Semsa de Óbidos pagou R$ 800 mil por remédios a 5 empresas em 2017, ano alvo da PF
Agentes federais vasculham documentos em um dos setores da Semsa em Óbidos

Em 2017, ano da gestão do prefeito Chico Alfaia, de Óbidos (PA), que está sendo vasculhado pela Polícia Federal por fortes indícios de desvio de recursos federais, a Semsa (Secretaria Municipal de Saúde) desembolsou quase R$ 800 mil em compra de medicamentos.

O volume com esse tipo de gastos pode ter sido maior, pois esses R$ 759.666,12 foram pagos a apenas 5 empresas do ramo. O levantamento foi feito pelo Blog do Jeso no Portal da Transparência da Prefeitura Óbidos.

 

Veja as empresas e os valores faturados por elas em 2017:

▇ Allgreens Hospitalar: R$ 445.853,00;

▇ F. Cardoso: R$ 152.950,49;

▇ Máxima Distribuidora de Medicamentos: R$ 92.146,00;

▇ D.C.S. Vasconcelos: R$ 27.052,95;

▇ Cirúrgica Paranhos: R$ 41.663,18.

Os recursos são oriundos do Fundo Municipal de Saúde, quem em 2017 teve despesas em Óbidos na ordem de R$ 14.5 milhões.

Operação da PF

Na terça-feira (5), a PF deflagrou na cidade a operação Contraste, para cumprimento de busca e apreensão de documentos em vários setores da Semsa.

A linha de investigação da polícia é se os valores que foram efetivamente pagos aos fornecedores resultou em produtos recebidos e distribuídos à população – no caso dos medicamentos – pela Semsa. Ou se a expedição de notas fiscais à época foi só manobra para desviar recursos públicos.

 

Em 2017, a pasta era comandada pela enfermeira Melina Braga. Ela e o seu sucessor, Moisés Portela, e ainda o farmacêutico Caio Amaral já prestaram depoimento à PF sobre o caso.

Em nota ao blog nesta quarta-feira (6), Melina Braga rebateu a acusação do prefeito Chico Alfaia que ela teria sido exonerada do cargo após indícios de práticas ilegais no exercício do cargo.

“Não há qualquer elemento de prova que desabone a conduta da secretária [Melina Braga] como querem fazer parecer. O que se nota, são ações orquestradas com o único intuito de desviar a linha de investigação”, rebateram os advogados Capual Júnior e Carlos Mota, que atuam na defesa da enfermeira.

— LEIA também sobre o caso: Contraste 2 | Vereador que denunciou “quadrilha” da Saúde em Óbidos se aliou ao prefeito

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