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	<title>Blog do Jeso &#187; Artigos</title>
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	<description>Fatos e opiniões - Amazônia e Brasil</description>
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		<title>Na onda do Sairé&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Sep 2010 09:45:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jeso Carneiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Paixão]]></category>

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		<description><![CDATA[por Paulo Paixão (*)
Mais uma vez ficamos felizes por vivenciarmos e, realmente, entrarmos na “onda” da tão propalada e famosa, no mundo todo, “a Festa do Sairé”.
Graças a Deus, meus irmãos Beto e Nicolau Paixão, genuínos artistas santarenos, já fizeram suas malas, afinaram as cordas dos seus violões e vocais, para o chamado dos nossos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">por <strong><span style="text-decoration: underline;">Paulo Paixão</span></strong> (*)</p>
<p><a href="http://www.jesocarneiro.com.br/wp-content/uploads/2010/03/paulo-paixao.jpg"><img class="size-full wp-image-1174 alignright" title="Blog do Jeso | Paulo Paixão" src="http://www.jesocarneiro.com.br/wp-content/uploads/2010/03/paulo-paixao.jpg" alt="" width="101" height="159" /></a>Mais uma vez ficamos felizes por vivenciarmos e, realmente, entrarmos na “onda” da tão propalada e famosa, no mundo todo, “a Festa do Sairé”.</p>
<p>Graças a Deus, meus irmãos Beto e Nicolau Paixão, genuínos artistas santarenos, já fizeram suas malas, afinaram as cordas dos seus violões e vocais, para o chamado dos nossos dirigentes santarenos e organizadores de tão deslumbrante festa, para apresentarem seus carimbós “tapajoaras” na abertura do consagrado evento.</p>
<p>Trata-se da maior (em todos os sentidos) e grandiosa festa profano-religiosa do oeste do Pará. Com certeza, quando chega esta época, todo povo santareno, (envolvendo todo o seu município e adjacências) como que se eletriza, como se extasia, com o olhar embevecido voltado para Alter do Chão, arruma suas valises, afina o motor dos seus carros, cuida da saúde, enfim, apronta-se para curtir “de montão” a festa do Sairé, que se trata do orgulho, do deslumbre, da emoção de todos nós santarenos: o ritual dos botos, as lindas praias, o rio de sonhos, a peixada com cheiro-verde e pimenta malagueta.</p>
<p>Todos rumam para Alter do Chão, de ônibus, de embarcação, de carro particular, de motocicleta etc. Querem mesmo entrar “na onda do Sairé”, tomando uma gelada, contando anedotas, galanteando suas maravilhas, namorando, passeando, enfim, curtindo a enseada e o rito dos borari.</p>
<p>Nesta oportunidade, cumprimento meus amigos de farra o Peri “Peripécias”, o Cupu, Bianor Carneiro, o Odilson Matos, o Benjamim, o Marreta, o Bena Santana, o delegado Luiz Paixão, o delegado Germano, o delegado Mota e todos os que valorizam magnífica manifestação cultural.</p>
<p><span id="more-10244"></span></p>
<p>Nem tudo, porém, pode ser só alegria e felicidade. Rogo aos nossos dirigentes que, também, no período “pós Sairé” olhem por Alter do Chão, cuidando de suas ruas, não deixando o resto das estruturas das alegorias da “festa”, (como os vi em julho deste ano) abandonada nas ruas da querida Vila, e, acima de tudo, envidando esforços (máximos) para construir um sairódromo com estruturas permanentes, eis que todos nós santarenos merecemos uma arena dos botos de “alto nível”, permanente, e de arquitetura linda e singular.</p>
<p>Finalmente, queridos leitores, povo santareno, repudiamos com “nojo” as palavras arrogantes do político Zenaldo Coutinho, quando zomba, destrata, e tira uma de “déspota”, afirmando e reafirmando sua contrariedade com um dos maiores anseios do povo santareno: a sua libertação! Queremos o Estado do Tapajós já, com ou sem apoio dos políticos que nos detestam!</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p>* É santareno e escreve regularmente neste blog.</p>
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		<title>Precisa ter paciência e mobilização</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Sep 2010 10:15:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jeso Carneiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Tiberio Alloggio]]></category>

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		<description><![CDATA[por Tiberio Alloggio (*)
Um dos principais problemas que afligem a campanha eleitoral petista é ter que ficar o tempo todo combatendo as calúnias de José Serra ecoadas à toda hora pelo PIG.
Como em todas as pesquisas a candidatura de Serra chegou ao seu nível mais baixo (25%), os tucanos perderam as estribas e não tendo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">por <strong><span style="text-decoration: underline;">Tiberio Alloggio</span></strong> (*)</p>
<p><a href="http://www.jesocarneiro.com.br/wp-content/uploads/2010/02/tiberio.jpg"><img class="size-full wp-image-222 alignright" title="Blog do Jeso | Tiberio Alloggio" src="http://www.jesocarneiro.com.br/wp-content/uploads/2010/02/tiberio.jpg" alt="" width="70" height="102" /></a>Um dos principais problemas que afligem a campanha eleitoral petista é ter que ficar o tempo todo combatendo as calúnias de José Serra ecoadas à toda hora pelo PIG.</p>
<p>Como em todas as pesquisas a candidatura de Serra chegou ao seu nível mais baixo (25%), os tucanos perderam as estribas e não tendo mais nada a perder partiram para a baixaria.</p>
<p>O reflexo dessa situação na base petista é a constante oscilação entre o nervosismo, a ansiedade, a raiva e a impotência. Sentimentos esses que por outro lado estão sendo compensados pelos números (amplamente favoráveis) das pesquisas, cujos efeitos colaterais, porém, levam à euforia e à tentação de calçar o salto alto.</p>
<p>Esta aí, configurada, a mesma combinação de fatores que levaram para o segundo turno a eleição de Lula em 2006. Um fenômeno que se subestimado pode se repetir agora em 2010.</p>
<p>Nunca é demais lembrar que as eleições ainda não foram vencidas, e duvidar da capacidade da Globo e do PIG de sujar ainda mais o jogo seria subestimar demais os adversários.</p>
<p>Objetivo deles agora é resistir a qualquer custo. Tentar chegar ao “segundo turno” “custe o que custar”, e de lá repartir para disputar uma “nova eleição”.</p>
<p><span id="more-10188"></span></p>
<p>Por isso, já está em andamento a operação que visa garantir uma sobre vida à agonia terminal de Zé Serra. Portanto, preparam-se! Pois até o dia 3 de outubro assistiremos a uma infinita sucessão de baixarias explicitas, requintadas por supostos “dossiês”, cujo prefacio foi a violação do sigilo fiscal de uma cambada de tucanos de alta plumagem, incluindo aí a filha de José Serra.</p>
<p>Na tentativa de alterar o rumo da eleição presidencial, Serra e o PIG resolveram jogar tudo nesse escândalo.</p>
<p>Três os objetivos:</p>
<p>Vincular o caso ao cotidiano da maioria dos eleitores;<br />
Apresentar José Serra como vítima de forças escusas;<br />
Colocar as digitais do PT no caso, a exemplo dos aloprados de 2006.</p>
<p>Estupidez? Maluquice? Nada disso. Tem que ficar claro que para Serra e os demo-tucanos esta é a batalha final. A última das batalhas. Se perder essa, significará ter perdido a guerra. Afastados do poder federal por mais uma década, não sobreviverão, será a morte politica. Daí o desespero total e até mesmo golpista da campanha de Serra.</p>
<p>Nesse sentido, a campanha petista terá que ser mais habilidosa do que nunca, não se deixando levar pela emoção, tampouco pelo efeito “já ganhou” dos números das pesquisas. É o momento este de saber usar a inteligência, de usar o cérebro e não o figado, como costuma fazer a oposição.</p>
<p>O grito do Serra e do PIG é o mesmo dos desesperados. Daqueles que, em desvantagem, já desistiram de disputar o jogo, apelando para a confusão. Mais uma manifestação implícita de golpismo, do desejo (inconfessável) de “tapetão”, como demonstrou a tentativa (fracassada) de cassação no STE da candidatura da Dilma.</p>
<p>Esse patético teatrinho montado por José Serra tem também o objetivo de atanazar ainda mais o espírito da base petista, a qual precisa entender que uma despolitização das eleições nesse momento só interessa a quem não tem mais nada a perder.</p>
<p>Sem propostas e discurso em grau de reverter o rumo de sua campanha, o objetivo primário de Serra hoje é despolitizar a campanha. Por isso a base petista precisa de serenidade e paciência, pois ainda não é hora de aceitar provocações.</p>
<p>Para afetar corações e mentes dos eleitores, o PIG e a demo-tucanada aboliram o termo “escrúpulo” do seu vocabulário. O episódio da quebra de sigilo é apenas mais um exemplo do jogo sujo de Zé Serra, outros episódios esquálidos devem vir aí.</p>
<p>Nunca é demais lembrar que (em 2006) foram suficientes apenas duas semanas de jogo sujo para a Globo levar a eleição ao segundo turno. O jogo portanto ainda não se encerrou.</p>
<p>Está na hora da campanha petista tomar conta das ruas, ir diretamente ao povo com quem tem intimidade. Hora do PT politizar ainda mais essa eleição, e fechar definitivamente a fatura José Serra.</p>
<p>Caso contrário, correrá (mais uma vez) o risco de ser obrigada a fazê-lo ainda no segundo turno.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p>* Sociólogo, reside em Santarém. Escreve regularmente neste blog.</p>
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		<title>Cenários para uma nova década</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 10:15:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jeso Carneiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Tiberio Alloggio]]></category>

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		<description><![CDATA[por Tiberio Alloggio (*)
Não há duvida nenhuma que o processo eleitoral vivenciado hoje tenha uma peculiaridade única, um padrão nunca experimentado, desde o tempo da redemocratização.
A última pesquisa IBOPE captou (por última) a tendência irreversível de Dilma Rousseff vencer as eleições ainda no primeiro turno. Apontando que a menos de milagrosas reviravoltas, a eleição já [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">por <span style="text-decoration: underline;"><strong>Tiberio Alloggio</strong></span> (*)</p>
<p><a href="http://www.jesocarneiro.com.br/wp-content/uploads/2010/02/tiberio.jpg"><img class="size-full wp-image-222 alignright" title="Blog do Jeso | Tiberio Alloggio" src="http://www.jesocarneiro.com.br/wp-content/uploads/2010/02/tiberio.jpg" alt="" width="70" height="102" /></a>Não há duvida nenhuma que o processo eleitoral vivenciado hoje tenha uma peculiaridade única, um padrão nunca experimentado, desde o tempo da redemocratização.</p>
<p>A última pesquisa IBOPE captou (por última) a tendência irreversível de Dilma Rousseff vencer as eleições ainda no primeiro turno. Apontando que a menos de milagrosas reviravoltas, a eleição já estaria definida antes mesmo de ter começado.</p>
<p>Um desastre monumental para o candidato José Serra e a oposição politico midiática, que prefigura a morte física da frente PSDB-DEM, a mesma que quando governo afundou o Brasil. e quando oposição conseguiu se afundar sozinha.</p>
<p>É sabido que os resultados eleitorais só valem após a apuração, mas mesmo assim é bom começar a nos preocupar sobre os reflexos que um fato político desse porte teria na década que se inicia no 1º de janeiro de 2011.</p>
<p>Qual o cenário político que nós espera? E quais as consequências sobre o quadro sócio-econômico do Brasil?</p>
<p>A melhor forma de desenhar cenários é olhar para trás, o mesmo período que temos pela frente e verificar o que ocorreu naquela ocasião.</p>
<p>A década atual foi caracterizada por uma luta sem fronteiras entre dois blocos políticos contrapostos, tendo de um lado o PSDB e do outro o PT.</p>
<p>Uma luta que iniciou a ser travada ainda nos anos 90 e que teve como pano de fundo duas concepções antagônicas de entender a politica, a economia e a sociedade.</p>
<p>A primeira, centrada na crença neoliberal do livre mercado e na liquidação do patrimônio público, personificada por Fernando Henrique Cardoso. A segunda, baseada na centralidade do Estado como indutor do desenvolvimento e no combate às desigualdades sociais, protagonizada pelos governos do presidente Lula.</p>
<p><span id="more-9740"></span></p>
<p>Se ao abrir as urnas no 3 de outubro o trunfo de Dilma se confirmar, nesse mesmo dia assistiremos, em contemporânea, a dois diferentes tipos de celebrações:</p>
<p>1. A festa pela definitiva consagração do presidente Lula e do PT.<br />
2. A Missa do 7º dia da oposição politica brasileira (na forma conhecida). Inclusive a única que poderia oferecer uma oposição consistente ao novo governo que vem aí.</p>
<p>Nesse cenário, o núcleo duro do PSDB (o paulista), derrotado nacionalmente, ficará entrincheirado na sua fortaleza de São Paulo, tentando resistir ao ataque final, que deverá ocorrer já em 2012. Enquanto isso, seu principal gregário, o DEM, deverá entrar em processo irreversível de extinção, vindo a engrossar as fileiras dos partidos nanicos.</p>
<p>Há quem diga que esse cenário seria um dos piores possíveis, pois (em tese) não existiria governo, que por virtuoso que fosse, possa resistir a um mandato sem oposição (riscos de autoritarismo ou de regressões autoritárias).</p>
<p>Mas quem tem culpa por uma oposição chula como aquela que aí está? Que, além de questionar todos avanços do povo brasileiro, nem conseguiu perceber que com os índices de aprovação acima de 80% a única e grande tônica dessas eleições teria sido: quem iria dar continuidade ao governo Lula? E que, por isso, um anti-Lula acabaria estrondosamente derrotado?</p>
<p>Embora exista sim um risco real, pelo fato que a recomposição de uma nova oposição com novas bases programáticas deve levar no mínimo quatro anos, o novo cenário politico brasileiro permanece promissor.</p>
<p>Se o Brasil terá que aguardar, ou não, quatro anos pela consolidação de uma nova oposição, só o tempo dirá. Mas ainda assim, a década que vem aí possui características politicas e estruturais únicas para o fortalecimento da nação brasileira.</p>
<p>O PT, como grande vencedor, deverá se firmar como força politica predominante, aquele que dará as cartas no xadrez politico nacional.</p>
<p>Com um líder democrático, centrista e conciliador como Lula na posição de “líbero”, o PT deverá se tornar um “novo partido” absorvendo os setores socialdemocráticos do PSDB, do PMDB e dos demais, completando assim sua metamorfose de social-democratização.</p>
<p>Esse processo criará as condições politicas para que a esquerda do PT se forme uma nova agremiação politica. Um novo partido de esquerda com chances reais de propor mudanças sociais mais radicais e que dependendo da conjuntura poderá fazer alianças e/ou contribuir seja na oposição como na situação no novo quadro politico em formação.</p>
<p>Um novo partido realmente competitivo, que aposentará definitivamente a esquizofrenia politica dos atuais grupos políticos do “esquerdismo do contra”.</p>
<p>Enquanto isso, a economia brasileira (com a inflação controlada) deverá crescer estavelmente na casa de 5% a 7% ao ano. E o PIB, que hoje é o oitavo, deverá se tornar o 5º do mundo.</p>
<p>Principal supridor mundial de commodities, o Brasil, graças aos seus recursos naturais, também se firmará como uma grande potência energética.</p>
<p>A ascensão social do povo brasileiro deverá entrar em marcha acelerada, ampliando ainda mais seu acesso ao consumo. Enquanto a universalização da educação e da saúde de qualidade, assim como o saneamento básico, continuarão evoluindo positivamente.</p>
<p>Sediando os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo, o Brasil estará no “centro do mundo”, será a grande vitrine mundial da década.</p>
<p>Enfim, se como tudo indica, a vitória de Dilma estaria prestes a se concretizar, a década do pós-lula, por incrível que apareça, terá ainda mais a cara do Lulismo, inclusive com a possibilidade real de um seu retorno em 2014.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p>* Sociólogo, reside em Santarém. Escreve regularmente neste blog.</p>
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		<title>Os mesmos</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Aug 2010 10:20:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jeso Carneiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Pará]]></category>

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		<description><![CDATA[por Orivaldo Fonseca (*)
Eles não descansam. Por mais que desapareçam momentaneamente de cena, por mais que chorem rios de lágrimas, por mais que jurem regenerar-se, eles não descansam. A regularidade com que a gatunagem política brasileira atira-se no dinheiro dos otários que a elegem é de uma repetição espantosa.
Felino de conhecida pelagem, Paulo Maluf foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">por<span style="text-decoration: underline;"><strong> Orivaldo Fonseca </strong></span>(*)</p>
<p>Eles não descansam. Por mais que desapareçam momentaneamente de cena, por mais que chorem rios de lágrimas, por mais que jurem regenerar-se, eles não descansam. A regularidade com que a gatunagem política brasileira atira-se no dinheiro dos otários que a elegem é de uma repetição espantosa.</p>
<p>Felino de conhecida pelagem, Paulo Maluf foi condenado a devolver 4,9 milhões de reais aos cofres públicos por ter surrupiado dinheiro na construção do Túnel Ayrton Senna, em São Paulo. A obra, que fora orçada em 147 milhões de reais, morreu por R$ 463 milhões, diferença boba de 215%.</p>
<p>Como sempre acontece, Maluf dirá com seu sotaque larápio: &#8220;Não fui eu. A assinatura não é minha. As digitais nos meus dedos são minhas. Eu não sou eu&#8221;. E o que a ignorantada brasileira faz com um político como Maluf? Dá-lhe mais um mandato.</p>
<p>Outro gatuno pego no pulo (mais uma vez) atende pelo nome de José Roberto Arruda. Era governador do Distrito Federal e, segundo investigação da Polícia Federal, numa operação batizada de Caixa de Pandora, comandou um esquema de corrupção nos moldes do mensalão que movimentava cerca de 600 mil reais por mês.</p>
<p>Como se sabe, Arruda é aquele chorão que, há nove anos, quando era líder do governo FHC no Senado, renunciou ao mandato para escapar à cassação por ter participado da violação do painel de votação juntamente com o painho Antônio Carlos Magalhães. Ambos deram uma voltinha para respirar um ar fora do Congresso, mas logo voltaram por obra, graça e burrice dos que os elegeram. Eta povinho que gosta de apanhar. Pode bater.</p>
<p>Entretanto, Maluf e Arruda são apenas umas das peças que compõem o mosaico de ladroagens com que vergonhosamente nos acostumamos. E o pior é saber que não só nos acostumamos com a rapinagem de nossos políticos como também somos colaboradores diretos dela.</p>
<p>Se um Jader Barbalho é pego com boca na botija, o que o Pará faz? Elege-o para que continue engordando os bolsos do modo que sabe fazer muito bem.</p>
<p><span id="more-9436"></span></p>
<p>Se o clã Sarney é surpreendido privatizando o Congresso, o Maranhão e o Amapá, que fazem os masoquistas desses estados? Perpetuam seus membros no poder para que gargalhem indefinidamente de suas caras de bobos. E Joaquim Roriz? E Romero Jucá? E Renan Calheiros? E o casal Garotinho? E Fernando Collor? E tantos outros que não descansam jamais? São sempre os mesmos, de novo e novamente&#8230; e sempre.</p>
<p>Não nos é permitida nem a variação da bandidagem. Os protagonistas são sempre os mesmos porque os eleitores somos os mesmos. Que vendemos a alma por tapinhas nas costas, por subempregos sazonais e por espelhinhos (Vide alguns comentários, no espaço que me concede o amigo Jeso Carneiro, ao meu artigo <a href="http://www.jesocarneiro.com.br/politica/gato-escaldado.html" target="_blank">“Gato Escaldado”</a> por eu ter cometido o pecado de tocar no sacrossanto nome de Jader Barbalho. Eu devo ser muito burro, pois me falta tino para entender como alguém minimamente pensante possa defender Jader Barbalho sem estar levando algum por fora.).</p>
<p>Neste ano eleitoral estão os mesmos à caça dos mesmos incautos e sabem muito bem onde encontrá-los: na violência das cidades, na humilhação do sistema de saúde, na degradação da educação, na falta de horizonte que a miséria proporciona. É pedra cantada; não há como errar. E tudo isso sem descanso, sem trégua. As mesmas carecas, os mesmos bigodes, os mesmos olhos saltados, os mesmos, sempre os mesmos. Incansavelmente.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p>* É poeta, paraense de Belém, controlador de voo e parceiro musical de Zé Maria Pinto. Mora hoje em João Pessoa (PB). Escreve regularmente neste blog.</p>
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		<title>Gato escaldado</title>
		<link>http://www.jesocarneiro.com.br/politica/gato-escaldado.html</link>
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		<pubDate>Sun, 22 Aug 2010 14:02:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jeso Carneiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[PV]]></category>

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		<description><![CDATA[por Orivaldo Fonseca (*)
É lá vou eu dar mais um salto no escuro. Lá vou eu mergulhar até o fundo da caixa de Pandora. Mas que medo que dá! E aliado à ingenuidade que faz apostar naquilo que penso conhecer está o meu fraco pelas mulheres. Nem jogo nem droga nem álcool são capazes de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">por <strong><span style="color: #888888;"><span style="text-decoration: underline;">Orivaldo Fonseca </span></span></strong>(*)</p>
<p>É lá vou eu dar mais um salto no escuro. Lá vou eu mergulhar até o fundo da caixa de Pandora. Mas que medo que dá! E aliado à ingenuidade que faz apostar naquilo que penso conhecer está o meu fraco pelas mulheres. Nem jogo nem droga nem álcool são capazes de me viciar, mas as mulheres! Lá vou eu para mais um salto.</p>
<p>Em 1982, antes mesmo de ter idade para votar, deixei-me iludir pelo discurso de liberdade, pela coragem de peitar o coronelíssimo Jarbas Passarinho e pela jovialidade de Jader Barbalho. Eu não estava sozinho. Até há pouco tempo eu guardava um cartaz da época em que figurava nada menos que Chico Buarque segurando uma foto de Barbalho com os dizeres: “TRAGO NO PEITO A CHAMA DA VITÓRIA!”.  Jader Barbalho roubou de nós a confiança nos homens de boa vontade. Depois, roubou de nós muito mais que isso.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Leia também</span></strong>:<br />
<a href="http://www.jesocarneiro.com.br/politica/e-o-lobo-e-o-lobo.html">É o lobo! É o lobo!</a>.</p>
<p>Na campanha presidencial de 1994, testemunhei Lula jogar os cachorros sobre o traíra Barbalho, diante do Memorial da Cabanagem, obra do comunista Niemeyer em Belém. Recentemente, tive de engolir a seco a cena odiosa de Lula beijando a mão de Barbalho, cena esta que fez o escritor João Ubaldo Ribeiro escrever que “agora podemos dizer que já vimos tudo neste mundo”.</p>
<p>Que bom seria que João Ubaldo estivesse certo. O PT consegue provar que o pior está sempre por vir. Quando o partido vende a alma para livrar a pele carcomida de Sarney, quando Aloizio Mercadante cede às chantagens do Planalto e se mantém na liderança de um partido desfigurado, quando os conselheiros mais íntimos de Lula são aqueles para os quais o candidato Luis Inácio pedia cadeia, vê-se que ainda não vimos tudo.</p>
<p>Mas a decepção com eles nem se compara à com elas. Elas são o meu fraco. Eu cri em Zélia Cardoso de Mello, e a malvada me bateu a carteira. Cri em Marta Suplicy, e esta me mandou relaxar. Ana Júlia Carepa me seduziu com aquele canto de mulher engajada, e, agora, é isso que se vê. Quanta traição! Será que eu fui sempre o último a saber?</p>
<p><span id="more-9181"></span></p>
<p>E eis que agora mais uma me acena, e eu respondo satisfatoriamente ao convite. Aí vou eu para mais um salto: EU QUERO MARINA SILVA PRESIDENTA DO BRASIL! Pronto, falei.</p>
<p>Por várias vezes me perguntei angustiado: o que faz essa mulher nesse governo? O que faz ela nesse partido? Pois Marina saiu do Governo altiva como entrou, ao ver que o projeto de poder de Lula desviava de rota. Sai agora do PT ao ver que o partido cada vez mais se enlameia ao abraçar os porcos que abraça. Candidata, Marina acena oferecendo qualidade ao debate político e esperança a românticos como eu.</p>
<p>Lá vou eu de novo!</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p>* É poeta, paraense de Belém, controlador de voo e parceiro musical de Zé Maria Pinto. Mora hoje em João Pessoa (PB).</p>
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		<title>90 anos da matriarca dos Pelosos</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Aug 2010 16:35:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jeso Carneiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[Belterra]]></category>

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		<description><![CDATA[
por Raimunda Monteiro (*)
A família Peloso comemora os 90 anos da matriarca, dona Eunice. Viúva após trinta anos de casamento, prosseguiu um verdadeiro mandato de construir uma família com princípios e formação sólida, forjada no trabalho e na dedicação ao bem-estar coletivo.
Quero destacar nesta breve reflexão,  na trajetória da Dona Eunice, um aspecto que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a title="Eunice Peloso por Jeso, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/jesocarneiro/4910236443/"><img class="aligncenter" src="http://farm5.static.flickr.com/4075/4910236443_7420ee149e.jpg" alt="Eunice Peloso" width="478" height="319" /></a></p>
<p style="text-align: center;">por <strong><span style="text-decoration: underline;">Raimunda Monteiro</span></strong> (*)</p>
<p>A família Peloso comemora os 90 anos da matriarca, dona Eunice. Viúva após trinta anos de casamento, prosseguiu um verdadeiro mandato de construir uma família com princípios e formação sólida, forjada no trabalho e na dedicação ao bem-estar coletivo.</p>
<p>Quero destacar nesta breve reflexão,  na trajetória da Dona Eunice, um aspecto que certamente marcou a vida de muitas mães brasileiras que viveram esses 90 anos da nossa história.  São os anos em que o Brasil vivencia a urbanização e a industrialização. A cidade passa a ser o horizonte de realização da sociedade brasileira, com os empregos nas fábricas  que emergem nas regiões dinâmicas, a telefonia, o telégrafo, o transporte por via férrea e depois as grandes rodovias que cruzam o Brasil de Sul a Norte e de Leste a Oeste.</p>
<p>A influência do rádio e depois da televisão, influenciando as idéias, as aspirações de ser e de ter e os destinos dos jovens que passam a competir por um espaço físico nas  cidades e por bens de consumo  que simbolizam o sucesso numa sociedade capitalista emergente.</p>
<p>Foram os 90 anos em que o Brasil reconfigurou, cem anos depois da Europa, a paisagem humana das suas zonas rurais. Saem os camponeses e entram as máquinas naqueles estados brasileiros que se industrializam mais rápido. Também foram  refuncionalizados  os papéis das regiões. As mais equipadas e com mais elevado índice de formação escolar e profissional tornam-se centro de indústrias e aquelas em que a “natureza” ainda não tinha  sido domada e as relações econômicas ainda não haviam sido “domesticadas pelo capitalismo”, tornam-se as fornecedoras de matérias-primas e mão-de-obra.</p>
<p>O ideário de educar os filhos e habilitá-los para a vida nas cidades orientou as famílias camponesas que compartilhavam essa visão de progresso. Melhorar a vida dos filhos se tornou uma missão geracional. Vencer pelos estudos, uma visão e uma estratégia de ascensão social pela inteligência individual e pela motivação coletiva.</p>
<p>Famílias íntegras, unidas por valores sólidos  e coesão interna foram as melhor sucedidas. A família do seu Félix e dona Eunice Peloso estavam entre essas. Viveram a maior parte de suas vidas em Belterra, onde a filosofia empresarial de trabalho, de gerenciamento do tempo e do conhecimento foram um  laboratório do que havia de mais avançado no sistema  capitalista: o fordismo. Filosofia dele mesmo, do dono: Henry Ford. Tão locais e tão globais!</p>
<p><span id="more-9078"></span></p>
<p>Porém, nenhum fordismo ou taylorismo (que diga, Rainilda, a filha administradora) funciona se não houver predisposições. Sejam  culturais, seja nos laços sociais existentes. Forjar o sucesso em condições adversas exige capacidade de liderar e indicar um caminho, de organizar para atingir objetivos, de delegar e monitorar as metas – ao final, de formar as condições de reprodução – no caso aqui – o sucesso dos descendentes.  Não apenas um sucesso no plano material, mas também nos significados políticos e sociais de cada conquista.</p>
<p>Nesses noventa anos, também tivemos o evento de uma ditadura militar de vinte anos e um movimento político nas entranhas da sociedade brasileira na luta pela democratização. A família da dona Eunice se envolveu profundamente. Imagino e vi, um pouco da aflição e da compreensão, quando ela viu alguns dos filhos mais novos se desviando dos planos traçados para a formação e o sucesso profissional  pela militância e o altruísmo político. Ranulfo, um dos filhos mais velhos, formado para  ser padre, voltar e ir morar na comunidade do Prata, como camponês, influenciando os mais jovens pelas ideologias do socialismo.</p>
<p>Ouvindo, opinando, aconselhando e, às vezes, discordando  ela  se manteve como o centro do exemplo que todos deveriam seguir, independente de suas opções religiosas, profissionais e políticas.  Respeitou  e acolheu a todos (as), porque talvez sabia que a sua  missão tinha sido cumprida solidamente. Quaisquer caminhos individuais escolhidos trilhariam por princípios que os fariam cidadãos e cidadãs de bem. Sou feliz em ter bebido dessa fonte.<br />
Nesses 90 anos viramos o século XX e os acontecimentos na base do conhecimento e das tecnologias transformam as sociedades rapidamente.</p>
<p>O Brasil mudou muito e nós com ele. A Amazônia, Santarém  (Belterra) se vêem diante do desafio de absorver as boas conquistas do progresso sem desfigurar suas características naturais e singulares. Continuamos querendo vencer pela educação, pela formação qualificada, por uma cultura de justiça e solidariedade.  Nesse novo século, os ensinamentos das mulheres brasileiras como dona Eunice permanecem modernos e muito úteis para as novas gerações.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p>* Santarena, é professora-doutora e atual vice-reitora da UFOPA.</p>
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		<title>Dilma presidente, já no 1º turno?</title>
		<link>http://www.jesocarneiro.com.br/artigos/dilma-presidente-ja-no-1%c2%ba-turno.html</link>
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		<pubDate>Sat, 14 Aug 2010 15:08:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jeso Carneiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Jota Ninos]]></category>

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		<description><![CDATA[por Jota Ninos (*)
O resultado da última pesquisa do DataFolha (também conhecido por alguns setores da mídia como &#8220;DataSerra&#8221;, por evitar há algumas semanas em mostrar o crescimento da candidatura de Dilma, apontada por outros institutos), pode por fim às pretensões de José Serra e do PSDB de derrubar o &#8220;Lulismo&#8221; nestas eleições, personificado na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">por <strong><span style="text-decoration: underline;">Jota Ninos</span></strong> (*)</p>
<p><a href="http://www.jesocarneiro.com.br/wp-content/uploads/2010/03/jota.jpg"><img class="size-full wp-image-913 alignright" title="Blog do Jeso | Jota Ninos" src="http://www.jesocarneiro.com.br/wp-content/uploads/2010/03/jota.jpg" alt="" width="91" height="114" /></a>O resultado da última pesquisa do DataFolha (também conhecido por alguns setores da mídia como &#8220;DataSerra&#8221;, por evitar há algumas semanas em mostrar o crescimento da candidatura de Dilma, apontada por outros institutos), pode por fim às pretensões de José Serra e do PSDB de derrubar o &#8220;Lulismo&#8221; nestas eleições, personificado na candidatura-poste de Dilma Roussef.</p>
<p>O último índice foi assustadoramente desfavorável ao tucanato com a queda vertiginosa de Serra e a subida astronômica de Dilma, faltando-lhe apenas 3 pontos para confirmar uma vitória no 1º turno, como analisa o jornalista Josias de Sousa, em um interessante artigo (http://migre.me/14Jje), publicado esta semana na Folha.</p>
<p>Serra pode perder ainda no 1º turno e se arrepender amargamente de não ter apostado mais, no verdadeiro feudo do tucanato: o governo de São Paulo. Lá, Alckmin, que teve os mesmos problemas de Aécio, com Serra, no passado, deve ganhar de &#8220;lavada&#8221; do fraco Aloísio Mercadante, do PT.</p>
<p>Por outro lado, Aécio come o prato frio da vingança ao demonstrar que lavou as mãos em relação a José Serra, fazendo uma aliança com o &#8220;Lulismo&#8221; por baixo dos panos, em BH.</p>
<p>Serra, o arrogante, perdeu a chance de passar a bola da presidência para Aécio e se firmar num segundo mandato como governador de São Paulo, podendo até deixar no ostracismo dois rivais seus com prováveis derrotas, o próprio Aécio e Alckmin (muito embora eu acredite que Aécio teria mais condições de crescer na campanha contra Dilma, mesmo começando embaixo, do que teve Serra).</p>
<p><span id="more-8687"></span></p>
<p>Ao invés disso, é Serra que vai ter que conviver nesse ostracismo após uma acachapante derrota de virada (se os índices se confirmarem), enquanto Aécio e Alckmin navegarão na popularidade, um como senador por Minas e outro retornando ao governo de São Paulo. Restará a Serra, então, passar a ser uma metralhadora giratória como o &#8220;ex-&#8221;Príncipe dos Sociólogos&#8221;, FHC, amargurado num auto-exílio e tentando fazer com que lembrem de sua pobre existência com uma cruzada verborrágica, quase nazista, contra Lula.</p>
<p>No Pará, a sina tucana de arrogância é representada pela triste figura de Almir Gagá-briel, que do alto de sua senilidade se juntou numa aventura, aparentemente quixotesca, de Jader Barbalho pensando em derrotar seu novo desafeto, Simão Jatene, que pode até acabar triunfando contra Ana Júlia (o que Almir parece não perceber é que Jader tem outros planos&#8230;).</p>
<p>O jornalista Lúcio Flávio Pinto já analisou com maior profundeza essa questão, em artigo recente postado em seu site (http://www.lucioflaviopinto.com.br/). O alto índice de rejeição da governadora pode se transformar numa retumbante derrota e na derrocada do PT no Pará, que não teve capacidade de se impor contra uma tendência nefasta para as pretensões do partido de crescer no estado.</p>
<p>Talvez, com muito esforço da máquina estatal, Ana Júlia até consiga chegar num segundo turno, mas o que fará se Dilma for eleita logo no primeiro turno? Não precisando mais conseguir votos do grande líder paroara Jader Barbalho para consolidar uma vitória contra Serra num hipotético segundo turno, Lula e o petismo mexerão alguma palha em favor de Ana Júlia e sua DS, que sempre couberam numa Kombi e tentaram crescer à fórceps com distribuição de cargos?</p>
<p>Jader, por sua vez, poderá dar um peteleco no cadáver insepulto de Almir e apoiar Jatene, dando o troco para Ana Júlia (e no próprio Gabriel) que o tratou a pão e água. E voltará a reinar no governo estadual, eliminando adversários e preparando o futuro para sua prole, do alto de sua cadeira do Senado.</p>
<p>Se Ana Júlia conseguir um resultado diferente do que se prevê, pode-se creditar a um milagre Lulista, que por ventura venha lhe oferecer o ombro num segundo turno. Afinal, há um forte interlocutor para o petismo paraense no governo Lula, na pessoa do ministro Alexandre Padilha, da Casa Civil.</p>
<p>Só que isso custará caro para Ana e para o PT, que terá que fatiar, de verdade, seu governo com Jader, caso este aceite o canto da sereia Lulista&#8230; De uma forma ou de outra, só quem perde é o povo paraense.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p>* É jornalista e santareno. Escreve regularmente neste blog.</p>
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		<title>Frase do dia</title>
		<link>http://www.jesocarneiro.com.br/artigos/frase-do-dia-177.html</link>
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		<pubDate>Sat, 14 Aug 2010 10:16:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jeso Carneiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Santarém]]></category>

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		<description><![CDATA[
Precisamos ser rápidos na leitura dos indicadores biológicos, eles servem para nos mostrar que algo de errado ou de certo está acontecendo com o equilíbrio do meio ambiente.

Cristovam Sena, engenheiro florestal, no artigo Onde andarão as borboletas? publicado desde ontem neste blog.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<h2><strong><span style="color: #0000ff;">Precisamos ser rápidos na leitura dos indicadores biológicos, eles servem para nos mostrar que algo de errado ou de certo está acontecendo com o equilíbrio do meio ambiente.</span></strong></h2>
</blockquote>
<p><strong>Cristovam Sena</strong>, engenheiro florestal, no artigo <a href="http://www.jesocarneiro.com.br/artigos/onde-andarao-as-borboletas.html#more-8651">Onde andarão as borboletas?</a> publicado desde ontem neste blog.</p>
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		<title>Onde andarão as borboletas?</title>
		<link>http://www.jesocarneiro.com.br/artigos/onde-andarao-as-borboletas.html</link>
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		<pubDate>Fri, 13 Aug 2010 19:24:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jeso Carneiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Cristovam Sena]]></category>
		<category><![CDATA[Santarém]]></category>

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		<description><![CDATA[por Cristovam Sena (*)
A poesia do amigo Edwaldo Campos Pangaré, como tudo na vida, pode ser interpretada por vários ângulos. Um deles é sentir que ela carrega embutida nas suas rimas um grito de alerta que precisamos enxergar para entender o seu alcance, compreender a real dimensão do seu significado, ir além da estética da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">por <strong><span style="text-decoration: underline;">Cristovam Sena</span></strong> (*)</p>
<p><a href="http://www.jesocarneiro.com.br/wp-content/uploads/2010/08/cristovam_sena_2.jpg"><img class="size-full wp-image-8000 alignright" title="Blog do Jeso | Cristovam Sena" src="http://www.jesocarneiro.com.br/wp-content/uploads/2010/08/cristovam_sena_2.jpg" alt="" width="111" height="160" /></a>A poesia do amigo Edwaldo Campos Pangaré, como tudo na vida, pode ser interpretada por vários ângulos. Um deles é sentir que ela carrega embutida nas suas rimas um grito de alerta que precisamos enxergar para entender o seu alcance, compreender a real dimensão do seu significado, ir além da estética da obra literária do vate mocorongo.</p>
<p><a href="http://www.jesocarneiro.com.br/educacao-e-cultura/poetas-amazonicos-35.html" target="_blank">“Onde andarão as borboletas?”</a> do mestre Edwaldo é, com todas as letras, um ato de advertência que vai passar despercebido na taba, mas que muito bem poderia servir para despertar o consciente coletivo da tribo. Sem agredir, sem levantar a voz, sem violência, com ternura, Pangaré faz um convite à reflexão.</p>
<p>Meus amigos, assim como hoje o Pangaré questiona em versos o sumiço das borboletas da paisagem regional, a bióloga e escritora americana Rachel Carson, na década de 60 do século passado, através do seu livro “Primavera Silenciosa” questionou o desaparecimento dos pássaros que, na primavera, enfeitavam as imensas planícies verdes ao longo das margens do Mississipi.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Leia também</span></strong>:<br />
<a href="http://www.jesocarneiro.com.br/artigos/propaganda-e-poder.html">Propaganda e poder</a>.</p>
<p>Durante a Segunda Guerra Mundial (1939/1945), as tropas americanas que lutavam contra os japoneses nas ilhas do Pacífico sofriam muito com a malária,  transmitida por mosquitos anofelinos. Para combater a doença infecciosa, o comando americano resolveu utilizar o inseticida DDT (dicloro-difenil-tricloroetano), um dos mais poderosos inseticidas conhecidos até hoje.</p>
<p>O DDT era aplicado de avião e, terminada a guerra, o destino do veneno foi a agricultura. Os enormes estoques do produto preparados para a malária precisavam ter utilidade prática e as fábricas que produziam o veneno não podiam parar.</p>
<p><span id="more-8651"></span></p>
<p>No seu livro “Primavera Silenciosa”, lançado em 1962, Rachel Carson mostrou como o DDT penetrava na cadeia alimentar e acumulava-se nos tecidos gordurosos dos animais, inclusive do homem, com o risco de causar câncer e dano genético. A bióloga comprovou aos americanos, com seu bombástico livro, que o desaparecimento dos pássaros das planícies verdes ao longo das margens do Mississipi estava ligado ao intenso emprego do inseticida DDT na agricultura.</p>
<p>Mesmo desqualificada pela indústria química, sua denúncia repercutiu na sociedade americana e culminou com a proibição do uso do DDT nos Estados Unidos em 1972 e mais tarde na Europa. No Brasil seu uso na agricultura foi proibido somente a partir de 2.009.</p>
<p>Respeitando as devidas proporções, podemos muito bem comparar o livro “Primavera Silenciosa” da bióloga Rachel Carson com “Onde andarão as borboletas?” do nosso poeta Edwaldo Campos. Ela questionou o desaparecimento dos pássaros do Mississipi, ele o desaparecimento das borboletas do Tapajós.</p>
<p>Borboletas que por aqui passam no início da primavera, esse ano ainda não apareceram e nem sabemos se ainda virão.</p>
<p>Afinal, o que realmente aconteceu com elas? Meio século separa os versos do livro. Em comum os dois conseguem mostrar de formas diferentes que a natureza é vulnerável à intervenção humana, que devemos nos preocupar com a forma que o homem a vem utilizando. Mas, como no capitalismo o lucro e a geração de emprego são palavras de ordem, muitos podem indagar: o que implicará para a economia da região o desaparecimento das borboletas?</p>
<p>Precisamos ser rápidos na leitura dos indicadores biológicos, eles servem para nos mostrar que algo de errado ou de certo está acontecendo com o equilíbrio do meio ambiente. O que as borboletas estão a nos dizer com suas ausências em 2010? Só com o uso da inteligência a serviço da verdade poderemos chegar à causa do sumiço e, se ainda possível, corrigir o rumo da história.</p>
<p>As borboletas amarelas passam por Santarém geralmente no início do mês de agosto. Milhões delas chegam nos seus vôos cambaleantes, de oeste para leste, enquanto há luz do sol, dia após dia, até não sei quando.</p>
<p>Quem comanda e orienta essa longa viagem? Quem determina a hora da partida?</p>
<p style="text-align: center;">Onde andarão as borboletas<br />
passageiras do tempo, do vento,<br />
mutantes corredeiras dessas gerações<br />
insepultas na memória desta rua,<br />
que voavam desordenadas, suaves,<br />
pelos rios, praia, mangueiras,<br />
pousando nesses elegantes casarios?<br />
<em><strong> Edwaldo Campos</strong></em></p>
<p style="text-align: left;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p style="text-align: left;">* É santareno, engenheiro florestal e diretor do ICBS (Instituto Cultural Boanerges Sena). Escreve regularmente neste blog.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Ressurgimento indígena e a antropologia: um importante debate</title>
		<link>http://www.jesocarneiro.com.br/artigos/ressurgimento-indigena-e-a-antropologia-um-importante-debate.html</link>
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		<pubDate>Wed, 11 Aug 2010 15:00:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jeso Carneiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[universidade]]></category>

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		<description><![CDATA[por Paulo Lima (*)
Passei uma boa parte da vida estudando no ensino público e gratuito. Participei de processos políticos &#8212; no movimento estudantil &#8212; que reivindicavam um papel para a universidade que não fosse voltado para dentro, criando discursos e debates entre pares. Lembro das lutas pela autonomia universitária, pela democratização dos processos decisórios e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">por <strong><span style="text-decoration: underline;">Paulo Lima</span></strong> (*)</p>
<p><a href="http://www.jesocarneiro.com.br/wp-content/uploads/2010/08/DSCN0177.jpg"><img class="size-full wp-image-8493 alignright" title="Blog do Jeso | Paulo Lima" src="http://www.jesocarneiro.com.br/wp-content/uploads/2010/08/DSCN0177.jpg" alt="" width="88" height="138" /></a>Passei uma boa parte da vida estudando no ensino público e gratuito. Participei de processos políticos &#8212; no movimento estudantil &#8212; que reivindicavam um papel para a universidade que não fosse voltado para dentro, criando discursos e debates entre pares. Lembro das lutas pela autonomia universitária, pela democratização dos processos decisórios e eleição de reitores, pelo fortalecimento do investimento na educação superior e pela decisão de retornar à sociedade esse investimento.</p>
<p>Devo minha formação à escola pública e trabalho sempre com a perspectiva que devo ao Estado, como cidadão, muito do que me foi ofertado, desde o ensino fundamental à pós-graduação. Ontem, com muita alegria pude ver resultados daquelas lutas: encontrei um auditório lotado, quente, numa universidade em transição e transformação, para um debate aberto à todos.</p>
<p>O Prof. Dr. Florêncio Vaz conseguiu trazer para falar para uma platéia ávida por conhecimento a Profa. Dra. Manuela Carneiro da Cunha e Profa. Dra. Maria Rosária Carvalho, nomes com vasta produção e contribuição acadêmica para a antropologia brasileira e internacional. As palestras, sob a situação das populações indígenas no Brasil, trazia, em suas possibilidades de desenvolvimento, a análise sobre a situação de nossa região. Desde os aspectos legais para o reconhecimento dos direitos dos povos indígenas até as indagações sobre os movimentos de reconhecimento da identidade indígena na Floresta Nacional do Tapajós e na Gleba Nova Olinda, no Rio Arapiuns.</p>
<p>Não que esses sejam os únicos movimentos nesse sentido. Sabe-se que após a redemocratização esse debate foi retomado e, em nossa região, com papel formulador do Frei Florêncio Vaz, autor de uma reconhecida tese de doutorado sobre o processo.</p>
<p>Mas isso tem relação com pelo menos duas importantes mudanças: A revisão promovida pela Igreja sobre o processo missionário e a redemocratização brasileira. Essa revisão histórica da Igreja ao reconhecer os excessos da conversão ao catolicismo e o impacto que tal processo teve na desqualificação da cultura indígena, somada à força da organização comunitária pela conquista do acesso à terra é o caldo cultural que torna possível à construção de um novo valor para o “ser indígena”.</p>
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<p>Da mesma forma que Portugal envia para cuidar da processo de colonização da Amazônia o Governador Mendonça Furtado, irmão do poderoso Marquês de Pombal. Este funda várias vilas e como regra homenageia cidades portuguesas mudando os nomes da vilas indígenas (veja-se Óbidos, Santarém, Vila de Boim, Faro, Aveiro, Alenquer, Almeirim e Monte Alegre, para citar somente o oeste do Pará), para nomes de cidades portuguesas.</p>
<p>A Igreja vem junto instaurando a lógica inquisitória contra toda e qualquer resistência cultural autóctone. Isso lá por 1750. Não é difícil depreender o quanto todo esse investimento contra a estima do “ser indígena” na região, somados às dificuldades culturais da proposta de desenvolvimento dos militares do sul do país em dois importantes momentos de colonização da Amazônia, o ciclo da borracha e período da ditadura militar (1964-1985).</p>
<p>Pense bem, você, depois de ver sua origem, a cultura de seu povo, ser, por séculos, associada ao atraso e ao pecado, tendo já sido criado na precariedade da presença do Estado no mundo rural, você se diria indígena?</p>
<p>Ainda hoje é comum, com a mesma tradição pernóstica de se esconder o racismo com os negros, a discriminação com as populações indígenas.<br />
É simplificação grotesca afirmar que as populações do Tapajós e do Arapiuns não tem legitimidade ou foram induzidas à afirmar sua relação cultural histórica com os Mundurukus, Tapajó e Arapiuns.</p>
<p>Não me causa estranheza que seja causa defendida por pessoas que tradicionalmente estejam à serviço daqueles que, vorazes pelo acesso a grandes extensões de terra e estoques de madeira, impulsionem. A história dos índios de Parati Mirim é a mesma, os Guarani, no sul do país viveram a mesma pressão. A diferença, em nosso caso, é que a fraude intelectual que desqualifica o movimento de ressurgimento da cultura indígena nesta parte da Amazônia, está desmascarado. É simplório e tosco como argumentação antropológica. Como proposta criticam uma legislação mais que consolidada desde a Constituição de 1988. E o que propõem como alternativa?</p>
<p>O encontro promovido pela UFOPA merece todos os elogios e que todos os departamentos da Universidade sigam esse exemplo, trazer para o debate e análise científica, com a participar popular, Dessa forma a UFOPA assume sua função mais nobre. Levar o conhecimento acadêmico para compreensão e apropriação pela sociedade.</p>
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<p>* É historiador e professor universitário.</p>
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