Tribunal de Justiça mantém prisão de policial de Itaituba por prevaricação e fraude, escrivão Haroldo Jr, de Itaituba
Haroldo Júnior, preso desde novembro do ano passado

Com relatoria da desembargadora Vânia da Silveira, os julgadores da Seção Penal, do TJ (Tribunal de Justiça) do Pará, negaram nesta segunda-feira a liberdade ao réu Haroldo Batista Macedo Júnior, escrivão da Polícia Civil acusado dos crimes de concussão, prevaricação e fraude processual, em Itaituba, oeste do Pará.

A defesa do policial alegou a falta de fundamentação para a decretação da prisão, mas a relatora ressaltou que a medida preventiva está de acordo com a legislação vigente e visa a garantia da ordem pública e a conveniência da instrução criminal.  

Conforme o processo, a partir do registro de um boletim de ocorrência dando conta de um incêndio criminoso, foram presas 3 pessoas, bem como levada para a Delegacia de Polícia uma motocicleta pertencente a um dos presos (Elionai de Lima), que teria sido usada para transportar o suposto acusado de provocar o incêndio.

Para conceder a liberdade de Elionai e dos outros 2 presos, o escrivão teria exigido o repasse do veículo para o seu nome, e, depois de ter a motocicleta sob sua posse, passou a fazer uso do veículo tanto para ir ao trabalho como para ir para a faculdade que frequentava.

Haroldo teria exigido ainda a entrega imediata do CLRV e a entrega posterior do DUT do veículo.

Após a família de Elionai requerer a devolução do bem, o escrivão teria dito que entregaria mediante o pagamento de R$ 6 mil. O fato foi investigado pela Corregedoria Regional da Polícia Civil do Baixo e Médio Amazonas, que constatou a denúncia e requereu a prisão do escrivão.

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