Pará 2018: as chances de cada uma das 23 coligações para Câmara e Alepa. Por Alan Riker, Plenário da Alepa
Plenário da Alepa, em Belém

Há várias maneiras de montar previsões eleitorais. Em se tratando de eleições proporcionais – vereador e deputado -, há basicamente duas: uma “de cima para baixo”, na qual quadros históricos gerais têm mais importância e nos quais  percentuais teóricos de queda ou crescimento são aplicados, e outra, mais adequada, “de baixo para cima”, mapeando as possibilidades de voto de cada candidato singular.

Alan Lemos Riker

Há uma terceira, muito interessante e mescla das duas supracitadas, que é trabalhar com faixas de expectativas de votação para cada perfil de candidato.

O que o candidato é: um radialista consolidado? Um sindicalista? Um funcionário público membro da classe média? Um feirante querido por muitos? Um político que ficou em segundo lugar para prefeito de um município importante? Um jovem do movimento estudantil? Um atual deputado? O filho de um atual deputado?

Baseado nisso é possível estipular uma faixa de votos esperada.

O objetivo não é acertar o resultado do candidato individualmente, mas sim “acertar” o resultado da chapa, o que se torna viável porque muitos resultados variantes dos candidatos, negativos ou positivos, tendem a compensar resultados simetricamente variantes de outros candidatos: positivos ou negativos, e aí o cômputo final caminha para uma margem de erro minorada.

Partidos que têm candidatos fortes a cargos majoritários (prefeito, senador, governador e presidente) atraem votos de legenda e podem ajudar a eleger até mesmo um deputado extra, fato que corrobora a importância do contexto.

Tais números refinados estão na posse de cada presidente de partido e são tratados quase como segredos industriais, que não os divulgam: no máximo de maneira inflacionada, para nutrir os sonhos de candidatos menores.

A composição das chapas, publicadas pelo TRE, dá um contorno quase perfeito dos possíveis resultados das chapas.

Apresento a seguir uma avaliação minha preliminar e pouco refinada das 23 chapas proporcionais lançadas no Pará para as eleições 2018: 7 para deputado federal e 16 para deputado estadual.

A metodologia utilizada foi a verificação dos votos cada partido em 2014, a soma dessas votações dentro das atuais coligações de 2018, crédito/débito de votos em decorrência de migrações partidárias dos candidatos mais importantes e um toque de empirismo para deduzir se cada composição tem viés de queda ou de alta.

Manter a mesma “votação equivalente” significa que o partido manteve o mesmo percentual de votos. Ressalto que elas não são exaustivas, mas sim totalmente abertas a contribuições.

DEPUTADO FEDERAL

— “RENOVAÇÃO E TRABALHO”: MDB / PSD / PR / PP / PTB / PSC / PSL / PRB / PMB / PHS / PODE. Total: 25 candidatos

Essa composição partidária em 2014 somou o equivalente a 6,8 quocientes, sendo possível eleger 7 deputados.

Deverá produzir ao menos 7 eleitos, podendo chegar a 9. Para atingir o décimo deputado, é necessário que sua votação equivalente cresça 26% e atinja metade dos votos válidos do estado, o que não parece factível.

Mesmo que hipoteticamente sua votação caia 12%, ainda suportará 7 vagas. Acredito em 8 a 9 cadeiras.

Migrações importantes em relação a 2014: Chapadinha (63 mil votos a federal), Eduardo Costa (43 mil votos a estadual), Júnior Ferrari (63 mil votos a estadual) e a legenda a ser puxada por Bolsonaro para a legenda 17 (deduzo pelo menos 24 mil votos). Além disso, apenas substituições como a de Lúcio Vale pelo seu irmão e de Josué Bengtson pelo seu filho. Não houve evasão expressiva.

Os nomes expoentes, em ordem alfabética: Beto Salame, Chapadinha, Cristiano Vale, Eder Mauro, Eduardo Costa, Elcione Barbalho, Joaquim Campos, Joaquim Passarinho, Júlia Marinho, Júnior Ferrari, Paulo Bengtson, Priante, Pastor Vavá e Simone Morgado.

Desses, ao menos 4 deverão ficar desempregados a partir de 2019.

— “TODOS PELO PARÁ”: PSDB / DEM / PSB / PDT / SOLIDARIEDADE / PPS / PMN. Total: 24 candidatos

Esse hepteto somou em 2014 o equivalente a 5,7 quocientes, cenário no qual seria possível eleger até seu sexto candidato. Para manter o mesmo número de eleitos, essa chapa ainda suporta uma queda de 11% na votação equivalente. Por isso, o pior dos cenários é de 5 cadeiras, na qual uma queda seria de até 25%.

Para chegar ao oitavo deputado, é necessário crescer 18% e conquistar 40% do público. Prefiro acreditar entre 5 a 6 eleitos.

Adesões importantes em relação a 2014: Celso Sabino (40 mil votos a estadual), Cássio Andrade (38 mil votos a estadual), Olival Marques (33 mil votos a estadual), Elivan Faustino (29 mil votos a prefeito de Marituba), Tetê Santos (22 mil votos a estadual) e votos na legenda 12 puxada por Ciro Gomes (possivelmente no mínimo 20 mil votos).

O PSDB e aliados teviram fortes baixas em relação a 2014: Nélio Aguiar (85 mil votos), Marcelo Catalão (41 mil), Mário Moreira (40 mil), Wandenkolk Gonçalves (37 mil), falecido Nicias Ribeiro (34 mil), Denise Gabriel (33 mil), Josias Higino (30 mil), Zeca Pirão (26 mil), Chita (22 mil), Pastor Carlos Alberto (21 mil), Antônio Armando Jr (18 mil), Valry Moraes (16 mil), Waldoli Valente (15 mil), Luziane (15 mil), Vieira (15 mil) e José Sidney (13 mil), entre outros que não atingiram os 10 mil votos.

Os votos de Wlad Costa estão hipoteticamente creditados a seu filho. Dentre os supracitados, o saldo fica negativo em torno de 300 mil votos, o que levaria a chapa a 4,4 quocientes: garantindo 5 vagas.

Para conquistar a sexta vaga é necessário recuperar 160 mil dentre os 460 mil dos emigrantes – pouco mais de um terço.

Os candidatos de destaque, em ordem alfabética: Cássio Andrade, Celso Sabino, Giovanni Queiroz, Hélio Leite, Jordy, Nilson Pinto, Olival Marques e Yorann Costa.

Três ou quatro deles deverão ficar de fora da lista de eleitos.

— “PRA VIVER EM PAZ “, ex-“LULA LIVRE”: PT/PCdoB. Total: 8 candidatos

A dupla chegou a 2,8 quocientes em 2014 e garantiria o terceiro deputado, que inclusive acabou sendo dado ao PMDB, por estar coligado naquela altura.

Esta é a primeira eleição federal fora da era Lula-Dilma. O PT está sem a estrutura do governo federal, Lula está primeiro nas pesquisas, porém sem certeza de conseguir concluir a campanha. Isso deverá se refletir nas chapas. O que vai acontecer? Cada pessoa tem uma resposta.

Mesmo caindo 27% em votação equivalente, o PT/PCdoB garantem duas cadeiras. Somando a votação dos 8 candidatos, seus congêneres e mais metade dos votos em legenda, puxados sobretudo pela ampla votação de Dilma, chegamos a 2,2 quocientes.

Acredito em duas garantidas. Diz-se que o cabeça-de-chapa é Beto Faro, enquanto Ana Júlia e Airton Faleiro, herdeiro político do senatoriável Zé Geraldo, disputam a garupa da chapa. Não podemos esquecer ainda que Miriquinho Batista está aí.

— “JUNTOS PARA MUDAR”: PSOL / PPL / PCB. Total: 26 candidatos

O nome dessa chapa é Edmilson Rodrigues, que briga pela reeleição. Esses “pês” somaram em 2014 pouco mais de um quociente. A saída relevante foi a de Márcio Pinto (15 mil votos para deputado federal), atual primeiro-suplente do deputado.

O único nome expressivo é o de Edmilson. Ser o mais votado da chapa não é sua preocupação, visto que ele deve ter cerca de 20 vezes mais votos que o segundo colocado, mas sim totalizar cerca de 220 mil votos, seja em seu próprio nome, seja no funil dos outros 25 candidatos ou ainda puramente nas 3 legendas coligadas.

Provavelmente ficará um pouco acima do quociente eleitoral. O primeiro suplente poderá ser, por exemplo, Carlos Vaz (vice-prefeito de São Miguel do Guamá até 2016) ou Rubenixon (ex-vereador de Castanhal).

A chapa tem 2 candidatos a mais que em 2014, o PPL foi renovado e parte do PSOL também.

— “PARÁ RENOVA”: AVANTE / PROS / PATRI / PTC / DC. Total:  27 candidatos

Esse quinteto em 2014 somou pouco mais de 60% de um quociente, ainda distante para eleger alguém.

Para piorar, houve a evasão do eleito Beto Salame (93 mil votos), degradando o histórico da chapa para não mais que 20% do quociente.

Aparentemente há apenas um nome de relevância: Chico da Pesca (49 mil votos a estadual em 2010). Caso consiga repetir aquela votação, é necessário que todos os candidatos mantenham uma média de 7 mil votos cada, o que é difícil.

Acredito que será uma verdadeira surpresa se esse conjunto atingir a linha de corte.

— “AMOR PELO PARÁ”: PRP / PRTB / REDE / PV. Total: 27 candidatos

A união do quarteto em 2014 não conseguiu atingir sequer um décimo de quociente eleitoral e não parece ter ganhado substância suficiente para decuplicar sua participação.

Seus nomes de maior relevância não demonstram conseguir chegar ao quinto dígito de votação. 

Não acredito que vá eleger alguém.

DEPUTADO ESTADUAL

— “LUTANDO PELO PARÁ”: PSDB / DEM / PDT / PRP. Total: 61 candidatos

A “chapa do PSDB” somou 9,9 quocientes, suficiente para chegar o décimo-primeiro estadual. Em um cenário de perda de 22% da votação equivalente ainda conseguiria manter 9 mandatos. Em um cenário de crescimento de 12% pode chegar a 13 eleitos.

A chapa ganhou vários reforços: Alexandre Von (57 mil votos para prefeito de Santarém), Júnior Hage (45 mil votos a estadual), Fernando Coimbra (45 mil votos a estadual), Hilton Aguiar (40 mil votos a estadual), Eliel Faustino (30 mil votos a estadual), Sancler Ferreira (30 mil votos para prefeito de Tucuruí), Dr. Daniel (12 mil votos para vereador de Ananindeua), Adriano Coelho (10 mil votos a vereador Belém) e Victor Dias (8 mil votos para vereador de Belém).

As perdas mais importantes foram: Márcio Miranda (83 mil votos), Eliane Lima (42 mil votos), Celso Sabino (40 mil votos), Henderson Pinto (31 mil votos), Hildegardo Nunes (27 mil votos), Pio X (24 mil votos) e Rildo Pessoa (14 mil votos). O saldo fecha próximo do zero.

Apesar de a banda de variação ir de 9 a 13, prefiro arriscar uma faixa de 10 a 12 eleitos.

Os nomes que demonstram maior relevância, além dos reforços supracitados, são: Ana Cunha, Cilene Couto, Haroldo Martins, Luth Rebelo, Milton Campos e Miro Sanova.

A lista está em 15 nomes. Desses, de 3 a 5 deverão ganhar do TRE um diploma de suplente. É possível que a marca necessária para se eleger seja de 40 mil votos.

— “ESPERANÇA RENOVADA”: MDB / DC / PSD. Total: 55 candidatos

“A chapa do MDB” auferiu 9,3 quocientes em 2014, o que garantiria 10 e tocaria na possibilidade do décimo primeiro. O leve crescimento em seus números gera 11 mandatários; um decréscimo ou acréscimo de 9% a fará ganhar ou perder uma cadeira; 18% para mais ou para menos a farão variar de 9 a 13.

Suas aquisições mais chamativas são: Alysson Pontes, Gustavo Sefer, Jefferson Lima, Paula Titan, Maneschy e Valmir Mariano da Integral.

Entre as baixas estão: Edson Oliveira (27 mil), Leôncio (22 mil), Professora Nilse (20 mil), Josefina do Carmo (17 mil), Aldo Tartari (13 mil) e Jair Martins (10 mil).

É possível que o encontro de contas resulte em um saldo positivo. Talvez possamos arriscar uma faixa de 11 a 12 vitoriosos.

Além das aquisições citadas no parágrafo anterior, com nomes de destaque é possível arrolar: Coronel Neil, Chicão, Dr. Wanderlan, Eraldo Pimenta, Gesmar Costa, Iran Lima, Martinho Carmona, Ozório Juvenil, Scaff, Antônio Rocha, Chamonzinho e Michele Begot. Até aqui são 12 nomes.

Pode ser que um ou outro fique fora do barco. Quem sabe 30 mil votos não sejam o suficiente para ganhar?

— PT isolado. Total: 23 candidatos

Ao contrário da chapa federal, a estadual não tem uma quantidade tão pequena de candidatos.

Aqui também ocorreu o mesmo que na chapa federal: o PT fez 4,2 quocientes, podendo mandar 4 membros para a Alepa, mas parou no terceiro, porque o último foi dado ao PMDB em 2014.

Mesmo que sua fatia nos votos caia 39%, o partido ainda mantém seu triunvirato na Alepa. Caso caia apenas 18% serão conquistadas 4 cadeiras. Se conseguir crescer 2% vai ao quinto parlamentar.

De nova presença importante há apenas Carlos Martins (41 mil votos a federal).

Dentre suas fugas temos: Airton Faleiro (33 mil), Edilson Moura (20 mil), Zé Maria (19 mil), Luziane Cravo (19 mil), Lucineide Pinheiro (13 mil) e Davi Passos (11 mil).

A conta parece dar negativo. Acho que são 3 eleitos, podendo chegar a 4. Seis destaques são: Bordalo, Carlos Martins, Dilvanda Faro, Dirceu ten Caten, Alfredo Costa e Regina Barata.

Talvez apenas dois deles ultrapassem a marca dos 30 mil votos, então o último poderia entrar com algo como 25 a 27 mil votos.

— “PARÁ FICHA LIMPA”: PPS / PMN / PRTB. Total: 62 candidatos

Apenas um deputado estadual tenta a reeleição por essa coligação que atingiu 1,72 quocientes e poderia ter eleito 2 parlamentares em 2014. Com um plantel variado demonstra manter o nível.

Aquisições: Gerson Peres (62 mil votos), Wellington Magalhães (6 mil votos) e outros menores.

Perdas: F. Alves (11 mil votos), Prof. Elias (7 mil votos), Dayan Serique (7 mil votos). Aparentemente está projetada para conduzir dois deputados à Alepa: possivelmente Thiago Araújo e Gerson Peres.

Para ser eleito provavelmente serão necessários no mínimo 30 a 35 mil votos, mas a primeira-suplência pode ficar abaixo dos 15 mil.

— “RENOVA PARÁ”: PODE / PTB / PSL / PROS / AVANTE. Total: 62 candidatos

As cinco agremiações em 2014 chegaram aos 2,6 quocientes, garantindo o terceiro eleito, e há apenas um deputado tentando reeleição nela: sinais claros de que, se o substancial do plantel de candidatos e eleitorado não foi perdido, poderá ser uma das chapas mais acessíveis para se eleger.

Perdas relevantes: o PTB de 2014 foi dizimado (121 mil votos), seu atual quadro de candidatos é neófito, o PSL era incipiente e a saída de Zé Augusto (15 mil).

Se considerarmos só as perdas, a coligação tende a eleger apenas um quociente cravado, mas quando consideramos as adesões, como Rildo Pessoa (14 mil votos a estadual) e Nilton Neves (7 mil votos a vereador de Belém), e várias adesões a todos esses partidos, cria-se o contorno de duas vagas, além do fato de o PSL herdar vários votos da legenda de Bolsonaro, talvez aí 16 mil.

Entre seus renomados, é possível citar primeiramente Soldado Tércio e Ângelo Ferrari, e secundariamente Rildo Pessoa e Nilton Neves. Talvez o necessário para ganhar seja no mínimo 40 mil votos.

— PSB isolado. Total: 19 candidatos

Já faz algumas eleições que o PSB vem sozinho e faz uma dupla. Desta vez pode ocorrer o mesmo.

Em 2014, fez 2,15 quocientes e seus dois eleitos estão disputando outros cargos: Cássio Andrade a deputado federal e Sidney Rosa a senador.

A saída deles da chapa representa, a princípio, uma baixa de 78 mil votos, o que faria a chapa recuar para 1,3 quociente e eleger apenas um.

Caso perca no máximo um quinto de sua última participação no eleitorado, mantém 2 cadeiras, o que é factível. O PSB garante 1 e pode fazer 2.

Adesões e ao mesmo tempo nomes de relevo: Bosco Gabriel (vice-prefeito de Paragominas de 2012 a 2016), Zé Francisco (29 mil votos para deputado estadual), Gleisson (7 mil votos para vereador de Belém) e de Fábio Filgueiras, vereador em Ananindeua e ex secretário da Sejudh no governo Ana Júlia – e principalmente o queridinho de Cássio Andrade.

Parece que o necessário aqui será de 30 mil votos para garantir.

— PR isolado. Total: 31 candidatos

Em 2014, o PR era o chassis da coligação PR/PHS/PROS, na qual lucrou uma cadeira de deputado, pois entrou com 1,99 quociente eleitoral e saiu com 3 mandatos.

Teve a adesão de Antônio Tonheiro (34 mil votos), que saiu do recém-nascido PPL, e perdeu Júnior Hage (45 mil votos), Rui Begot (25 mil), Nadson (20 mil votos) e Alexandre Guimarães (13 mil votos).

Esse saldo por si só levaria o partido a 1,2 quociente. A saber se os novos candidatos conseguirão angariar 50 mil votos para chegar à segunda vaga.

Tal qual o PSB, o PR garante 1 e pode fazer 2. O problema é que nele já tem 3 parlamentares tentando a reeleição  – quais sejam, Antônio Tonheiro, Divino dos Santos, Renato Ogawa – sinal claro de que deverá ser uma dança das cadeiras. Talvez 40 mil votos seja o necessário.

— PSC isolado. Total: 53 candidatos

O partido do vice-governador também veio sozinho em 2014, recebeu 1,82 quociente e elegeu dois estaduais, incluindo o menos votado dentre os 41, com praticamente o mesmo número de candidatos.

Agora parece repetir a estratégia e querer repetir o feito.

Perdas: o mais votado da chapa, Olival Marques (33 mil votos), Professor Duarte (8 mil), Arnaldo Sereni (8 mil) e outras que não chegam a 8 mil votos cada.

Com as perdas, o partido deve ir a uma cadeira, mas com adesões deve recuperar o segundo. Então, tal qual PSB e PR, o PSC garante 1 e pode fazer 2.

Aqui apenas um político, Dr. Jaques, tenta a reeleição: então, caso haja uma segunda vaga deve ficar (novamente) bem acessível.

Os possíveis nomes para ocupá-la podem ser: Dinely (6 mil votos para vereador de Belém) ou algum líder evangélico. Fica difícil arriscar uma marca de votos para ser eleito, mas pode ser, por exemplo, 15 mil ou 20 mil.

— “FRENTE HUMANISTA PROGRESSISTA”: PP / PHS, 53 candidatos

Começa agora o rol de chapas que demonstram capacidade de eleger apenas um deputado: chapas monodeputado, por assim dizer.

Em 2014, este dueto amealhou 1,38 quociente, sendo que o principal candidato responsável por esse resultado foi Luiz Sefer, com 34 mil votos, e não é candidato.

Além dele, do PP vieram 23 mil votos (um-quarto de quociente), já incluindo votos que Jefferson Lima atraiu em legenda e agora não existirão mais.

Já no PHS a líder em votação também se evadiu: Adriana Andrade, com 20 mil votos, o mesmo destino tomaram o Pastor Guilherme Lessa (8 mil), Carlinhos Cancela (8 mil) e outros menores: só essas baixas deixam o PHS com tão somente 32 mil votos (um terço do corte).

Somando os dois residuais chegamos a um estoque de votos da ordem de 60% do necessário para se chegar ao primeiro deputado. Os cerca de 30 novatos demonstram cobrir os 40% restantes.

Os dois nomes que demonstram relevância são o ex-deputado federal Valry Moraes (16 mil votos a federal) e o vereador de Belém Igor Normando (10 mil votos). Acredito em um eleito. Talvez na casa dos 15 mil votos.

— “JUNTOS PARA MUDAR”: PSOL / PPL / PCB. Total: 42 candidatos

Repetindo a mesma composição da chapa federal, a “chapa do PSOL” apresenta um histórico de 1,37 voto. A maior perda foi no PPL: o deputado eleito Antônio Tonheiro, deixando esta composição com “um grão de feijão” abaixo do ponto de corte: exatamente o que ocorreu com a chapa do PSOL em 2014.

Para não repetir a mesma experiência, agregou margem de segurança ao trazer reforços importantes como Beto Andrade (13 mil votos para prefeito de Ananindeua), lideranças do interior, 13 candidatos do PPL, a pura legenda do PCB (que não tem candidatos, apenas legenda) e a candidatura de Ursula Vidal ao senado, o que deve engordar a legenda estadual em algo entre 5 a 10 mil votos, se equivalendo assim a mais um candidato.

Tal qual na candidatura federal do PSOL, na estadual a chapa também tem nome e sobrenome: Marinor Brito (34 mil votos a estadual).Acredito em uma eleita: Marinor.

— Partido SOLIDARIEDADE isolado. Total: 30 candidatos

Em 2014, o “SD” lançou 9 candidatos numa coligação com outros cinco partidos pequenos, obteve 1,3 quociente e elegeu dois: ambos foram embora.

Também saíram: Ademar (12 mil votos) e Miguel Rodrigues (6 mil votos). Bastou isso para emagrecer o arcabouço do Solidaridade para tão somente 30% de quociente.

Com a entrada de Zeca Pirão, esse número talvez suba para 50%. Os 50% deverão ser cobertos por algum voto na legenda 77, puxado candidato ao senado Wladimir, e pelos mais de 20 novos candidatos, muitos deles ligados ao ramo do entretenimento, devendo cada um manter uma votação média de 2 mil votos para bater o quociente.

A dupla que deverá duelar pela possível única vaga parece ser Zeca Pirão (27 mil votos a federal) e Rui da Princesa (19 mil votos a deputado estadual).

Mas como dizem os apostadores de cavalo, é pule de dez a eleição de Renilce Nicodemos Lobo, ex-titular da Seel.

 Acredito em uma vaga.

— “PATRIOTA CRISTÃO”: PTC / PATRI. Total: 33 candidatos

Outra chapa com nome e sobrenome. Em 2014, a dupla bateu 95% no quociente. Resta saber se agora conseguirá chegar aos 100% com 7 candidatos a menos: naquele ano, dos 40 candidatos, 33 não atingiram sequer mil votos – caso  o eleito mantenha sua faixa de 44 mil votos, basta que os outros mantenham uma tranqüila média de 1.500 votos.

As únicas perdas relevantes foram Téo (12 mil votos) e Sinoé Avanzini (9 mil votos). Recebeu reforços de pastores, comunicadores e candidatos com outros perfis.

Chapa montada com todos os traços de fazer uma cadeira. A “Patriota Cristão” também tem um capitão absoluto para chamar de seu: o deputado estadual Raimundo Santos, que provavelmente será seu único eleito, por ser muito mais cotado que qualquer outro pleiteante. Acredito em um eleito.

— PCdoB isolado. Total: 45 candidatos

Mais uma chapa com líder definido: Lélio Costa, deputado estadual que tenta a reeleição. Em 2014, os comunas também vieram isolados e angariaram 104% do quociente: vem com quase 20 candidatos a menos que da vez passada, a chapa perdeu Moa Moraes (15 mil votos), Roquevam (7 mil votos), Sandra Batista (6 mil votos), entre outros menores.

Ganhou reforços como o vereador de Belém Altair Brandão, ex-candidata a prefeita de Alenquer Áurea Nina, ex-prefeito de Xinguara Davi Passos, ex-prefeito de Óbidos Mário Henrique Guerreiro, entre outros.

Provavelmente fará um eleito e seu cabeça-de-chapa é Lélio Costa. Não tenho como arriscar o nome do primeiro suplente.

— “POR UM PARÁ MELHOR”: PRB / PMB. Total: 62 candidatos

Empatada com a coligação “RENOVA PARÁ” como campeã em número de candidatos, esta dupla em 2014 chegou a 90% do quociente: o PMB só ganhou seu registro definitivo em 2015, então não participou das eleições 2014.

Já o PRB veio em uma coligação com outros cinco partidos pequenos: 24 candidatos, sendo que 19 não chegaram aos mil votos. Os outros 5 se evadiram, incluindo o líder, deputado Divino (37 mil votos).

Tal perda, a princípio de 66 mil votos – mais de 70% do quociente, deixando menos de 20% – representaria o sepultamento da chapa não fosse a renovação ocorrida: de no mínimo 40 novos nomes.

A cabeça-de-chapa provavelmente será Professora Nilse, ex-PMDB de Ananindeua. Deverá ser eleita caso mantenha a marca de 20 mil votos, obtida em 2014, e, por exemplo, que poucas pessoas mantenham algo na casa dos 5 mil votos e a massa residual fique na casa dos mil votos cada.

Outro nome cotado é de Fábio Freitas, presidente estadual do PRB e candidato da Igreja Universal.

Acredito na possibilidade real de uma a duas vagasParece que 20 mil votos bastam.

— “PV, REDE”: PV / REDE. Total: 15 candidatos

Em 2014, o Rede não existia, mas o PV, tal qual agora, lançou 19 cidadãos: juntos não chegaram a um terço do quociente e ninguém chegou a 10 mil votos.

Agora algo muito semelhante deverá ocorrer: com 15 pleiteantes sem expressão, o PV e a Rede não têm condições reais de chegar à assembléia. Seria necessário que todos ficassem na média de 6 mil votos e no mínimo um conseguisse subir a 10 mil votos, marcos que parecem bem difíceis de ocorrer.

— PSTU isolado. Total: 2 candidatos

Tal qual a coligação PV-Rede. Tratam-se mais de candidaturas de protesto.

Alan Lemos Riker é petroleiro e “espectador da política”.

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