Prefeita de Faro vira ré em ação na Justiça Federal; ex-prefeita Patrícia Hage também
Luzia, Jade, Josué, Jonael e Patrícia, arrolados na ação. Só 1 escapou

A Justiça Federal em Santarém, oeste do Pará, recebeu denúncia do Ministério Público Federal (MPF) na qual 5 pessoas são acusadas de suposto crime de responsabilidade, entre as quais a prefeita de Faro, Jade Abreu (MDB), e a ex-prefeita de Prainha Patrícia Hage.

A denúncia foi acatada pelo juiz federal substituto Felipe Gontijo Lopes, da 1ª vara, e tornou réus 4 dos 5 acusados arrolados na ação ajuizada no início deste ano pela procuradora da República Luisa Astarita Sangoi.

 

Viraram réus:

— Jardiane Viana Pinto (Jade Abreu);

— Josué Vieira de Abreu , esposo da prefeita de Faro;

— Luzia do Socorro Otoni Bento, ex-secretária municipal de Saúde de Prainha, e

— Patrícia Barge Hage.

O juiz Felipe Lopes rejeitou a denúncia contra Jonael Vieira de Abreu, cunhado da prefeita de Faro.

“Os denunciados passam a ostentar a condição de processados criminalmente, conforme capitulação alinhavada na denúncia”, destacou o magistrado.


— SOBRE esse caso, leia também: Unidas, famílias Abreu e Hage são ‘estrelas’ em novo caso de corrupção no oeste do Pará


O esquema de corrupção

De acordo com a denúncia do MPF, Patrícia Hage, quando prefeita de Prainha (2013-2016), e Luzia Otoni Bento, no cargo de secretária de Saúde, “concorreram dolosamente para que verbas públicas federais” fossem desviadas “indevidamente” para os cofres da Construtora J.V.A Ltda.

Jade Abreu e os irmãos Josué e Jonael (conhecido como Preto) Abreu eram, respectivamente, os 3 sócios da construtora beneficiada com quase R$ 263 mil reais desviados no esquema criminoso.

 

As verbas desviadas dos cofres públicos, ainda segundo a denúncia, deveriam ser destinadas à construção de uma UBS (Unidade Básica de Saúde) na comunidade Vira Sebo, em Prainha. O governo federal teria repassado R$ 407.954,20 para a obra, via Fundo Nacional de Saúde (FNS).

Desse total, a prefeita e a secretária de Saúde teriam repassado para conta da J.V.A. Ltda R$ 326 mil. Porém, em 2017, constatou-se por laudo técnico que só 15% da obra havia sido feita, ao custo de cerca de R$ 63 mil.

Aos 4 réus foi dado prazo de 60 dias para, a partir da data em que forem notificados da decisão, a apresentarem defesa escrita nos autos do processo. A próxima fase será a realização da audiência de instrução e julgamento, ainda sem data definida.

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Um comentário em: Prefeita de Faro vira ré em ação na Justiça Federal; ex-prefeita Patrícia Hage também

  • É muita sacanagem com Faro uma cidade antiga sem nenhuma estrutura parece o bairro do Jutai e estas familias de sanguessugas não valem nada roubando a olhos vistos , cada um tem o governante que merece, povinho sem brio do interior do Pará

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