Candidatos à Presidência fogem da maconha

Coluna de Mônica Bergamo, hoje (28) na Folha de S. Paulo:

maconhaOs candidatos à Presidência estão sendo chamados para um debate sobre maconha. “Eduardo Jorge [PV] e Zé Maria [PSTU] já confirmaram. Os outros nem responderam”, diz o advogado Fernando Silva, da Associação Cultural Cannábica de São Paulo, que organiza o evento, no dia 5, na Faculdade de Direito da USP.

A ideia é discutir os usos recreativo e medicinal da erva. “Mas os candidatos escorregam como sabão nesse tema de drogas.”

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Nota do blog:
Um dos jornais de maior prestígio no planeta, o NYT (New York Times) abriu editorial na sua edição dominical de ontem (28) para defender a legalização da maconha. O blog recomenda a leitura.

Frase do dia

“Manter a ilusão de que a questão da maconha será resolvida pela repressão policial é fechar os olhos à realidade, é adotar a estratégia dos avestruzes. É insensato insistirmos ad eternum num erro que traz consequências tão devastadoras”

Drauzio Varella, médico, em artigo publicado ontem (26) na Folha de S. Paulo, no qual defende a legalização da maconha.

A arte dos interesses

por Joaquim Onésimo F. Barbosa (*)

Um dos conceitos que encontrei de POLÍTICA, além de ser “a ciência da governação de um Estado ou Nação”, é – e talvez seja ao que mais devotos se apegam para fazer o que fazem quando se tornam homens da política – “uma arte de negociação para compatibilizar interesses”.

Interessante pensar que a política como arte – e é mais arte do que outra coisa – torna-se um meio de negociação, de manipulação, de desvirtuação, de troca, de apreço sem a abnegação do que o nome política – politká – aquilo que é público, permite que muitos possam entender como tal.

Quando se fala em política, o senso comum leva-nos à beira do que é mais sórdido da convivência e da comercialização sociais: para muitos, a política torna-se sinônimo de malandragem, de falcatrua, de roubalheira, de corrupção, de trapalhadas de homens bem vestidos, que se dizem os representantes legítimos do povo, e o são de fato.

Hannah Arendt, em seus escritos sobre política, destaca que, a política baseia-se na pluralidade dos homens, e certifica-nos “É surpreendente a diferença de categoria entre as filosofias políticas e as obras de todos os grandes pensadores – até mesmo de Platão. A política jamais atinge a mesma profundidade. A falta de profundidade de pensamento não revela outra coisa senão a própria ausência de profundidade, na qual a política está ancorada”.

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Uso regular de maconha bloqueia sensação de prazer

maconhaFumar maconha várias vezes ao dia durante anos pode danificar a química do cérebro responsável pela sensação de prazer, segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos com a Universidade Harvard.

A pesquisa foi divulgada recentemente na revista “Proceedings”, da Academia Nacional de Ciências dos EUA.

Cientistas descobriram que o cérebro dos que abusam da maconha reage menos à dopamina, substância química liberada pelo cérebro, que causa a sensação de bem estar.

A dopamina é ativada geralmente durante a alimentação, no sexo ou durante o uso de drogas.

A descoberta foi feita depois que a equipe de pesquisadores analisou a produção de dopamina no cérebro de 48 pessoas, 24 delas que haviam fumado pelo menos cinco cigarros de maconha por dia, cinco dias por semana, por 10 anos; e outras 24 sem esse histórico (grupo controle).

Leia mais em Uso frequente de maconha bloqueia sentimentos prazerosos, diz pesquisa.

Ideias críticas, transformadoras e oportunismos

por Joaquim Onésimo Ferreira Barbosa (*)

Boaventura Santos, sociólogo português, em um interessante texto intitulado “Por que é tão difícil construir uma teoria crítica?”, discorre sobre o problema da ausência do debate crítico de ideias, capaz de levantar questões diferentes das que se veem diariamente nos painéis das academias, nas páginas de jornais e de revistas e até mesmo nos noticiários de televisão e nos discursos políticos.

Santos destaca que, cada vez mais, tornamo-nos meros repetidores de teorias, muitas delas sem qualquer fundamento capaz de, ao menos, suscitar alguma ideia que não seja aquela da qual tenhamos conhecimento; ideias capazes de mostrar um outro caminho e que permitam assegurar que há alternativas para superar o que se critica. Para o sociólogo português, paramos no tempo, ou nos acomodamos com o nada.

Ele enumera alguns exemplos que comprovam a nossa limitada capacidade de perceber as coisas além do que se repete por aí. Segundo ele, é mais fácil lançarmos críticas do que as fazermos acompanhadas de sugestões, de ideias que não tornem as críticas mero bocado de tijolos jogados sobre uma teoria, sobre uma ideia ou sobre uma plataforma.

E ele complementa “pensar, na era pós-moderna, tornou-se algo raro.” Não pela ausência do que suscite ideias críticas, pois motivos para isso há em excesso.

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Falcatruas aprimoradas

Do leitor que se assina Antônio Jequitibá, sobre o artigo Mineiraço:

Colocam-se, no Brasil, culpas em administrações antecessoras os maus resultados de políticas não exitosas, faz parte de nossa cultura. Infelizmente!

Isso está entranhado e faz parte de políticos que não conseguem cumprir seus programas de governo, independe de partido político.

Outra: roubalheira e corrupção existem, cronicamente, todos sabemos. O que nos causa estupefação é como surgem políticos aprimorando, de forma dolosa, o modus operandi das falcatruas.

Frase do dia

Orivaldo Fonseca

“Os cyber-linchadores se negam a ver a relação entre causa e efeito, entre intenção e gesto. A eles lhes basta que a ‘justiça’ seja feita e… BUM! Escancara-se a porta para todo tipo de ódio, partindo da xenofobia latina até chegar ao mais nauseabundo racismo”

Orivaldo Fonseca, poeta e compositor, em artigo ontem (7) neste blog (A patela e a terceira vértebra) sobre o jogador colombiano Zúñiga, que tirou o Neymar da Copa.

Nabada por trás

por Álvaro Cunha (*)

Poderia haver algo mais sugestivo que uma aula sobre Revolução Francesa lecionada por André Luiz Ribeiro, professor, em Balneário São José, Zona Sul de São Paulo?

Ou o grito de socorro de Antonio Leite, comerciante n’Oiapoque, Amapá, ao dizer: “Isso é uma vergonha, gente. Olha, eu não estou querendo nada mais que o retorno dos impostos que a gente paga!”

Tempos atrás, imaginava num futuro bem próximo uma espécie de revolução civil desorganizada. Nada de relato escatológico ou profecia de borda de igarapé; porém, a mais perfeita parecença do período conturbado que a França passou de 1789-99 com o que se vive, hodierno, na democracia tupiniquim.

As fundamentais causas daquela Revolução foram tirania social, injustiça fiscal e crise moral-econômica que assolaram os franceses. As consequências, no entanto, estão cada vez mais próximas do que especialistas de risco econômico e desgaste político já anunciaram para o Brasil pós-férias de julho, a recessão.

Só que não é tão-somente uma recessão econômica; agora, temos uma recessão coletiva e pessoal, tal qual escreveram no Popol Vuh.

O ódio da população e a vontade de resolver tudo da maneira mais primitiva virou moda-mania entre a gente brasileira.

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Leitor não acredita no fim dos “bacanais” políticos

Do belterrense, residente em Manaus, Eduardo Paiva, sobre o artigo Os bacanais da política, de lavra de Joaquim Onésimo Barbosa:

Merece reflexão, profunda.

Atitudes assim (conchavos, “bacanais”) são agora corriqueiras e se multiplicam por todos os lados. Não há mais barreiras, ideologia, moralidade.

Não há contraponto, oposição, olhar crítico, tão necessários para corrigir malfeitos.

Inimigos de outrora são agora fraternos aliados.

Haverá retorno? Não creio!

Frase do dia

Joaquim Onesimo Barbosa

“Os bacanais de hoje são finíssimos. Engana-se quem pensa que já viu tudo nesta vida. Engana-se quem acha que há inimigos de verdade. Na política isso não existe. As ofensas de ontem são esquecidas hoje em nome das conveniências para se chegar ao poder”

Joaquim Onésimo Barbosa, articulista do blog, no artigo “Os bacanais da política”, sobre as alianças políticas acertadas no país para a eleição deste ano.

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