por Manuel Dutra (*)
Há tempos, quando se ensaiavam demissões no jornal O Liberal, de Belém, na Redação os jornalistas se auto-gozavam dizendo que estava para atracar um navio. O barco viria para desovar os condenados, isto é, os que seriam postos na rua, ou nos porões da embarcação.
Agora, os ventos indicam que está para aportar uma frota, diante das nuvens negras de uma demissão em massa de jornalistas e funcionários do jornal que já foi o melhor da Amazônia.
— ARTIGOS RELACIONADOS
Por trás da tempestade está não apenas a crise geral da mídia impressa no Brasil e no mundo.
Bate forte também uma crise interna, entrechoque de egos e vendas que envolve os dois periódicos impressos das ORM, as Organizações Romulo Maiorana – O Liberal e o Amazônia Jornal. Este, mais jornal do que o outro, o tradicional, estaria no centro da disputa.
Na posição de “segundo”, o Amazônia é mais apreciado pelos leitores, vende mais e não encalha, sob a direção de Antônio Carlos Pimentel, seu editor-chefe. Aí, a causa da ciumeira e da guerra do fica-e-sai.
O plano de demissões inclui uma funcionária com 27 anos de casa, demitida anteontem, além de outros com larga experiência e muitos anos na empresa.
Diversos outros estão de sobreaviso à espera de o barco atracar no cais da Avenida 25 de Setembro, que passou a se chamar Avenida Romulo Maiorana.
Leia mais em Crise bate em cheio no Liberal. Choque com o Amazônia Jornal.
Leia também:
Maestro Isoca na biblioteca dos EUA.

Deixe um comentário