Santarém, Amazônia, Brasil

STF retoma julgamento sobre poder do CNJ

Por Jeso Carneiro em 2/2/2012 às 15:02

O STF (Supremo Tribunal Federal) retomou agora há pouco o julgamento sobre os poderes do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

O julgamento começou ontem (1º) e foi suspenso por volta das 18h30 pelo presidente do STF, Cezar Peluso, por causa da reabertura do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) depois do recesso judiciário, já que alguns ministros do Supremo também integram a corte eleitoral.

Nesta quarta-feira, os ministros analisaram três dos dez itens questionados pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).

Leia mais em Supremo retoma julgamento de ação que questiona poderes do CNJ.

Leia também:
Poder do CNJ será julgado pelo STF, hoje.

Comentários

4 Comentários para “STF retoma julgamento sobre poder do CNJ”
  1. Maralice disse:

    A vitória do CNJ fortalece a democracia brasileira. Na democracia fortalecida os maus profissionais não ficam apoiados em corporativismos imorais!!!!!!

  2. Maralice disse:

    Acredito na vitória do CNJ.

  3. Anônimo disse:

    Elio Gaspari
    A banalidade da tunga

    Alguns magistrados recebem o que lhes é devido, os sonegadores não
    pagam seus impostos, e a conta é sua.

    Os saques dos magistrados felizardos contra a bolsa da Viúva nada têm
    a ver com corrupção. É coisa pior. Têm a ver com a banalidade de um
    regime jurídico e tributário que tira dinheiro do andar de baixo e
    beneficia o de cima, até mesmo quando ele delínque. Quem paga impostos
    e tem dinheiro a receber se ferra, mas quem não os paga se beneficia.

    Nos anos 90, o Congresso concedeu aos parlamentares um auxílio-moradia
    que hoje está em R$ 3.000 mensais. Seus defensores argumentam que um
    deputado do Paraná é obrigado a manter casa em Brasília ou a pagar
    hotel durante a duração do seu mandato e pode perdê-lo na próxima
    eleição.

    Pouco a ver com a magistratura, função vitalícia, de servidores
    inamovíveis fora de regras estritas. Em 2000, o Supremo Tribunal
    Federal estendeu o auxílio-moradia aos desembargadores (que vivem nas
    capitais e delas não são transferidos). Com o direito reconhecido, os
    doutores tinham direito aos atrasados.

    Tome-se o exemplo do juiz Cezar Peluso, atual presidente do Supremo.
    Ele entrou na carreira em 1968, aos 26 anos, e passou pelas comarcas
    de Itapetininga, São Sebastião e Igarapava. Nessa fase deveria receber
    um auxílio-moradia. E depois? Em 1972, ele foi para São Paulo, onde
    viveu os 21 anos seguintes. (O crédito de Peluso teria ficado em R$
    700 mil.)

    Os magistrados poderiam ter caído num regra perversa da Viúva: “Devo,
    não nego, pagarei quando puder”. Em juridiquês ela se chama fila dos
    precatórios.
    Tome-se outro exemplo, de um policial aposentado que teve reconhecido
    pela Justiça um crédito de R$ 1 milhão. Ele foi para a fila da
    choldra.

    A dos magistrados seria outra, mesmo assim, os Tribunais de Justiça
    autorizaram pagamentos por motivos especiais. Um desembargador foi
    atendido porque estava deprimido; outro, porque choveu na sua casa; um
    terceiro adoeceu.

    No andar de cima, alguns doutores levaram o seu. O policial, no de
    baixo, ficou na fila até que surgiu a mágica do mercado paralelo de
    precatórios. Em 2009, uma emenda constitucional permitiu que os
    créditos fossem negociados, e o policial vendeu o seu por R$ 250 mil.

    Tudo bem, problema de quem comprou seu lugar na fila. Não. A emenda
    permite que os créditos dos precatórios sejam usados para que
    sonegadores quitem dívidas tributárias.

    Diversos Estados regulamentaram esse comércio. No início de janeiro,
    no Rio, o governador Sergio Cabral promulgou uma lei da Assembleia
    pela qual os sonegadores de impostos podem quitar suas contas, livres
    das multas, com abatimento de 50% nos juros de mora, pagando 95% com
    papéis de precatórios e 5% em dinheiro.

    Fica-se assim: o magistrado recebeu de uma vez tudo a que tinha
    direito. O policial aposentado cansou da fila e preferiu receber 25%.
    O sonegador que comprou seu precatório transformou R$ 250 mil em R$ 1
    milhão.

    Admitindo-se que ele devesse R$ 1,2 milhão, livrou-se de R$ 200 mil
    das multas e quitou o débito gastando R$ 300 mil. O sonegador
    economizou R$ 900 mil. Para arrecadar um ervanário desses, a Viúva
    precisa que um policial cujo salário é de R$ 6.000 mensais pague todos
    os impostos que lhe deve, ao longo de 32 anos.

    Tudo na mais perfeita legalidade

    A verdade arde….

  4. euu disse:

    Acredito nas autoridades constituídas, esse os infratores tem que ser punidos.

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