Uso regular de maconha bloqueia sensação de prazer

maconhaFumar maconha várias vezes ao dia durante anos pode danificar a química do cérebro responsável pela sensação de prazer, segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos com a Universidade Harvard.

A pesquisa foi divulgada recentemente na revista “Proceedings”, da Academia Nacional de Ciências dos EUA.

Cientistas descobriram que o cérebro dos que abusam da maconha reage menos à dopamina, substância química liberada pelo cérebro, que causa a sensação de bem estar.

A dopamina é ativada geralmente durante a alimentação, no sexo ou durante o uso de drogas.

A descoberta foi feita depois que a equipe de pesquisadores analisou a produção de dopamina no cérebro de 48 pessoas, 24 delas que haviam fumado pelo menos cinco cigarros de maconha por dia, cinco dias por semana, por 10 anos; e outras 24 sem esse histórico (grupo controle).

Leia mais em Uso frequente de maconha bloqueia sentimentos prazerosos, diz pesquisa.

Ideias críticas, transformadoras e oportunismos

por Joaquim Onésimo Ferreira Barbosa (*)

Boaventura Santos, sociólogo português, em um interessante texto intitulado “Por que é tão difícil construir uma teoria crítica?”, discorre sobre o problema da ausência do debate crítico de ideias, capaz de levantar questões diferentes das que se veem diariamente nos painéis das academias, nas páginas de jornais e de revistas e até mesmo nos noticiários de televisão e nos discursos políticos.

Santos destaca que, cada vez mais, tornamo-nos meros repetidores de teorias, muitas delas sem qualquer fundamento capaz de, ao menos, suscitar alguma ideia que não seja aquela da qual tenhamos conhecimento; ideias capazes de mostrar um outro caminho e que permitam assegurar que há alternativas para superar o que se critica. Para o sociólogo português, paramos no tempo, ou nos acomodamos com o nada.

Ele enumera alguns exemplos que comprovam a nossa limitada capacidade de perceber as coisas além do que se repete por aí. Segundo ele, é mais fácil lançarmos críticas do que as fazermos acompanhadas de sugestões, de ideias que não tornem as críticas mero bocado de tijolos jogados sobre uma teoria, sobre uma ideia ou sobre uma plataforma.

E ele complementa “pensar, na era pós-moderna, tornou-se algo raro.” Não pela ausência do que suscite ideias críticas, pois motivos para isso há em excesso.

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Falcatruas aprimoradas

Do leitor que se assina Antônio Jequitibá, sobre o artigo Mineiraço:

Colocam-se, no Brasil, culpas em administrações antecessoras os maus resultados de políticas não exitosas, faz parte de nossa cultura. Infelizmente!

Isso está entranhado e faz parte de políticos que não conseguem cumprir seus programas de governo, independe de partido político.

Outra: roubalheira e corrupção existem, cronicamente, todos sabemos. O que nos causa estupefação é como surgem políticos aprimorando, de forma dolosa, o modus operandi das falcatruas.

Frase do dia

Orivaldo Fonseca

“Os cyber-linchadores se negam a ver a relação entre causa e efeito, entre intenção e gesto. A eles lhes basta que a ‘justiça’ seja feita e… BUM! Escancara-se a porta para todo tipo de ódio, partindo da xenofobia latina até chegar ao mais nauseabundo racismo”

Orivaldo Fonseca, poeta e compositor, em artigo ontem (7) neste blog (A patela e a terceira vértebra) sobre o jogador colombiano Zúñiga, que tirou o Neymar da Copa.

Nabada por trás

por Álvaro Cunha (*)

Poderia haver algo mais sugestivo que uma aula sobre Revolução Francesa lecionada por André Luiz Ribeiro, professor, em Balneário São José, Zona Sul de São Paulo?

Ou o grito de socorro de Antonio Leite, comerciante n’Oiapoque, Amapá, ao dizer: “Isso é uma vergonha, gente. Olha, eu não estou querendo nada mais que o retorno dos impostos que a gente paga!”

Tempos atrás, imaginava num futuro bem próximo uma espécie de revolução civil desorganizada. Nada de relato escatológico ou profecia de borda de igarapé; porém, a mais perfeita parecença do período conturbado que a França passou de 1789-99 com o que se vive, hodierno, na democracia tupiniquim.

As fundamentais causas daquela Revolução foram tirania social, injustiça fiscal e crise moral-econômica que assolaram os franceses. As consequências, no entanto, estão cada vez mais próximas do que especialistas de risco econômico e desgaste político já anunciaram para o Brasil pós-férias de julho, a recessão.

Só que não é tão-somente uma recessão econômica; agora, temos uma recessão coletiva e pessoal, tal qual escreveram no Popol Vuh.

O ódio da população e a vontade de resolver tudo da maneira mais primitiva virou moda-mania entre a gente brasileira.

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Leitor não acredita no fim dos “bacanais” políticos

Do belterrense, residente em Manaus, Eduardo Paiva, sobre o artigo Os bacanais da política, de lavra de Joaquim Onésimo Barbosa:

Merece reflexão, profunda.

Atitudes assim (conchavos, “bacanais”) são agora corriqueiras e se multiplicam por todos os lados. Não há mais barreiras, ideologia, moralidade.

Não há contraponto, oposição, olhar crítico, tão necessários para corrigir malfeitos.

Inimigos de outrora são agora fraternos aliados.

Haverá retorno? Não creio!

Frase do dia

Joaquim Onesimo Barbosa

“Os bacanais de hoje são finíssimos. Engana-se quem pensa que já viu tudo nesta vida. Engana-se quem acha que há inimigos de verdade. Na política isso não existe. As ofensas de ontem são esquecidas hoje em nome das conveniências para se chegar ao poder”

Joaquim Onésimo Barbosa, articulista do blog, no artigo “Os bacanais da política”, sobre as alianças políticas acertadas no país para a eleição deste ano.

Os bacanais da política

por Joaquim Onésimo F. Barbosa (*)

Mikhail Bakhtin, em seu Cultura popular na Idade Média, conta-nos que os bacanais medievais eram festas de congratulações e em algumas delas acontecia de tudo.

Aconteciam, principalmente, nas comunidades rurais, para confraternização e agradecimento pela colheita farta, em honra aos deuses. Nelas, havia bebida, comida, orgias e sabe-lá-o-que-mais. Podia-se tudo. Tudo era permitido. Mas era uma festa sem cunho político.

Mais tarde, com a cristianização, esses rituais foram abolidos, mas permaneceu o que hoje conhecemos como carnaval, ou a festa da inversão.

Na Pós-modernidade, os bacanais aparecem com outros trunfos, com objetivos distintos dos daqueles da Idade Média. Os bacanais modernos são um misto da ausência de princípios ou esquecimento deles. Faz-se tudo. Envolve-se tudo. Congratula-se com todos, até mesmo com inimigos. São os bacanais dos quais muitos participam e nos quais assistimos, como que em transe, a cenas inimagináveis.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, ao comentar sobre as alianças feitas por seu partido, o PMDB, disse que o que via era um bacanal. Um bacanal no sentido da promiscuidade política. Da fuga de princípios e do abraço ao que possa agregar nada mais do que poder. Dizia ele “não podemos esquecer nossos princípios”. Mas que princípios?

Lira Maia e Lula

Lula, Paulo Rocha, Jader e Lira Maia: bacanal político no Pará

Os antes inimigos, agora juntam-se na mesma apoteose, em uma só voz, em nome da “unidade nacional”, da “salvação” estadual, do “resgate” da dignidade da política, como se os gestos que se passam em cenas de câmera lenta levassem realmente à mudança de rumo da política nacional. A última vez que se apareceu o salvador da pátria, travestido de caçador de marajás, sucumbiu em meio a um impeachment.
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O Brasil acabou?

por Joaquim Onésimo F. Barbosa (*)

Joaquim BarbosaA comparar pelas notícias que se tecem sobre o País, sim. O Brasil acabou. Resta-lhe um velório regado editoriais melancólicos e previsões estapafúrdias, com fundo sonoro a la “Vai com Deus”, nas vozes dos que citarei a seguir. É assim que, certamente, desejam os “brasileiros” que se dizem envergonhados com o Brasil.

Na trilha dos que mataram o Brasil, caminha Diogo Mainardi, o brasileiro que prefere dizer que mora em Veneza e, em um desses programas capitaneados pela Globo, o Manhattan Connection, disse que o Brasil não interessa a país algum, ninguém fala do Brasil lá fora.

Leia também dele:
Direitos não só apenas para os da sala.

Talvez por querer falar mais de Veneza do que do Brasil, Mainardi deixou de existir para o Brasil. (Quem ainda lê Mainardi? Alguém sentiu falta de suas colunas nas páginas da Veja?).

Reinaldo Azevedo, articulista da Veja e de alguns outros jornais (que apoiaram a ditadura – e a quem Reinaldo faz apologia, a quem endeusa – duvido de que, se escrevesse na época do fogo e do ferro, ele faria a festa com suas ofensas a la jagunço), respira ódio e cospe ofensa em quem se atreve a se opor ao que escreve e ao que pensa sobre o Brasil – diga-se de passagem o governo brasileiro.

E pior, ele mora no Brasil, mas vive como se fosse o inimigo número 1 do Brasil.

Brasil

Arnaldo Jabor é outro para quem o Brasil morreu. E faz questão de mostrar o pior das vísceras rasgadas, invisíveis a muitos, mas latentes aos olhos do ex-cineasta. Jabor cospe fogo contra o Brasil.

Para ele, o Brasil voltou à idade das trevas e somente um deus com asas regadas a algo que inebria pode trazer as luzes ao País. Pode. Para Jabor o Brasil tem raiva de si mesmo.

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Sociedade injusta e casinha de cachorro

Da leitora Maralice Azevedo, sobre o mais novo artigo (Para elite, bangalôs; para os sem-teto, casinha de cachorro) do padre Edilberto Sena:

Boa pensata do Sr. Edilberto Sena. Nada contra as construções populares… Porém, a política quando levada a sério cria oportunidades para o cidadão ter seu emprego digno, para comprar a sua casa, e não ficar recebendo migalhas, digo, favores políticos, “casinhas de cachorros” e algumas outras cositas para depois pagar com o seu voto.

Precisamos de educação de qualidade, não aquela que forma analfabeto funcional, de fontes de trabalho.

Nada mais digno quando compramos a nossa casa, o nosso alimento dependo apenas do nosso esforço e trabalho. Adquirimos auto estima, respeito e vontada de de ir à luta…

É muito deprimente ficar esperando ad infinitum migalhas de uma sociedade injusta.

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