Meu espelho, meu avô. Por Edenmar Machado Rosa dos Santos, Machadinho com as filhas Moema e Rosáurea Machado
Machadinho e suas filhas Moema e Rosáurea

Caros amigos,

Falar das pessoas amadas é uma tarefa das mais difíceis, tendo em vista que faltam palavras para expressar com exatidão o amor, a importância e o significado da pessoa amada. Hoje, minhas palavras de amor vão para esse cara que sempre exerceu papel fundamental na minha formação como homem de bem. Meu querido, estimado e amado avô e pai Edenmar da Costa Machado, o Machadinho.

Quando meu querido pai faleceu (Eymar Rosas dos Santos), nos idos de 1980, minha mãe retornou para casa de meus avós maternos levando-me consigo. Lá, fui crescendo tendo como referência meu avô Machadinho.

Com ele aprendi muitas coisas. Sendo as de maior importância: ser humano, honesto e justo.

Várias são nossas afinidades, a começar pelo nome, Edenmar. Que honra e que responsabilidade…

Depois que minha avó Áurea morreu em 2003, meu avô, não aguentando a ausência da mulher amada, e fugindo da solidão, “mudou-se” para meu quarto. Assim, mais do que avô e neto, passamos a ser amigos e parceiros. Esse convívio maravilhoso durou até 28/05/2010, quando me casei e fui constituir minha família.

 

De minha história de vida, ao longo desses meus 40 anos, nunca conheci alguém mais sensacional que meu avô MACHADINHO. Ele é um daqueles caras que merecem uma estátua pela vida íntegra, proba e virtuosa que teve. Ressalvados, é claro, alguns pecadinhos, que é natural de nossa condição humana.

Bem que ele poderia ser eterno…

Padre Fábio de Melo costuma dizer, sabiamente, que “Deus nos visita o tempo todo. Fala com voz humana aos nossos ouvidos. Reorienta nossos caminhos através de amigos que amamos, e aconselha-nos através de vozes que acreditamos”. Posso afirmar com pureza de alma que em muitos momentos meu avô se mostrou ser Deus pra mim em forma humana, seja com sua presença amiga e acolhedora, ou com uma palavra sempre a nos guiar pelo caminho do bem.

Machadinho: neto e bisneto
Machadinho com o bisneto Pedro Arthur e o neto Edenmar

Certo é que meu avô Machadinho transcende o fato de ser apenas o pai de minha mãe e de ser meu avô. Ele é na verdade, esteio, referência, modelo e espelho. Ele é um cara GIGANTE!

Ele me fez experimentar a melhor forma de amor. Aquela que não passa pela lógica da utilidade, mas sim do significado. Que honra eu tenho de ser teu neto. O senhor é muito importante pra mim.

Hoje assumo a missão que me confiaste a 25 anos atrás. Não te preocupes, aprendi contigo. E conduzirei ao teu modo.

Descansa. Mata saudade de tua Áurea. Beija meu pai por mim. Reencontra teus amigos. Um dia estaremos todos juntos. Até um dia, meu velho!

Obrigado por tudo meu amado avô. Seguiremos juntos!

Te amo pra sempre!!

Edenmar Machado Rosas dos Santos

Celso Lima, Machadinho e Laudelino Silva
Machadinho ao lado de Celson Lima e Laudelino Silva

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3 Comentários em: Meu espelho, meu avô. Por Edenmar Machado Rosa dos Santos

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