por Octávio Pessoa (*)

Na condição do mais paraense dentre os amazonenses radicados em Belém, capital do Pará, quero desagravar os irmãos deste Estado que foram atingidos pelo destempero verbal do prefeito de Manaus, no lamentável episódio em que o Sr. Amazonino Mendes atribuiu a relutância de certa cidadã em abandonar a casa dela, situada em lugar com risco de desmoronamento, ao fato dela ser paraense. Isto depois dele ter dito que, em face da atitude da mulher, ela deveria morrer.

A cena grotesca chocou a todos quantos assistiram à matéria, nos telejornais. O jurássico homem público amazonense demonstrou, em primeiro lugar, despreparo para lidar com pessoas, em situações tensas.

Por mais insensata possa ser a atitude da cidadã, nada explica, muito menos justifica a reação do prefeito de Manaus, que já foi governador daquele Estado e senador da República. Do verdadeiro homem público o mínimo que se espera é temperança, mesmo nas situações limites.

Ao obter da senhora, em resposta à pergunta dele, a afirmação dela ser paraense e, diante disso, fazer o comentário “então está explicado”, demonstrou o Sr. Amazonino, ignorância quanto à história recente do Estado do Amazonas e da Amazônia.

Qualquer pessoa medianamente informada sabe que o êxodo de nativos dos mais diversos estados amazônicos no rumo de Manaus, se deu a partir dos anos 60 do último século do milênio passado, em decorrência da política do governo militar para ocupar e desenvolver a Amazônia, por meio da implantação da Zona Franca de Manaus, em 1967, como estímulo à industrialização da cidade e suas adjacências.

Até pela facilidade de deslocamento e pelo fluxo tradicional de ribeirinhos da calha do rio Amazonas entre as cidades dessa calha, inclusive Manaus, na confluência com o Rio Negro, foi natural que essa migração para Manaus, se desse por paraenses. Especialmente os nativos da antiga zona do contestado que havia entre os Estados do Pará e do Amazonas, até a primeira metade do século passado.

Aquela região em torno do rio Nhamundá, que faz o limite entre os estados do Pará e Amazonas, onde ficam o lago do Aduacá e outros, que afinal foram reconhecidos como amazonenses. Claro que o crescimento de Manaus, em razão da Zona Franca, atraiu outros ribeirinhos paraenses mais “de baixo”, na linguagem nativa, como Santarém, Monte Alegre, Alenquer, Óbidos, etc.

A “rodagem” do Sr. Amazonino não lhe confere direito à ignorância desses fatos. Sobra então, a má fé ao pretenso desconhecimento.

A presença massiva de nativos deste ou daquele Estado, nesta ou naquela Unidade da Federação, há que ser entendida dentro do contexto histórico e não pode ser justificativa para atitudes preconceituosas e discriminadoras como a do prefeito de Manaus. As mesmas razões explicam o êxodo nordestino no rumo de São Paulo, no século passado e, de certa forma, a grande migração de maranhenses para este estado do Pará, nos últimos anos. E qualquer colocação preconceituosa, discriminadora, contra qualquer um desses cidadãos brasileiros é odienta, absurda e criminosa.

Sim, criminosa. Assim dispõe o artigo primeiro da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, que define crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, com a redação dada pela Lei nº 9.459, de 15 de maio de 1997: “Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.” (grifei)

Peço desculpas aos irmãos paraenses, pela atitude ridícula e detestável do prefeito de Manaus e coloco-me ao lado dos que clamam por providências do Ministério Público, da OAB, de entidades de defesa dos direitos humanos, que enfatizando os efeitos da prática do crime de preconceito para o cidadão comum- a denúncia, o processo e a prisão, perguntam: o que vai acontecer com o Sr. Amazonino Mendes?

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* É jornalista e advogado. E-mail: octavio.pessoa.ferreira@gmail.com

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34 Comentários em: Desagravo ao povo paraense

  • A defesa cilvil e a prefeitura de manaus foram no local e ofereceram casas alugadas e pagas pela prefeitura para aqueles da area de risco em questão. alem de moradia foi oferecido tbm. alimentação , terrenos em locas não de risco, material de construção, e homens da prefeitura para auxiliar na construção das casas, para eles próprios , aí vem uma senhora que concertesa foi favelada aí no pará, e começa a bater boca com um prefeito. essa infeliz não sabe que dá prisão um desacato a uma autoridade. ou aí no pará não tem lei mesmo. a prefeitura oferece tudo para os moradores sairem daquele lugar, mesmo assim muitos se recusam , mais eu sei o que ela realmente estava querendo. uma casa pronta em um dos conjuntos habitacionais em construção na cidade.
    voces acham correto dar moradia a pessoas que invadem area verde transformando-as em areas de risco???
    os paráenses chegam em manaus, sem estudo, sem eira nem beirra e a primeira coisa que fazem é invadir locais arborizados, areas verdes, florestas e saem queimando tudo que veem pela frente.
    e logo depois quem uma casa novinha aqui na cidade. e logo em seguida eles vendem a casa e mais uma vez invadem novamente. muitas da vezes terras particulares.
    ODIAMOS OS PARÁENSES

    • Prepare-se para a prisão queridinho ela está caminho.

    • Antes de replicar qualquer para esse inergumeno aqui, peço a ele que vá primeiro aprender o Português, depois falamos OK?

    • Vcs merecem o prefeito que tem Mauro, com esse pensamento racista e totalmente anti social demonstras claramente a péssima imagem que os manauaras fazem dos paraenses, certo dia, visitando meu irmâo ai em Manaus, quando chegavamos no Shopping fomos recebidos da seguinte forma por um amigo dele Manauara, após as devidas apresentações “agora a quadrilha está completa”.

      Se um dia vieres a Santarém nos procure, lhe daremos Amor e muito carinho, pode ter certeza disso, afinal somos PARAENSES.

    • Mauro, os paraenses realmente em sua maioria chegam em manaus, sem estudo, sem eira nem beira. Mas é o seguinte, são esses mesmos paraenses, que também tomam os empregos de vocês, chegam em manaus e são os preferidos dos empresarios amazonenses, são os paraenses que ocupam a maioria dos cargos e funções de chefe, gerencia ou diretor da maioria das empresas amazonenzes.
      Porque os empresarios amazonenses preferem os paraenses????
      Porque os empresarios amazonenses empregam os paraenses???
      Porque os paraenses, assim que chegam em manaus, logo arrumam emprego???
      SERÁ QUE REALMENTE OS PARAENSES SÃO, ANALFABETOS COMO VOCÊ FALA???
      pode ate ser… mais não são preguiçosos comos os amazonenses.
      Eu vim recentemente de manaus, pedé demissão da empresa que trabalhava. Até hoje, o meu ex-patrão, ta atraz de um substituto pro meu lugar. Ele ja me pediu pra eu indicar um PARAENSE.
      Da-lhe Pará…

      • Será que vc pediu demissão mesmo, manda teu CPF ai para ver se não tem nenhum mandado de prissão pra vc aqui da-lhe Pará

    • Caro Mauro, percebe-se que você não faz o menor sentido do caso em questão, é um completo ignorante vá estudar seu IMBECIL, ANALFABETO antes de sair por aí digitando asneiras.

      P.S. Aproveite e faça junto com seu prefeito um exame de faculdade mental.

    • É triste ver pessoas com esse tipo de pensamento, paraense é um povo feliz, hospitalero e trabalhador, sou “manauara” de nascimento e sem uma gota de orgulho, mas sou PARAENSE por opoção e com orgulho, as pessoas em Manaus chamam paraense de ladrão por pura inveja, porque o paraense consegue rapidamente emprego e as melhores vagas de trabalho, só que a parte mesquinha do povo amazonense é tão ignorante que não consegue entender que isso é fruto de esforço e dedicação e acima de tudo COMPETÊNCIA. Esse proprio Prefeito teve sua formação estudantil em Belém e Santarém, se ai é tão bom pq aconteceu isso então. Porque o Eduardo Braga é tão idolatrado em Manaus, o Secretario na época da escolha das Sedes da Copa e um dos principais responsaveis em levar Manaus a fazer parte disso é um Paraense nascido em Santarém. Caro Mauro os paraenses tem tanta compaixão em seu imenso coração que eu lhe digo que estais perdoado por sua ignorancia e arrogancia. Você pode vir a qualquer cidade do Pará, bater em qualquer porta paraense e eles lhe acolheram e lhe trataram como realmente um ser humano deve tratar o proximo com respeito e confiança!

    • Tenho certeza de que teu pensamento pequeno (se é que tens o dom de PENSAR) não é o mesmo de outros amazonenses. Então fale por você. Apesar de que seja do perfil do blogueiro o sigilo da fonte de informação, neste caso em particular seria interessante a localização do indivíduo MAURO para que o mesmo possa responder por PRECONCEITO e por DANOS MORAIS. Ele me fez lembrar de um sujeitinho covarde chamado Adolf Hitler. Um detalhe me chama a atenção quando se depara com essa “picuinha” Pará x Amazonas: ela só é evidenciada na capital, Manaus. Em cidades do interior não percebo isso. ABAIXO AMAZONINO E SEUS PUXA-SACOS NAZISTAS, pois para mim eles o são!

  • Estava assistindo jornal quando vi essa cena do prefeito de Manaus Amazonino , pois com essa atitude ele mostra que não esta preparado para administrar uma prefeitura , pricipalmente nessas situação.

    Pois a pessoa para esta ocupando o cargo de prefeito , governador , deve ser uma pessoa mediadora .

  • Afinal quem deve morrer? Mulher, pobre, ignorante, sem-teto e ainda paraense? Problemas sociais se resolvem com ação, prevenção e coragem, e não com ofensa e preconceito.

  • Vergonhosa a postura preconceituosa do mandatário amazonense. É inaceitavável esse preconceito oficial.

  • É, pensei que Tiririca só tinha no Congresso Nacional, mas tem também em Manaus, pois foi uma verdadeira palhaçada a atitude daquele que se diz prefeito de uma cidade brasileira. Da onde será que ele veio? Bem, não importa e sim que é brasileiro e tem que respeitar o povo brasileiro, independente de cor e classe social. Aquele prefeito e tão ignorante quanto a Mauro que fez comentário neste blog, dois Tiriricas da vida.

    • Não ofenda os palhaços e seu nobre trabalho de nos proporcionar alegrias, comparando-os a políticos da estirpe de Amazonino e seus asseclas. O Tiririca, por exemplo, nos faz rir…

  • caro mauro, os paraensens chegam em manaus sem estudo sem educação e viram logo gorvenadores desse seu estado alias sabe porque vcs tem tanta raiva de nós paraenses ? é por que muitos de vcs sao filhos de maes solteiras com pais nascido aqui no pará e crescem ouvindo as maes falarem mal de nos paraenses que passam o rodo nas mulheres feias dai pois afinal ai todo homem e dancarino de boi nao é ? dai tirem suas conclusoes

  • Mauro isso tudo é falta de EDUCAÇÃO vc não é diferente dessa mulher talvéz única diferença é porque vc nasceu ai em Manaus e pelo que eu sei o povo amazonense é VADIO E PREGUISOSO, so sabe comer Matrinchã e Bodó cheio de merda com pirão de farinha azeda e dançar em baixo do boi bumba e servir de fronteira para os traficante dos países vizinhos, pena que VC e seu Prefeito não conhecem sua origem. Mauro vamos trabalhar talvéz vc seja um funcionário do Prefeito coisa que voces fazem muito bénzinho é coisa com zinho, zinha, inho e inha isso é ser muito mesquinha. Mesmo assim eu gosto dos Amazonenses coitados deles sem os Paraenses estariam Fuuuuuuuuuuuu passando fome.

  • Jeso, eu sou paraense e ja morei em manaus dois anos. Os meus amigos que eu tive lá, sempre comentavam comigo: O MELHOR GOVERNADOR QUE O AMAZONAS JA TEVE, FOI O EDUARDO BRAGA. O proprio povo de manaus comentava isso. Agora adivinham de onde é o Eduardo Braga???
    DO ESTADO DO PARÁ…
    Agora a pergunta que nao quer calar…
    Porque os amazonenses elegeram por duas vezes um paraense como governador???
    Olha, eu não concordo com a resposta que os proprios manauaras me falavam…
    OS MANAUARAS DIZIAM QUE ELEGERAM O EDUARDO BRAGA, PORQUE ELE ERA O ÚNICO CANDIDADO NA ÉPOCA QUE ERA HONESTO.
    Agora os outros candidatos eram todos amazonenses.
    Não é atoa que comentam que o MESTRINHO ta enricando no inferno…

    • Veja bem, vc sabe quem mais vota em Amazonino aqui em Manaus é Paraense.
      Sabe que os proprios Paraense falam aqui, que a maior cidade do PARÁ e MANAUS.

  • Essa vai para os manauaras; O melhor governador da história recente do Amazonas é de onde? Isso mesmo amigos, do Pará; tanto que o elegeram com votação recorde para o senado da república. Sacanagem! até governador, senador nos temos que exportar pra vocês? brincadeira hein. Trata-se do paraense Eduardo Braga, vocês haviam esquecido disso?

    • paraenses dizem que o amazonas so e o que por causa deles de certa forma e verdade onde estariam nossos policiais sem eles dizem que somos da mesma gente mas isso nao existe tenho certeza que voces sao ladroes e nos preguicossos xe
      nofobicos

  • Esses infelizes ganharam esse brinquedinho chamado Zona Franca na época da ditadura militar, que custa uma fábula para o Brasil em renúncia fiscal, e acham que devem usufruir da benesse sozinhos, sem dar nada em troca ao país, aos brasileiros de outros estados que pagam impostos para eles se lambuzarem com quinquilharias produzidas em suas “maquiadoras”. Se puxarem esse tapete, fato que vem sendo adiado constantemente, eles não tem nada. Essa gente só não convive com mais migrantes porque vive nos cafundós do país, longe do litoral, e só sabem o que é rodovia quando assistem televisão, coisa que os vizinhos acreanos, rondonienses e paraenses já utilizam há décadas. Viver no isolamento, sem contato permanente com a civilização, resulta em ignorância, preconceito, aversão à diversidade. Portanto, não se deve dar muito destaque a essa atitude patética do político bufão manauara, pois acaba-se dando muita importância a gente e região cuja relevância é próxima de zero. O paraense tem a cultura da diversidade, pois acolhe em seu Estado gente de todas as regiões do país. Aqui no Pará vivem em grande número maranhenses, goianos, paulistas, mineiros, paranaenses, gaúchos, nordestinos em geral e oriundos de outros estados, em harmonia com a população local, e que escolheram esta terra para trabalhar e viver. Que sejam bem-vindos por ajudar a desenvolver o Estado e proporcionar uma atividade econômica diversificada, sustentável, sem artificialismo, sem necessidade de impor sacrifício ao contribuinte brasileiro ou de ter que ajoelhar-se diante do Congresso para implorar o adiamento do fim de qualquer sinecura. Somente um povo de mente aberta, em contato com o mundo e com habitantes de outras regiões do país, pode chegar a esse nível de hospitalidade do paraense.

    • É triste ver pessoas com esse tipo de pensamento, paraense é um povo feliz, hospitalero e trabalhador, sou “manauara” de nascimento e sem uma gota de orgulho, mas sou PARAENSE por opoção e com orgulho, as pessoas em Manaus chamam paraense de ladrão por pura inveja, porque o paraense consegue rapidamente emprego e as melhores vagas de trabalho, só que a parte mesquinha do povo amazonense é tão ignorante que não consegue entender que isso é fruto de esforço e dedicação e acima de tudo COMPETÊNCIA. Esse proprio Prefeito teve sua formação estudantil em Belém e Santarém, se ai é tão bom pq aconteceu isso então. Porque o Eduardo Braga é tão idolatrado em Manaus, o Secretario na época da escolha das Sedes da Copa e um dos principais responsaveis em levar Manaus a fazer parte disso é um Paraense nascido em Santarém. Caro Mauro os paraenses tem tanta compaixão em seu imenso coração que eu lhe digo que estais perdoado por sua ignorancia e arrogancia. Você pode vir a qualquer cidade do Pará, bater em qualquer porta paraense e eles lhe acolheram e lhe trataram como realmente um ser humano deve tratar o proximo com respeito e confiança!

  • Amazonino Mendes era (não sei se ainda é) idolatrado aqui em Santarém, principalmente por alguns empresários e pela turma do ex-prefeito Lira Maia, inclusive o pessoal que cuida (va) da criação do Estado do Tapajós. Não é a primeira vez que ouço como esse individua trata os paraenses.
    Infelizmente, não tenho dúvidas, que muitos dos paraenses que moram em Manaus votaram nesse sujeito.
    Tivéssemos um governador preocupado em defender a dignidade do seu povo, já teria feito um agravo contra esse crápula, mas são iguais, estão é dando risada da nossa indignação.
    Tem um cidadão santareno que é deputado e desfruta de prestigio por lá e o ex-governador Eduardo Braga? Todos quietinhos.

  • Mauro tenho pena de vc pois é um completo idiota !!!!!

    Cuidado com suas palavras !!! a roda da vida é cruel um dia vai pagar tudo que saiu dessa
    sua boca podre pode ter certeza…. sinto muito por vc .

  • Mauro !!!!!!!!

    SABE QUAL É O MAIOR SONHO DOS AMAZONENSES ?????
    é conhecer o PAI no PARÁ KKKKKKKKKK

  • Dói, né? Discirminação dói, não tem jeito. Agora, e a discriminação que os paraenses, particularmente o mocorongos (ou santarenos), fazem com os cearenses não conta, não? Com que conotação o termo arigó é usado em Santarém?
    Vejo que o povo de Santarém está chocado com o que foi protagonizado pelo prefeito de Manaus. Mas será que esse mesmo povo já parou para pensar que todo dia discrimina pessoas em decorrência de sua origem? Triste, né?
    Como diz o “arigó” Belchior em uma de suas músicas “amar e mudar as coisas me interessam mais”. Portanto, nada de ódio com os amazonenses que discriminam os paraenses. Na verdade, devemos respeitá-los e amá-los tal como aos “arigós”. Afinal, ninguém é melhor do que ninguém.

    • O termo “Arigó”, não é nativo de Santarém, é do Acre, no perído do Ciclo da Borracha, dito as nordestinos que trabalhavam nos seringais!
      No mais, a proximação com Manaus, faz com que os mocorongos peguem esse costume discriminatório dos Barés.
      Sei lá!.. deve ser a água!!..rsrs

    • Para reflexão deixo aqui então um grande poema intitulado FILHOS DA AMAZÔNIA, da autoria de Celdo Braga, conhecido compositor e músico amazonense.

      Eu gosto do Amazonas
      também gosto do Pará:
      a pupeca é daqui,
      maniçoba é de lá.
      Refresco de murici,
      tapioca com açaí
      é de lá e é de cá.
      Nosso é o Teatro Amazonas,
      o deles é o da Paz:
      Jóias da arquitetura,
      legados dos seringais.
      Templos que guardam memórias
      de momentos imortais.

      É linda a Estação das Docas
      na orla do Guajará:
      o passado transformado
      num lugar bom de ficar.
      Palco móvel, tocadores
      e o prazer de apreciar.

      A virgem da Conceição,
      padroeira nossa é.
      No Pará troca de manto
      e se chama Nazaré:
      ambas são Nossa Senhora
      madrinhas da nossa fé.

      Paissandu, Clube do Remo
      têm passado e tradição.
      Na Colina – são Raimundo,
      nosso querido Tufão
      já celebraram vitórias
      com taças de campeão.

      Fica difícil aplicar
      a lei da comparação.
      As coisas lindas daqui,
      lá no Pará também são.
      Além disso, tá bem claro,
      o Pará é nosso irmão.

      Negar a teia tecida
      dessa consangüinidade
      é macular a memória
      da nossa fraternidade.
      É romper inconseqüente
      laços da nossa amizade.

      Quem goza sempre se acha
      que já é o maioral.
      Tolo, não sabe que a vida
      trata todo mundo igual:
      quem planta o bem, colhe o bem,
      quem planta o mal, colhe o mal.
      Quantos irmãos paraenses,
      vivendo em nossa cidade,
      fazem do suor do rosto
      a nossa prosperidade:
      alheios, satirizamos,
      ferindo dignidades.

      Já é hora de um basta,
      ainda é tempo de parar.
      Peço desculpas pro Nilson
      e pra maninha Fafá.
      – tô saudoso de vocês
      e do melhor tacacá.

      O Rio Negro e o Solimões
      – encontro espetacular.
      No olhar não se misturam,
      mas no abraço milenar
      transformam-se no Amazonas
      Que segue em busca do mar.

      Quando bebe as águas verdes
      que cortejam Santarém,
      o grande rio Amazonas
      diz: Tapajós, mano, vem
      comungar do nosso abraço,
      precisamos ir além.

      Todos os rios abraçados
      chegam finalmente ao mar.
      E nós aqui do Amazonas,
      onde queremos chegar
      com pilhérias de mau gosto
      desdenhando do Pará.

      Devemos aos paraenses
      um pedido de perdão.
      Somos filhos da Amazônia,
      mesmo céu e mesmo chão.
      Quem tolda o rio que navega,
      bebe o mar da solidão.

  • Há muito tempo que o Blog do JESO teve um dos maiores e mais comentados posts. O tema era a derrota de belém para manaus como sede da copa. Nos diversos comentários que foram postados lá ganhava relevo o de um amazonenze que se identificava como mauro, ou mauro cactus. Quem quiser recordar as nojeiras que esse moleque escrevia basta ler. Esse rapaz trabalha comercialmente também no RS e ja fez em diversos blosgs de SC comentarios odientos na epoca da catastrofe das chuvas. Infelizmente estou sem tempo de recuperar o ORKUT e o endereço pessoal desse imoral.

    As nojeiras desse rapaz é para além do bairrismo. Tem diversos posts na internet contra mulheres, a quem trata com despreso, mesmo sendo pai de uma linda criança do sexo feminino. Se duvidam do que eu digo, por favor recorram ao antigo POST que existe nesse blog.

  • Caros amigos leitores e formadores de opinião, é notória a revolta de todos, inclusive minha, diante de uma situação tão absurda. No entanto, proveis que sois melhores preparados para enfrentar o fato, não disseminando ódio, rancor, preconceito, falta de emprego da boa educação, palavras esdruxulas ou qualquer forma de ataque ao povo amazonense, pois ao fazê-lo, estareis também vos tornando um Amazonino da vida. Deixai a razão, ao invés da emoção pura, falar mais alto, para que ao final não estejais igual a quem vós estais a criticar. Paz e bem a todos!

  • Veja até que ponto chega o preconceito dos amazonenses contra os paraenses.

    Esta notícia consta na internet:

    JUIZ PARAENSE SOFRE DISCRIMINAÇÃO NO AMAZONAS

    Domingo, Janeiro 29, 2006
    Manaus contra o PA
    Manchete deste domingo no Diário do Pará:
    Guerra ao preconceito entre Amazonas e Pará

    Com depoimento até de um santareno, o juiz trabalhista Vicente Malheiros:
    – E isso não é de agora. Eu mesmo, enquanto juiz do trabalho, em Manaus, no início da década de 80, sofri esse tipo de discriminação, juntamente com outros colegas paraenses.
    Autor: Jeso Carneiro @ 1/29/2006 08:58:00 AM

    http://jesocarneiro.blogspot.com/2006/01/manaus-contra-o-pa.html

    MORDE E ASSOPRA…

    O desembargador (e compositor) Vicente Malheiros da Fonseca foi dar um pulo ainda este ano em Manaus (AM).
    É que ele foi comunicado pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho) do Amazonas que foi um dos agraciados com a Ordem do Mérito Judiciário, no grau comendador.
    A honraria, a ser entregue em data ainda a ser definida, foi conferida ao santareno em função de seus relevantes serviços prestados àquela Justiça trabalhista amazonense.

    Comentário de
    Antonio Santiago Junior disse:

    10/07/2010 às 02:16
    Parabéns ao Prof. Vicente Malheiros.
    Outro dia, li na Internet esta informação, que mais enobrece o magistrado paraense agora homenageado pelo TRT do Amazonas:
    Juiz – O juiz trabalhista Vicente Malheiros sentiu na pele esse preconceito contra paraenses no Amazonas. O que, segundo ele, ocorre em todos os níveis. “E isso não é de agora. Eu mesmo, enquanto juiz do trabalho, em Manaus, no início da década de 80, sofri esse tipo de discriminação, juntamente com outros colegas paraenses”. Segundo o magistrado, o caso foi parar no TST, onde ele obteve ganho de causa em mandado de segurança para desfazer arbitrariedade que ali sofreu no exercício da judicatura.
    “Tive de submeter-me a novo concurso público para reiniciar a carreira na magistratura trabalhista em Belém, com graves prejuízos funcionais, materiais e morais. Outro colega também saiu de lá e fez novo concurso para o TRT de São Paulo”. O magistrado considera tão absurdo esse procedimento que ainda tem vontade de escrever um livro para narrar os inacreditáveis acontecimentos. “Vejo com tristeza que o preconceito continua e já está provocando vítimas fatais, conforme notícia da imprensa”, lamenta. “Afinal, somos todos amazônidas e brasileiros”.

    Confira no blog do Jota Parente:
    http://jotaparente.blogspot.com/2006/01/preconceito-que-mata.html

    http://www.jesocarneiro.com.br/uncategorized/honraria-do-amazonas.html#12986355683321&id=6368&height=473&width=295

    Juiz – O juiz trabalhista Vicente Malheiros sentiu na pele esse preconceito contra paraenses no Amazonas. O que, segundo ele, ocorre em todos os níveis. “E isso não é de agora. Eu mesmo, enquanto juiz do trabalho, em Manaus, no início da década de 80, sofri esse tipo de discriminação, juntamente com outros colegas paraenses”. Segundo o magistrado, o caso foi parar no TST, onde ele obteve ganho de causa em mandado de segurança para desfazer arbitrariedade que ali sofreu no exercício da judicatura.

    “Tive de submeter-me a novo concurso público para reiniciar a carreira na magistratura trabalhista em Belém, com graves prejuízos funcionais, materiais e morais. Outro colega também saiu de lá e fez novo concurso para o TRT de São Paulo”. O magistrado considera tão absurdo esse procedimento que ainda tem vontade de escrever um livro para narrar os inacreditáveis acontecimentos. “Vejo com tristeza que o preconceito continua e já está provocando vítimas fatais, conforme notícia da imprensa”, lamenta. “Afinal, somos todos amazônidas e brasileiros”.

    http://jotaparente.blogspot.com/2006/01/preconceito-que-mata.html

  • O CARA FOI PRO INFERNO E O SATANÁS MANDOU ESCOLHER O SEU LUGAR DE TORTURA ! APÓS VISITAR VÁRIOS LUGARES SE ENCANOU COM UM LUGAR ONDE SE VIA UMA PRAIA COM UM HOMEM TOMANDO CERVEJA E COM UMA MULHER NO COLO E ASSISTINDO TV. ELE DISSE PRO CAPETA ! PÔ ! É AQUI QUE EU QUERO PASSAR O RESTO DA MINHA MORTE ! O CAPETA DISSE : PENSA BEM ! A PRAIA É PONTA NEGRA, O UÍSQUE É PARAGUAIO, A MULHER NO COLÓ É A SUA SOGRA E O PROGRAMA QUE ELE ESTÁ ASSISTINDO É O DO RATINHO NO S.B.T !!!!

  • Prezados,

    O que acontece com os amazonese e os Paraenses é igual Brasil e Argentina só vivem com essas picuinhas.
    Acho eu que cada um tem que olhar pro seu proprio umbigo e pára com esses preconceitos idiota que não vão a lugar nenhum.

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