Advogado nega indiciamento e ataca presidente da OAB e Corregedoria da Polícia Civil, Advogado José Luis, Itaituba
José Luis Sousa, à direita, alvo de homenagem na Câmara de Itaituba. Foto: Internet

Advogado e candidato da oposição à presidência da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Itaituba, José Luís Pereira de Sousa nega que tenha sido indiciado no caso que envolve o policial Haroldo Batista Júnior e a advogada Elineke Leite.

Em nota nas redes sociais, José Luis também ataca a atual presidente da OAB (e candidata à reeleição) Cristina Bueno e a Corregedoria da Polícia Civil do Pará no Baixo e Médio Amazonas.

“É lamentável que a atual direção da Subseção [da OAB em Itaituba], de forma oportunista e para uso eleitoreiro, aproveitando-se do fato de eu estar advogando para o escrivão de Polícia Civil Haroldo Batista Macedo Júnior, esteja compactuando com as atitudes abusivas e ilegais da Corregedoria de Polícia Civil, que está atuando com o nítido objetivo de criminalizar a advocacia.”, criticou o advogado.

A eleição para a presidência da OAB/Itaituba estaria por trás da matéria publicada hoje pelo Blog do Jeso sobre o caso, segundo a nota assinada por José Luís.

“Estranhamente, um blog regional, sem me dar a oportunidade de manifestação, noticia o indiciamento inexistente da minha pessoa, por fato ligado exclusivamente ao exercício profissional, a apenas três dias da eleição”.

Abaixo, a íntegra da nota.

“Sras., Srs. advogados (as) e sociedade em geral.

Jamais imaginei que o simples fato de pleitear a presidência da Subseção da OAB de Itaituba fosse provocar reações tão baixas, vis e covardes contra a minha pessoa com o objetivos de desmoralizar minha imagem perante meus pares e a sociedade.

É lamentável que a atual direção da Subseção, de forma oportunista e para uso eleitoreiro, aproveitando-se do fato de eu estar advogando para o escrivão de Polícia Civil Haroldo Batista Macedo Júnior, esteja compactuando com as atitudes abusivas e ilegais da Corregedoria de Polícia Civil, que está atuando com o nítido objetivo de criminalizar a advocacia.

O viés eleitoreiro está claro no comportamento da presidente da Subseção e da Comissão de Prerrogativas, que guardam um silêncio obsequioso e suspeito quanto aos fatos em curso.

Lembro que recentemente a categoria apoiou em peso a presidente da Subseção num sério episódio envolvendo a morte de um policial militar.

Estranhamente, um blog regional, sem me dar a oportunidade de manifestação, noticia o indiciamento inexistente da minha pessoa, por fato ligado exclusivamente ao exercício profissional, a apenas três dias da eleição.

Coincidentemente, fui intimado pelo Delegado de Polícia para ser ouvido no procedimento policial, repito, por fato lícito praticado no exercício da advocacia, exatamente no dia 28/11/2018, data da eleição, com o claro objetivo de me constranger e me denegrir, numa ação claramente orquestrada.

A quem interessa? Asseguro aos colegas advogados que não me curvarei à essa tentativa covarde e eleitoreira de criminalizar a minha atividade de advogado.

Lamento profundamente que atitude tão rasteira não tenha merecido, desde o início, a solidariedade ou uma única linha da Subseção local.

No mais, informo que não estou indiciado em nenhum inquérito policial e sequer fui ouvido em qualquer procedimento, mantenho minha candidatura com altivez e independência, certo de que futuramente a OAB defenderá o advogado e não se prestará ao papel de endossar e compactuar com atitudes tão lamentáveis e lesivas às prerrogativas do advogado.

OAB Segue em Frente.

José Luís Pereira de Sousa. OAB/PA 12.993.”

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