Fábio Barbosa No Salto: “A rotatividade de repórteres na TV Tapajós é surreal”, salto - Fábio Barbosa

Fábio Barbosa, nascido em Oriximiná, em pose no Peru, Manchu Picchu

por Núbia Pereira (*)

Na infância, ele queria ser médico, mas desistiu por não ter conseguido impedir a morte do avô. Aos 8 anos, produziu a primeira festa (Halloween).

Foi um dos líderes do movimento estudantil que em 2006 fechou a avenida Rui Barbosa, contra o governo da prefeita de Santarém, Maria do Carmo, que pretendia aumentar o preço da passagem de ônibus.

Em 2009, participou do programa Vídeo Game, apresentado pela Angélica, na Rede Globo, sendo o campeão. Morou no Rio de Janeiro por vários anos onde teve oportunidade de estagiar nos Correios, Petrobras, Tratto Comunicação e com Ivone Kassu, assessora do cantor Roberto Carlos.

Em Santarém, trabalhou na Record News e na TV Tapajós.

O jornalista tem uma vida bem agitada, sempre ligado à arte, à cultura. Discreto e polêmico, tem 28 anos de idade, é aquariano, perfeccionista e metódico. Bora saber mais dele? Acompanhe No Salto.

Te apresenta mais aí Fábio Barbosa… rs rs

Hehehehe… Como você falou, sou natural de Oriximiná, criado em Santarém e apaixonado pelo Rio de Janeiro (isso todo mundo sabe!). hahahaahah…

Sou jornalista, formado no Centro Universitário da Cidade, Produtor de Eventos, empreendedor na FB Assessoria e Eventos e recentemente acadêmico do curso de Gestão Pública e Desenvolvimento Regional da Ufopa. Sou um comunicador!

salto - Fábio Barbosa

O jornalista atuando como mestre de cerimônia na Aces

Você é um tanto discreto, por exemplo fala quase nada da vida amorosa e também fala pouco de seus pais, eles fazem o quê?

Minha mãe hoje é aposentada, mas foi por muitos anos funcionária pública da Prefeitura de Oriximiná. Exerceu vários cargos, sempre dedicada ao trabalho e a minha criação. Ela foi pai e mãe durante todos esses anos. Pra mim, um exemplo de vida.

Ela é aberta ao diálogo?

Dona Lúcia, minha mãe, é canceriana. E isto já quer dizer muito sobre ela! hahahahahahhahahah

Sempre conversaram sobre tudo?

Sim. Sempre tivemos um diálogo muito aberto e franco. Eu fui um adolescente dedicado ao colégio, ao menos aos projetos em que participava. Nunca fui um aluno nota 10, mas sempre tive boas notas. E o pouco que não conversava em casa, pesquisava na internet, sempre fui muito digital (risos).

Você não gosta de falar do seu pai? Por quê?

Não esteve presente em minha vida. Como posso falar de alguém que não tenho referência?

Entendi. Me conta, de onde vem esse amor pela comunicação?

Se eu disser que não sei, você acredita? (risos) Mas tudo começou em Oriximiná, ainda na época do teatro na escola. Eu gostava de falar em público. E modéstia à parte sempre fui bom de oratória. Mas eu queria mais! E no Colégio Santa Maria Goretti fui participar do Conselho Escolar. Lá tive acesso a decisões importantes e com isso veio a ideia de criar um jornal estudantil.

Infelizmente ficou só na vontade, mas em 2004, quando mudei para Santarém e fui estudar no Colégio Estadual Álvaro Adolfo da Silveira, com o apoio e incentivo da saudosa professora Joana Bernardo, criamos o “Palavra Jovem” e fundei a Rádio AAS. Um projeto que me deu inúmeras oportunidades, em especial a experiência de fazer comunicação que mais tarde se tornaria profissão.

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Rio de Janeiro, onde Fábio se formou em Jornalismo

Você se considera o menino prodígio que saiu da rádio da escola para imprensa real de Santarém?

Não gosto desse termo, “prodígio”. As experiências que tive e oportunidades que me foram dadas foram resultados da minha dedicação. Os lugares onde vou e sou convidado a ir, aqui ou Brasil afora, reconhecem em mim um profissional. E sou imensamente grato por tudo e todos que me veem assim. Mas não acho que seja “exemplo” para ninguém. Sou apenas alguém que tinha sonhos e foi atrás!

Você sempre sonhou em fazer jornalismo?

Não. Queria ser médico quando criança!

O que faz uma pessoa mudar de medicina para comunicação?

Quando criança queria ser médico. Brincava de consultar meu avô, Seu Raimundinho. Em 1997, ele adoeceu e acabou falecendo. Eu sendo o “médico dele” não o consegui curar. Então resolvi que eu não podia seguir aquela profissão. Abandonei todos meus brinquedos de médico e nunca mais peguei. A única coisa que ficou foi a caneta que eu escrevia as receitas que a partir dali começaram a escrever poesias e depois reportagens.

O que te fez sair de Santarém pela primeira vez?

Em 2007, iniciei o curso de Jornalismo na FIT, na primeira turma da faculdade. Tinha me inscrito no PROUNI no meio do ano, mas nunca cheguei a ver o resultado. Em 25 de junho desse ano descobri que havia passado em primeiro lugar para estudar o curso no Rio. Fiquei muito feliz e animado com a notícia. Mas na época minha família não tinha como providenciar tudo em tão curto espaço de tempo. Então mandei alguns e-mails e no dia 28 de junho embarquei para o Rio. E fui realizar meu sonho de estudar Jornalismo em solo carioca!

Você passou um período no RJ, montou um site de notícias, tinha possibilidade de crescer profissionalmente por lá e alçar voos maiores…O que te fez voltar para Santarém?

No Rio tive oportunidades incríveis. Trabalhei nos Correios, na TV do Centro de Pesquisas da Petrobrás (CENPES), na apuração da Band Rio, na Folha Zona Sul e com a saudosa Ivone Kassu, assessoria icônica de imprensa por décadas do cantor Roberto Carlos. Mas tudo que aprendi e todas as experiências que passei, com muito esforço meu e da minha família, não poderia parar ali.

Eu precisava exercer o jornalismo e plantar sementes aqui. Sempre tive essa ideia de retornar e construir aqui minha carreira. Ser paraense e desta região sempre me foi e é motivo de orgulho. Então voltei em 2012 pela primeira vez para ser repórter e apresentador da Record News.

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Fábio com a também jornalista Fátima Bernardes, na TV Globo

Você acha que Santarém é pequena para os seus sonhos?

Santarém não é pequena. O que é pequeno é a visão dos nossos proprietários de veículos de comunicação! Com todo o respeito e carinho que tenho por alguns, eles não investem em pessoas, que o principal de uma empresa que promove jornalismo. Mas ao mesmo tempo, com o mundo digital, nós jornalista ganhamos independência, podemos ter nosso próprio veículo e fazer nosso trabalho com a mesma responsabilidade e ética. O protagonismo profissional é o que todos nós almejamos e se quem nos emprega não nos dá isto, podemos ir em busca com nossas próprias pernas.

A TV Tapajós foi o veículo que deu visibilidade a você como profissional da imprensa em Santarém. No entanto, você já se manifestou publicamente em várias oportunidades contra a direção e contra colegas da casa. A sua saída foi conflituosa?

É importante citar que antes da TV Tapajós eu já havia passado pela Record News e em 2009 participado de um programa nacional da telinha da Globo. Quando fui para a emissora em 2013 era um profissional pronto. Tanto que nunca precisei ficar aquele tempo que todo repórter que entra fica, aparecendo nas matérias só com a voz.

A primeira reportagem que eu fiz sobre a presença de sódio nos alimentos foi com passagem e tudo. O que sempre digo é que existem problemas internos lá e infelizmente por causa de dois ou três profissionais, toda uma equipe é prejudicada ou desmotivada. Se existe uma coisa que eu aprendi na vida é não aceitar injustiças e acabei assistindo muitas na redação.

Quando tentaram fazer comigo eu não calei, não por desrespeito a chefia, mas por que sempre fiz meu trabalho direitinho, respeitando os colegas e não era justo algumas coisas ali. A redação é um ambiente naturalmente tenso, mas quando falta respeito torna-se insuportável. E não há profissional que aguente. Isso explica a rotatividade surreal de repórteres por lá! Ou você acha que some e aparece gente na TV sem motivo?

O que de fato rolou?

Rolou muito trabalho! (risos). Tive grandes parceiras na produção e matérias onde conseguimos fazer diferente, mesmo com muitas limitações técnicas. Quando fui apresentar o Diversão & Arte demos vida ao quadro das sextas-feiras. O telejornalismo precisa disso, naturalidade!

Meus colegas cinegrafistas sabem o quando eu gostava de fazer uma passagem conversando, quando gravamos sempre era uma diferente da outra. Cumpri minha missão com a emissora e com o público, que até hoje ainda me para na rua e pergunta o que ando fazendo da vida. E este reconhecimento das pessoas, salário nenhum paga!

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“Meus amigos verdadeiros são leais, assim como sou com eles”

Você voltaria a trabalhar lá?

Voltaria sim. Só mudarem a coordenação por lá! (Risos)

Como e quando você descobriu que poderia ser um diferencial?

Não me considero “diferente” dos meus colegas. A diferença talvez seja que eu acredito muito em mim e sempre vou atrás do que quero. Então esta determinação ajuda em muito. É algo que sempre tive comigo, se quero algo, vou conseguir!

Algum amigo (a) já te traiu? Contaaaaa como foi e quem foi aahahahhahaah…?

Se traiu não era amigo. Meus amigos verdadeiros são leais, assim como sou com eles!

Você é do tipo aventureiro, mas se especializou em moda, se tivesse que escolher qual você optaria?

O jornalismo de moda foi uma experiência tão importante em minha vida que nem consigo mensurar. Iniciei em 2008 cobrindo Fashion Rio e o antigo Fashion Business, salão de negócios da moda do Rio. Era um mundo completamente diferente do meu, mas ao mesmo tempo um desafio diário. Os jornalista de moda costumam ser todo engomadinhos, nos desfiles de moda então, é uma passarela a parte a sala de imprensa.

Fui então me adaptando, lendo e descobrindo o mundo que me cercava. De 2008 até 2012 eu fui em quase todos os eventos de moda no Rio e alguns em Minas e SP, cobrindo pela Folha Zona Sul. Criei o Zona Sul Fashion que era o caderno de moda do jornal e lá fizemos grandes reportagens e fiz amigos para a vida toda, como o amigo e renomado estilista mineiro Victor Dzenk. Entre aventura e a moda, eu escolheria os dois. Não tem como optar!

Aliás, do lado de cá você é o jornalista que mais viaja, a que você atribui essas conquistas?

Viagem é um investimento! Cada centavo gasto vale a pena. Tracei uma meta de vida que é fazer pelo menos uma viagem internacional por ano e pelo menos três nacionais. Então trabalho bastante para poder conquistar o que quero!

Para viajar é preciso ter grana, principalmente num período de crise que parece que nunca tem fim…Você é riquinho? rs rs

Hahahahah… Não, eu apenas me programo. E pense numa pessoa organizada com isso, sou eu! Por isso trabalho, para viajar! E ter minhas coisas na medida do que eu considero prioridade! Só faço o que consigo pagar! Não sou rico, sou apenas organizado financeiramente!

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Fábio se apaixonou pela África do Sul

O trabalho te da esse conforto, ou você é bancado por alguém? rs rs

Hahahaha… O trabalho me dá isso! Desde 2010 ninguém me “banca”! Minha mãe e família ajudaram em alguns momentos, mas eu comecei a trabalhar cedo justamente para poder pagar o que queria fazer e comprar.

Qual o lugar que você passou e ficou com vontade de morar?

Atualmente minha paixão é Cape Town (Cidade do Cabo), na África do Sul. A cidade tem semelhanças na paisagem com o Rio de Janeiro, temperatura agradável e um clima cinematográfico que só você indo para sentir. Se pudesse, tinha ficado por lá!

E quando você volta, o que trás na bagagem?

Trago vinhos e muitas lembrancinhas para os amigos próximos! Mas acima de tudo, trago a experiência da viagem. Isto não tem preço! Como eu falei, é investimento. Tudo que você vê e aprende sobre a cultura de um outro país é tão impactante que você demora semanas ou meses para se sentir em casa de novo.

Já que você viaja tanto, quem levaria para uma ilha deserta?

Não faço a menor ideia. Hahahahahah… Levaria meu Iphone para tirar muitas fotos (risos)

Quem deixaria por lá?

Alguns políticos de Brasília…

Qual o preço que você paga por essa independência?

Independência custa caro, é coisa de gente grande! Acredito que o que mais me incomoda no dia a dia e não poder levar comigo minha família e alguns amigos para momentos que só eu vivi. Mas em compensação eu trago tudo registrado pra eles quando volto!

O que você espera do futuro?

Muitas viagens!!! (risos)

Sobre ações sociais, você tem interesse de fazer alguma? E qual seria?

Tenho vontade de promover um jantar beneficente aqui em Santarém com a participação de artistas e de toda a sociedade. Com alguns contatos que tenho no Rio e SP isso seria facilmente realizável. Mas a oportunidade ainda não surgiu e como acredito que tudo tem o seu tempo, vou esperar a hora certa. Mas ajudo a Casa Rosa desde o ano passado e sempre que tem ações sociais na cidade sou convidado para divulgar e gosto muito.

Fuma?

Não!

Bebe?

Gosto de vinhos e espumantes. Mas não dispenso uma cerveja, nem vodka. Mas bebo pouco, mais quando estou em Minas (risos).

É verdade que, o que acontece no apê do FB fica no apê?

Kkkkkk… Já fui mais festeiro do que sou hoje. Mas sempre é bom receber os amigos. Então sempre temos boas histórias para contar!

Fábio Barbosa

‘Não nasci para mesmice! Tudo que é repetitivo me cansa!’

Qual a tua vida louca?

Minha vida é super normal. A maior loucura que faço é me meter numas brigas em grupo de WhatsApp (hahhahhhahahhhaaa). Não consigo ler algumas besteiras que vejo, sem opinar!

Tens alguma mania?

Arrumo minha mesa de trabalho com objetos quadrados de um lado e redondos de outros. No armário as roupas estão na ordem de importância, as mais usadas e preferidas para frente e as com menos uso para trás.

Qual a primeira festa que você promoveu? Pra quem?

Aos oito anos em Oriximiná, uma festa de Halloween para os amigos do colégio!

Qual a melhor de sua autoria?

Sem dúvida a festa UP, no dia 01 de julho, em Uruará. É um projeto pessoal que irá percorrer as cidades da região, com um estilo próprio e trazendo entretenimento para o público!

Você sempre está de mudanças. Muda de casa, trabalho, visual, cidade. Por que ser tão volúvel? O que te move a mudanças? Essas mudanças também ocorrem com frequência nas relações amigáveis e amorosas?

Sou aquariano e naturalmente descontente com “lugar comum”. Não nasci para mesmice! Tudo que é repetitivo me cansa! Gosto de fazer mudanças mesmo de vez em quando. Amigos não mudam, mesmo à distancia permanecem amigos. E quando mudam, é seleção natural. Aprendi que quem é importante permanece, mesmo que não haja contato diário.

Perfumes, você usa, gosta?

Gosto muito, atualmente uso o Malbec, de O Boticário. Meu preferido é o Red Man, da Hugo Boss.

E roupas: outro dia você escreveu num grupo de zap que não confia em pessoas que usam estampas de oncinhas, por quê? É brega?

Foi uma brincadeira com o excesso de animal print usado pelas assessoras da Câmara de Vereadores. Rsrs Não é que seja brega, mas parece as vezes em excesso! E o ambiente pede mais formalidade, um blazer ou camisaria. Foi uma opinião que repetiria em alto e bom somo. Aliás, qualquer coisa que eu fale em grupo ou rede social é meu pensamento, sempre!

A roupa define o caráter da pessoa?

Não! Mas a roupa define como te veem. É nosso cartão de visita à primeira vista. E por ter trabalhado muitos anos nesse segmento eu fui criando um olhar critico. Infelizmente na nossa região, por causa do calor intenso é muito difícil ver pessoas bem vestidas. Por mim só andava de regata e bermuda, colocar um terno sem ar condicionado é uma tortura. Apresentar um evento então embaixo de holofotes que esquentam, faz você suar horrores. Então nossa realidade não nos permite termos looks mais caprichados. Mas isto não significa que você pode usar qualquer coisa, os ambientes e cerimônias formais precisam ser respeitados.

O que combina e o que não combina na hora de se vestir?

A dica é nunca misturar muito as coisas. Se vai usar uma blusa estampada, precisa uma saia ou calça mais neutra. O contrário também. Siga o protocolo da festa, por exemplo, festas de formatura, se no convite esta escrito o traje Passeio Completo, por favor não coloque uma camisa polo! Casamentos pedem essa formalidade, premiações também, e tudo normalmente vem escrito, bem explicadinho. Então a pessoa era no look porque quer!

Você é detalhista e bem ativo nas redes sociais. Sempre com fotos perfeitas. Quando foi a última vez que publicou uma foto de perfil sem passar por filtros e edições detalhadas que você costuma fazer?

Não uso filtros! O que faço é mexer na luz, no contraste, na cor, aqui e ali. Gosto de fotos bonitas aos meus olhos e não necessariamente para agradar quem vê. Todas as fotos sempre tem um toque meu, desde o próprio ângulo até a rápida edição que faço para deixá-las mais vivas!

O que te incomoda?

Gente oportunista e que mente!

Você tem todo estilo do menino carioca nascido no Pará… O Rio mudou sua vida?

O Rio transformou minha vida! Me deu, como eu disse, oportunidades únicas, experiências de vida e muito conhecimento ao longo de cinco anos. Sou carioca postiço como gosto de falar. Mas não nego minhas origens paraenses. O rio somou e muito!

Qual a comida preferida?

Maniçoba feita pela minha avó Ana!

Qual teu estilo?

Sou um cara despojado! De bem com a vida, que não tem medo de desafios e nem de ser desafiado!

Vamos falar de negócios…. Você está prestes a lançar um site? O que a gente pode esperar?

O meu site é um projeto antigo, demorei séculos para ter a coragem de investir nele! E enfim ta saindo. Quero mostrar nesta página o que temos de bom, notícias bacanas, dicas culturais, turísticas e falar sobre viagens. Entrevistar gente com histórias boas e ainda poder integrar tudo isto com meu canal no youtube, a FB TV. Será um espaço social, cultural, de entretenimento. Mas acima de tudo um espaço virtual meu, com o meu jeito de escrever e de fazer jornalismo. Espero que os leitores gostem e que possamos compartilhar grandes momentos neste novo projeto!

Com esse novo projeto, você exclui definitivamente a TV da sua vida?

Não! Televisão é uma vontade que permanece, mas vou substituir as telas da TV pelas telas de computador, tablets e smartphones, com meu canal no Youtube. Sou um comunicador e usar as multiplataformas disponíveis é minha missão. No futuro talvez possa pensar em um projeto para uma emissora à cabo com entrevistas e viagens, mas por enquanto, vou investir no meu canal online e no site!

Você é muito crítico e sempre critica com muita razão, como promotor de eventos como seria o Sairé ideal?

A festa do Sairé tem um potencial enorme. Mas há décadas ficou só nisso! O que tivemos de melhorias na estrutura? Nada! Temos aqui próximo Parintins e Juturi, duas cidades menores que Santarém, com festivais bem mais desenvolvidos e com muito mais organização. E nenhuma das duas tem as atrações naturais que Alter do Chão possui, ali de frente para a vila.

Temos de refletir sobre isso, em especial a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. Mas acima de tudo a Comissão do Sairé que é formada pela comunidade. Esse tipo de evento ultrapassa as barreiras locais e como tal, precisa estar preparado para ser uma festa melhor a cada ano. Aos meus olhos falta divulgação nacional (escrevi inclusive um projeto em 2012 para a Prefeitura, mas não aprovaram a ideia), os Botos enquanto agremiações precisam promover eventos o ano todo para gerar recursos e manter a mídia sobre o festival e precisamos melhorar e muito o atendimento ao turista.

É um conjunto de ações. Mas que só funcionam se cada uma fizer sua parte! E precisamos investir nos camarotes, como se faz nos dois outros festivais. Criando ali um espaço não apenas para se assistir a festa, mas também para promover marcas, por consequência Alter do Chão e a cidade.

Como você analisa essa febre que está tendo em relação a blogosfera?

A internet e as redes sociais nos permitiram ser protagonistas. E isto é uma oportunidade excelente! Todos podemos ter nosso espaço e com isto opinar. Vejo que Santarém ainda tem muito espaço virtual para novos nomes da comunicação! Temos muito a explorar em assuntos e temas para a blogosfera! Uma pena que a maioria ainda se prenda a tentar reproduzir o que deu certo. Ninguém será outro Jeso Carneiro, nem outro JK. Eles fazem sucesso por uma serie de fatores e em especial o trabalho personalizado. E o blog é para isto, para ter a cara do autor. Não reproduzir o que já cansamos de ler em outros sites! Então vejo com entusiasmo este cenário, mas falta mais originalidade!

Atrapalha o jornalismo?

Jamais! Os blogs por terem esse perfil pessoal acabam saindo na frente dos veículos grandes. E isto incomoda as redações! Mas paciência, no jornalismo de TV, rádio e mesmo internet, ainda há (e aqui muito mais por conta da interferência dos donos da empresa na redação), uma limitação com a velocidade da notícia. O blogueiro noticia rapidamente o fato e vai apurando ao longo dos acontecimentos.

O jornalista precisa apurar para publicar, é claro que demora mais! Mas não vejo problema nisto, os blogueiros de Santarém pautam as emissoras de TV e isto é um fato, mesmo que seja negado com todas as forças possíveis. O que me preocupa são pessoas sem noção de comunicação que resolvem criar um blog, aí complica! Você precisa ter o mínimo de instrução para lidar com notícias! Mas o leitor sabe o é bom e ruim e não a toa os comentários nas postagens refletem isso.

Quando é coerente se apoia, quando não, se critica. A nossa comunicação passa por um processo de amadurecimento e isto é extremamente saudável. Jornalista de redação precisa aprender a ter fontes e se quer dar notícia em primeira mão, precisa apurar na velocidade que o furo exige!

salto - Fábio Barbosa

Fábio em evento promovido pelo jornal Folha de S. Paulo

Você é perfeccionista, isso mais atrapalha ou ajuda no dia a dia?

Ajuda e muito! Meu perfeccionismo as vezes me deixa sem dormir, fico pensando em como será realizar tal projeto ou evento. Fico atento aos detalhes. Tudo me chama atenção! Acredito que está aí um diferencial profissional se é que podemos chamar assim. Eu vejo o todo e sempre estou me autocriticando para poder melhorar!

Qual tua religião?

Sou católico, devoto de Santo Antônio.

Falando no santo casamenteiro, você pensa em casar, ter filhos?

Não penso nisso, sou focado nos meus projetos e carreira. Minha prioridade sou eu!

O que chama mais atenção fisicamente num homem e numa mulher?

Em ambos a elegância. Gosto de gente com postura!

Você é do tipo que namora muito? Qual o ramo (profissão) que mais namorou?

Por ser muito independente tive poucos namoros. E não há uma profissão que lidere isto não!

Já rolou namoro com alguém do Legislativo? E da Medicina?

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkk… Tá querendo me pegar. Nem um, nem outro!

Hehe… Você parece ser muito livre e pouco apegado. Se fosse agora, você toparia assumir um relacionamento ou encarar uma próxima viagem?

Ser independente não quer dizer ser desapegado! Viajaria e iria acompanhado, toparia os dois!

Sobre amor o que você guarda em segredo?

Amor não tem segredo, nós é que complicamos tudo ao querer deixá-lo “perfeito demais”. Amor é para ser vivido, intensamente de preferência!

Quero saber quem é que domina o coração desse viajante.

O amor! Sou um modernista romântico!

O que você acha da homossexualidade?

Acredito que cada um tem que viver a sua vida! Ser feliz e não incomodar o outro! O mundo seria melhor se fossemos menos preocupados com rótulos!

Você é sempre convidado para ser padrinho de casamento, de batismo, já te convidaram para apadrinhar um casamento gay? Já participou de algum?

Nunca. Mas seu conhecesse o casal, iria sim. Celebrar a união de quem se ama é sempre um momento especial!

Você já deu um beijo em um homem na apresentação de uma peça no palco do teatro da Casa da Cultura. Você já fez ou faria mais que isso pela arte?

Gente, eu nem lembrava disso..kkkkkkkkkkkkkkkkkk Foi em 2006, em um festival na Casa da Cultura. Eu tinha 17 anos, Núbia, hahahahhahha…

Com direção do meu amigo Vicente Guedes criamos uma apresentação de dança e teatro chamada “Bicho de Sete Cabeças”. A proposta era mostrar com a música homônima a relação das pessoas com seus medos e limites. Eu e mais um ator, fazíamos as cenas junto com uma atriz. Não haviam falas, era apenas expressão corporal e no final rolava um beijo.

Algo simbolicamente chocante para a época, mas essencialmente artístico para a proposta. Há anos não estou mais no teatro efetivamente, então dificilmente interpretaria algo assim. Mas o teatro é feito para isto, para nos provocar e causa reflexões, então a cena fez sentindo dentro daquele contexto!

Quando e qual foi tua primeira paixão? Foi correspondido?

Não lembro exatamente o ano. Ainda estudava no ensino fundamental. Era uma garota de uma turma mais adiantava, escrevi cartinha e tudo. Mas não rolou não! Mas, ela gostou da carta! kkkkkkkkk

E o primeiro beijo, você tinha quantos anos? Em quem foi? Gostou?

Primeiro beijo foi em uma daquelas brincadeiras de Verdade ou Desafio. Todo mundo da minha época brincava disso. Não lembro o nome da menina, mas foi bom sim!

Rola amizade pra vida toda ou passado é passado?

Sou um bom amigo. Meus amigos aliás, são amigos de vida. A maioria do ensino fundamental em Oriximiná ou do ensino médio, em Santarém.

Você já sofreu preconceito?

Não! Sempre fui muito respondão e pra frente. Então quando alguém pensa em fazer um negócio desse comigo, sempre pensa antes. Mas não suporto ver ninguém sofrendo qualquer tipo de preconceito. Fico indignado. Todo preconceito é burro e sem sentido.

Dizer o que pensa faz você um colecionador de inimizades?

Não! É seleção natural como eu disse! Na minha vida eu tenho quem realmente importa, quem não permanece por motivos assim, nunca deveria ter entrado.

Já que você é especialista em moda como analisa a moda da turma de TV?

Não chego a ser um especialista em moda, apenas trabalhei na área, mas posso dizer, por experiência própria, que não nos vestimos bem na TV local por falta de tempo. Imagina chegar na redação às 6h da manhã, sair para a delegacia conferir os factuais da madrugada e ainda gravar para o primeiro jornal do dia que está no ar.

Ninguém tem tempo de pensar em roupa com tudo isso! E ainda tem o fator calor, usar um blazer a tarde, mesmo que seja para gravar uma passagem, é insuportável. Quem fica no estúdio na maioria das vezes usa as roupas do guarda-roupa da emissora, aí já viu né?!

Acha que foi um consultor de moda que comprou o figurino na 25 de março em São Paulo? Não né! Então vem umas peças esquisitas, com cores fortes que as vezes estão lá há décadas! Quando vemos uma apresentadora com roupa bonita, pode ter certeza, é dela mesmo!

É possível se vestir bem para aparecer na telinha, num telejornal?

Sim. Com uma consultoria é possível chegar ao equilíbrio. A roupa do apresentador não pode ser mais chamativa que a notícia, nem apagada que ele suma no vídeo. Mas isto sozinho o jornalista não consegue no dia a dia. É preciso ajuda e profissional!

O que é brega pra você?

Combinações exóticas como calca estampada com blusa estampada! Na hora de se vestir é sempre bom procurar o mesmo equilíbrio que falei ai em cima!

E o que é ser chique?

Ser chique independe de classe social. Eu não gosto nem desse termo, prefiro o savoir affair que é francês e significa “saber fazer”. Ser chique é saber se portar, ser educado, elegante, ter assunto. Dinheiro nem sempre te gabarita para isto!

Daria um troféu de brega pra quem? E de chique?

Difícil (risos). Minha concepção de brega se personifica no Wanderley Andrade. Tem gente que veste o figurino dele por aí e nem percebe. Já chique, conheço muita gente, mas vou citar uma, a doutora Ilmara.

Fábio Barbosa

Fábio, apuro na arte de se vestir

O Fábio Barbosa de hoje se acha mais maduro profissionalmente, no sentido de aceitar a opinião e a diversidade de ideias alheia?

O Fábio Barbosa sabe o que quer quando entra num projeto. Sou perfeccionista e exijo que quem trabalhe comigo seja tanto quanto. Um trabalho de equipe depende do alinhamento coerente de todos os integrantes e sempre estou disposto a ajudar e a aceitar ideias.

Não gosto de quem critica tudo e torce para não dar certo! Sou otimista neste sentido e trabalho focado. Quem quer ajudar, não atrapalha! Amadureci muito com as experiências que tive e hoje compreendo que tudo compartilhado é mais eficaz e seguro. Ser parceiro é isto e eu sou da equipe que eu estiver e com quem eu estiver trabalhando!

Foi um prazer imenso conhecer um pouquinho mais da tua história. Ameii tudo, eu sou fã dessa tua autenticidade e desse jeito discreto e chique que você tem de viver. Muito obrigada. Boa sorte com teus novos projetos.

Núbia, demorou mas saiu hein! Estar do lado de cá, sendo entrevistado é uma experiência diferente. Eu diria única! Não sei se consigo de novo, mas você com sua habilidade jornalística e carisma, conseguiu me deixar à vontade para responder as perguntas. Te conheci em 2012, na cobertura de um assassinato em plena campanha eleitoral. E não esqueço que você muito sabiamente conversou com todos os colegas de imprensa que estavam lá e vi naquilo uma lição.

Nunca tinha feito polícia e nem sabia direito como conversar na delegacia, que naturalmente é um ambiente pesado. Você nem deve saber disso, mas me deu uma pequena lição naquele dia e fiz a matéria que foi para a a Record Belém inclusive, com algumas das informações que trocamos. Você é uma comunicadora nata e fico feliz em poder estar entre teus entrevistados. Na próxima eu te entrevisto, ok? rs

Claroooooo… que nãoooo hahahahahahah

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* É jornalista e titular da coluna de entrevistas No Salto.

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3 Comentários em: Fábio Barbosa No Salto: “A rotatividade de repórteres na TV Tapajós é surreal”

  • PQP. Desculpe o palavrão, mais que entrevista.
    Sincera, verdadeira, autêntica. Não sei se tem outra palavra para definir essa entrevista.
    Parabéns ao entrevistador pela escolha do entrevistado.
    Parabéns ao Fábio Barbosa que é um Ser Humano que está a frente do seu tempo, é muito Inteligente e Verdadeiro.

  • Parabéns pela escolha do entrevistado, Fábio Barbosa sempre arrasando. Amei a entrevista. Bem dinâmica, autentica, diferente. Estão de parabéns.

  • Meu caro Fábio vc deu uma verdadeira aula, e eu como espocabode nato tenho orgulho de Vc meu conterraneo.

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