles e a “vaca vai pro brejo”. Então, é melhor também evitar.

Aos familiares que juram de pés juntos que tudo isso é uma injustiça e que os dito cujos são a fina flor da pureza, seria dada a opção de morarem na cidade/presídio, submetendo-se às mesmas regras, inclusive não podendo sair dos limites do muro circundante. Assim, não poderiam reclamar que a Justiça os afastou de seus “imaculados” entes queridos.

Essa acomodação seria opcional, desde que os homens se submetessem à vasectomia.

Como nunca antes na história desse país tinha sido dado a pais condenados a possibilidade de uma convivência tão assídua e rica de experiências com os filhos, e como os pais sempre querem que os filhos sigam seus passos, poderiam lhes ensinar com mais propriedade os seus “valores”, sistematizados numa escola, a “Escola de Artes Propinológicas”.

Ao brasileiro trabalhador que ganha o pão de cada dia com o suor do seu rosto, restaria esperar que um dia não houvesse mais moradores na “CIDADE DOS ANJOS CAÍDOS”. Ela seria então incendiada e sobre suas cinzas espalhado sal para nada mais brotar no local por um longo tempo.

Para a história ficaria registrada a “Cidade dos Anjos Caídos”, uma experiência única de convivência de exemplares da espécie humana avessos aos valores da sociedade.

A exemplo do Museu do Holocausto em Berlim, na Capital Federal, com o acervo da “Escola de Artes Propinológicas”, seria montado um museu contando a história de vidas imorais, aéticas e desvaloradas, para que os brasileiros não esquecessem de figuras tão abjetas e jamais permitissem que um mal idêntico se estabelecesse.

As futuras gerações poderiam ver até onde o ser humano é capaz de chegar quando seus valores morais se medem por dinheiro sujo.

Se você, leitor, acha uma boa idéia, quem você gostaria de ver morando nessa Cidade?

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4 respostas a Cidade dos anjos caídos

  • Josue Vieira disse:

    Com intento confabular indico a leitura complementar a essa exposição o “Relatório sobre o uso da prisão preventiva nas Américas”, feito pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e a Organização dos Estados Americanos (OEA)
    LINK: http://www.cnj.jus.br/files/conteudo/arquivo/2016/02/2dff8787e6cad98d4ed545b438a42673.pdf
    Atento para a INTRODUÇÃO, “A – Contexto e proposito do presente relatório” e “B – Princípios sobre os quais se sustenta , parâmetros fundamentais e conteúdo” e o item VIII – Recomendações

  • HELVECIO SANTOS disse:

    Sra. Suely, sua afirmação é falsa. Na Frase do Dia de 12/03, há um comentário do Sr. Carlos Lacerda, de 13/03 , 10:37h que eu concordo na íntegra. Meu partido é o Brasil e eu duvido que senhora aponte uma defesa minha aos políticos que a senhora cita. Já fui, infelizmente, eleitor do Lulla, isto antes dele beijar a mão de ACM, Maluf, Collor, Jader, Sarney e outros. Sobre ele, sim, escrevi “O mandacaru que virou estrela no Planalto Central”. Está no Blog do Jeso. Era um tempo de esperança! Hoje, só lama. Dane-se FHC, Aécio! Meu partido é o Brasil. Junte-se a nós! TAPAJOARAMENTE AZUL,

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