O ex-ministro Joaquim Levy assumirá o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) na gestão de Jair Bolsonaro. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (12) pela assessoria de imprensa de Paulo Guedes, futuro ministro da Economia.

Levy foi ministro da Fazenda de Dilma Rousseff no primeiro ano do segundo mandato da presidente e acabou afastado após a tentativa frustrada de fazer um ajuste nas contas públicas. 

Nesta segunda (12), o executivo se despediu de colegas do Banco Mundial, onde ocupava o cargo de diretor financeiro. Ele deve se incorporar à equipe de transição.

Ex-ministro da Fazenda de Dilma confirmado no BNDES do governo Bolsonaro, Joaquim Levy - World Economic Forum on Latin America 2009
Joaquim Levy trabalho no governo Dilma

Assim como Paulo Guedes, Levy é doutor pela Universidade de Chicago, no EUA, berço de economistas liberais.

A escolha de Levy para o cargo foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo neste domingo (11). ​ 

OUTROS COTADOS

Outros cotados para integrar a equipe econômica de Bolsonaro que foram ventilados são Ivan Monteiro, presidente da Petrobras, e Mansueto Almeida, secretário do Tesouro. A sua permanência nos respectivos cargos, contudo, não foi confirmada até o momento.

No desenho da equipe do presidente eleito, Ana Paula Vescovi, atual secretária-executiva do Ministério da Fazenda, ficaria com a presidência da Caixa Econômica Federal. Mas a indicação também não foi confirmada.

No BNDES, Levy terá como missão atuar em três eixos. No primeiro, o de logística e infraestrutura, deverá auxiliar o trabalho do PPI (Programa de Parceria e Investimentos), que no governo Bolsonaro ficará a cargo dos generais.

O segundo é o de estruturador e viabilizador de privatizações, uma das principais bandeiras de Guedes para a economia. 

Neste ponto, é considerada positiva a experiência de Levy como secretário de finanças do Rio, de ministro da Fazenda e de técnico do FMI (Fundo Monetário Internacional).

Com isso, pode viabilizar mais rapidamente operações financeiras que envolvem diferentes entes, como empréstimos-ponte –no jargão financeiro, um empréstimo que é dado até que outro banco financiador assuma a operação.

O terceiro é o eixo da inovação e das novas tecnologias. Não apenas para atender novas empresas (start-ups) mas também as que já estão no mercado e precisam de dinheiro para inovar.

Com informações da Folha de S. Paulo

Leia também:
Carta fascista com ameaças a alunas da UFPA entra na mira do Ministério Público

Nota do editor: textos, fotos, vídeos, tabelas e outros materiais publicados no espaço "comentários" não refletem necessariamente o pensamento do Site Jeso Carneiro, sendo de total responsabilidade do(s) autor(es) as informações, juízos de valor e conceitos divulgados.

Um comentário em: Ex-ministro da Fazenda de Dilma confirmado no BNDES do governo Bolsonaro

  • Esse Bolsoasno vivia latindo que o PT não presta, não vale nada, mas está recrutando ex integrantes do governo petista, como fazer o novo utilizando-se do “velho”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *