Aos 71 anos, morre a ativista social e fundadora do PT Eunice Sena, nascida em Belterra, Eunice Sena
Eunice Sena, à dir., consciência política e social

Morreu na manhã deste sábado, por volta das 06h30, Eunice Sena, natural de Belterra, oeste do Pará. Tinha 71 anos e lutava contra câncer na mama. Era ativista social, ambiental e religiosa católica.

Socióloga, tinha atuação, principalmente, nos bairros da Liberdade e Mapiri, em Santarém. Foi uma das fundadoras do PT no anos de 1980. “Ela ajudou na construção das igrejas de Menino Jesus, no Mapiri, e Perpétuo Socorro, no bairro da Liberdade”, lembra Marcelo Santos.

Participou da gestão da prefeita santarena Maria do Carmo (2005-2012), atuando como assessora especial nas áreas de Saúde e Planejamento.

 

Uma de suas últimas aparições em público foi na palestra proferida na Ufopa (Universidade Federal do Oeste do Pará) pelo professor e candidato do PT à Presidência da República Fernando Haddad.

“Eunice abriu caminho para fortalecer a consciência crítica das mulheres em Santarém e Baixo Amazonas, sendo a pioneira nessa luta”, conta Maria do Carmo. “Graças a ela, mulheres passaram a entender que seu lugar é em todo lugar”.

O corpo de Eunice, irmã do padre Edilberto Sena, está sendo velado na paróquia de São Raimundo.

Eunice Sena
Uma das últimas aparições públicas de Eunice

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2 Comentários em: Aos 71 anos, morre a ativista social e fundadora do PT Eunice Sena

  • Uma grande filha de Belterra, meus pêsames à família.

  • SOBRE EUNICE SENA
    Lá em Belterra existe uma pequena vila, hoje chamada de Bairro Santa Luzia. Antes, se chamava Vila 129 ou Vila Bode.
    Foi neste lugar que fui concebido como pessoa humana e vivi os primeiros 12 anos de minha vida. Lá na Vila Bode, também nasceu e viveu por muitos anos, EUNICE SENA que faleceu hoje pela manhã. Ela tinha dez anos a mais que eu, por conta disso, já a conheci mocinha, nas missas, rezas e festejos populares, dos quais participávamos com nossos familiares.

    A família MOURA SENA e a família PELOSO DA SILVA (criadas e educadas por “seu Totó” e “dona Glória” – “seu Félix e “dona Eunice”); compunham o grupo de famílias que lideravam as atividades da Vila. Ali, na singeleza daquele lugar, sombreado por frondosas seringueiras, fomos alfabetizados(as) e cursemos nosso “primário”, o ensino fundamental da época. Eu, inclusive, estudei o “4º ano primário” com a Professora Elza Moura e Sena e fui colega de aula de Erundina Moura Sena, ambas irmãs de EUNICE SENA.

    Depois do “primário” na Vila Bode, os membros das duas famílias foram se dispersando para cursarem em outros lugares e cidades, o “colegial”, o “científico” e a universidade.

    Em meados de 1975, reencontrei EUNICE SENA e sua irmã Enoi, em um Encontro Pastoral promovido pela Igreja Católica para discutir a situação política do Brasil na época e o papel do Cristão diante da situação analisada. Saimos de lá comprometidos em fortalecer as CEBs (comunidades eclesiais de base) em Santarém. Desde esse Encontro, nunca mais nos separamos de dois grandes compromissos: denunciar as injustiças sociais existentes em nosso país e lutar pela construção de um mundo mais fraterno. Foi por conta desse compromisso Cristão que nos juntamos a centenas de milhares de outros brasileiros e brasileiras para sonhar e lutar por um mundo onde a Justiça, a Prosperidade e a Solidariedade, sejam os esteios de sustentação da sociedade em que vivemos. Sou testemunha viva de que EUNICE SENA viveu intensamente este compromisso.

    Por conta desse compromisso, EUNICE SENA ajudou a criar dezenas de associações de mulheres, sindicatos, ONGs e, também, o Partido dos Trabalhadores em nosso Município, Estado e País. Me sinto honrado de ter sido teu companheiro de sonhos e de lutas EUNICE SENA!

    Você hoje nos deixou, mas, pode ter certeza, minha camarada: O SONHO E A LUTA VÃO CONTINUAR!
    Assim como nosso povo, sob a liderança de LULA e outros compatriotas, foi capaz de derrotar a ditadura militar que nos humilhou por longos 21 anos (1964 a 1985); da mesma forma haveremos de derrotar os que hoje nos humilham!

    Vá tranquila, companheira. Mais adiante a gente volta a se encontrar. Dê um abraço em Frei Leão, Frei Tito, Marielle, Margarida, Antônio Vieira e tantos e tantas outras…

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