
por Sheila Santos (*)
E, ainda que não tenha retirado por completo essa visão consumerista do Dia Internacional da Mulher, consigo vislumbrar que, hodiernamente, vai para além disso.
Por óbvio que nós mulheres atualmente, mesmo com inúmeros obstáculos, conseguimos destaque na sociedade, nas nossas escolhas profissionais, postos de liderança em várias frentes, enfrentando conflitos que insurgem proporcionalmente às responsabilidades que adquirimos.
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Além de múltiplas tarefas que agregamos, e da pressão que também sofremos por estarmos em um lugar que antes “não era nosso”, mas que conquistamos com maestria.
E eis que a busca pelo “empoderamento” feminino, que é a expressão sensação do momento, não se encaixa no que EU creio que seja o ideal que as mulheres almejam para si na sociedade.
“Empoderamento” remete a poder, e, por conseguinte, a sujeitar outrem à submissão. E as mulheres querem IGUALDADE de condições, de direitos, de deveres, de tratamento.
VALORIZAÇÃO seria a palavra adequada, que se encaixa nos princípios elencados pela Organização da Nações Unidas, quando iniciou esse movimento (do empoderamento feminino), em março de 2010.
Temos valores sociais, morais e podemos fazer parte da incorporação desses valores também na economia e no desenvolvimento sustentável.
Nós precisamos, sim, a cada dia vencer os conflitos internos, fortalecermos a autoestima e não deixar que nos diminuam como pessoa ou como profissional pelo simples fato de sermos MULHERES.
Aprendermos a dizer não quando nos deparamos em relacionamentos, de qualquer espécie, que seja abusivo. Mas, principalmente, superarmos as diferenças, indiferenças e preconceitos, com apoio da SOCIEDADE, por meio da valorização da mulher, através do tratamento igualitário.
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* É advogada santarena. Escreve regularmente neste portal
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