Blog do Jeso

Pós-doutor, galã e solteiro, por quê? “Meu cupido é vesgo”

Pós-doutor, galã e solteiro, por quê? “Meu cupido é vesgo”, Ergos Couto

por Núbia Pereira

Ele é tipo galã…arranca suspiros por onde passa. É bem sucedido, educado, gentil, um gentleman… Nas veias, corre sangue de arigó com mocoronga. Já viajou o mundo e carrega na bagagem experiências incríveis. No amor, é um homem de sor… Ops!

“O meu cupido é vesgo”.

Ah, é no jogo que ele tem a bendita sor…
Oopssssss2

“Não ganho nada em bingos, sorteios, jogos de carta, nem dominó…kkkkkkkkk”.

Ai aiai… Difícil assim, hein? Ainda bem que existe o futebol. Então, continuando…É no futebol que ele compensa tudo…Peraí…nem no futebol?

“Só ganho uma partida de futebol se me esforçar bastante…kkkk”.

Deu pra notar que ele é bem modesto, né? Quem é eleeeeeeeeeeeeeee??? Hergos Ritor Fróes de Couto, 43 anos… um colírio para os olhos. rsrs Ok, ok, o nome é diferentão mesmooooo. Hergos (de “ergo”) em latim significa: Sublime. : -) Ele deve se achar, né?

“Durante um bom tempo eu ficava todo pomposo em saber disso, até eu saber da marca de papel higiênico chamada sublime, daí tratei de procurar outros significados”.

Kkkkkkkkkkkkkkkkkk Gente, eu juro que tô tentanto fazer uma apresentação desse moço, mas tá complicado.
Continuando…
O nome lhe foi dado por conta da expressão “tantum ergo”. Aliás, Hergos é um “criador de seu próprio destino”. E é assim mesmo o escorpiano. Está sempre envolvido com suas emoções e… não são poucas não! Cantor, compositor, professor, e, há quem diga, que é aquele tipo de genro que toda mãe quer ter. Kkkkkkkkkkkk Quer saber mais sobre este homem. No Salto te conta tudo. Boa leitura.

Boa tarde!

Você foi um jogador de futebol muito conceituado. Atualmente, exerce a função de educador. Como foi essa transição, do futebol à educação?

Joguei até os 27 anos, sempre tive uma grande preocupação com a formação escolar e, posteriormente, com a do nível superior, portanto, ainda quando jogava nos juniores e na categoria profissional do Corinthians, eu conciliava o curso de Administração de Empresas com a carreira futebolística. Depois que encerrei a carreira de jogador de futebol, voltei ao meio acadêmico e me formei em Educação Física, Pedagogia, fiz mestrado e doutorado. Essa trajetória me possibilitou adentrar na área da educação, tornei-me docente da educação básica em escolas públicas e em universidades particulares do estado de São Paulo. Mas, te confesso, nunca imaginei que me tornaria professor. hahahahahahahaha…

Ergos Couto

Você recentemente concluiu pós-doutorado, como foi essa parte da sua vida? Para onde expandir agora?

Foi uma experiência ímpar, a Faculdade de Desporto da Universidade do Porto – Portugal, proporcionou-me esta oportunidade. Pesquisei a conciliação da formação desportiva com a formação escolar dos jogadores das categorias de base do Futebol Clube do Porto, um dos maiores clubes da Europa. O referido clube dispõe de um Departamento Pedagógico que gere a formação escolar dos jogadores de modo que não ocorra prejuízos a formação desportiva destes jovens.

Gostaria que esse estudo reverberasse na sociedade brasileira, em especial nos clubes de futebol e de outras modalidades esportivas, no sentido de promover ações que efetuem de fato melhores perspectivas na formação escolar da juventude brasileira que se dedica ao esporte. Tais jovens não devem ser tratados como mercadoria, são pessoas que almejam o sucesso no esporte e que não devem receber de seus clubes tutores, migalhas de ações educacionais que não reflitam verdadeiramente uma formação escolar que desenvolva saberes e conhecimentos necessários ao exercício da cidadania, autonomia e responsabilidade para atuar na sociedade em que estão inseridos.

Mesmo atuando na educação, você nunca abandonou o futebol, tanto que seu livro é sobre futebol. O curso de pós-doutorado em Portugal também tem relação com futebol. Ano passado você foi diretor do São Francisco. É impossível abandonar o futebol para sempre?

O futebol está presente em minha vida desde a infância. Meu pai foi um grande incentivador para que isso acontecesse. Quando menino, gostava do Zico (meu ídolo no futebol). Queria jogar igual a ele. Dizia ao meu pai que eu queria ser o substituto dele (Zico) no Flamengo, que seria o camisa 10 da Gávea, hahahahahahah. Já adolescente, fui jogar no Corinthians, onde fiquei por 8 anos, sendo profissionalizado por tal clube, depois joguei por outras agremiações em minha trajetória. Na faculdade de Educação Física fui professor de futebol e treinador universitário. Enquanto pesquisador, tenho como principal foco estudar as questões que relacionam o futebol à educação.

Pelo jeito o futebol está introjetado em minha vida de tal forma que “respiro” este esporte até hoje. Hahahahahahaha

Não há como deixar dúvida… hahahah

Então, o sonho de conhecer o Zico foi realizado. Como foi chegar perto desse ídolo?

Foi um momento inesquecível, o Zico foi o meu ídolo no futebol, eu o imitava brincando na garagem de casa, na rua e em qualquer lugar que pudesse jogar bola. A primeira vez que o vi foi no Maracanã, fui de São Paulo para vê-lo jogar. O jogo era entre Flamengo e Botafogo e ele, mesmo no final de carreira, fez um gol de falta. Lembro que eu não assistia ao jogo como um torcedor normal, ficava fitando os deslocamentos dele, a atitude, liderança, habilidade e inteligência em campo.

Ergos Couto

Conseguiu autográfo? rs rs

Não foi daquela vez… rs rs A segunda vez que o vi foi numa festa de aniversário do Corinthians. Ele, como secretário de Esportes da gestão do governo, do então presidente do Brasil Collor de Mello, participou do evento. Eu morava no alojamento do Corinthians, que ficava atrás do principal ginásio poliesportivo do Parque São Jorge, sede do Corinthians. A festa fora realizada neste ginásio. Só que apenas os jogadores profissionais foram convidados e na época eu estava nos juniores. Alguns jogadores que estavam na festa sabiam da minha admiração por ele e disseram para eu me vestir adequadamente e ir encontrá-lo. Tomei coragem e fui. Um amigo, jogador da categoria profissional, que tinha jogado com o Zico no Flamengo havia me dito que já tinha falado com ele e que, portanto, eu deveria ir ao encontro dele. Eu, estava com o livro que contava a bibliografia do Zico em minhas mãos, mas não tinha coragem de ir, estava um tanto travado pela emoção. Quando, enfim, anunciaram que o Zico iria embora, eu rapidamente levantei e fui em direção dele, o problema é que minha voz embargou e eu não conseguia chamá-lo.

Ai meu Deus… hahahah

Com as pernas bambas e com algum esforço, consegui chegar até ele e pedi que autografasse o livro. Contei-lhe que era jogador dos juniores, que jogava como meio campista por causa dele e que ele era a minha grande inspiração para ter me tornado jogador. Disse-lhe que encontrá-lo era a realização de um sonho. Ele sorriu e perguntou meu nome. Daí, enquanto ele autografava eu ficava comparando a estatura dele com a minha, hahahahahahahaha

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk…

E quando olhei o que ele escrevia percebi que tinha escrito meu nome de um jeito que ninguém até hoje escreveu – Erghos, e eu lhe disse que a letra “H” era na frente do “E”, ele sorriu pediu desculpas, autografou palavras de incentivo, desejou-me boa sorte e se foi.

HAHAHAHAHAHHAHA… Sinceramente…Você é uma figuraça hahahah…

Falando no melhor time do mundo…O Flamengo , você foi autor de um gol decisivo no Maracanã, pelo o arrggg Corinthians. Achei sacanagem…Mas, enfim… O que aquele gol representou na tua vida?

Como disse, só tinha ido ao Maracanã uma vez, justamente para ver o Zico jogar, a segunda foi para disputar uma partida do Campeonato Brasileiro entre Flamengo x Corinthians. Tinha treinado durante a semana, mas não sabia se jogaria como titular, então o Rivaldo, jogador que depois fez sucesso na Seleção Brasileira e no Barcelona, entre outros clubes, me avisou que já sabia que eu entraria jogando. O Mário Sérgio, que era o treinador do Corinthians naquela ocasião, chamou-me em particular e disse que havia optado por minha escalação. Quase não durmo aquela noite de tão eufórico que fiquei. Naquele jogo, o Marcelinho Carioca fez o gol pro Flamengo e eu empatei para o Corinthians. Fui obrigado a calar o Maracanã lotado de flamenguistas.

hahahahahahahaha…

Eu não achei legal, mas tudo bem, já passou..rsrs
Esse foi o gol que marcou tua vida?

Sem dúvida, pois foi a minha estreia como titular do Corinthians, jogando contra o time do meu ídolo Zico, no principal palco futebolístico do Brasil e um dos mais importantes do mundo, o Maracanã.

Ergos Couto

Vamos falar um pouco do futebol local, ano passado você foi diretor do “Arrrrggggggg” São Francisco. Por que você deixou a diretoria?

Porque tive que ir fazer o pós doutorado em Portugal.

Entendi…Mas, me conta um pouco como foi tua experiência como gerente de futebol e qual a diferença em está do outro lado do campo?

Foi ótima, fantástica, apesar de desgastante emocionalmente. Tinha o desejo de experimentar esta função para poder comprovar que é possível ser justo, honesto e transparente na relação com os jogadores, comissão técnica, diretoria, imprensa e torcedores. Claro que nem todos compartilhavam da maneira como penso que deve ser o futebol e a gestão.

O fato de ter sido professor de gestão esportiva em cursos de graduação e pós-graduação, em universidades particulares de São Paulo, te ajudou neste processo?

Muito. Considerar o conhecimento adquirido, a dimensão humana nas relações estabelecidas no ambiente do futebol e, também, a experiência do passado enquanto jogador me fez acreditar que é possível ter uma relação respeitosa com todos os profissionais que permeiam o futebol, principalmente os jogadores, que são tratados como mercadoria, moeda de troca nos clubes.

Eu preferia que você fosse diretor do São Raimundo… hahahahahah

Kkkkkkkkkkk… Foi um prazer enorme ter trabalhado com a diretoria atual do São Francisco, pessoas que têm o meu respeito, minha admiração, todos abnegados que sacrificam parte do tempo do dia e noite para dedicarem-se ao clube com amor. À eles, muito obrigado pela oportunidade…

Qual esporte você gostaria de praticar, mas não tem tempo?

Meu esporte preferido sempre foi o futebol. Hoje gosto de frequentar academias, com enfoque na promoção da saúde, isso consigo realizar. Mas, quem sabe ainda consiga praticar o Kitesurf. hahahahahaha…

Grande desafio…

Olha, eu vou matar a curiosidade de muita gente agora. Por que um professor bonito, prestigiado, canta bem, ex-jogador e com tantas outras qualidades ainda está solteiro? Rs rs

Hahahahahaha, obrigado pelos elogios, acho que meu cupido é vesgo hahahahaha…

Ergos Couto

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk… Éguaaa, tu tens respostas bacanas pra tudo. hahahahahahah
Você é muito seletivo em relação a mulherada?

Tem um perfil de mulher que me agrada. Acho que comigo não funciona esse negócio dos opostos, acredito mais nas afinidades…

Qual juízo de valor você faz sobre atitudes de independência feminina?

Acho muito legal, penso que as mulheres conquistaram e ainda vem conquistando espaços antes exclusivos dos homens. Penso que o equilíbrio nessas questões ainda haverá de existir…

Você gostaria de ser pai? De quantos filhos? Vai demorar ou já está fazendo um planejamento?

Sim, gostaria. Acho que uns dois. hahahahahaah. O que será que Deus me reservará para o futuro? Hahahahahahaa. Se vai demorar eu não sei, penso que quando se encontra uma pessoa que tenha as mesmas intenções, o planejamento acontece naturalmente.

Voltando para o futebol….rs rs

Como você vê a visibilidade do futebol santareno em uma competição nacional?

Acho que no momento atual, o São Francisco e o São Raimundo terão a oportunidade de se projetarem mais no cenário nacional, pois tem calendário competitivo pra isso, disputarão a série D do Brasileiro e outras competições importantes. É preciso que haja mais investimento nos clubes da cidade, sem isso fica difícil fazer um trabalho sério a curto, médio e longo prazo. É imprescindível que haja continuidade no processo, que os profissionais tenham condições pra desenvolver o potencial que lhes é creditado, mas definitivamente sem recursos é muito difícil conseguir resultados constantes.

Vontade existe de sobra, né?

A diretoria dos clubes santarenos faz até o “impossível”, são uns guerreiros. O mais engraçado é escutar daqueles que nunca geriram a própria casa, muito menos a vida, adjetivos que desabonam a luta desses abnegados. Enfim, torço muito que o futebol santareno traga mais alegrias ao povo da nossa cidade…

Ergos Couto

Você acredita que o esporte em Santarém pode revelar bons atletas?

Revelar sim, pois aqui há muitos talentos, o problema é projetar. Como disse, anteriormente, sem investimento em recursos (humanos, financeiros, físicos e etc) é muito difícil que um talento se desenvolva e se projete. Veja, um diamante precisa ser lapidado pra ser valorizado, um talento que não se desenvolve não consegue atingir o ápice, precisa de bons profissionais e de estrutura em diferentes vertentes para ter seu potencial devidamente expandido. A formação mais humana e cidadã é algo a se considerar neste processo, pois para sair de Santarém e se adaptar em outras cidades, países e culturas, há que se atentar para um preparo emocional, social e cultural muito bem desenvolvido.

Na sua opinião, o esporte é uma alternativa para salvar vidas?

O esporte abrange muitas dimensões, entre elas a educacional, lazer e alto rendimento. O que não se pode é atrapalhar este entendimento. Exemplo: no espaço educacional, a prática do esporte deve ser possibilitada a todos, sem que haja distinção entre compleição física, nível de habilidade ou qualquer outro complicador. Se assim for conduzido, poderá contribuir positivamente na formação das pessoas. No lazer, relacionado a prática social bem orientada, o esporte pode oportunizar o convívio com pessoas que tragam o desenvolvimento de elementos importantes para a formação humana, mesmo que não seja voltada para uma trajetória esportiva de alto rendimento. Porém, o esporte se mal dirigido, pode ser uma prática nociva, em que a busca por um determinado estereótipo, pode desencadear processos prejudiciais a saúde, e esse quadro pode ser danoso à vida.

No meu entender não é o esporte em si que pode salvar ou prejudicar, mas sim as pessoas que estiverem com o poder de conduzir o que se objetiva.

Jogador é muito mulherengo, pelo menos a mídia deixa isso bem claro para nós mortais leitores e telespectadores, principalmente. Você se encaixa perfeitamente nesse “time” que eu sei. Hahahahahah… Também sei que és um homem exigente. Existe mulher perfeita, ou estás esperando Cristo voltar e subir “puro” com Ele?

Eu, mulherengo??? HAHAHAHHAHAHAHAHAH. De onde você tirou isso?

Um passarinho verde me contou 

Exigente??? Nem tô sabendo disso, me conta mais sobre mim que quero saber um pouco mais, hahahahaha.

Rum. Não posso entregar minhas fontes. :-p

Subir puro, hahahahahahahahah. Bom, não acredito que exista essa mulher perfeita, espero me relacionar com “a mulher imperfeita”, mas que seja a imperfeita, perfeita pra mim e eu imperfeito, mas perfeito pra ela. hahahaahhahahahaha.
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK…..

George Clooney casou aos 54 anos, oito meses depois separou…Existe alguma semelhança sua com ele, além dos dois serem atraentes? O que você acha do casamento?

Hahahahahaha, semelhança com ele? Caramba, o cara é um galã de Hollywood, talvez o branco dos olhos. Hahahahahahahaha
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK….
Atraente? Já tô gostando dos adjetivos a mim atribuídos, hein. Hahahahahahaha

Ergos Couto

Hahahahahah Eu sou legal!

Acredito que, em qualquer segmento existe o sucesso e o fracasso. Em qualquer um, momentos bons e maus. O que vale é a seriedade, o compromisso, a cumplicidade e o respeito com as decisões tomadas. Se houver harmonia entre os pares, nesses quesitos, é bem provável que os momentos ruins e crises sejam oportunidades alavancadoras para fortalecer o sentimento que os uniu. O casamento, talvez, devesse ser como diz Camões, “querer estar preso por vontade”, claro que este “preso” é no sentido de querer compartilhar e viver junto tudo e todos os caminhos a serem trilhados.

O Hergos é um homem complicado ou exigente demais?

Acho que nenhum dos dois. Me acho um cara simples que quer pessoas simples, boas, sem complicação, sem tantas exigências, sou adepto do diálogo sempre.

Um menino obcecado pelo esporte, quando criança, e na fase adulta lança “Esporte do Oprimido”. Já li teu livro, mas conta pra gente qual a maior decepção que você passou nesse mundo?

A maior decepção foi perceber que o talento não é o principal aspecto que se valoriza numa trajetória esportiva, existem tramas que se arrolam nos bastidores do poder que acabam definindo quem vai e quem não vai chegar aos objetivos traçados; isso extirpa sonhos, abala e pode destruir vidas.

Sei que existiu tempo de glórias. Qual o melhor momento da tua vida, no futebol?

Não sei te dizer um melhor momento, houve tantos, assim como também houve alguns tristes. Mas, posso te afirmar que o reconhecimento e elogios marcaram fortemente minha trajetória. Jogadores como o Neto (um dos maiores ídolos da história do Corinthians), Branco (tetracampeão mundial pela Seleção Brasileira) adjetivavam-me de craque, isso muito me lisonjeava, pois foram jogadores consagrados que não precisavam soltar palavras ao vento.


Me conta uma ocasião marcante nessa tua trajetória…

Bem, houve um treinador muito famoso na década de 80 e 90, chamado Cilinho, que também valorizava minhas qualidades como jogador. Ele houvera sido um treinador que marcou época no São Paulo Futebol Clube quando revelou muitos craques ao futebol brasileiro, dentre eles: Silas, Muller, Careca, Pita, entre outros. Bom, no ano de 1991, eu era titular da equipe de juniores do Corinthians e em uma partida contra a Portuguesa de Desportos, eu fraturei o tornozelo numa jogada dividida.

Fiquei muito triste com o ocorrido e pensei que minha carreira findaria ali. Fiquei quase 60 dias engessado e minha recuperação foi lenta, logo, tive tendinites e a lesão parecia que não sarava. Nesse tempo que fiquei sem jogar, fiquei esquecido e quase ninguém me dava atenção no clube e calhou que a equipe profissional do Corinthians contratou o Cilinho como treinador. A primeira coisa que ele fez foi levar os jogadores do juniores para treinar todos os dias com a equipe profissional, e eu que havia sido titular meses antes, já nem era mais lembrado. Bom, colocaram-me para treinar com os jogadores que estavam numa lista de rejeitados no clube e eu fiquei muito desolado. Devido a minha recuperação não ter sido bem realizada, eu treinava e mancava da perna que havia sido fraturada.

Caramba…

Num dos treinamentos com esse grupo de renegados, onde quase ninguém ia ver, ao término, uma pessoa me chamou e perguntou por que eu mancava, daí expliquei-lhe o que havia ocorrido. Também ressaltei que sentia dores, mas o médico do clube dizia que eu não tinha nada e que a dor era psicológica.

Ergos Couto

Sinceramente, nunca soube que uma dor óssea poderia ser caracterizada como tal. Hahahahahaha

Bom, quando terminei de falar, ele se apresentou como um dos homens de confiança do treinador da equipe profissional, disse que andava me observando sem eu perceber e que o Cilinho queria me conhecer. Fui levado na presença dele e ele me recebeu dizendo: “Então você que é o craque?” Respondi timidamente que não sabia. Fiquei surpreso com a recepção, prontamente ele pediu que o médico principal do clube me examinasse em sua frente, ele percebeu que eu ainda sentia dores e determinou que a partir daquele dia eu seria tratado apenas por tal profissional. Quando me recuperei ele me colocou para treinar e jogar, e em uma ocasião, me disse em particular: “você é mesmo um craque, pretendo revelar você”.

Tu te achou, né? KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

hahahahahahahhaha

Outra foi quando joguei na Bolívia. A torcida tinha uma admiração muito grande pelo meu futebol. Houve uma partida que perdemos um jogo em casa e os torcedores ficaram enraivecidos. Eles ficaram esperando os jogadores saírem do vestiário para xingar e até bater. Vendo aquela situação, por uma janelinha do vestiário, pensei que iria apanhar também, eles estavam em grande número.

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK….

Bom, esperei a maioria dos jogadores sair, na esperança que os torcedores fossem embora, mas eles não arredavam o pé. Resolvi sair já esperando uns tapas e xingamentos, pois os que saíram apanharam feio. Quando me aproximei deles, já bem desconfiado, eles fizeram um corredor humano e começaram a gritar: “Hergos, es lo único que tiene sangre, nosotrosteamamos, te respeitamos”, aí eu ergui os braços e fui literalmente pros braços da galera, parecia um político em época de eleição. hahahahahhahahahahahaha…

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Onde eu aperto para parar de rir?? hahahahahha

Foi cômico, mas poderia ter sido trágico…

Imaginooooooo…

Quando você achou que deveria parar de jogar?

Quando percebi que eu não poderia ser mais o autor da minha história, quando percebi que jogava um jogo de cartas marcadas. Precisava voltar a ser o escritor das páginas de minha vida.

Teu pai foi a pessoa que mais te incentivou para o mundo da bola, até por estar envolvido nisso, valeu a pena?

Papai foi meu grande incentivador, ele adora futebol. Lembro quando ele chegava do trabalho e eu já o esperava, com a bola nas mãos, sentado na garagem. Mesmo cansado ele ficava como goleiro, jogava a bola e dizia pra mim: “chute com a direita”, depois jogava a bola novamente e dizia:“agora com a esquerda”. Ficávamos, por muito tempo nessa brincadeira, praticamente todos os dias. Papai também levava meu irmão mais velho, o Ariel, e eu para o antigo Estádio Elinaldo Barbosa, para sermos os mascotes do time do São Francisco, quando terminava o primeiro tempo da partida, meu irmão ia para uma das traves e ficava como goleiro e eu ficava chutando, toda vez que fazia um gol a torcida vibrava. Hahahahahhahahahaha

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk…

Imagine como ficava minha imaginação?

Tô aqui imaginando a cena. Hahahahha

Hahahah Eu, reiteradamente dizia ao meu pai: serei jogador de futebol, serei o substituto do Zico no Flamengo. E ele dizia: “será mesmo?” E completava dizendo que seria difícil, pois Santarém era longe de São Paulo e do Rio de Janeiro, mas eu respondia: “Não quero nem saber, eu jogo bem e vou consegui, o senhor vai ver”. hahahahahaha

Você foi criado com a “pedagogia do xarope”…kkkkk Segue à risca os ensinamentos do teu pai?

Papai e mamãe foram muito rigorosos com a educação em casa, não tinha pra onde correr, não tinha conversa, era “peia” mesmo.

Hahahaha….

Em casa era assim, primeiro os estudos, depois o lazer. Meu irmão Ariel e eu fomos os que mais sofremos com essa “Pedagogia do Xarope”. Quando estávamos pra fazer alguma estripulia, ele logo avisava: “vocês querem saber o que é bom pra tosse?”

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk…

O engraçado é que não tinha nada a ver ele falar isso e mostrar o cinto, com pigarro na garganta. Hahahahahahahaha
Meu pai é meu mestre, sempre me ensinou o melhor caminho, tenho orgulho de ser filho do “Seu Agostinho”…

Ergos Couto

Alias, você tem uma admiração gigantesca pelo teu pai. Ele foi um homem pobre que venceu na vida. E você criou asas, ainda menino, o que você herdou do teu pai que te enche de orgulho?

Meu pai tem uma das mais bonitas histórias de vida que conheço, história de superação… Conto aos meus alunos que ele fugiu de casa com 17 anos, veio como clandestino do Ceará para Santarém, só com a roupa do corpo e era analfabeto até os 21 anos. Papai é o maior vencedor que conheço, a minha maior inspiração de vida. O que herdei dele? A vontade de vencer. Sai de casa com 15 anos, com 16 morava nos alojamentos do Corinthians e vivia com mais outros 34 garotos.

Cada um de nós tinha apenas uma cama e um pequeno armário para colocar os pertences. Ganhávamos mensalmente o suficiente para comprarmos alguns rolos de papel higiênico, sabonete, xampu, bolachas, coisas do tipo. Tínhamos horário para comer, treinar e dormir, no meu caso, tinha que estudar, pois era o único que ia pra escola ou universidade.

Quando me deparava com alguma dificuldade, e foram muitas, pensava: “como posso me abater e não reagir sendo filho de quem eu sou?

Você passa muito emoção e ao mesmo tempo fala com tanta precisão sobre sua mãe, que morreu quando você tinha apenas 10 anos. Qual o momento que mais ela faz falta na sua vida? 

Mamãe foi muito zelosa comigo e com todos os meus irmãos, na mesma proporção que ela era rigorosa, era também amorosa. O momento que ela mais faz falta? Faz falta em todos, todos os momentos. Uma mãe, assumidamente mãe, é insubstituível, inesquecível.


Um de seu hobby é cantar, inclusive, já ficou em primeiro lugar com uma música em homenagem a Santarém, o que mais te encanta na cidade?

Os rios, a mata, as praias, o nascer e o pôr do sol, o luar prateado mergulhado no Tapajós, o pato no tucupi, o vatapá, o tacacá, a tapioquinha… Ter nascido aqui é um orgulho para mim…

Ergos Couto

Você também é compositor… o que te inspira?

A vida, as pessoas, os bons exemplos… Santarém e aquela “imperfeita” que pra mim será a perfeita. hahahahahaha

Kkkkkkkkk Então já existe uma “imperfeita”?

Sim, tem, mas é segredo kkkkkkkkkk…

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk….

Você ficou 25 anos morando longe daqui, em qual momento você achou que deveria voltar e por quê?

Achei que não voltaria mais, parecia que estava enraizado em São Paulo. Tinha bons empregos, era concursado e lecionava em duas grandes universidades particulares da cidade de São Paulo.
Mas, comecei a perceber que estava me tornando escravo do trabalho, o tempo de dedicação a mim estava escasseando. Estava vivendo para trabalhar, havia um desequilíbrio latente nisso.

Percebi ainda que, meus irmãos viviam com mais qualidade do que eu quando vinha passar alguns dias em Santarém. Passei a fazer o exercício da comparação entre minha vida em São Paulo e uma provável vida em Santarém.
Percebi que a troca poderia me trazer melhores dias, melhores expectativas de vida.
Quando surgiu o concurso da Ufopa, me preparei adequadamente e consegui ter êxito. Pronto, já tinha o que me faltava para decidir.
Retornei a São Paulo pedi demissão de todos os empregos que tinha e voltei ao local onde sou feliz…

Você trouxe o que na “bagagem”?

A experiência de vida. Foram 25 anos aprendendo a viver longe de casa, longe da família. Essa “escola” me ensinou a ser quem eu sou, tudo me gerou aprendizados. Errando e acertando, mas me construindo. Visão de mundo, de pessoas, de como encarar a vida e os desafios.

Se me perguntassem se faria de novo, faria sim, gostei dos duelos, das lutas da vida…

Você viajou o mundo. Quais foram os países que você conheceu?

Bom, já fui a Bolívia, Chile, China, EUA, Aruba, México, Portugal, Espanha, Bélgica, Holanda, França, Itália, Inglaterra, Alemanha e Áustria.

O que você viu de interessante por lá?

Tantas coisas. Culturas diversas, hábitos, costumes e diferentes organizações sociais, econômicas e políticas.

Qual a comparação que você faz ao retornar ao Brasil e, especialmente, para Santarém?

Acho que temos de sobra potencial para fazer de nosso país, um lugar mais digno, onde haja mais respeito aos cidadãos, onde possamos ter uma educação verdadeiramente de qualidade, um sistema de saúde mais humano, mais segurança, governantes inteligentes que atuem com responsabilidade no sentido de combaterem a pobreza, a fome, a desigualdade social. Santarém, não foge disso, viajei por tantos lugares e vi que a beleza de nossa cidade poderia ser melhor elaborada. Parece que o mínimo que é feito é considerado o máximo. Deveríamos ter um processo de urbanização de qualidade que permitisse adequadas condições de infraestrutura, planejamento, organização administrativa e embelezamento de nossa cidade.

Verdade.

Você que já viu de perto (e eu só pela Internet e pela TV), portanto, me diga, com sinceridade, o que os rios Douro – no Porto, Tejo – em Lisboa, Sado -em Setúbal, Sena -em Paris, Tâmisa – em Londres, Guadalquivir – em Sevillha e Amstel – em Amsterdã) tem de diferente do nosso Tapajós e Amazonas?

Se for em beleza natural, desculpe, mas com os nossos não há comparação, temos beleza incomparável.

Se for em estrutura de urbanização, desculpe, os citados acima, dão um “banho” de organização e embelezamento do local, há muito ainda por se fazer com nossa cidade. Os questionamentos que se fazem são: não temos profissionais capazes pra pensar melhor o aproveitamento do local? Não há recursos financeiros para tal? Não há vontade política para executar e planejar mudanças estruturais? O povo não se importa com o esgoto e sujeira do rio e da orla?

Faça-me o favor, conta outra. Como diz meu sábio pai: Aplica na minha veia pra saber se sai sangue…
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk…..

Esse aplica foi ótimoooooo :-p

Acha que poderia ser tudo diferente aqui, né?

Acho não, tenho certeza, mas enquanto não houver interesse político, conscientização e educação do povo, o mínimo do mínimo será posto como máximo, gerando uma satisfação falsa da realidade.

16

Que legado essas viagens deixaram para você?

Mostraram-me visões de mundo diferentes, maneiras de conceber a vida de modos distintos, sobretudo que poderia viver com mais qualidade em meu país e em minha cidade natal.

Embora você ame muito Santarém, e já provou isso, você trocaria a cidade por alguma outra cidade do mundo?

Não, não trocaria. Pois tenho esperança nas pessoas, sou educador e acredito na Educação, e é este processo de construção humana que pode fazer da Terra, um local digno de se habitar, um país digno de se viver, uma cidade digna de se amar…

Uauuuuuuuuuuuuuuuuuuuu…

Voltando para o futebol, porque não tem como não misturar um assunto com outro com tanta riqueza de histórias que você carrega….

Você foi o único santareno que fez gol no Maracanã, e passou oito anos jogando no Corinthians? Você é um homem realizado profissionalmente?

Joguei no Corinthians de fevereiro de 1989 à abril de 1997. Exatamente 04 anos nas categorias de base, juvenil, junior e aspirante e 04 anos na categoria profissional.

Sim, me sinto realizado, meus sonhos de menino aconteceram, (só não fui o substituto do Zico hahahahhahahaahaha, mas fui jogador de um grande clube de futebol. Como educador continuo no processo constante de educar-me e contribuir com a educação e formação de outras pessoas. Definitivamente, sou feliz com minha trajetória até o momento…Espero ter muito mais para aprender e viver.

Quando você morou em São Paulo e era jogador, quase foi sequestrado por Telê Santana, que babado foi esse? Um dos maiores treinadores brasileiros de todos os tempos, campeão mundial de clubes, mandou te roubar na cara dura e você reagiu?

Pouca gente sabe disso, aconteceu quando eu jogava ainda pelos aspirantes do Corinthians. Houve um jogo no Pacaembu entre Corinthians e São Paulo e perdemos por 3×0, apesar do placar elástico e de termos jogado com um jogador a menos desde o início da partida, sabia que tinha jogado bem. No dia seguinte, treinando nos profissionais do Corinthians, fui surpreendido por um empresário famoso da época e pelo assessor de imprensa do clube. Eles me disseram que o Telê Santana, treinador do São Paulo, e reconhecidamente um dos melhores de todos os tempos, tinha perguntado a meu respeito e pedido a eles para me tirarem do Corinthians e me levarem para jogar no São Paulo, pois ele gostara do meu futebol e afirmara que meu estilo de jogar era o que ele apreciava.

Ergos Couto

Sériooooooo?????

Eu perguntei aos dois (ao empresário e ao assessor de imprensa) se eles iriam negociar com o Corinthians e eles disseram que não, que era para eu arrumar minhas coisas, pois me levariam na mesma noite já para dormir nos alojamentos do Morumbi, onde fica o Estádio do São Paulo Futebol Clube.

Você se mandou? Hahahahahaha…

Eu fiquei meio atordoado com a proposta, disse que apesar de me sentir extremamente lisonjeado com o convite de um treinador como o Telê Santana, mas que o Corinthians tinha me dado moradia, alimentação por 5 anos, que a torcida já me conhecia e que, portanto, não era certo sair assim. Eles disseram para eu não me importar com isso e que me esperariam num local e horário marcado para me levarem. Conclusão: não fui, fiquei com minha consciência tranquila e continuei no Corinthians.

Atitude bem legal essa tua… Eu tenho certeza que se o convite fosse para o time do Flamengo, você nem pensaria duas vezes, fugiria mesmo… kkkkkkkkkkkkkkkk

HAHAHAHAAH…. Os dois personagens citados nunca mais tocaram no assunto. Anos depois, encontrei o filho do Telê Santana, o Renê Santana, em Belo Horizonte, na ocasião contei-lhe este fato. Bom, “o importante é que emoções eu vivi”, hahahahahahahaaha

Você se revelou talentoso bem cedo. O talento é uma das coisas que te faz chorar ou você chora por qualquer coisa?

Na frente dos outros até contenho mais a emoção, mas se estou sozinho, hum, aí é difícil segurar.
O talento é algo divino, sinal legítimo da criação de Deus, emotiva-me profundamente. Ver uma criança cantar, tocar, uma pessoa fazer coisas extraordinárias, exemplos de superação, amor de pai, de mãe, de irmãos, de filhos, das pessoas entre si, com outros seres, com o mundo, inevitavelmente me impressiona.
O que produz o bem, o que gera sorriso, o que traz felicidade me emociona…
O que produz o mal, o que gera tristeza, o que traz infelicidade me decepciona…
Ambas situações me provocam o choro…

Você hoje é professor da Universidade Federal do Oeste do Pará, inclusive para ingressar na Ufopa você teve que passar por exame de sanidade mental…O Hergos é um homem “louco”? hahahahhahaha

Hahahahahahahahhaha… Achei estranho ir a um psiquiatra para constatar minha sanidade mental. Mas, é um procedimento já previsto na situação mencionada…

Louco??? Só se for louco para continuar vivendo e atribuindo sentido a vida, doido pra ser feliz, hahahahahahahah

Você é durão e ao mesmo tempo muito sensível? Me Explica isso…:-p

Isso quem disse foi o psiquiatra na análise da situação da pergunta anterior, ele montava umas situações e depois perguntava como eu agiria. Depois que eu respondia ele colocava a mão no queixo e dizia: Duro e sensível, hahahahaha.
Lá pelas tantas, já cansado com tantas perguntas tão parecidas e sempre com a mesma conclusão seguida da reflexão com a mão no queixo: Duro e sensível…
Resolvi perguntar o que isso queria dizer, daí ele sem pestanejar disse: é que você é duro, mas é sensível. hahahahahahahahaha…..

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK….

Ele acertou?

Acho que sim, ele só esqueceu de mencionar o que o Milton Nascimento relata na música Bola de Meia, Bola de Gude que diz: “há um menino, há um moleque, morando sempre no meu coração, toda vez que o adulto balança, ele vem pra me dar a mão”. Concordando com isso, em uma de minhas canções descrevo: “Na vida de ser moleque eu sou, na vida de ser moleque eu vou”, sim eu sou, eu vou, vivendo…

Ergos Couto

Hummmmm. Resume pra mim, você por você, quem é este homem de 1,66cm?

Bom, a vida não foi tão fácil assim comigo, aprendi a me defender com as armas que acreditei serem as melhores, mas nem por isso deixei-me levar pelo amargor de algumas derrotas, falhas, desencantos, decepções. Já errei, já acertei, isto faz parte do processo de viver…
Continuo sendo otimista com a vida, não gosto de lamentações, gosto de quem olha pra frente, mesmo que o horizonte não aponte certezas, e talvez seja essa a beleza da vida.
Muito prazer, este sou eu!

Olha a tua vida rende vários livros… O primeiro eu li e achei maravilhoso. Gostei de te conhecer mais um pouco e agradeço pela oportunidade de compartilhar tua história com os leitores do No Salto. Só tá faltando eu te ver jogar ao vivo, agora. Sucesso e espero que tenhas gostado de está comigo No Salto.

Eu que lhe agradeço a oportunidade em participar No Salto. Gostei muito da condução da entrevista e das perguntas. Foi muito interessante e divertido. Obrigado pelo espaço em poder compartilhar um pouco da minha história e de expor alguns de meus pensamentos e sentimentos. Boa sorte. Espero que curtam. Um abraço!!!

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8 respostas a Pós-doutor, galã e solteiro, por quê? “Meu cupido é vesgo”

  • Simone Ferreira Valverdi Chaible disse:

    Meu amigo Hergos, de uma época distante, que já foste “taciturno”, kkkkk quem tem o privilégio de te conhecer sabe o potencial que vc tem, tudo verdade, inteligente, corajoso, otimista e coração enorme!
    Quando eu crescer, quero ser igual a vc (E só faltam 2 cm kkkk)
    Parabéns
    Ótima entrevista

    • Hergos Couto disse:

      Simone, moras no meu coração e não pagarás aluguel nunca, rsrs. Acho que te descreveste na mensagem, pois estes adjetivos são teus.
      Obrigado pelas palavras minha amiga.
      Beijo grande…

  • Célia Queiroz disse:

    Querido e Amado “deus Grego” Hergos. Uma música do Tim Maia dia assim… e de repente, não mais que de repente , … nunca mais te esquecerei!” Li a reportagem e fiquei lembrando de sua voz e sotaque que me chamaram a atenção quando ouvi pela primeira vez. Foi lindo, és lindo! E quando soube de sua história passei a ser admiradora desse homem lindo em todos os sentidos. Em Janeiro vou em Santarém passar férias e gostaria de um autógrafo seu no livro que comprarei aí. Beijos saudades

    • Hergos Couto disse:

      Célia,
      Agradeço por teu carinho explícito há tempos.
      Será uma honra autografar o livro a você.
      És muito gentil e generosa, as palavras acima corroboram com isso.
      Beijos

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