Helder rebaixa status da Jucepa na região; órgão vira mero carimbador de papeis
Cilene Sabino, presidente da Jucepa

A unidade da Jucepa (Junta Comercial do Estado do Pará) em Santarém, oeste do estado, perdeu o status de coordenadoria. Agora, o órgão passou a ser mero carimbador de papeis, encaminhados à sede em Belém, onde todas as demandas são decididas.

Essa situação perdura desde março, por decisão do governo Helder Barbalho (MDB). A Jucepa é dirigida por Cilene Sabino Bittencourt, irmã do deputado federal Celso Sabino (PSDB).

O retrocesso administrativo do órgão começou a causar problemas para seus usuários na região, principalmente empresários e profissionais de contabilidade.

 

A coordenadoria regional de Santarém era a segunda maior do interior do Pará. Atendia com relativa autonomia 15 municípios há 13 anos.

Entidades como a Aces (Associação Empresarial e Comercial de Santarém), CDL (Câmara de Dirigentes Lojista) de Santarém, Associação dos Profissionais de Contabilidade do Oestes do Pará e a Faciapa (Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Pará) iniciaram um movimento pelo retorno do antigo status da Jucepa na região.

Cópia

O blog obteve cópia de um ofício encaminhado em maio pelas entidades à Cilene Bittencourt. No documento, reivindicam a retomada da descentralização dos serviços da junta. Leia no final da matéria.

Nenhuma explicação sobre o retrocesso foi dada pela diretoria da Jucepa ao ex-coordenador do órgão Enok Corrêa Rêgo, servidor concursado, cuja exoneração foi oficializada em no dia 6 de março.

Ele continua em Santarém, lotado na Jucepa.

 

“A unidade está sem coordenador e as cobranças feitas por nós, usuários, a maioria das vezes fica sem respostas”, critica o contador Felipe Gomes. “Gastamos tempo e dinheiro para contato com Belém, com pequenas coisas que eram anteriormente resolvidas aqui em Santarém”.

“Essa mudança põe Santarém numa situação de retrocesso, já que a existência de uma coordenadoria garantia mais celeridade aos processos [protocolados no órgão]”, diz o ofício subscrito pelos empresários Roberto Branco e Conceição Vasconcelos, além da contadora Lindomar Rodrigues.

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Cópia do ofício encaminhado à Jucepa pela Aces

Contraponto

Ao blog, a assessotia da Jucepa negou que a coordenadoria regional de Santarém tenha sido rebaixada. “Não teve o status rebaixado em Santarém, onde sempre funcionou como unidade desconcentrada”, disse em nota, ttão logo a matéria foi ao ar.

Leia a íntegra da nota:

“A Junta Comercial do Estado do Pará (Jucepa) esclarece que não teve o status rebaixado em Santarém, onde sempre funcionou como unidade desconcentrada. O Governo do Pará prima pelo pronto-atendimento.

Em Santarém, a Jucepa conta com dois endereços para melhor servir aos usuários e ambos estão funcionando normalmente e atendendo com excelência as demandas da região.

 

Vale destacar que, com a evolução tecnológica e a Jucepa Digital, todas as etapas do registro de empresas já podem ser feitas de maneira 100% on-line, de qualquer lugar, bastando apenas de acesso à internet. Nunca houve qualquer prejuízo aos usuários.

Neste momento, existem apenas dois processos tramitando na unidade desconcentrada de Santarém. Ambos foram protocolados nesta sexta-feira (23), o que comprova a eficiência dos serviços prestados.

Atenciosamente,

Fabíola Uchôa
Assessoria de Comunicação
Jucepa – Junta Comercial do Estado do Pará”


P.S: Matéria atualizada às 16h42 do dia 24.08.2019, para inclusão do contraponto da Jucepa.

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Um comentário em: Helder rebaixa status da Jucepa na região; órgão vira mero carimbador de papeis

  • A muitos anos Belém se acha a última laranja do saco, e fazem de tudo pra centralizar tudo quanto existe no mundo burocrático para si. Santarém não autonomia pra nada, vai continuar uma província. Infelizmente continuamos nas mãos desses bostas que comandam o Estado. Bando de irresponsáveis. Nos temos que acabar com esse feriado de 25 de agosto chamado de adesão do Para, pois cada vez me sinto menos Paraense. Temos que pular fora desse barco que só sabe dançar carimbo, temos que criar nosso próprio ritmo. E o que penso

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