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Um “supergene” é o responsável pela capacidade da borboleta da Amazônia em imitar em suas asas os desenhos de congêneres venenosas para se proteger dos predadores.

Os desenhos complexos que a borboleta amazônica Heliconus (foto) numata ostenta em suas asas permitem a ela imitar seis espécies de borboletas venenosas, de sabor amargo e desagradável para as aves.
O “supergene” em questão está situado em um único cromossomo e compreende cerca de 30 genes que controlam, juntos, muitas características como a cor das asas, que são “herdadas em bloco” pela geração seguinte, explicou Mathieu Joron, do Museu Nacional de História Natural de Paris, que liderou o estudo publicado no periódico científico Nature.
As borboletas Heliconus capazes de imitar suas congêneres venenosas (Melineae) transmitem à suas descendentes esta proteção contra os predadores.
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