Poetas amazônicos

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Farinhada

A lenha alimenta o fogo
Que aquece a chapa de aço
Deixando o forno bem quente
No ponto da farinhada.

Tem quem cuide da peneira
Um outro para embolar
A goma em grãos se transforma
Na farinha popular.

Vem o torrador com o balde
E inicia a torração
Mexe ele bem ligeiro
É a parte da escaldação.

Passado já algum tempo
É hora de controlar
O fogo e a temperatura
Pra farinha não queimar.

E quase seca a farinha
Começa então pipocar
São os vários grãos pulando
Chega a hora de tirar.

E sai enfim a farinha
Bem branquinha a tapioca
Então tudo recomeça
Até o dia acabar.

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De José de Alencar Godinho Guimarães, poeta paraense residente na comunidade de Boa Esperança (Santarém).


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