Polícia abre inquérito suposta propina cobrada por secretário de Faro, Jaime Paixão e Preto Abreu

Jaime Paixão deve chamar Preto Abreu para depor sobre o caso

A Polícia Civil do Pará em Faro abriu inquérito para investigar denúncia de suposta propina exigida por um cunhado da prefeita do município, Jade Abreu, para um empresário com negócios em Nhamundá, no Amazonas.

A matéria sobre o caso foi publicada no sábado, 20, no portal Jeso Carneiro.

O delegado de polícia Jaime Paixão confirmou a instauração do inquérito, feita na manhã desta segunda-feira, 23.

“Primeiramente, vamos empreender diligências no sentido de ouvir os envolvidos e buscar as provas materiais”, explicou o delegado.

O ex-secretário municipal de governo Joanel Abreu, o Preto Abreu, cunhado da prefeita, e o empresário Jorgildo Castro são os principais personagens do escândalo político.

Preto Abreu, já exonerado do cargo, é acusado de exigir propina de 10 mil reais para liberar o transporte de areia em balsas do empresário de Faro para cidade Nhamundá, no Amazonas, localizada em frente ao município paraense.

A gravação de uma conversa telefônica entre os dois é a principal prova do crime.

Neste link, ouça o áudio.

Para o delegado, há indícios de crime concussão.

O QUE É CONCUSSÃO

O crime de concussão está descrito no artigo 316 do Código Penal e consiste em um agente público exigir vantagem indevida, para si ou para outrem (outra pessoa), de forma direta ou indireta, mesmo fora da função pública ou até antes de assumi-la, mas desde que o faça em razão da função.

A pena é de reclusão, de dois a oito anos, e multa.

OUTRO LADO

Alcançada pelo portal Jeso Carneiro, a prefeita Jade Abreu, que está em Brasília, disse que ainda não foi notificada pelo delegado Jaime Paixão sobre a abertura do inquérito. E que só quando isso ocorrer é que se manifestará sobre o caso.

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