Leitor diz que Terra Santa precisa se preparar para viver sem os royalties da bauxita, bauxita
Bauxita, minério explorado em Terra Santa

Do leitor que se assina Mário Ferreira, sobre a matéria Brutal: royalties da bauxita de Terra Santa cai mais de 80% no mês:

Boa tarde, Jeso!

Desde antes da arrecadação da Cfem, do ICMS, do ISS, já havia preocupação com esse cenário, o impacto na arrecadação, puxado principalmente pela iminente queda dos royalties, que desde julho de 2012 o município de Terra Santa “recebe”.

A falta de políticas públicas que os governos anterior e atual deixaram de implementar, reflete na precariedade dos serviços oferecidos à população. Desde a saúde (falta de medicamentos e equipamentos; de profissionais — médicos especialistas, psicólogos, assistentes sociais etc); capacitação de jovens para inclusão no mercado de trabalho; como infraestrutura (ruas esburacadas e abandonadas, as estradas-vicinais estão em total abandono de acesso à todas as comunidades rurais) e até agricultura falida (falta de assistência técnica, financiamento, investimentos e mecanização, principalmente para a agricultura familiar).

Apesar desse quadro, a queda da Cfem e a falta de políticas públicas, vislumbro uma letargia do Executivo e do Legislativo para compor um grupo de trabalho para discutir, começar, mesmo que tardiamente, a estruturar projetos e alternativas para a sustentabilidade econômica do município.

É preciso abrir esse leque porque entendo que instituições organizadas, como STTR/TS, Colônia de Pescadores, CMDRS, CMS, Interassociação (de bairros) e outras entidades não podem ficar alijadas do processo.

A busca de uma economia alternativa é para ontem, porque há vinte anos se discutia o legado da bauxita.

Não vejo outro caminho sem a agricultura familiar, sem o empoderamento e a inclusão dos jovens no mercado de trabalho e, também, a efetivação de políticas públicas, principalmente na área social.

É por falta dessas políticas, que jovens estão entregues às mazelas sociais (alcoolismo, prostituição, drogas etc).

Infelizmente, Jeso, Terra Santa se transformou na cidade dos sítios e fazendas luxuosos, das mansões, dos carros e lanchas luxuosas, dos cavalos de raça, das corridas de cavalo com apostas milionárias de um grupo seleto dos “amigos do poder”.

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5 Comentários em: Leitor diz que Terra Santa precisa se preparar para viver sem royalties da bauxita

  • Esse cenário vindouro negativo de queda de arrecadação de recursos oriundos da mineração é fácil de prever e acontecer nessas nossas paragens Amazônicas. Quem não lembra do manganês na Serra do Navio no Amapá, que deixou buracos, degradação, miséria e uns poucos podres de ricos. A maioria absoluta desses governantes Municipais e mesmo dos Estados não tem projetos econômicos exeqüiveis alternativos para geração de empregos e rendas nos municípios e Estados, porque a maioria é burra (mesmo com diploma de “Curso Superior”), incompetente e corrupta, assumem os governos como propriedade privada, familiar ou dos amigos que estiveram a frente de suas campanhas malditas, e mentirosas, só isso, o resto seria inteligência, perspicácia, honestidade e muito trabalho, coisa que essa gente odeia! O detalhe caro Jeso, é que nossa região é ainda um celeiro de recursos naturais, matérias primas ainda abundantes e com a implementação de técnicas por mais modestas que sejam, já seriam um começo pra alavancar a economia da região, com manejo, recuperação de áreas degradadas, sustentabilidade ecológica e agricultura comercial produtiva, séria e responsável ambientalmente, economicamente e socialmente. Mas, esses políticos ladrões só querem se revezar, se eternizar no poder roubando o erário público desgraçadamente em detrimento do povo sofrido e abandonado.

  • Ao leitor , vc uma pessoa q buscou conhecimento, capacitada, nao da para entender por que vc
    está desempregado até hj, será preguiça como de muitos a falta de interesse dos demais ou investimento do poder público como vc fala? Pense nisso.

    • Caro Miguel on, sem proselitismo político ou partidário, talvez você não saiba o significado. Você me parece um leitor ignorante, é claro, despossuído da inteligência necessária ou da necessária educação para ler ou fazer contraponto do tema em voga.

      Competência e capacidade, profissional e acadêmica, me é facultada para assumir qualquer desafio que venha a ser delegado. A minha capacidade técnica e profissional que obtive, não me levou momento algum e, por nada, ser mero bajulador do poder ou puxa-saco de plantão.

      Outro ponto, me dispus a voltar para a minha querida Terra Santa para contribuir, de alguma forma, com os conhecimentos que adquiri na academia e profissional, e com isso, melhorar a qualidade de vida do meu povo tão sofrido, esquecido pelos dois últimos gestores.

      Para tanto, por não ser “amigo do poder” e, também, não querer ver meu município ser uma “nova” Serra do Navio/Macapá, que deixou um legado desolador de degradação ambiental, miséria e outras tantas mazelas sociais, levantei a “bandeira” contra os desmandos, a incompetência da gestão anterior e atual, em construir caminhos, alternativas ou uma motriz de desenvolvimento para o pós-bauxista.

      Miguel on, a velha história: a gente pensa que viu tudo, mas novamente um desses choques que me fazem pensar num engano, não pode ser, vou ler de novo. Digo, “existem pessoas certas em lugares errados”; você deve ser uma delas pelo que discorreu.

    • Meu caro, pelo que li aqui não precisa ser letrado, capacitado ou mesmo preguiçoso para ver onde vai chegar esse município com tanta roubalheira desses políticos que já passaram ou estão no poder a tendencia é ficar falido se não buscarem uma outra alternativa mesmo, inclusive você Miguel ON que pelo jeito deve lamber as botas do Prefeito ou então é dono de um sitio ai, vai criar vergonha na cara, pelo jeito tu é que é preguiçoso e puxa saco.

  • Todo puxa-saco é inseguro, frágil e absolutamente desprovido de personalidade própria. Sim, eles são dignos de pena e vivem exclusivamente para os outros (nunca para si mesmos). Em outras palavras, eles não são livres porque escolheram viver escravizados por um excesso de bajulação por aqueles que ostentam algum tipo de poder na organização.
    Esse é o tal de Miguel, mas não se preucupe que o reinado dele está chegando ao fim.

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