Órgãos ambientais fazem soltura de 85 animais na Floresta Nacional do Tapajós
Um dos animais soltos nesta segunda-feira (23) na Flona do Tapajós

A Floresta Nacional do Tapajós (Flona Tapajós) recebeu, ao longo desta segunda-feira (23) 85 novos hóspedes. São animais silvestres resgatados por órgãos que atuam na proteção e defesa dos animais.

A ação é uma parceria do ZooUnama com a Prefeitura de Santarém/Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e 4º Grupamento de Bombeiros Militar (4º GBM).

 

Dentre as espécies devolvidas estão 3 macacos-prego; 23 jabutis da pata- amarela; 53 jabutis da pata-vermelha; 1 gato mourisco; 1 cachorro do mato; 3 quatis e 1 aracuã.

Segundo a coordenara do ZooUnama, Mary Jane Carvalho, os animais que chegam ao zoológico recebem o acompanhamento de veterinários, biólogos, alimentação específica e cuidados dos tratadores.

“Quando o animal chega, se está machucado ou doente, ele passa por todo um processo de reabilitação e assim que estão aptos a voltar ao habitat natural, organizamos toda uma logística com os órgãos parceiros”, destacou a coordenadora.

A Semma é um dos órgãos que faz o resgate desses animais, geralmente são situações de maus-tratos, atropelamento ou mesmo a entrega voluntária.

“Essa é a conclusão de um trabalho que já passou por um grande processo de tratamento. Ressaltamos que fazer a captura de qualquer tipo de animal silvestre é proibido por lei. O acusado poderá ser preso e ainda pagar multa”, pontuou Arlen Lemos, da Semma.

Os animais foram soltos no quilômetro 67 da Rodovia Santarém-Cuiabá (BR-163), base do ICMBio, Flona Tapajós.

A próxima etapa de soltura será no dia 8 de janeiro (quarta-feira) na comunidade Água Preta, região do Rio Amazonas, quando serão soltos 101 exemplares de quelônios.

Legislação

Conforme a Lei Federal de Crimes Ambientais nº 9.605/1998, matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória é crime ambiental. O infrator está sujeito a pena de detenção de seis meses a um ano e multa.

Quem fizer o flagrante, registrar o criminoso ambiental no momento da infração ambiental com fotos ou vídeos, assim como identificar nomes, endereço e encaminhar a denúncia aos órgãos competentes.

Jabutis também foram devolvidos ao seu habitat natural

Denúncias

Conforme lei federal, podem atender as demandas de crimes ambientais qualquer um dos seguintes órgãos:

— 1ª Companhia Independente de Policiamento Ambiental (1ª Cipam)/Polícia Militar, via NIOP (190);

— Delegacia de Meio Ambiente (Dema)/Polícia Civil (PC), via 181;

— Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), pelos fones: (93) 3524-7450/7452/7453;

 

— Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), pelo (93) 3522 5452, e

— Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), via “Linha Verde”: 0800 618080.

É a partir da denúncia que qualquer um dos órgãos poderá tomar as providências cabíveis; pois é no ato do registro, diretamente aos órgãos, que o cidadão prestará o máximo de informações para se chegar aos responsáveis pelo crime.

Com informações da Prefeitura de Santarém

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