Frase do dia

Joaquim Onesimo Barbosa

“A oposição teve 12 anos para construir suas bases e fundamentar um discurso que tivesse pernas, pés e chão firmes. Não construiu, nem com a ajuda da Globo, da Veja, do Folha de S. Paulo ou de outros veículos de comunicação que manipulam a informação”

Joaquim Onésimo Barbosa, articulista do blog, em artigo ontem (11) neste espaço.

O vazio no/do discurso

por Joaquim Onésimo F. Barbosa (*)

O sociólogo Boaventura Santos disse, certa vez, que sempre houve uma enorme cratera entre o discurso e a prática dos que se colocaram/colocam como os senhores da verdade e da mudança, desde tempos passados, nos tempos atuais muito mais.

discurso vazioEdgar Morin também já disse que, entre a teoria e a prática, entre os ditos e os não-ditos, os discursos parecem ganhar os palanques, dos diversos setores sociais, e ficam apenas nisso – discursos feitos para serem ouvidos, para serem aplaudidos, mas não para serem vividos, não para neles se acreditar, ou para serem colocados em prática.

Michel Foucault vai mais longe, diz que o discurso de muitos, além de incoerente e vazio, é mentiroso, carregado de fantasias; serve apenas para alargar o espaço entre os do poder e os sem poder: o discurso dos do poder é o discurso da verdade, que mais separa do que junta, enquanto o discurso dos sem poder é o discurso do louco, a quem raramente lhe é dada a autoridade.

Não há mais discurso de mudança, não há mais mudança no discurso, o que há é a mudança de personagens, dos que proferem os mesmos discursos, lembra-nos Foucault.

Isso passa pela economia, pela educação (muito pela educação), pela religião e, visivelmente, na/pela política, ou pelos que vivem da/na política.

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Frase do dia

Joaquim Onesimo Barbosa

“Obama celebra, às escondidas com Benjamin Netanyahu, o massacre, enquanto a ONU, marionete de Obama, mostra-se frágil, débil e incapaz de pôr fim à birra entre os do Hamas e os de Israel”

Joaquim Onésimo Barbosa, articulista do blog, em artigo (O cinismo americano e ódio do “bichinho de Jacó”) postado ontem (2) neste espaço.

O cinismo americano e ódio do “bichinho de Jacó”

por Joaquim Onésimo F. Barbosa (*)

Não sei o que é mais vergonhoso: se a desculpa esfarrapada de Israel para atacar, matar, trucidar e exterminar palestinos, ou se é o cinismo dos Estados Unidos por se mostrarem “preocupados” com os ataques israelenses a escolas e lugares onde se abrigam refugiados, de cujas casas são obrigados a sair, por conta do massacre de Netanyahu, acobertado por Obama.

É certo que a cobertura que Israel recebe dos Estados Unidos é de tal forma bilionária, o que ajuda no massacre de mulheres e crianças inocentes, menos dos terroristas do Hamas, e isso, certamente, atormenta alguns americanos. A menos que em suas veias não corra sangue.

Os cristãos seguem o que a Bíblia pede: que orem pela paz de/em Israel (Salmo 22). Ore pela paz, não para que Israel ignore a paz e tenha o direito de matar inocentes. Porque, pelo que consta, quem tem morrido são pessoas que nada têm a ver com a maldade dos extremistas do Hamas: mulheres, crianças, idosos. Ou Para Israel tanto faz, o que importa é matar?

Os alvos dos israelenses e americanos estão longe das escolas da ONU, dos hospitais, das instituições que se colocam à disposição para ajudar os desabrigados. Os do Hamas que, no discurso, são quem Israel persegue, riem, certamente, longe dos massacres, apenas incitando mais e mais a violência, soltando seus mísseis de brinquedo, que nem de perto se assemelham aos que o poderio israelense possui.

Gaza bajo fuego

Israel poderia muito bem acabar com o extermínio dos terroristas do Hamas, se quisesse. Afinal, ele tem um dos sistemas mais avançados de espionagem do mundo, recebe apoio logístico e bélico da maior potência em espionagem do planeta, o que lhe permite alcançar qualquer um que lhe atravesse o caminho.

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Frase do dia

Marcelo Gruman, antropólogo judeu

“Recuso-me a acumpliciar-me com esta agressão. O exército israelense não me representa, o governo ultranacionalista não me representa. Os assentados ilegalmente são meus inimigos”

Marcelo Gruman, antropólogo judeu, em artigo que viralizou na internet no atual contexto de guerra sangrenta entre judeus e palestinos no Oriente Médio.

Fuzilamento de Bacá e a revolução todynho

Blog do Jeso - violenciaDa lavra de Joaquim Onésimo Barbosa, o artigo A onda dos Sininhomanias suscitou o comentário abaixo, assinado pelo leitor Roberto Fernandes:

Muito boa a comparação da Sininho com o Bacá, embora os dois tenham nascidos e habitados realidades sociais diferentes.

O Bacá virou delinquente porque era pobre e não era tolerado pela polícia e autoridades. Já a Sininho é de família abastada, e seu comportamento tem a conivência da polícia e de autoridades.

O Bacá morreu fuzilado; a Sininho vai ficar viva a nos azucrinar em busca de sua revolução todynho, ou quem sabe tornar-se mais um desses políticos que tem em Brasília.

Parabéns pela contextualização.

A onda dos Sininhomanias

por Joaquim Onésimo F. Barbosa (*)

O Brasil é mesmo uma terra de fazer “talentos”. Quando não os tem, inventa-os, ou traz de lugares de onde nunca deveriam ter saído.

Quantos deles estão aí por culpa de quem um dia os achou sabe-lá-por-onde e os vestiu de bons moços. Fê-los sapos vestidos de bons moços. Exemplos não faltam.

Li, dia desses, no blog do jornalista Paulo Nogueira, que a jovem Sininho transformou-se em “mania nacional”. Transformou-se em Sininhomania.

Para quem não conhece a jovem Sininho, a mais nova sensação do momento, ela é uma entre os tantos black blocs, aqueles mascarados que se infiltram em manifestações, que têm cunho pacífico, para provocar terrorismo, causar quebra-quebra, cuspir ódio no que é público e, por isso, dezena deles são acusados, pela Justiça do Rio de Janeiro, de provocar atos terroristas durante os manifestos de junho do ano passado e algumas quebradeiras antes e durante a Copa.

sininho2

Sininho: a nova versão de Dilma?

Por seu espírito “guerreiro”, a mocinha Sininho mereceu homenagens de Caetano Veloso, que a ela declarou seu amor e se vestiu de black bloc para prestar-lhe apoio incondicional, a ponto de dizer que era uma violência proibir que os “manifestantes” fossem mascarados para as ruas.

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Candidatos à Presidência fogem da maconha

Coluna de Mônica Bergamo, hoje (28) na Folha de S. Paulo:

maconhaOs candidatos à Presidência estão sendo chamados para um debate sobre maconha. “Eduardo Jorge [PV] e Zé Maria [PSTU] já confirmaram. Os outros nem responderam”, diz o advogado Fernando Silva, da Associação Cultural Cannábica de São Paulo, que organiza o evento, no dia 5, na Faculdade de Direito da USP.

A ideia é discutir os usos recreativo e medicinal da erva. “Mas os candidatos escorregam como sabão nesse tema de drogas.”

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Nota do blog:
Um dos jornais de maior prestígio no planeta, o NYT (New York Times) abriu editorial na sua edição dominical de ontem (28) para defender a legalização da maconha. O blog recomenda a leitura.

Frase do dia

“Manter a ilusão de que a questão da maconha será resolvida pela repressão policial é fechar os olhos à realidade, é adotar a estratégia dos avestruzes. É insensato insistirmos ad eternum num erro que traz consequências tão devastadoras”

Drauzio Varella, médico, em artigo publicado ontem (26) na Folha de S. Paulo, no qual defende a legalização da maconha.

A arte dos interesses

por Joaquim Onésimo F. Barbosa (*)

Um dos conceitos que encontrei de POLÍTICA, além de ser “a ciência da governação de um Estado ou Nação”, é – e talvez seja ao que mais devotos se apegam para fazer o que fazem quando se tornam homens da política – “uma arte de negociação para compatibilizar interesses”.

Interessante pensar que a política como arte – e é mais arte do que outra coisa – torna-se um meio de negociação, de manipulação, de desvirtuação, de troca, de apreço sem a abnegação do que o nome política – politká – aquilo que é público, permite que muitos possam entender como tal.

Quando se fala em política, o senso comum leva-nos à beira do que é mais sórdido da convivência e da comercialização sociais: para muitos, a política torna-se sinônimo de malandragem, de falcatrua, de roubalheira, de corrupção, de trapalhadas de homens bem vestidos, que se dizem os representantes legítimos do povo, e o são de fato.

Hannah Arendt, em seus escritos sobre política, destaca que, a política baseia-se na pluralidade dos homens, e certifica-nos “É surpreendente a diferença de categoria entre as filosofias políticas e as obras de todos os grandes pensadores – até mesmo de Platão. A política jamais atinge a mesma profundidade. A falta de profundidade de pensamento não revela outra coisa senão a própria ausência de profundidade, na qual a política está ancorada”.

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