Por novas lembranças imagéticas, de Rômulo Viana, Fotógrafo

por Rômulo Viana (*)

Quando iniciamos o aprendizado de aprender a fotografar tudo se torna fotografável aos nossos olhos. Logo, o nosso álbum virtual cresce de tal forma que não conseguimos mais espaço para guardar tudo aquilo que clicamos.

E como imagens, essas capturas ganham simbolismo especial ao passo que relutamos muitas vezes em apagar esta ou aquela imagem. Mas chega o momento em nosso progresso que precisamos recapturar de forma nova todos os instantes inúmeras vezes clicados por nós. Temos que matar aquelas velhas imagens!

Uma foto é muito mais que uma impressão num quadro, ou as curtidas recebidas quando exposta em rede social.

Fotografias são memórias imagéticas. São traduções de uma vida, de um recorte (a)temporal, de alegrias e tristezas reveladas por meio de um processo mecânico-químico.

Mas uma fotografia não pode tornar mecânico o olhar do operador da câmera. Por isso, matei minhas fotografias antigas (deletei literalmente). Pus-me num processo de fazer totalmente novo o velho; de dar luz a novos ângulos e conceitos próprios.

E hoje, 8 de janeiro, que comemoramos o Dia do Fotógrafo, mais que nunca (re)pensemos no nosso conceito de produção de imagens, no nosso conceito de memórias imagéticas uma vez que, a todos que fazem uso da criação de imagens (fotografando), recebem também o título de fotógrafos.

Sim! Fotógrafos todos são. E por isso, nos compete o processo de recriação.

Matemos nossas antigas memórias imagéticas; e façamos vir à luz todas as fotografias inéditas.

Viva a fotografia!!!

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* É servidor público federal em Óbidos e ativista cultural. Escreve regularmente neste portal.

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