Os 16 melhores municípios do Pará em gestão fiscal; Tucumã lidera, tucumã PA

Tucumã lidera o ranking do IFGF. Em 2015, o município ocupada o 8º lugar dessa listagem

Saiu a edição 2016 do Índice Firjan de Gestão Fiscal, criado em 2006 e que faz um diagnóstico de como os municípios administram os recursos públicos, estimulando uma cultura de responsabilidade fiscal.

O IFGF analisa 5 variáveis: receita própria, gastos com pessoal, investimentos, liquidez e custo da dívida.

Ele é construído a partir dos resultados fiscais das próprias prefeituras, tais como informações de declaração obrigatória e disponibilizadas anualmente pela STN (Secretaria do Tesouro Nacional).

Na listagem abaixo, os 16 melhores municípios rankiados no Firjan 2016. Oriximiná lidera entre os municípios do oeste do Pará.

1. Tucumã

IFGF 2016: 0,7889
Ranking nacional: 19º
IFGF estadual 2015: 8º

2. Paragominas

IFGF 2016: 0,6977
Ranking nacional: 127º
IFGF estadual 2015: 46º

3. Canaã dos Carajás


IFGF 2016: 0,6930
Ranking nacional: 127º
IFGF estadual 2015: 1º

4. Salinópolis


IFGF 2016: 0,6930
Ranking nacional: 141º
IFGF estadual 2015: 4º

5. Dom Eliseu


IFGF 2016: 0,6874
Ranking nacional: 162º
IFGF estadual 2015: 9º

6. Oriximiná


IFGF 2016: 0,6697
Ranking nacional: 228º
IFGF estadual 2015: 27º

7. Água Azul do Norte


IFGF 2016: 0,6649
Ranking nacional: 246º
IFGF estadual 2015: 22º

8. Belém


IFGF 2016: 0,6010
Ranking nacional: 626º
IFGF estadual 2015: 16º

9. São Félix do Xingu


IFGF 2016: 0,6008
Ranking nacional: 630º
IFGF estadual 2015: 35º

10. Parauapebas


IFGF 2016: 0,5894
Ranking nacional: 731º
IFGF estadual 2015: 3º

11. Curionópolis


IFGF 2016: 0,5836
Ranking nacional: 781º
IFGF estadual 2015: 10º

12. Anapu


IFGF 2016: 0,5388
Ranking nacional: 1289º
IFGF estadual 2015: 63º

13. Ourém


IFGF 2016: 0,4960
Ranking nacional: 1866º
IFGF estadual 2015: 7º

14. Primavera


IFGF 2016: 0,4763
Ranking nacional: 2138º
IFGF estadual 2015: 13º

15. São Domingos do Araguaia


IFGF 2016: 0,4684
Ranking nacional: 2254º
IFGF estadual 2015: estava fora do ranking

16. Santarém


IFGF 2016: 0,4676
Ranking nacional: 2.272º
IFGF 2015: 41º

Fonte – Firjan

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Um comentário em: Os 16 melhores municípios do Pará em gestão fiscal; Tucumã lidera

  • Jeso, caríssimo, peço licença em seu blog para deixar minha opinião sobre um único aspecto do voto dito “distritão”, no qual são eleitos puramente os mais votados: o custo de campanha e o “custo progressivo do voto”. Se eu sou candidato a qualquer cargo o meu voto é de graça, correto? O da minha mãe igualmente será: não só dela, mas também de todos meus familiares, amigos e uma fração de colegas, vizinhos e conhecidos. Isso sem qualquer material de campanha. Vencida essa primeira “camada”, se assim eu puder chamar, terei outras camadas de pessoas das quais poderei pedir o voto – contudo, para chegar até elas haverá um custo. Esse custo pode ser algum combustível e uso de meu carro, comitê físico de campanha, material, equipe, publicitário profissional, enfim, a depender da suas possibilidades materiais e interesse em atingir um público maior. Se eu quiser fazer campanha em mais de uma cidade precisarei bancar outro comitê, talvez fazer alianças com políticos locais e possivelmente pagar passagens aéreas ou até mesmo aeronaves particulares. Políticos locais de maior poder eleitoral são mais “exigentes” que os de menor expressão… É comum um candidato terceirizar sua campanha em municípios distantes por um preço pesado, nos quais ele nem pisa. O que enfatizo é que existe uma “escala” na qual quanto mais próximo do candidato (social e geograficamente), mais barato é de buscar o voto – já quanto mais distante, mais caro fica: camadas. Aí que entra o “distritão”: o #35 candidato a vereador de Belém teve quase 20% do quociente (Belém tem 35 vereadores); o #41 a deputado estadual, 33,3%; o #17 a federal, 34%. Com a eliminação do voto em legenda e da figura do candidato que vai para ajudar a chapa esses percentuais sofrerão um “boom”: quem sabe 60%, quem sabe 70%. A tendência natural é haver uma queda abrupta no número de candidatos: de 20 por vagas, natural hoje em dia, poderemos ir para 4 por vaga, por exemplo. O custo para eleger-se deverá explodir: se hoje eu tive 30 mil votos e quero crescer para 60 mil para conseguir me reeleger estadual eu não vou gastar o dobro, deverei, quem sabe, gastar o triplo da campanha passada. Com exceção de pastores, craques da mídia e consagrados políticos de opinião, que são a minoria entre os legisladores, a campanha vitoriosa será muito cara. A maior crítica ao modelo proporcional é que os mandatários são eleitos com poucos votos e que alguns com mais voto perdem enquanto outros com menos votos ganham, mas será mesmo esse o maior problema? Com certeza nenhum modelo eleitoral é perfeito, sobretudo o nosso atual, cheio de intermediário e pontos de corte que geram distorções, mas a questão da densidade eleitoral dos políticos me parece residir em outro fator: o número absurdo de candidatos. Isso pode ser corrigido com seletivas ou prévias. O cerne do problema eleitoral me parece residir no financiamento: para espetar com uma agulha a bolha de fantasia de alguns, informo: o financiamento de campanha hoje já é público, em sua quase totalidade! O detalhe é que só tem acesso quem tem a máquina e/ou patrocinadores. O justo mesmo é criar regras claras para esse financiamento oficialmente público, como votos do respectivo candidato na última eleição.

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