Seleção Brasileira: foco na Copa de 2022. Fonte: Pixabay.com

A Seleção Brasileira tem alguns desafios até o início da Copa América, que será em junho deste ano. Após os amistosos de março, o treinador Tite admitiu que ainda não tem uma lista pronta para a convocação.

Alguns nomes conseguiram destaque, como o ponta David Neres, e fizeram o comandante repensar algumas titularidades. Apesar da busca pelo título neste ano, o foco maior ainda é na Copa do Mundo de 2022.

Depois da eliminação para a Bélgica no Mundial de 2018, a Seleção Brasileira passou por algumas reformulações e conseguiu alguns bons resultados nos amistosos. Foram oito jogos disputados, sendo sete vitórias e apenas um empate, como mostra o site oficial da Confederação Brasileira de Futebol.

Invicto desde o meio do ano passado, Tite também viu o ataque funcionar ao marcar 16 gols e ser fundamental nos 91,6% de aproveitamento neste período.

Em março deste ano, o Brasil enfrentou Panamá e República Tcheca com algumas novidades na lista de convocados. Sem a possibilidade ter Neymar na equipe, Tite precisou apostar em novas caras e ficou impressionado.

Em entrevista divulgada pelo portal MSN, ele admitiu que a concorrência está grande pelo lado do campo. David Neres, Everton, Douglas Costa e William, além de Vinícius Júnior, estão na cabeça do treinador.

Na defesa, a dúvida também pegou o comandante, que fez algumas mudanças depois de renovar contrato com a CBF. O zagueiro Marquinhos ganhou a titularidade e assiste de camarote a disputa entre os veteranos Miranda e Thiago Silva pela outra vaga. Essa mudança tem sido positiva, com a equipe tendo sofrido apenas dois gols nos oito amistosos que realizou.

É uma média de apenas 0,25 gols por partida, após a eliminação na Rússia.

As novidades em campo

Preparação para a Copa de 2022. Fonte: Pixabay.com

Entre os jogadores que ganharam uma primeira chance com Tite está o ponta David Neres. Atualmente no Ajax, o brasileiro de 22 anos deixou a cidade de São Paulo em 2017, após ser contratado por quase R$ 55 milhões.

Desde então, o jogador tem impressionado na equipe holandesa, com mais de 12 gols marcados e uma titularidade inquestionável. A equipe também tem conseguido bom desempenho, principalmente na Liga dos Campeões da Europa deste ano.

Outro destaque ainda joga no Brasil, e é um dos principais nomes do Grêmio. Everton é uma promessa na base gaúcha faz alguns anos, mas apenas em 2018 conseguiu estourar. Foram mais de 16 gols marcados e um desempenho acima da média. Com 23 anos, ele já mostrou personalidade e foi bem nos dois amistosos da Seleção Brasileira, principalmente no empate de 1 a 1 com o Panamá.

Já na parte defensiva, o nome de Éder Militão ainda deve dar uma boa dor de cabeça para Tite. Atualmente no Porto, o zagueiro de 21 anos é um dos principais destaques na temporada europeia. É titular absoluto na equipe portuguesa e já tem no futuro uma chance de sonhar alto.

Em janeiro deste ano, o brasileiro foi contratado pelo Real Madrid por cerca de R$ 210 milhões, e vai se apresentar ao futuro clube no meio do ano, após o fim da temporada europeia.

Títulos e vitórias

Com algumas dúvidas na cabeça, o comandante Tite precisa pensar rápido para planejar o futuro da Seleção Brasileira. Além da disputa da Copa América, que acontece agora em junho e julho, o calendário das Eliminatórias já deve se iniciar no segundo semestre.

Em reportagem feita para o programa de TV Globo Esporte, o treinador afirmou que o foco do trabalho, após a eliminação na Rússia, sempre foi pensando na Copa do Mundo de 2022 e não neste ano.

Um dos motivos é a expectativa criada em cima da Seleção. Mesmo decepcionando na Rússia, o Brasil é considerado o favorito para o título mundial no Qatar, como mostra o portal de apostas da Betway. No dia 17 de abril, a equipe de Tite aparece na liderança com 15,4% de chance de título, deixando a Alemanha e a França, atual campeã, para trás.

A projeção é apenas uma ideia, mas que anima alguns torcedores e, principalmente, jogadores brasileiros. Porém, antes de pensar na Copa do Mundo, Tite precisa focar na Copa América e levar o torneio a sério.

É uma chance de título, que também pode servir comoestímulo para o trabalho no futuro. Mesmo com as vitórias nos amistosos, o rendimento da Seleção já criou alguns questionamentos quanto ao trabalho do treinador. Por isso, um título agora seria o suficiente para ter um ambiente pacífico até o Mundial de 2022.

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