Do leitor Podalyro Neto a propósito do post Seminf prepara novo embarque de pneus:

Jeso,

A iniciativa é louvável. Pneus causam sérios problemas ambientas a curto, médio e longo prazos. Temos hoje várias tecnologias entre elas o uso como combustível (queima) para a indústria. Mas gostaria contribuir para o debate deixando aqui algumas reflexões sobre o tema.

Várias leis ambientais tratam do princípio poluidor-pagador, entre elas a lei de crimes ambientais e a 12305 (Política Nacional de Resíduos Sólidos).

Quando refiro-me ao poluidor-pagador quero dizer que quem vende tem que responsabilizar-se em encontrar uma destinação adqueda e ambientalmente responsável para aqueles pneus que não sevem mais para os veículos. Isso serve também para as baterias, pois as mesmas carregam chumbo, elemento com alto potencial poluidor.

A recomendação seria a prefeitura através da Semma, cadastrar os revendedores, estabelecer monitoramento e com isso fortalecer o controle ambiental.

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2 Comentários em: Pneus: como fortalecer o controle ambiental

  • Toda sujeira, poluição, lixo produzido por nós é preocupante. Todas as tardes, quando caminho na orla santarena, sinto os mais diferentes odores, principalmente o odor de combustíveis jogados criminosamente no Tapajós. Aliás é comum ver nosso rio (orla) repleto de lixo jogado pelas embarcações e por todos que ali passam. Nas praias mais distantes é comum nos depararmos com enormes sacos de lixo jogados nas matas pelos frequentadores e já presenciei um barco com turistas jogando nas matas da Ponta do Icuxi (Arapiuns) todo o lixo produzido e quando questionei o Comandante me disse que era costume fazer isso. O pior de tudo é termos um amontoado de órgãos ambientais que nada fazem. A própria Capitania dos Portos deveria responsavilizar os Comandantes das Embarcações pelo lixo produzido, acondicionamento e adequado destino final, sob pena inclusive de cassar a habilitação. Infelizmente o ser humano só aprende quando é preso ou quando recebe multa elevada. Enquanto nada é feito continuamos nosso triste caminho de encontro à sede. Mais cedo ou mais tarde a natureza vai dar o troco e todos iremos pagar muito caro.

  • Santarém padece do mesmo problema de todos, TODOS MESMO, municípios brasileiros: não existe uma política pública de gestão de resíduos. Não existe mesmo! Existem ações segmentadas, e não um conjunto articulado.
    Um valor de 55 milhões de pneus descartados no ano de 2011 é um bom número referencial. O CONAMA, Conselho Nacional de Meio Ambiente, dispõe de resolução (nº 416/2009) tratando da questão específica do descarte de pneus, inclusive determinando o compartilhamento das responsabilidades.
    Como sempre, sobra para os municípios, quase sempre com estrutura adiministrativa ambiental precária, o pesado ônus de gestão do problema.

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