A vergonha sem vergonha

Publicado em por em Artigos, Esporte

por Raimundo Gonçalves (*)

Até quando temos que passar por esses desmandos negativos de ser paraense? As notícias são de arrepiar ser o humano mais descontraído. Vem de várias esferas do nosso estado, e todas são de desagravo, que não só entristece, mas choca e envergonha qualquer cidadão de bem. É na área da saúde, do trabalho, da polícia, da educação, da Justiça e do futebol.

Futebol
Novamente eles nos irritam pela continuidade e falta de respeito como agem e fazem acontecer a podridão dentro do futebol paraense tão desacreditado. Não só não valorizam as equipes do interior do estado, como tentam desmoralizá-las no Parazão. Na marra e com desrespeito, eles querem alcançar um lugar de destaque com profissionalismo e ética deles no futebol.

Vítima 1
Ano passado, quando o São Raimundo despontou no Parazão como um sério candidato ao título, a sombra de um dos gigantes (Paysandu) fez chover enxofre. Armaram uma cena espalhafatosa de circo, e dentro dela tiraram-nos um dos jogos da decisão, que deveria ser em Santarém. Fizeram isso quando perceberam que o clube apadrinhado (Paysandu) poderia não ganhar mais o título. E deu, no que deu.

Vítima 2
Agora se descuidaram e permitiram que o Águia fizesse um dos jogos decisivo em casa. Como era de se esperar, o melhor time do campeonato venceu. O apadrinhado gelou para a segunda partida, e novamente armaram pra cima do Águia para que esse não ganhe o título merecido.

Justiça Desportiva?
Desenterram um julgamento, e o repetiram. Desta vez, puniram 3 jogadores titulares do Águia, além da comissão técnica. Francamente, como esse pobre futebol paraense poderá resgatar o seu nível de outrora? Esse tipo de manobra envergonha nos envergonha.

Pobre FPF
Seria melhor a FPF (Federação Paraense de Futebol) realizar a competição com apenas dois jogos. Diplomaria o Remo como campeão do 1º turno, e o Paysandu, campeão do 2º turno. Então eles jogariam as duas partidas finais de ida e volta, como eles gostam. Uma no Baenão e a outra na Curuzu. Os dois se satisfariam ganhando títulos todos os anos, e os clubes de outras cidades não seriam humilhados, nem sofreriam prejuízos financeiro e moral.

——————————————

* Santareno, é cronista esportivo do jornal Gazeta de Santarém. Escreve regularmente neste blog.


Publicado por:

6 Responses to A vergonha sem vergonha

  • Não é só a situação da FPF que deveria nos envergonhar de ser paraense. Temos mil motivos para sentir vergonha. Temos de deixar a vergonha de ser paraense de lado e passar a dar valor ao orgulho de ser parte da região mais rica dessas bandas, que há muito tempo sustenta todo esse Estado sem vergonha. Sou do Tapajós!

  • Caro Raimundo,

    Além dessas senvergonhices, tiveram a cara de pau de “condenar” o Sandro (jogador do Papão)
    a doar cestas básicas para instituição de caridade, quando o correto seria ele pegar um gancho de 6 a 10 partidas, haja vista que, o relatório do árbitro (de fora, evidentemente), deixou claro que ele agrediu o assistente com um tapa no peito, ofendeu o juiz do jogo e o quarto árbitro com palavrões impublicáveis etc. Quer dizer, que moral tem essa comissão disciplinar?

  • É por isso que o futebol paraense é de Terceira e quarta divisão. Só será de primeira novamente quando criar vergonha e deixar os times ganhar em campo.
    Essa nova do Águia de Marabá dá nojo saber, infelizmente o presidente da FPF é uma vergonha.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *