Investigadora aposentada da Polícia Civil morre de parada cardíaca, Dona Dária, investigadora
Dária Silva morreu ontem à noite de parada cardíaca

Dária Sousa da Silva, 77 anos, investigadora aposentada da Polícia Civil do Pará, morreu na noite de ontem (21) em Santarém, onde nasceu, de parada cardíaca.

Ela estava em casa, no bairro do Santarezinho, quando passou mal por volta das 19h. Uma ambulância do Samu foi acionada e a levou para o PSM (Pronto Socorro Municipal), onde faleceu.

O corpo da policial está sendo velado na igreja de Nossa Senhora das Graças, próximo à Seccional da Polícia Civil, na avenida Borges Leal com a travessa Silvino Pinto.

Ela iniciou a carreira na polícia em 1981. Tornou-se referência por ser uma das raras mulheres no município a atuar na área de investigação. Sua marca registrada era a discrição. Era bastante respeita entre os colegas de profissão.

EXEMPLO E EFICIÊNCIA

O enterro será logo mais às 16h. Deixou viúvo Antônio Lemos da Silva, com quem teve uma filha, Elke Soraya. Tinha dois netos — Vinícius e Victor Fernando.

No próximo dia 11, Dona Dária, como era mais conhecida, completaria 78 anos.

“Ela representava muito para todos os policiais de Santarém”, destaca 
Marcos Magalhães Rebouças, também investigador de polícia e bacharel em Direito.

“Foi exemplo, influência e uma grande investigadora, autora de excelentes trabalhos de investigação. Foi ela, por exemplo, que desvendou a morte da primeira mototaxista em Santarém”.

Dária Silva também foi oficial de justiça. E estava aposentada há cerca de 10 anos.

REPERCUSSÃO

José Ronaldo Dias Campos, advogado:

“Dária, irmã do amigo (mano, como me chamava) Agenor (Cinquinho),  oficial de justiça, filha do saudoso Juventino e tia do Alan (auxiliar de justiça que trabalha no Protocolo do Fórum de Santarém), era uma mulher formidável, de fibra, capacitada, humana, alegre e amiga para todas as horas. Vá em paz, amiga, para a eternidade! Meus pêsames à família enlutada”.

Jardel Guimarães, delegado e vereador em Santarém:

“Triste notícia para a família Polícia Civil. Dona Dária fez escola com sua técnica de investigação, hoje ainda aplicada pelos mais jovens policiais. Destacou-se pela sua simplicidade, dedicação e eficiência no desempenho de suas atividades. Deixa um grande legado para todos”.

Jota Ninos, jornalista e ex-repórter policial:

“Dona Dária sempre trabalhou longe dos holofotes, mas conseguindo bons resultados. Conheci seu trabalho, quando atuava como repórter policial. Paz à sua alma!”

Nelson Silva, atual delegado-superintendente da Polícia Civil do Pará no Baixo Amazonas:

“Tive a honra de conhecer a investigadora Dária, mulher guerreira e inteligente. Conduzia suas investigações com calma, tanquilidade e muita habilidade. Ficou conhecida pelos seus acertos. Hoje estamos de luto, Dona Dária não está mais conosco. Porém, ficaram seus ensinamentos. Ela fez vários alunos, inclusive eu.”

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