O IGHTap (Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós), com sede em Santarém, lamentou em nota o incêndio que começou na noite de ontem, 2, o prédio do Museu Nacional do Rio de Janeiro.
“É importante frisar que tal situação se deve ao descaso do Governo Federal – fato que se repete nas esferas estaduais e municipais, quando se trata de preservar nosso patrimônio histórico e cultural”, diz a nota.
“A tragédia deve servir de alerta à classe política que este ano se apresenta aos eleitores, no sentido de que os futuros congressistas dediquem maiores recursos para o investimento em nossa cultura”.
Abaixo, a íntegra da nota da entidade presidida por Terezinha Amorim, reeleita para o cargo em março deste ano.
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NOTA DE PESAR
O Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós (IHGTap), entidade fundada em 2012 com o objetivo de promover o estudo, a pesquisa e a divulgação da História, da Geografia e da Arqueologia da região oeste do Pará, vem a público manifestar, através de seus pesquisadores, o mais profundo pesar pela perda do prédio histórico no Rio de Janeiro, o Museu Nacional, em um incêndio ocorrido ontem (02/09/2018), o que acarretou a destruição de um acervo inigualável da cultura brasileira. Manifestamos, também, nosso apoio aos técnicos, técnicas e pesquisadores e pesquisadoras do Museu.
É importante frisar que tal situação se deve ao descaso do Governo Federal – fato que se repete nas esferas estaduais e municipais, quando se trata de preservar nosso patrimônio histórico e cultural.
É sabido que o orçamento do Museu Nacional teve diversos cortes em seu orçamento nos últimos cinco anos – principalmente depois da decisão da PEC do Teto de Gastos que congelou investimentos pelos próximos 20 anos – deixando o prédio à mercê de um sinistro como o ocorrido, neste fatídico domingo.
Tristeza maior saber que essa tragédia aconteça no ano em que se comemoraram os 200 anos de criação daquele espaço único, onde muitas pesquisas históricas, inclusive sobre nossa região, encontravam-se ali depositadas, bem como originais da Cerâmica Arqueológica de Santarém (vasos de gargalo, cariátides e estatuetas da cultura tapajônica) e plumarias de etnias que já não existem mais.
A tragédia deve servir de alerta à classe política que este ano se apresenta aos eleitores, no sentido de que os futuros congressistas dediquem maiores recursos para o investimento em nossa cultura.
Santarém, 03 de setembro de 2018.
A Diretoria do IHGTap.
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