por Evaldo Viana (*)

Era por volta das seis horas da tarde, com o sol ameaçando se por a oeste, quando um casal de turista se aproximou do rapaz, que estava sentado num banco da orla, próximo ao Mascotinho. Para diante do jovem e obsequiosamente lhe pergunta:

– Amigo, você poderia me dizer onde fica o cinema mais próximo?

O rapaz olhou para o homem que lhe fizera a pergunta e por um momento não sabia o que dizer, mas lembrou que o notebook que carregava consigo estava conectado, via modem da vivo, à Internet e que nele havia instalado o programa Google Eart. Então, disse ao homem:

– Aguarde só um minutinho!

Localizou rapidamente o ponto onde estavam, clicou no ícone que mensura distância e projetou quatro retas: primeiro a oeste, depois ao norte, em seguida a leste e por último ao sul. Para todas as direções fez uns rabiscos, anotando as distâncias. Após, disse ao turista:

– Bom, se o Sr. Pegar essa direção, apontando em direção ao sol, vai encontrar a 605 Km de distância a cidade de Manaus onde certamente vai encontrar bons cinemas. Pegando uma reta nessa sentido (estendendo o braço para um ponto entre o norte e o leste), a uma distância de 534 KM, o Sr. vai chegar a Macapá onde certamente encontrará um bom cinema. Outra alternativa seria Belém, mas tá um pouco longe, pois fica a 705 KM de onde estamos.

A moça que acompanhava o homem, sem entender bem o que ouvira, pois só queriam saber onde poderiam encontrar um cinema, o mais perto possível dali, disse:

– Como assim?!! 500, 600, 700 Quilômetros?!!!

– O rapaz acabara de lembrar de Altamira, onde estivera há poucas semanas e disse:

– Só um minutinho, tem um mais próximo daqui. Péra lá, só mais um pouco! Taqui, encontrei!. Fica justamente nessa direção (apontando o braço entre o leste e sul). Indo nessa direção, a 302 Km, vocês vão chegar a Altamira, um município de mais ou menos uns 90 mil habitantes. Lá tem um cinema muito bom. A exibição dos filmes lá é simultânea com o sul do país e os ingressos são bem em conta, pois quem faz a manutenção do cinema é a prefeitura. Como nenhum particular tem estrutura para mantê-lo, o governo municipal resolveu oferecer ao povo uma opção de lazer. Cinema não é cultura?!! Então?! A prefeitura de lá se preocupa em patrocinar Cultura ao seu povo.

– Mas!….E aqui em Santarém!…Não tem cinema? Não tem governo municipal, como em Altamira, que possa manter um cinema, dar uma opção de lazer para o povo daqui?! – perguntou o homem.

O rapaz ficou meio sem jeito, não sabia o que responder. Depois de alguns segundos disse ao homem:

– Olha, cinema não tem. E governo que se preocupe com a cultura, que se preocupe com o bem estar do povo, acho que também não tem não.

O casal agradeceu a atenção do rapaz, se despediu e foram, certamente, procurar outra opção de lazer para aquele começo de noite.

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* É servidor público federal. Escreve regularmente neste blog.

Nota do editor: textos, fotos, vídeos, tabelas e outros materiais publicados no espaço "comentários" não refletem necessariamente o pensamento do Site Jeso Carneiro, sendo de total responsabilidade do(s) autor(es) as informações, juízos de valor e conceitos divulgados.

49 Comentários em: Cinema, que cinema?

  • EI JESO, HELP…HELP….QUEREMOS O RETRATO DA ATUAL CONJUTURA DA COSANPA !

  • Cinema e diversão na nossa região é assistir futebol e novela na tv e um bom filme num CD pirata comprado a 2 reais na praça tiradentes. O resto é só peleja

  • E verdade em Altamira temos um exelente cimena que receb o nome de um paraense LUCIO MAURO.

  • Evaldo Viana essa é boa – eu sempre fui um apaixonado por cinema desde criança, mas hoje uma cidade não ter cinema não significa atraso cultural, qualquer cidadão tem um bom cinema em casa, uma televisão grande com um aparelho dvd.´

    Eu já tive em minha sala, hoje não tenho mais, um datashow de alta definição, ligava meu dvd no aparelho, o som na minha caixa de som e assisti durante um ano e meio os principais clássicos do cinema, as vezes tomando cerveja, outras tomando wisque, cachaça de acordo com o tema do filme, fora pipoca que era apetrecho obrigatório.

    Em Santarém existe muita gente que devora 10, 20 dvds no final de semana em casa, você que é bom de números deveria levantar nas locadoras os gastos dos clientes, fora os piratinhas que são um sucesso nos aparelhos de toda a cidade.

    O homem atual e moderno gosta de comodidade, de poder voltar o filme na cena que ele teve dúvida ou gostou de ver, parar o filme para ir ao banheiro e até quando num rala e rola com a patroa ou com a namorada, sei lá, dar pausa. Por isso a telona deixou de ser a mágica arrebatadora de adeptos.

    Cinema hoje ficou está no shoping center, muito mais para jovens que vão namorar as gatinhas e ver um Avatar da vida, ou Crepúsculo dos vampirinhos bonitinhos que traçam umas gatas de olhos azuis, ou aqueles enlatados americanos de carro correndo atrás do outros quebrando tudo.

    Agora sugiro a você que mude o foco de cinema para: SHOPING, QUE SHOPING? Quando Santarém ganhar um shoping de verdade, conseqüentemente vem o cinema atrelado nele. Aí eu questiono: uma cidade deste tamanho ainda não receber um investimento desta proporção. A Yamada prometeu, mas até agora só ‘migué’, como diz o caboclo.

    Um abraço meu amigo, falar nisso o seu Leão está mordendo só na bunda do pessoal do Norte do Brasil, caraca…

    • Nelson estive em Janeiro com minha esposa em Natal e assistimos AVATAR , fantastico , coisas que só se ve e sente em um cinema ….. mas como em posts abaixo com a concorrencia da pirataria fica dificil , acho que o cinema em Santarem fechou mesmo por falta de publico , será que no Paraiso ( será aquele prédio sendo erguido em frente ao Forum) vai haver alguma sala de cinema ?

      • Armando, conversei pessoalmente com o proprietário do Barrudada Hotel, Paulo Barrudada, e ele me informou, categoricamente, que o cinema ali existente será reformado, e entrará em funcionamento até o final do ano.

    • Caro Nelson,
      vc falou corretamente.. “vc foi um apaixonado por cinema”, pq se o fosse ainda, vc saberia a diferença de assistir um filme em casa e no cinema.

      Sou cliente na Look há mais de dez anos, é uma excelente locadora, gosto demais do atendimento do João, da Selma e de todos os demais funcionários. Neste quesito, Santarém não fica a dever a nenhuma capital, pois há duas locadoras ( a do Jonhson é ótima também, embora eu va mais na look) q sempre possuem um catálogo de filmes atualizado. Fazem muitas promoções q facilitam o lado financeiro. Não sou contra as locadoras e continuaria locando mas gostaria de também ir ao cinema.

      Infelizmente, os grandes cinemas fecham as portas e seus espaços se tornam locais religiosos. Concordo com vc q as salas estão se modernizando e se tornando menores, o glamour de um cinema Palácio não existe mais, embora o cinema Olímpia ( considerado o mais antigo do Brasil, se não estou enganada )tenha ressurgido a partir de iniciativa louvável do poder público e parabéns a Altamira, não sabia da existência de uma sala de cinema.

      O que me leva a perguntar: por que não aqui em Santarém. Pq nossos governantes ( independente de partido político) não pensam em oferecer um espaço destinado ao cinema?Pq uma coisa é certa, muitos de nossos cidadãos, não tem ainda “..um bom cinema em casa, uma televisão grande com um aparelho dvd.” Será q teremos q esperar um shopping? So que não sendo iniciativa do poder público, a gratuidade não é garantida e muitos de nossos cidadãos continuariam impedidos de ir por questões financeiras.

      Quanto aos cinemas serem apenas para jovens, o público depende do estilo do filme, sempre foi assim, e menino, so jovem namora? hahah leva a “patroa” p relembrar os tempos de namoro então…rs acende a chama da paixão, relembra o quanto era bom querer “agarrar a patroa” e não poder…rs e quanto as idas ao banheiro, aff… a menos q vc tenha incontinência urinária, o q eu não acredito…rsrs… vai antes de começar o filme… ficadika…rs ou então use fraldas hahaha ( sorry)

      abraços, sou sua fã… na área musical…rs

  • Parabens pelo artigo, apesar de não concordar com sua opinião, mas foi de uma criatividade invejável, mais uma vez: PARABÉNS!

  • Altamira, uma minuscula cidade da transzamazonica ter cinema e Santarém não? Isso é uma vergonha. Cadê a cultura que a prefeita maria do carmo se comprometeu a defender? Se nenhum empresário se interessa em montar um cinema aqui porque o governo petralhista da prefeita Maria do Carmo não faz como em Altamira?

  • É um cineminha pequeno, mas lá no Sesc da Floriano peixoto tem uma sala com cadeiras confortáveis. Fiquei surpreso ao entrar lá – a projeção tava legal, o ar funcionando e as cadeiras são confortáveis – e a programação que rola lá é gratuita. Aí voltei outras vezes.
    Mas foi a única sala que encontrei aqui. Não tem outra mesmo? Mesmo pequenina assim?

    • Outro dia, conversando com o Emanuel Loureiro (Meu tempo menino, 2007), soube que os projetores 35 mm estão aqui em Santarém, não foram vendidos e, possivelmente estão em condições de uso. São projetores alemães que ele importou da Alemanha. Que o seu Raul ainda tem rolos de filmes em casa. Falta espaço, provavelmente deve faltar um projecionista e, claro, entrar no circuito de distribuição.

      Agora, já pensou porque o cinema do seu Raul fechou? Não era economicamente viável. Não havia público. Daí a gente vê a opinião de pessoas que são da leitura que o mercado deve atuar livremente e “resolver” a tensão entre oferta e demanda. Que o mercado é a grande força, o setor produtivo e tal… O mercado não encontrou solução para o cinema do Seu Raul e outros. Daí, ao não encontrar a solução para algo que dá prejuízo, a solução é o investimento público, a fundo perdido. Curioso não? Para o Estado o ônus. Esse mesmo setor é contra a tv pública com capacidade competitiva, por exemplo.

      Esse debate deve ser ampliado. Devemos conhecer os problemas que levam a manutenção de um cinema em Santarém seja tão caro (logística mais cara dos filmes, ausência histórica de projetos de formação de platéia, etc.). Ano passado tivemos uma Conferência Municipal de Cultura que nem tocou no assunto. O Conselho Municipal de Cultura é um enfeite. Temos a Casa de Cultura e quase não temos programação … O buraco é mais embaixo!

      Ou seja, se é para falar do assunto é preciso enfrentá-lo em seus vários aspectos, que passam pela necessidade da interiorização da cultura (na relação com o governo do Estado) e em ações de médio e curto prazo de, como se dizia tempos atrás, Educação do Olhar.

  • O mais facil seria perguntar em primeiro lugar se tem governo em nossa cidade… pois a situação em que ela se encontra é caotica… Quanta saudade do nosso velho cinerama…lembro muito bem Jeso, quando foi Reinaugurado a Casa de Cultura após sua “revitalização” que foi propagado e muito bem falado em todos os meios de comunicação que a administração municipal implantaria ali uma sala de cinema a sociedade santarena… será se esqueceram do que falaram?

  • Se bobear, até em Alenquer tem cinema!!!

  • É realmente lamentável que não tenhamos um cinema em Santarém. Já passei, diversas vezes, pelo contrangimento, diante de amigos de outras cidades, de ter de dizer que aqui não há cinema… De certa forma, não existir nenhum na cidade é um sinal de atraso social.

    Com a população universitária que há aqui, a inexistência de uma sala de exibição é, no mínimo estranha, pois o gosto pelo cinema está intimamente relacionado ao contexto cultural do universo acadêmico.

    O cinema tem um papel romântico também… Um convite para ver um filme foi, durante muito tempo, e ainda deve sê-lo em muitos lugares, o início de muitos romances, talvez porque a esfera misteriosa das telas seja semelhante a situação dos apaixonados…

    Bem, estamos perdendo muito com o fato de nos contentarmos em ter acesso a cinema alugando dvd em locadoras e passando os fins de semana em casa, enfurnados, vendo-os…

    A magia do cinema estar também no ir a uma sala de exibição, coisa que não conhecemos..
    Será que posso ter a esperança de que isso mude???

  • A história do cinema em Santarém me lembra uma música do “Gabriel, O Pensador: 2345meia78.”

    Refrão:
    2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8 tá na hora de molhar o biscoito…
    Eu tô no osso mas eu não me canso, tá na hora de afogar o ganso…

    E no final da música:

    Vou ligar pra Zumira, mas nem adianta, ela nunca dá mole pra ninguém…
    Mas eu já levei um fora do alfabeto inteiro, que que tem levar um não dela também…

    Gabriel: – Alô, Zumira! Vai fazer o que hoje ?
    Zumira: – Ah! num sei, vamo no cinema ?

    Quando a esmola é demais, o santo desconfia! Essa mina deve tá com algum problema!

    Chegando no local que escolheu, não sei o que lá do Reino de Deus. Olha o nome do filme: Jesus Cristo, É o Senhor!

    Gabriel: – Pergunta: É comédia ?
    Zumira: – Não é filme, “O CINEMA ACABOU”, “VIROU IGREJA EVANGÉLICA”, eu só te trouxe aqui pra você comprar pra mim uma vaga no céu!
    Gabriel: – Ah, irmã! Deixa disso, a minha grana só vai dar pra ir rezar lá no motel…

    Para uns amantes da música, retrata bem a história do cinema em nossa cidade!

  • Evaldo, muito boa essa sua provocação.

    Nos obriga a refletir sobre uma pergunta que de vez em quando aparece em vários comentários: Porque Santarém, com uma população urbana estimada em quase 250 mil habitantes não tem Cinemas?
    Será por falta de empresários do ramo da cultura cinematográfica?
    Os empresários não se atrevem a investir nesse segmento por falta de usuários?
    O cinema é uma opção que não faz parte da tradição do “universo cultural” dos santarenos?
    Etc… Etc…

    Fato é que o único cinema existente fechou para deixar o espaço para outras atividades, inclusive o aluguel de Filmes em DVDs

    Tiberio Alloggio

    • Tibério,

      Se os empresários não têm interesse por falta de público ou por não ser lucrativo, então que a prefeitura chame pra si essa responsabilidade, à semelhança da prefeitura de ALtamira, que é, como todos sabem, um município mais pobre que Santarém.

      Na prestação de contas da Prefeitura, a função Cultura é contemplada com mais de três milhões de reais. Por quê a prefeita Maria do Carmo não determina que uma parcela destes recursos sejam direcionados para manter uma sala de cinema em Santarém?

      Você poderá dizer que ela, a prefeita, não sente falta de cinema pois está dia sim dia também viajando para Belém ou Brasilia e lá ela pode ir a bons cinemas. E o povo Tibério?

      • Então tá Evaldo, a Prefeitura do PT é a culpada de não ter cinemas na Cidade…

        Enquanto isso, em Altamira, o cinema bancado pela Prefeitura tucana, continua vazio…pesando negativamente no balanço municipal e no bolso do contribuinte. Mas que porém tem cinema para poder atender os dois turistas

        Meu amigo….como diz Cristovam Sena…o buraco é mais embaixo.

        Tiberio Alloggio

  • Que bom termos aguem que se preocupe com a cultura em Santarém. É vergonhoso não termos um cinema. E difícil de acreditar que Santarém é uma das melhores cidades do nosso estado só se for a praia de alter do chão que é o que se salva para o turismo e os santarenos.

    • A questão central deste debate oportuno sobre cinema, levantado pelo Evaldo Viana, é, na minha opinião, o seguinte: Santarém não tem cinema por que não tem público, ou não tem público e, por isso, não tem cinema?

      Paulo Lima, de uma certa forma, tocou nesta questão em seu comentário. É preciso, pois, ir mais a fundo nessa reflexão, para que não se fique só na superfície. É preciso ir mais fundo e, como tem sido levantado aqui, incluir o poder público neste debate.

    • PONTUAÇÃO: 10

  • Comparar cinema com video é demais. Com licença Jeso, vou alí vomitar e já volto… Atchu! Atchu! Arrrááááhscatchúsp..

  • Ainda tem uma esperança…será? Vamos espera que o proprietario do PARAISO SHOPPING CENTER tome a iniciativa de incluir em seu grande projeto a construção de salas de cinema pois seria algo bastante lucrativo por que a população clama por um cinema.

  • Sempre amei filmes, em Santarém, loco muitos DVDs (nada de pirataria), e lógico q é confortável assisti-los em casa, mas, nada substitui, o ritual de ir ao cinema, especialmente para quem cresceu em uma família onde era sagrado, aos domingos, o programa: missa, matinês e almoço no Restaurante Avenida. ( sou de Belém)

    A preparação, a escolha do q vestir; a fila, onde vc encontrará conhecidos q não via há muito tempo; o cheiro de manteiga na pipoca feita na hora; o corredor com carpete, meio demodê hoje mas nunca vi um cinema sem ele; e a poltrona enorme p se esparramar. Mas o principal é a tela, q não pode ser substituida por nenhum home theater, nenhum data-show, pq faltam a estes a magia que so a grandiosa tela de cinema consegue: fazer vc se sentir parte do filme.

    Posso parecer nostálgica, ultrapassada, por defender o direito de que outros tenham as mesmas oportunidades que tive; por defender a tradição da ida ao cinema. Cinema é arte, é cultura e se falamos de cultura,mesmo sabendo que ela é mutável, aberta ao novo, às novas tecnologias (TV, DVD, etc…)ela também é a presevação da tradição, da nossa identidade construída coletivamente, do sentimento de “pertencimento” a um lugar.

    Portanto, parabéns ao autor pela escolha do tema e pela criatividade em desenvolvê-lo

  • Posso até concordar com o Nelson , mas você ir ao cinema não é a mesma coisa que asitir um filme em casa .
    A questão é , os gringos no momentos não residem em Santarém estavam somente de passagem foi o que entendi.

    Mas hoje em Santarém esburacada vale muito mais alugar imoveis como o nosso antigo CINERAMA , para igrejas evangelicas.

  • Realmente, uma vergonha que uma cidade da importância de Santarém não tenha sequer um cinema. Mas este fenômeno tem ocorrido em todo o Brasil. Em Petrópolis, a 63 km do Rio, onde eu fui criado, eram seis ou sete salas há cerca de vinte e cinco anos atrás. Hoje, lá tem apenas um pequeno cinema em um shopping. O maior e mais bonito, todo em art déco, virou IURD. Essas igrejas evangélicas sem um pingo de fundamento que surgiram por aí (com objetivo único de enriquecer salafrários às custas do dízimo de incautos: IURD, a do R.R. Soares, Ministério Internacional da Restauração, etc) têm tomado de assalto todos os teatros e cinemas deste Brasil afora. É o obscurantismo levado ao extremo…

    • Francamente Prof . vc atribuindo as igrejas a culpa pelo fechamento de cinemas …. fechou porque não dava lucro , SÒ ISSO . E se não virasse igreja teria virado deposito , predio resindencial , qualqer coisa .

  • Os donos do cinema aqui em Santarém, foram obrigados a fechar sua casa de entretenimento, porque estava tendo prejúizo por falta de clientes. Mesmo quando eles faziam promoções, oferecendo o ingresso mais barato, não conseguia atrair os clientes. Conversando com um filho do proprietário do cinema, ele disse-me que havia muitas locadoras na cidade, (ele acabou unaugurando mais uma), os filmes piratas também contribuiu para essa situação, e também o comodismo da maioria das pessoas, que como disse o Nelson, preferiam assistir filmes em casa do que ir ao cinema. Eu particularmente, gosto mais de ir ao cinema e poder saborear uma pipoca acompanhada de um refrigerante. Sempre que viajo, aproveito para frequentar as salas de cinemas das capitais.
    Em fevereiro estive em Recife e aproveitei para assistir o filme avatar, que ainda, não tinha chegado nas locadoras de Santarém.

  • A prefeitura por pura falta de interesse deixou fechar o Cinerama. Omesmoiaacontecendo com o OLYMPIA aqui em Belém. Mas a prefeitura daqui agiu a tempo, comprou o espaço, e hoje o Olympia passa ótimos filmes, como a mostra de filme poloneses, franceses entre outros. Por que a prefeitura não corre atrás do prejuízo e negocia o espaço do antigo cinema Olimpia perto da Matriz?

    • Sara , A PMS não tem feito nem sua obrigação com ruas da nossa cidade ! vai se meter em cinema !

  • Outro dia minha wife-to-be trouxe Inglourious Basterds que assistimos na minha rede plugado no stereo e no screen do meu computador que é menor que meu livro de aves favorito. Eu preferiria no cinerama que sempre rolava “peitinho”. Com saudade do cinema, um amigo meu foi acabando assistir uma “missa’ no cinerama e ele falou que foi melhor que muitos filmes que antes passavam. O pastor era digno do oscar. So faltou pipoca, mas peitinho nao.

  • Cinema sempre foi e sempre será um atividade explorada pela iniciativa privada, querer que o poder publica intervenha nisso é o fim da picada, ou o fim do picadeiro como diria um amigo meu alemão. Se fecharam-se os cinemas é porque não houve demanda, não são essas as regras do capitalismo?
    Santarém não é exceção, é regra. Em todo lugar foram fechadas belas e tradicionais salas de projeção e esses espaços, bem menores, foram transferidos em sua maioria para o shopping.
    Bem a gosto do capitalismo, o poder publico não deve intervir na banda larga, na telefonia, na geração e distribuição de energia, no sistema bancário e se não tivermos cuidados, vão privatizar o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, a Petrobrás e o que resta ainda de patrimônio do povo. Mas em uma sala de projeção para atender um ou outro turista ou quem queira assistir Avatar, Duro de Matar IV, Desejo de Matar V (não sei se o Charles Bronson ainda é vivo), Xuxa (nossa Marlene Dietrich) e os 40 baixinhos e mais tantos e tantos enlatados que nos entopem principalmente vindo USA.
    Enquanto discutimos a falta de salas de projeção de películas, alguns querendo socializá-las vamos privatizando a saúde, a educação, segurança, ou seja, serviços essenciais que cabe ao poder público cuidar.
    Do jeito que as coisas estão indo, da aqui a pouco, a Prefeitura vai ter que abrir uma academia de Luta Vale Tudo, afinal é um diversão!

    • Nazareno qual é o problema quanto a privatizar ? o poder publico se revela mandato após mandato apenas apto a fabricar escandalos com o que vc chama de bem do povo , acho que manter sobre o controle do estado só é interessante a que participa das licitações pois o povo , esse coitado , sofre nas filas do SUS .

  • A prefeitura, PT, comprou os projetores do cinema Cinerama, pra voces verem como eles tem boa vontade…rs.. O problema é que até hoje não pagaram o “Seu” Raul Loureiro. Sabias disso Tibério? Defende agora.
    Com certeza deve ter alguma nota fiscal ou recibo do pagamento do equipamento para justificar a grana recebida e não repassada.

    • Se isso é verdade escrotinho, precisa ser esclarecido. Comprou pra quê? onde estão esses projetores? O que a prefeitura está fazendo deles? E porque não pagaram ainda o seu Raul? Pra onde foi esse dinheiro? Se sabes de mais coisas escrotinho, conta pra gente.

      • Tens razão, anônimo: o leitor que se assina Skrotinho deve dar mais esclarecimentos sobre essa transação.

  • Caro Evaldo,

    Sugiro a você (caso não o tenha feito) assistir ao filme Quarto 666, de Wim Wenders. Você tem razão ao falar da necessária existência de um cinema em Santarém, como forma de entretenimento e de veiculação de cultura, mas me parece que o nosso tempo apresenta outros problemas que ajudam a compreender a questão, a compreender a direção assustadora para onde a sétima arte se dirige.
    Politizar o assunto revela-se inapropriado e não aponta o real problema da ausência do cinema. Se optarmos por essa vertente, a explicação terá de enveredar pelo questionamento da ausência de público, da preferência por mídias diversas, do motivo de o único cinema da cidade ter fechado, considerando a lógica capitalista da busca pelo lucro. Além disso, teremos de pensar se realmente o governo municipal tem responsabilidade por disponibilizar cinema a preços acessíveis, atraentes ao público cada vez mais exigente pelo cinema comercial, em face de problemas mais graves, como a saúde, o desemprego e as péssimas condições das ruas.
    Na condição de professor e profundo admirador do cinema, passei por momentos de decepção ao deparar que o jovem ou tinha pouco interesse pelo cinema ou tinha fascinação pelos enlatados norte-americanos, excluindo dessa lista bons diretores ali existentes. Não penso que essa decepção pode ser motivo de desânimo, e sim de luta pela causa, mas os fatos são os fatos. Se você pudesse passar por essa experiência, lidar com o público, instalar um cinema talvez também se decepcionasse ou passasse a considerar outras condicionantes na compreensão do assunto. O mundo do Cinema paradiso é encantador, mas a modernidade perverteu os costumes, e o homem é fruto de suas circunstâncias.
    Assim, podemos pensar a questão a começar por uma análise da ausência do público, do interesse por outras formas de entretenimento e pela acentuada venda de DVDs piratas e disponibilização de filmes em meios eletrônicos. Essas situações, de alguma forma, enfraquecem qualquer empreendimento e revelam a crise que a própria televisão sofre em decorrência desse mercado, como apontam algumas pesquisas.
    Outro aspecto que gostaria de destacar em sua alegoria é essa mentalidade subserviente que manifestamos ao pensar que temos a obrigação de agradar turistas e por eles devemos manifestar vergonha. Uma pasta específica da Prefeitura deve tratar disso com as agências de turismo. Nesse caso, você teria sido mais feliz excluindo o casal da narrativa, colocando outro jovem, de preferência sem notebook e disposto a correr até o ciber mais próximo, pagar pelo acesso e verificar as distâncias! Isso fortaleceria seu propósito comunicativo e imprimiria veracidade à narrativa e, ainda, acentuaria o tom de denúncia pretendido! Ainda sobre essa questão, você, em nome da veracidade, deveria fazer o rapaz dar a resposta não em “um minutinho”, uma vez que todos sabem que o acesso à internet em Santarém é lento. Talvez a resposta devesse ser dada no dia seguinte!!!!
    Garanto que alguém que se dirige a Santarém não o faz para assistir a um filme, o que enfraquece sua tese pela universalidade da argumentação e fraqueza da demonstração. A procura pelo cinema acaba sendo um acidente de percurso, uma exceção. Seria, assim, mais interessante instalar cinema em Alter-do-Chão, para onde os turistas se destinam, considerando que o desejo de visitar pontos turísticos não encaixa um lazer como assistir a um filme. Nossos conterrâneos, sim, talvez voltem cedo para as suas casas por falta de opção. Essa deve ser nossa preocupação. Confesso que o meu desejo de ter um cinema em Santarém é atender aos interesses dos santarenos, oferecer educação, valores, magia, fundamentalmente. Quanto aos turistas, que gastem o dinheiro, que façam julgamento como todos fazem. Se morasse no Rio, não me envergonharia da assustadora violência; em São Paulo, do trânsito caótico. Somos bem tratados em alguns lugares e em outros não etc. A regra serve para Santarém, e a comparação revela-se injusta em face do atraso da cidade e da forma como o governo estadual trata o Oeste do Pará.
    As pessoas não podem se envergonhar por uma carência como essa. Cada cidade tem seus problemas, tem seus privilégios. Eu trabalho diariamente com pessoas de Goiás, de Brasília, do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e de Minas. Em nenhum momento fiquei envergonhado de contar como Santarém é nem me esqueço de desmistificar a mentalidade que ainda percorre o país sobre o ethos nortista. Não podemos reforçar essa mentalidade em nossa busca por garantir dignidade das pessoas.
    Portanto, observemos o fato em si: a crise do cinema. Que o casal privilegiado fique a apreciar a beleza do Tapajós, beleza que talvez não tenha no local onde eles moram. Quanto aos nossos, talvez não tenham oportunidades de visitar outros lugares, nem por isso serão infelizes nem menos doutos. Aqui parece que Kant é um belo exemplo: nunca saiu do lugar onde morava nem por isso deixou de ser capaz. Quanto ao rapaz, a escolha por esse personagem revela uma percepção elitista, uma vez que talvez o maior problema de nossa cidade e do País seja a necessária democratização da internet, a começar pela instalação e funcionamento de computadores nas escolas, de preferência com acesso à internet.

    • Meu amigo, o cinema fechou aqui em santarem pura e exclusivamente por incompetencia de seus donos, desafio aqui (os mais velhos claro) alguem a se lembrar de algum filme que passou simultaneo com os grandes centros!!!!!!!! só passava depois q chegava as locadoras, entao, de quem é a culpa??????????????????????????????????????????????/

  • Considerações de um cinéfilo órfão

    Me considero um cinéfilo inveterado e por isso mesmo sofro numa cidade sem cinema. Desde que cheguei em Santarém, em 1978, tornei-me um assíduo espectador do cine Olympia antes de virar um restaurante; vi nascer e morrer o Cineramma, que agora é um templo evangélico; e vi fechar o cine Acácia, transformado em depósito de atacado. Neste último, trabalhava numa filial da lanchonete de meu pai ao lado do cinema (e por isso assistia muito filme de graça, em troca de alguns sanduíches…). Para fins de registro histórico, conheci no cine Acácia um dos grandes locutores de FM da atualidade, o Jorge Carlos, da Guarany FM, que era um dos funcionários de projeção do cinema(!).

    Na década de 1980, vi de perto, também, a tentativa de implantar um cineclube de filmes de arte, uma iniciativa visionária de um carioca chamado Mário Ennes que criou aqui o Arte Clube Acauã, uma ONG voltada para a difusão cultural, em especial o cinema. Ele fez projeções de filmes clássicos na Casa de Cultura, para uma platéia até razoável. Depois se envolveu com os festivais de música e acabou abandonando a idéia. Mário Ennes faleceu em um acidente no Rio de Janeiro, como me informou recentemente sua esposa, a santarena Eliete Diniz. Até hoje, nenhum tributo foi feito a este produtor cultural que tentou com o próprio esforço investir na cultura local. Mas isso é tema para outro debate.

    Voltando ao cinema, demorei a aceitar a realidade de não ver um filme dentro de uma sala escura, em tela panorâmica. Os três anos em que passei na Europa, tive a oportunidade de assistir grande parte de “minha” filmografia, não só os filmes comerciais do final da década de 1980 e início da década de 1990 (alguns, hoje considerados clássicos, entre eles o Cine Paradiso, que é uma verdadeira ode cinematográfica para o fim das antigas salas de cinema nas cidades). Mas lá também vi o que acontece nas cidades: antigas salas de cinema sendo engolidas pelo progresso, tema bem retratado no já citado Cine Paradiso.

    Ainda sonho em comprar um home theater para ter uma sensação mais próxima de assistir filmes em uma sala de cinema, para ver clássicos em DVDs e no novo formato Blue Ray, para o monitores portáteis. Enquanto isso, me contento assistindo estas mídia em telas menores.

    Por conta disso, acho oportuno o debate sobre o tema suscitado por Evaldo Viana, muito embora de pronto eu me associe a vários comentários sobre não confundir o papel do estado e da iniciativa privada. Até me admiro do Evaldo resvalar no tema desta forma, talvez no calor de sentir a falta de uma sala de cinema para uma cidade como Santarém, o que realmente é uma vergonha, mas não para a prefeitura, e sim para o chamado “espírito empreendedor” dos empresariado local.

    De vez em quando surgem informações de que alguém está pensando em investir neste filão. Muito embora, os novos investimentos já não prevêem, como já acontece nos grandes centros, a manutenção de salas de cinema como era o Cineramma, uma coisa suntuosa e luxuosa que nos dava orgulho. Fala-se que há gente pensando em trazer para cá franquias das salas de cinema dos grandes grupos como Cinemax ou Moviecom, que geralmente usam espaços de shoppings. Como ainda nem temos um shopping… Até dias atrás, ouvia dizer que no mini-shopping que vão inaugurar em frente ao fórum, haveriam duas salas de cinema! Me entusiasmei com a idéia de terminar o expediente, atravessar a rua e assistir a “vesperal”… Mas tudo não passou de boato.

    Sou muito amigo da família Loureiro e sempre gosto de conversar com o seu Raul. Muita gente pode criticá-lo por não ter investido no cinema, mas pouca gente sabe o sacrifício que ele fazia para sobreviver em meio à máfia dos distribuidores no Brasil. Regras rígidas que o faziam tirar dinheiro do bolso para trazer algumas produções e, muitas vezes, não ter público e amargar prejuízos. Ainda é preciso um estudo aprofundado para entender o que aconteceu naqueles anos. Ninguém pode dizer que houve negligência, até porque, se lerem as notícias do passado, descobrirão que a família Loureiro foi visionária desde meados do século passado ao manter um cinema como o Olympia que chegou a apresentar, sim, sessões simultâneas com os grandes centros. Assim como o Cineramma, em casos como os dos chamados “blockbusters” (ou “arrasa-quarteirões”, como são chamado os filmes de grandes bilheterias) como o meloso Titanic, que valeram um investimento maior. Mas não vou me deter a estes detalhes. Um dia alguém fará um registro mais consistente da história do cinema em Santarém (espero!).

    Voltando à proposta de Evaldo, creio que ela se encaixaria apenas no que se refere ao cinema de arte, aquele que tenta manter viva a memória da 7ª arte, através da projeção de filmes das primeiras décadas do cinema. Estes sim, só em salas especiais e talvez com o apoio da prefeitura. E é verdade que a prefeita Maria do Carmo chegou a pensar nisso, comprando as cadeiras do Cineramma (hoje instaladas na Casa de Cultura) e inclusive os projetores. E é verdade também, que até hoje NÃO PAGOU O QUE DEVIA à família Loureiro, como fiquei sabendo de um de seus membros, que me confidenciou isso. No calor do populismo neo-petista, o todo-poderoso Everaldo Martins encabeçou a proposta, até porque ocorria em Belém uma situação idêntica com o cine Olympia de lá, que hoje é uma sala de filmes de arte, bancada pela Prefeitura (e olha que o prefeito de Belém, o gran-demagogo Duciomar Costa, é menos intelectual que os Martins…).

    Mas se nem grandes “empreendedores” resolverem investir na instalação de uma sala de cinema mesmo nos moldes comerciais, e nem a Prefeitura tentar resgatar pelo menos uma sala para projeções do cinema de arte, continuaremos convivendo com o cinema em casa, sem condições de ver, por exemplo, os avanços tecnológicos do cinema em 3D a partir do sucesso de Avatar (do mesmo Cameron, de Titanic, e novo amigo dos índios do Xingu). Ou assistiremos às projeções na salinha do SESC, ou veremos de perto as experiências de outras ONGs que fazem do cinema a linguagem para criar uma cultural digital em comunidades rurais ou bairros de periferia. Talvez a revolução do cinema esteja lá, e quem sabe, de lá, surgirá um novo visionário com o espírito de Franklin Loureiro, pai do seu Raul e criador da nossa primeira sala de cinema, o antigo cine Olympia.

    Até lá, continuaremos fazendo o que a persona assumida por Evaldo fez: indicar outras cidades para se assistir cinema, que não a futura “capital” do Tapajós.

  • Acho que uma cidade que esta perto de ser uma capital tem que ter um cinema, mas um cinema que acompanhe a programaçao nacional, só assim poderá concorrer com as locadoras de dvd. em toda capital a concorrencia existe, e os cinemas estão sempre lotados, esse empreendimento tem que ser particular, nada de prefeitura, a PMS tem que tratar do social da população da cidade, ou incentivar a arte do cinema nas escolas. Mas que saudade do cine olimpia, acacia e cine tropical hotel na liberdade, o cinerama foi os dos mais demorou ser extinto, vamos torce que essa perola do tapajos no futuro tenha mais governante comprometido com esse povo maravilhoso, hoje estou em Manaus, mas continuo torcendo pela minha terra natal.

  • O cinema de ALTAMIRA é tudo de bom!!!!!! A Prefeita de Altamira, Odileida Sampaio (PSDB), está de parabéns, pois o cinema só traz os melhores lançamentos.
    Infelizmente a prefeita de Santarém, Maria do carmo (PT), não cuida de manter nem a cidade livre das sujeiras e das crateras em plenas vias públicas, quem dirá construir um cinema, enquanto que o telhado do hospital municipal tá caindo em cima da cabeça das pessoas.

  • Olá Gil Serique,

    Interessante e criativo seu comentário.
    Não posso acreditar que uma cidade com + de 250 mil habitantes e com um povo com um bom nível cultural como Santarém não tenha cinema por falta de público e vice versa.

    Saudações Mocorongas.

  • Jeso sabe informar se já existi algum projeto de cinema para Santarém? Um amigo meu falou que existi…mas não acreditei.

  • Olá, sou gerente do Cinema Lucio Mauro desde 2005. Quando assumi o cinema de Altamira era um elefante branco para o municipio pois não tinha publico e praticamente só haviam sessões nos finais de semana. Demoramos pelo menos 1 ano e meio para conseguir criar um publico cativo e que estivesse em todos os lançamentos que faziamos. Criar um comportamento numa sociedade não é facil, mas o lance foi fazer muita midia de diversas abrangencias, ampliar o numero de distribuidoras cadastradas e exibir sempre os titulos que estivessem maior apelo nos grandes multiplex. Por muito pouco o cinema não fechou, mas agora estamos caminhando para adaptar a sala para ser digital com projeção 3D.

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