Pirarucu de manejo chega pela 1ª vez aos restaurantes do Rio de Janeiro; 4 toneladas
Pirarucu de manejo na Amazônia

O Rio de Janeiro recebeu seu primeiro lote de pirarucu de manejo, vindo direto da Amazônia, na semana passada.

Desembarcaram na cidade, seguno O Globo, quatro toneladas do peixe — que pode atingir três metros de comprimento e pesar até 200 quilos. O produto irá para restaurantes cariocas que, pela primeira vez, servirão pratos com pirarucu pescado de maneira ambientalmente correta — por meio do manejo —, colaborando para o desenvolvimento de comunidades ribeirinhas.

Há previsão de que, em três meses, os pescadores da Amazônia consigam vender mais 12 toneladas a compradores no Rio.

 

O sucesso no mercado carioca passou a ser a nova meta para quem trabalha com manejo do pirarucu no norte do país, pois é visto como um degrau para melhorar o sustento dos moradores da Região Amazônica.

“O pirarucu pescado pelas comunidades rurais que trabalham com o manejo é um produto que tem um valor social e ambiental muito alto. Ele não vem de pesca ilegal”, explica o biólogo João Vitor Campos e Silva, que está à frente do projeto na região do Juruá, na Amazônia.

“Essas comunidades, ao mesmo tempo em que estão conduzindo seu próprio desenvolvimento local, estão assegurando também a proteção da floresta amazônica”.

TEMPORADA DE PESCA

O manejo consiste em um conjunto de regras para determinar quando e como o pirarucu pode ser pescado.

A temporada de pesca vai apenas de julho a novembro, a estação seca na região, quando os rios estão no seu nível mais baixo. E só podem ser retirados da água os peixes com o mínimo de 1,5 metro e 40 quilos — que atingem com cerca de 4 a 5 anos de idade.

Além disso, há autorização somente para pescar até 30% do total de pirarucus de cada área de proteção.

Hoje, o manejo está presente em 34 áreas protegidas.

Confira a íntegra da matéria neste link.

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