Ex-ministro do STF, filiado ao PSB, pontua bem no Datafolha e chama atenção, Joaquim Barbosa, no PSB

Joaquim Barbosa, filiado ao PSB

Na coluna Painel, da Folha de S. Paulo, hoje, 16:

O desempenho de Joaquim Barbosa (PSB) no Datafolha chamou a atenção de expoentes da esquerda e da direita.

Por ter alcançado até 10% das intenções de votos sem nem sequer ter se declarado candidato ao Planalto, despertou nos rivais o temor de que, em campanha, consiga se transformar na “expressão do centro”.

O PSB encomendou pesquisa na qual apresentará ao eleitor, além do nome, a foto de Barbosa. Acredita que, assim, o ex-presidente do STF obterá pontuação ainda maior.

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Mais sobre o desempenho do ex-presidente do STF na mais recente pesquisa do Datafolha, leia a reportagem abaixo, também da Folha de S. Paulo:

O presidente do PSB, Carlos Siqueira, avalia que o resultado da pesquisa Datafolha, divulgada neste domingo (15), mostra o potencial da candidatura do ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa à Presidência da República.

De acordo com a pesquisa, o ex-presidente do STF aparece em terceiro ou quarto colocado na disputa pelo Palácio do Planalto. A depender de quem são seus concorrentes, ele detém entre 8% e 10% das intenções de voto.

“Avaliamos que a candidatura dele tem potencial muito grande. Inclusive, muito maior se considerarmos que a população ainda não está bem informada sobre candidatura”, afirmou Siqueira à Folha.

Para ele, o resultado do Datafolha é “animador”. “Alguns postulantes estão há meses (na disputa) ou há mais de um ano, e estão igual ou abaixo (do ministro).”

O presidente do PSB disse que a candidatura de Barbosa ainda é incerta e que reuniões estão previstas para a próxima semana para tratar do assunto. Por meio de sua assessoria de imprensa, o ex-ministro disse que não comentaria o Datafolha.

Já tucanos observam com cautela o ex-governador Geraldo Alckmin, que alcança 8% dos votos no primeiro turno. Na pesquisa anterior, com outros oponentes, o tucano chegava a 11%.

A campanha de Geraldo Alckmin disse que o cenário retratado é de “completa indefinição”, uma vez que o eleitor começará a definir o voto em agosto. “A pesquisa precisa ser vista com cautela neste quadro em que candidaturas seguras misturam-se a meras possibilidades, criando cenários e números de relevância questionável.”

Na avaliação do deputado tucano Ricardo Tripoli (PSDB-SP) o crescimento do ex-governador nas pesquisas é uma questão de tempo. “Não tenho dúvidas que ele vai crescer. É uma pessoa que já tem um nível de conhecimento bom. As pessoas vão saber o que ele fez por São Paulo e o que ele pode fazer pelo Brasil. Mais do que isso: nessa discussão entre extrema-esquerda e direita, ele é o candidato da conciliação”, disse.

TRANQUILIDADE

Uma das principais herdeiras dos votos do ex-presidente Lula, Marina Silva diz ter recebido o resultado da pesquisa “com tranquilidade”.

“Lembro que pesquisa retrata um momento. E que nesse momento e nos próximos meses o eleitor estará fazendo escolhas entre um expressivo número de candidatos. Nesse período de pré-campanha em que tenho circulado pelo país, estou atenta ao risco da extrema polarização do debate político, recolho propostas para o programa que apresentarei aos cidadãos e me posiciono, como tenho feito desde 2010, comprometida com o debate e não com o embate”, afirmou Marina por meio de nota.

O Datafolha mostra que vão para a candidata da Rede até 20% dos eleitores de Lula.

Em cenário com a candidatura do petista, Marina detém 10% das intenções de voto, e fica em terceiro lugar na corrida presidencial, atrás apenas do ex-presidente de do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ).

Na hipótese de o PT lançar o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad no lugar de Lula, Marina passa de terceira para segunda colocada, subindo de 10% para 15%, atrás apenas de Bolsonaro, que fica com 17% das intenções de voto.

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