Carimbó, (quase) Patrimônio Cultural do Brasil

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Falta pouco, muito pouco, para o carimbó, uma das maiores expressões musicais do Pará, ganhar o status de “Patrimônio Cultural do Brasil”.

É que hoje (11) iniciou a penúltima etapa desse processo, iniciado há 6 anos.

A contar desta segunda-feira, por 30 dias, o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) estará recebendo manifestações (contrárias ou favoráveis) à proposta apresentada por 4 entidades paraenses de tornar o carimbó “Patrimônio Cultural do Brasil”, a exemplo do samba do Rio de Janeiro e o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, em Belém.

A proposta (Dossiê Carimbó) obteve parecer favorável à inscrição do carimbó no Livro de Registro das Formas de Expressão, do IPHAN.

Depois dessa etapa, o documento será levado ao Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do instituto, para demais providências e decisão final.

As 4 entidades que deram o início do processo no IPHAN foram:

1) Irmandade de Carimbó de São Benedito;

2) Associação Cultural Japiim;

3) Associação Cultural Raízes da Terra, e

4) Associação Cultural Uirapuru.

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Há 24 anos, morria o cantor Cazuza

por Sidney Augusto Canto (*) e redação do blog

Dia 7 de julho

Na Amazônia
Blog do Jeso - selo história1910 – Papa autoriza congregação para Santarém
A pedido de dom Amando Bahlmann, o papa São Pio X autoriza a criação de uma congregação religiosa feminina em Santarém. Com esta permissão, dom Amando fundaria a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição, carinhosamente conhecidas em Santarém como as Irmãs do Santa Clara.

No Brasil
1990 – Morte de Cazuza
Neste dia, no Rio de Janeiro, Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazuza. Foi cantor, compositor, poeta e escritor brasileiro. Ganhou fama como vocalista e principal letrista da banda Barão Vermelho. Sua parceria com Roberto Frejat foi criticamente aclamada. Dentre as composições famosas junto ao Barão Vermelho estão “Todo Amor que Houver Nessa Vida”, “Maior Abandonado”, “Bete Balanço” e “Bilhetinho Azul”. Leia mais sobre ele, neste link. No vídeo abaixo, um dos maiores sucessos.

Convênio vai dotar Santarém de orquestra sinfônica

 Música

Oficializado o convênio de cooperação técnica firmado entre a Fundação Carlos Gomes e a Associação de Pais e Amigos da Escola de Música Maestro Wilson Fonseca, de Santarém.

A oficialização foi publicada no DOE (Diário Oficial do Estado), edição de ontem (1º).

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Governo nomeia 523 concursados da Sefa e Polícia Civil.

O documento irá possibilitar a implantação do Curso Regular de Cordas no município. O objetivo da parceria é fomentar políticas públicas de inclusão social de crianças, adolescentes e jovens de vários bairros de Santarém e, futuramente, criar uma orquestra sinfônica na cidade.

O convênio celebrado em Belém só foi possível graças ao decreto do governador Simão Jatene, que tornou de utilidade pública a Associação de Pais e Alunos da Escola de Música Maestro Wilson Fonseca.

A duração do convênio vai até junho de 2016.

Leia mais em Convênio renova parceria entre a FCG e Escola de Música em Santarém.

Fonte: Agência Pará

Associação ligada à música é declarada de “Utilidade Pública”

wilson fonsecaDeclarada e reconhecida oficialmente hoje (30) como de “Utilidade Pública” pelo governo do Pará a Associação de Pais e Amigos da Escola de Música Maestro Wilson Fonseca, com sede em Santarém.

Lei (nº 8.017/2014) neste sentido foi sancionada pelo governador Simão Jatene.

No Leia Mais, abaixo, a íntegra da lei.

Com esse título, a entidade se credencia a, entre outros benefícios, obter subvenções estaduais.

A autora do projeto de lei é a deputada estadual Simone Morgado (PMDB).

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Nasce o boi Talismã do Tapajós

Boi Talismã do Tapajós. Foto: Jeso Carneiro

Talismã do Tapajós: muiraquitã e mapa do Estado do Tapajós na testa. Foto: Jeso Carneiro

Santarém tem um novo boi. Há uma semana, ele foi batizado em meio a uma festa vesperal realizada no bar e restaurante Filó Grill, na avenida Rui Barbosa, próximo ao supermercado CR.

Nome: Talismã do Tapajós, inspirado no que o Arraial do Pavulagem faz em Belém há anos.

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Poesia. Puro amor.

O boi, nas cores verde e branco, traz na testa dos ícones caros ao povo que mora em Santarém: o muiraquitã e o mapa do Estado do Tapajós.

Boi separatista?

“Eu diria que não é separatista, mas de afirmação mesmo, somos do Tapajós”, explica o cantor e compositor Eduardo Dias, um dos idealizadores do boi em entrevista ao blog.

Hoje à tarde, a partir das 17h, o Talismã do Tapajós volta a se reunir no Filó Grill. A entrada é franca.

Por que boi Talismã do Tapajós?

Eduardo Dias: O nome do boi foi resultado de várias sugestões, inclusive a cor principal seria azul. Talismã foi uma proposta da compositora Maria Lídia, abraçada por consenso, e logo a cor verde preponderou, do símbolo do muiraquitã.

Na testa do boi, encravado no muiraquitã, tem o mapa do Estado do Tapajós. Esse boi é separatista?

Eu diria que não é separatista, mas de afirmação mesmo, somos do Tapajós. A ideia do muiraquitã foi do artista Maelson Rocha, que confeccionou o Boi.

Idealizadores do boi Talismão do Tapajós. Foto: Jeso Carneiro

Eduardo Dias e Maria Lídia: pai e mãe do boi. Foto: Jeso Carneiro

É inegável a influência do Arraial do Pavulagem sobre o Talismã do Tapajós.

O Arraial do Pavulagem sempre mergulhou na influência nativa do sotaque paraense, bragantino e marajoara. Isso é ótimo. Nesse aspecto, estamos afinado com o Pavulagem, estamos bebendo na fonte da musicalidade da região oeste, onde, além da toada e carimbó, temos o marambiré, gamba, lundu etc.

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Esse cara sou eu

* Telegrama revela que Roberto Carlos já apoiou a censura

Show Roberto Carlos

Blog do Mário Magalhães

“Cumprimento Vossa Excelência por impedir a exibição do filme Je Vous Salue Marie, que não é obra de arte ou expressão cultural que mereça a liberdade de atingir a tradição religiosa de nosso povo e o sentimento cristão da humanidade. Deus abençoe Vossa Excelência. Roberto Carlos Braga.”

O remetente deste telegrama, como informa a assinatura, foi o compositor e cantor Roberto Carlos [foto].

O destinatário, o então presidente da República, José Sarney.

A data, o comecinho de 1986 (o Palácio do Planalto divulgou-o em 7 de fevereiro daquele ano).

O motivo, a decisão do governo, implementada por meio da Divisão de Censura do Departamento de Polícia Federal, de proibir a exibição do filme “Je Vous Salue Marie”, do cineasta franco-suíço Jean-Luc Godard.

O primeiro governo pós-ditadura, ainda impregnado pelos valores autoritários que haviam presidido o país por 21 anos (1964-1985), alegou que o obra de Godard blasfemava contra a Virgem Maria. Formalmente, o Estado era, e ainda é, separado da Igreja.

Leia mais em Telegrama comprova que Roberto Carlos já apoiou abertamente a censura.

Leia também:
Livro sobre biografia proibida do Rei é lançado.

Livro sobre biografia proibida do Rei é lançado

Show Roberto CarlosRoberto Carlos: “O Réu e o Rei”. Foto: Yahoo!/Flickr

Folha de S. Paulo

Sem alarde, o jornalista e biógrafo Paulo Cesar de Araújo lançou nesta terça (20) o livro “O Réu e o Rei”, sobre os bastidores da disputa judicial que levou à proibição da biografia “Roberto Carlos em Detalhes”, de 2006.

O livro foi recolhido em 2007 após um acordo entre o músico, a editora Planeta e o autor.

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“O Réu e o Rei”, editado pela Companhia das Letras, chegou às livrarias sem a habitual divulgação que precede o lançamento de obras desse porte.

No livro, Araújo relata os 16 anos de pesquisa, as centenas de entrevistas que fez desde 1990 para o projeto de “Roberto Carlos em Detalhes”, e a relação pessoal dele como fã das músicas de Roberto.

“A muitos, a polêmica dava a falsa impressão de que ‘Roberto Carlos em Detalhes’ trazia somente fatos picantes da vida pessoal do artista. Voltei então a me lembrar da advertência de Ruy Castro. ‘Isto vai te dar aporrinhação. Roberto vai te meter um processo nas costas e seu trabalho vai ser confundido com essas publicações de fofocas’. Infelizmente, Ruy tinha acertado na sua previsão”, escreve Araújo.

Leia mais em Autor de ‘Roberto Carlos em Detalhes’ lança livro sobre biografia proibida.

Olhar da leitora

Foto: Tamara Saré (*)
Cristina Caetano. Foto: Tamara saré

Cristina Caetano no show em tributo à Clara Nunes, ocorrido na sexta-feira (9), no Barrudada Tropical Hotel

* Paraense, é fotógrafa profissional

Veja também:
Arara do ZooFit, de Dan Silva.
Entardecer no Lago Verde (Alter do Chão), de Wendell Medeiros.
Parada de… bajara, de Margarida Dias.
Vida de várzea, de Tamara Saré.
Canoa no refúgio, de Ronaldo Silva.
Orquídea, de Andriene Moura.

Participe você também dessa seção. Mande para o blog a sua fotografia. E-mail: jesocarneiro@gmail.com ou pelo Whatsapp: (93) 9141-3040.

Jair Rodrigues, um artista-ícone

Jair Rodrigues - Citibank Hall / SPJair Rodrigues, falecido ontem (9), em show na cidade de São Paulo em São Paulo (2010). Foto: Rafael Kent/Flickr

Do professor universitário Válber Almeida (foto), residente em Belém, sobre o post Morre aos 75 anos, em SP, o cantor Jair Rodrigues:

Valber AlmeidaUm artista da grandeza do Jair Rodrigues é difícil de definir e de descrever. Só consigo imaginá-lo como um artista-ícone, destes cuja imagem invocam diversos sentidos.

Primeiro, pela sua célebre interpretação de Disparada no Festival da Record de 1966, uma obra-prima que conseguiu traduzir de modo bem dosado, em ritmo, tom e timbre, a composição do Geraldo Vandré que denunciava a tragédia do capitalismo selvagem brasileiro.

O ritmo impresso à música não deixou de expressar o sofrimento e a desolação dos rebanhos que vieram a esta vida condenados prematuramente ao matadouro. Suas interpretações também eram icônicas.

Independente de qual fosse a música ou o lugar, depositava tão grande inspiração em sua interpretação que qualquer canção ganhava a sua devida grandeza com ele. Assim, sua imagem sempre me remete à inspiração musical devotada.

Mas, além disso, Jair Rodrigues era de uma humildade tão profunda e sincera que não há como desvencilhar sua imagem deste raro valor humano. Mesmo após se tornar uma lenda da MPB ele manteve o estilo de vida simples e simpático, raro entre as celebridades nacionais.

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Morre aos 75 anos, em SP, o cantor Jair Rodrigues

Jair RodriguesJair Rodrigues, pai de Jarizinho e Luciana Mello. Foto: EBC/Flickr

G1 São Paulo

Morreu o cantor Jair Rodrigues, aos 75 anos. De acordo com a JRC Produções, o músico estava em casa, em Cotia (SP), e a família aguarda a chegada da perícia. Não foi divulgada a causa da morte.

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Cantora santarena faz tributo à Clara Nunes.

Jair Rodrigues de Oliveira nasceu em Igarapava (SP), no dia 6 de fevereiro de 1939, informa seu site oficial. Pai dos também cantores Jair de Oliveira e Luciana Mello, ele começou sua carreira nos anos 1960, em programas de calouros.

Em 1962, gravou aquele que é consirado seu registro de estreia, um disco de 78 rotações. Segundo o perfil, duas das músicas, “Brasil sensacional” e “Marechal da vitória”, tinham como tema a Copa do Mundo daquele ano, no Chile, que foi vencida pela seleção brasileira.

Em 1964, gravou seus Jair Rodrigues gravou seus primeiros LPs, “Vou de samba com você” e “O samba como ele é”.

Seu maior sucesso no período foi a música “Deixa isso pra lá”, tida como precursora do rap no Brasil.

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