23 anos da morte de Ubaldo Corrêa; a biografia política do ex-prefeito, segundo a FGV, Ubaldo, Terezinha, Albanira e
Ubaldo Corrêa, à esq., ao lado de Terezinha, sua irmã, Albanira Bemerguy, desembargadora aposentada, e o pai do ex-prefeito Alexandre Von

Num dia como hoje, 21 de abril, morria o então deputado federal Ubaldo Corrêa, político santareno filiado ao então PMDB. Estava com 67 anos e em pleno exercício do seu mandato na Câmara em Brasília.

O enterro dele, em Santarém, foi comovente.

Centenas de pessoas foram às ruas acompanhar o féretro, levado por um caminhão do Corpo de Bombeiro, até o cemitério de N.S. dos Mártires, onde foi enterrado.

O blog encontrou, e compartilha com seus leitores e leitoras, uma preciosidade sobre o ex-prefeito santareno e pai de um ocupante do cargo, Ruy Corrêa: a biografia de Ubaldo feita pela Fundação Getúlio Vargas.

Leia a íntegra, cujo o original pode ser lido neste link. Neste outro link, a ficha de Ubaldo na Câmara dos Deputados.

Ubaldo Campos Correia [sic] nasceu em Santarém (PA), no dia 7 de abril de 1929, filho de Manuel Cornélio Caetano Correia Sobrinho e de Solange Campos Correia.

Engenheiro civil, formado pela Escola de Engenharia do Pará, em 1956, assumiu a prefeitura de sua cidade natal, em 1959, ocupando o cargo até 1962, quando se desincompatibilizou para candidatar-se a deputado estadual nas eleições de outubro.

Filiado ao Partido Social Progressista (PSP), elegeu-se pela Coligação Democrática Paraense, constituída pelo PSP, o Partido Trabalhista Nacional (PTN), o Partido Republicano Trabalhista (PRT), o Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o Movimento Trabalhista Renovador (MTR).

Iniciou o mandato em fevereiro de 1963, integrando a Comissão de Agricultura, de 1964 a 1965. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2, em 27 de outubro, entrou para a Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instaurado desde abril de 1964. De 1965 a 1966, participou das comissões de Comunicações, de Terras e de Obras Públicas, e presidiu a de Turismo e Esportes.

Deixou a Assembléia em janeiro de 1967, retornando em fevereiro do ano seguinte. De 1971 a 1973 foi primeiro vice-presidente da mesa diretora. Em 15 de janeiro de 1974, como delegado do estado do Pará, participou do Colégio Eleitoral que ratificou o nome do general Ernesto Geisel à presidência da República, derrotando a “anticandidatura” de Ulisses Guimarães.

 

No pleito de novembro de 1974, na legenda da Arena, elegeu-se deputado federal, iniciando o mandato em fevereiro de 1975. Membro das comissões da Amazônia e de Minas e Energia, presidiu esta última, em 1977. No ano seguinte, relatou os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a invasão de reservas indígenas e a sua fixação nos respectivos hábitats.

Ainda em 1978, no Colégio Eleitoral que se reuniu para escolher entre dois generais, votou no indicado pelo regime, João Batista Figueiredo, contribuindo assim para a derrota de Euler Bentes, indicado pela oposição.

Embora seu nome tenha sido cogitado para o governo do Pará, contando inclusive com o apoio do general Golberi do Couto e Silva, chefe do Gabinete Civil da Presidência da República, o escolhido foi Alacid Nunes.

Candidato à reeleição, no pleito de novembro, obteve uma suplência, deixando a Câmara em janeiro de 1979. Neste mesmo ano, assumiu uma gerência do Banco Nacional da Habitação (BNH).

Com a extinção do bipartidarismo, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Arena. Desligou-se do BNH em 30 de abril de 1981, para tomar posse na presidência do Banco da Amazônia, em Belém, onde por indicação do senador Jarbas Passarinho, também do PDS, substituiu Oziel Carneiro.

Entre 1981 e 1984, participou dos conselhos deliberativos da Superintendência do Amazonas (Sudam) e da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

Afastado da vida parlamentar, desde 1979, nas eleições de outubro de 1994 concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados, na legenda do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), agremiação à qual acabara de se filiar. Eleito, tomou posse em fevereiro do ano seguinte, integrando a Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática.

Na votação das emendas à Constituição, foi a favor do fim do monopólio estatal no setor de telecomunicações; da Petrobras, na exploração do petróleo; e dos estados, na distribuição do gás canalizado.

Também apoiou a abertura da navegação de cabotagem às firmas estrangeiras e a alteração do conceito de empresa nacional.

Ubaldo, enterro
Enterro de Ubaldo Corrêa. Foto: Celivaldo Carneiro

Dirigiu o Jornal do Dia, de sua propriedade, e publicou Falando pela Amazônia, um relato sobre as potencialidades regionais e as invasões de reservas indígenas, onde destacou as medidas desenvolvidas, no sentido de resguardar a fixação de grupos indígenas nos respectivos hábitats.

Faleceu em Brasília no dia 21 de abril de 1996, sendo substituído, na Câmara, por Mário Martins.     

Era casado com Eunice de Labor Imbiriba Correia, com quem teve cinco filhos.

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertórios (1975-1979, 1979-1983, 1995-1999); Cruz, E. História do poder (2); Estado de S. Paulo (1/5/81); Folha de S. Paulo (14/1/96); INF. FAM.; Maciel, P. Quem;Néri, S. 16.

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6 Comentários em: 23 anos da morte de Ubaldo Corrêa; a biografia política do ex-prefeito, segundo a FGV

  • O Seu Ubaldo era tão amigo de luta e drinks do meu pai que foi escolhido pra ser padrinho do meu irmão mais bonito

    • De luta? Sempre esteve ao lado dos donos do poder. Era do partido que apoiava a ditadura. Inclusive teve um fato obscuro em sua gestão no NASA que prejudicou seu finado irmão e o Antônio Figueira, conhecido jogador “pão doce”.

  • Foi um grande político!!!-

  • Foi um ditador santareno…sempre esteve ao lado dos coronéis.

    • Na mesma toada, Bolsonaro seria um ditador — cercado de ministros militares por todos os lados. Com um agravante: Bolsonaro é militar aposentado. Sem sentido, na minha opinião, tua análise, Luiz.

  • e a morte do elinaldo barbosa

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