Forte

Não queria temer-te
Como temo a morte
Queria sim, amar-te
Como amo a arte
Como adoro a sorte…

Iria até à Marte
Para fazer-te a corte
Mas na tua corte
Sou apenas o bobo
Sem qualquer corte
Sem qualquer arroubo.
Sem qualquer aparte

Pois da tua parte
Só resiste quem é forte
E por trás do teu forte
Só existe o porte
De tua realeza encouraçada
No forte-coração

Afora isso,
A vida é inerte!
E após o flerte
Só me resta o enfarte
E destarte,
Só me resta a morte…

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De Jota Ninos, poeta amazônico nascido no Pará (Belém).

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