Seu corpo

Nua…
Você é simples como uma de suas mãos…
Macia, pequena, terrena…
Linda, transparente…
Traços de lua.
Caminhos de maçã.
Nua você é delicada,
como o trigo
Nua sua pele é lívida,
como as noites de luar.
Há vinhas e estrelas,
em seus cabelos…
Nua você é carinhosa,
e amarela…
Como o vigia de uma igreja dourada.

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De Edivaldo Bernardo, poeta amazônico nascido em Santarém, do Tapajós.

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Um comentário em: Poetas amazônicos

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  • Solano Lira disse:

    Edivaldo, gostei das reticências de sua poesia, despertou-me profundamente a ponto de…Voltemos à razão! As reticências completam-me as lacundas de uma alma Brass-Sade-moraviana. Contudo, para enfatizar o caráter poético-existencial, poderíamos retirar do texto a palavra “igreja”, substituí-la por outra que introduzisse um ritmo mais profano, báquico. Concorda?