Jeso Carneiro

Meu fusca para a cheia do Tapajós

por David Marinho (*)

Diz um ditado popular que “o homem prevenido vale por dois”. Então, diante das previsões diluvianas deste inverno, feitas pela Delegacia Fluvial de Santarém e de pessoas experientes na questão das enchentes, de que este ano a cheia dos rios Tapajós e Amazonas será igual ou superior a de 2009, tida até então como uma das maiores da região, é bom se precaver.

E já que se passaram dois invernos e a Prefeitura de Santarém não elevou o nível da pista da avenida Tapajós nos trechos que alagam, somado com algumas ruas da cidade onde as enxurradas as tornam intransitável por falta da drenagem pluvial profunda.

Resolvi me prevenir e adaptei o meu velho “Fusca 66” para uma versão anfíbia. Carro que poderá trafegar tanto nas ruas secas assim como nas alagadas, pois está conectado sobre um casco flutuante movido a um possante “motor rabeta” com direção hidráulica ligada com um cabo de aço diretamente ao volante mecânico da relíquia.

Se a enchente deste ano for realmente grande, muitos poderão ver o “monstro do Lago Ness” disfarçado de “Pérola do Tapajós” singrando de cabeça erguida nas águas límpidas, puras e despoluídas da avenida Tapajós na Orla de Santarém.

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* Santareno, é projetista e gestor ambiental. Escreve regularmente neste blog.

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