Empresário preso em Rurópolis paga fiança R$ 15,5 mil e ganha liberdade: crime agrário
Armas e munições apreendidas na operação Monte Cristo II

Preso na semana passada (dia 8) na operação Monte Cristo II, deflagrada pela Polícia Civil do Pará na cidade de Rurópolis, Francisco Silva Quincó, o Chico Quincó, já está solto. Ele pagou fiança de R$ 15,5 mil arbitrada pela Justiça.

O empresário é acusado de envolvimento em um conflito agrário na comunidade de Monte Cristo, às margens do rio Tapajós, zona rural de Rurópolis. Jeovan Porto Barbosa, funcionário de Quincó, também foi preso na operação.

 

Jeovan foi igualmente solto após pagar fiança na sexta-feira (10), de R$ 10,3 mil (10 salários mínimos), por decisão do juiz Agenor de Andrade, da comarca de Itaituba e respondendo por Rurópolis.

Chico Quincó e Jeovan cumprem medidas cautelares, entre as quais o de não andarem armados, não entrar em contato com ocupantes da área de terras em conflito e proibição de se ausentarem de Rurópolis pelo prazo de 30 dias.

Ameaças a ribeirinhos

Os dois, segundo o delegado Ariosnaldo Vital Filho, titular da Delegacia de Rurópolis, são acusados pelo conflito agrário em Monte Cristo, onde vários ribeirinhos estão sendo vítimas de ameaças e já tiveram suas residências alvejadas com disparos de arma de fogo, a fim de intimidá-los a deixar a área.

Na operação, inclusive, a polícia apreendeu armas e munições em poder dos acusados. E por isso, eles foram autuados por posse e porte ilegal de munições e arma de fogo, ameaça aos colonos e disparo de arma de fogo.


Valores das fianças

R$ 15.585,00

Paga por Chico Quincó. É equivalente a 15 salários mínimos atuais (2020).

R$ 10.390,00

Paga por Jeovan Porto Barbosa. É equivalente a 10 salários mínimos atuais (2020).


Leia a íntegra da decisão do juiz Agenor de Andrade.

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