Na Folha de S. Paulo (assinantes)
Uma nova fábrica, inaugurada hoje em Juazeiro (BA), vai ampliar em oito vezes a produção nacional do mosquito transgênico da dengue.
Esse pode ser mais um passo para expandir, no país, uma tecnologia que reduz a circulação do Aedes aegypti.
Os machos do mosquito são modificados para transmitir genes letais à sua prole. O Aedes acaba morrendo ainda na fase de larva, diminuindo a população do mosquito, que é vetor da dengue.
Até aqui, 500 mil A. aegypti eram “fabricados” por semana e soltos em bairros de Juazeiro por pesquisadores da Moscamed (organização social ligada aos governos federal e da Bahia) e da USP.
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Segundo os cientistas, essa experiência já é a mais ampla no mundo com os Aedes transgênicos, testados em menores proporções nas Ilhas Cayman e na Malásia.
A ideia agora é aumentar a produção nacional para 4 milhões semanais e soltá-los largamente em Jacobina (BA), cidade de 79 mil habitantes, possivelmente em setembro -antes da multiplicação dos insetos com mais chuvas.
Segundo Aldo Malavasi, diretor da Moscamed, o teste em Juazeiro gerou uma redução de até 85% na população selvagem do mosquito.
“Sairemos da fase de testes, que já comprovam que realmente há redução populacional, e vamos partir para o piloto em uma cidade de médio porte”, diz Malavasi. A nova fábrica custou R$ 1,7 milhão ao Estado da Bahia.
Leia mais em Bahia abre fábrica de Aedes transgênico.
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