PF deflagra operação contra extração ilegal de manganês no Pará, BA e Espírito Santo, PF

A Polícia Federal deflagrou nesta terça a operação Migrador, com objetivo de desarticular grupo criminoso responsável pela extração clandestina de manganês, nos Pará, Bahia e Espírito Santo.

De acordo com levantamentos preliminares, a quantidade de manganês extraída, assim como os prejuízos causados pela extração clandestina decorrentes do não pagamento de tributos, e ainda os danos ambientais provocados, causaram prejuízos da ordem de R$ 87 milhões.

Policiais federais cumprem 111 mandados judiciais expedidos pela 2ª Vara da Justiça Federal de Marabá.

São 24 mandados de prisão preventiva, 29 mandados de busca e apreensão, 52 mandados judiciais de bloqueio de contas bancarias e sequestro de bens e 6 ordens judiciais de suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.

Os mandados de prisão e de busca e apreensão estão sendo cumpridos nas cidades paraenses de Marabá, Parauapebas, Curionópolis, Eldorado dos Carajás e Canaã dos Carajás, além de Salvador (BA) e Vila Velha (ES).

FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTOS

As investigações começaram  em 2015, após a deflagração da operação Buriti-Sereno.

Com a análise dos documentos e informações coletadas, além de diversas ações investigativas realizadas, constatou-se que existe na região uma verdadeira ação articulada de pessoas e empresas para extração, beneficiamento, transporte e exportação de minério, através da falsificação de documentos públicos e fiscais, com o intuito de dar aparência de licitude a atividade criminosa.

As diligências apontam que um grupo de empresas e pessoas físicas vem de forma reiterada usurpando minério de manganês extraído, sem autorização dos órgãos competentes, nas regiões conhecidas como Vila União, em Marabá, e nas serras do Buriti e Sereno, localizadas entre os municípios de Curionópolis e Parauapebas.

CITAÇÃO BÍBLICA

Os investigados responderão pelos crimes de usurpação de bens da União, associação criminosa, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica e uso de documento falso.

Ao todo as penas pelos crimes investigados podem alcançar mais de 30 anos.

Os presos serão encaminhados aos presídios das cidades de Marabá, Salvador e Vila Velha, onde ficarão à disposição da Justiça Federal.

O nome da operação é uma alusão à citação bíblica do livro de Joel, Cap. I, Versículos III a IV que fala do gafanhoto migrador, que após assolar determinada região se muda para outros campos.

Com informações da Polícia Federal

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