Servidor é condenado por desfalque de R$ 125 mil da Caixa em Santarém
Uma das agências da Caixa em Santarém, a da Tapajós

Um servidor público da Caixa Econômica Federal, agência em Santarém, oeste do Pará, foi condenado a ressarcir cerca de R$ 125 mil aos cofres do banco. Terá que pagar ainda multa de R$ 20 mil e teve cassado os seus direitos políticos por 8 anos.

O esquema de desfalque teve a participação de outras 3 pessoas. O alvo deles foi o pagamento de seguro-desemprego.

 

Segundo o MPF (Ministério Público Federal), que fez a denúncia em 2016, o trio desviou da Caixa, em dois meses de operação criminosa, no ano de 2015, exatos R$ 124.697,98.

A sentença saiu no último dia 24 de setembro, assinada pelo juiz federal Érico Pinheiro, da 2ª Vara Federal em Santarém. Cabe recurso junto ao TRF1 (Tribunal Regional Federal, da 1ª Região), em Brasília.

Quem é quem

Os condenados por crime de improbidade administrativa são:

Erlison Almeida Lima, ex-funcionário da Caixa. Demitido logo depois de comprovado administrativamente o desvio dos recursos;

Darlisson Neves Maia, integrante de uma cooperativa de crédito;

Lindomar Francisco Garrido Fernandes, em cuja conta foi depositada parte do dinheiro desviado;

Elisângela dos Santos Otero, em cuja conta também foi depositada parte do dinheiro desviado.

Aos 4 também foi aplicado a pena de proibição de serem contratados pelo poder público, também como sócios de empresas, pelo prazo de 10 anos.

Modus operandi

Segundo o magistrado, as provas e depoimentos anexados ao processo foram robustas no sentido de incriminar os acusados pelo crime.

 

“Está evidenciado o ato ilícito praticado por Erlison, pois, como empregado da CEF [Caixa Econômica Federal] e desrespeitando as normas relativas ao saque do seguro-desemprego, viabilizou que os valores relativos aos benefícios fossem apropriados por terceiros que não seriam seus reais beneficiários”, escreveu o juiz na sentença, de 6 páginas.

“Concorreram para o ato os particulares Darlisson, que cooptou Erlison e viabilizou os desvio dos recursos, e ainda Lindomar e Elisângela, por terem cedido suas contas bancárias para viabilização do esquema”, ressaltou.

O esquema foi descoberto pela própria Caixa. Imagens do circuito interno do banco flagraram a participação do bancário Erlison. Ele trabalhava no caixa. E confessou o crime.

Disse que foi abordado por Darlisson, integrante de uma cooperativa de crédito, e esse lhe propôs saques do seguro-desemprego sem a presença física dos reais beneficiários.


Trecho da sentença

https://3.bp.blogspot.com/-ZibzZYFjzX8/XZeu8-klTHI/AAAAAAAAfOE/WaCyQrMh6RgCFtcHGEgajHHjs-X_Kl3jQCLcBGAsYHQ/s1600/Caixa%2B-%2Btrecho.JPEG

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