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	Comentários sobre: Os &#8220;dimenor&#8221;	</title>
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	<description>Fatos e opiniões - Amazônia e Brasil. O portal Jeso Carneiro mostra o melhor conteúdo sobre o que acontece na Amazônia, Pará, Brasil e no mundo.</description>
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		<title>
		Por: mariano		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[mariano]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 May 2013 00:38:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/os-dimenor.html#comment-116255&quot;&gt;Roberto&lt;/a&gt;.

O Roberto esta defendendo o pão nosso d cada dia .. só pode..  querendo tapar o sol  com a peneira..   claro  que  tem uma diferença  muito grande  entre   delinquente   e o menor  abandonado..  ninguém  aqui, esta  se referindo  ao  menor  que  é  abandonado  e muito menos  , morreu  de fome  ou  esta  jogado  na rua ..   se  existisse  esse tal  de  ECA !  estaria  ajudando   essas  crianças,  que  estão  jogada  na rua   fumando  crak  ou   com o pai  e a mãe   pedindo  esmola  na  rua  ...  nos  estamos  falando  do  menor  delinquente  que  tem  familia  e  os  pais  não  consegue   educa-los,aqueles  dimenor  que mora  na periferia ,  que  esta  infernizando  a vida  de muita  gente!   nos  estamos  falando  de criminosos , que   apesar  da idade ,  não é  coi tadinho..   e  se morreu   8.600  crianças que  vc  diz  assassinadas,  tem  que   separar  ai  quem  era  vitima,  e  quem   estava  a mando  do crime ..     e tem  mais ..    se  tivesse    a redução   de  idade    e o menor    ficasse  na cadeia   cumprindo    seus  delitos,   50%   desses  8600  que  vc tanto  fala,  estaria  vivo  .. por  que  estaria,  presos  e  não  precisava   ter  pena  de morte   a reveria ,  por debaixo  dos panos .. com alegação  que  foi  troca  de tiros  entre  marginais,  facção,   ou   enfrentando policiais   ...  o  que  tem  que  fazer???  mudar  esse  pensamento  demagogo   de que  criança são  vitimas  do sistema  ou  sociedade , quando na verdade  , ficam dando  força ,dando ibope  de que  di menor  pode fazer  tudo,  que não  vai  ser punido..  faça   plebecito    , pra  voce  ver  o  que a população  pensa  do  di menor   a maioria   é  mentirosa??? sera  que  só  uma  minoria  esta  certa  a respeito  do  di menor??? coitado  do  cidadão  pai  de familia   que  criou  o  filho  na favela  e hoje   muitos   estão  trabalhando e são humilde trabalhadores..  diferente,  dos  mostro  que o sistema  insiste   em  criar ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/os-dimenor.html#comment-116255">Roberto</a>.</p>
<p>O Roberto esta defendendo o pão nosso d cada dia .. só pode..  querendo tapar o sol  com a peneira..   claro  que  tem uma diferença  muito grande  entre   delinquente   e o menor  abandonado..  ninguém  aqui, esta  se referindo  ao  menor  que  é  abandonado  e muito menos  , morreu  de fome  ou  esta  jogado  na rua ..   se  existisse  esse tal  de  ECA !  estaria  ajudando   essas  crianças,  que  estão  jogada  na rua   fumando  crak  ou   com o pai  e a mãe   pedindo  esmola  na  rua  &#8230;  nos  estamos  falando  do  menor  delinquente  que  tem  familia  e  os  pais  não  consegue   educa-los,aqueles  dimenor  que mora  na periferia ,  que  esta  infernizando  a vida  de muita  gente!   nos  estamos  falando  de criminosos , que   apesar  da idade ,  não é  coi tadinho..   e  se morreu   8.600  crianças que  vc  diz  assassinadas,  tem  que   separar  ai  quem  era  vitima,  e  quem   estava  a mando  do crime ..     e tem  mais ..    se  tivesse    a redução   de  idade    e o menor    ficasse  na cadeia   cumprindo    seus  delitos,   50%   desses  8600  que  vc tanto  fala,  estaria  vivo  .. por  que  estaria,  presos  e  não  precisava   ter  pena  de morte   a reveria ,  por debaixo  dos panos .. com alegação  que  foi  troca  de tiros  entre  marginais,  facção,   ou   enfrentando policiais   &#8230;  o  que  tem  que  fazer???  mudar  esse  pensamento  demagogo   de que  criança são  vitimas  do sistema  ou  sociedade , quando na verdade  , ficam dando  força ,dando ibope  de que  di menor  pode fazer  tudo,  que não  vai  ser punido..  faça   plebecito    , pra  voce  ver  o  que a população  pensa  do  di menor   a maioria   é  mentirosa??? sera  que  só  uma  minoria  esta  certa  a respeito  do  di menor??? coitado  do  cidadão  pai  de familia   que  criou  o  filho  na favela  e hoje   muitos   estão  trabalhando e são humilde trabalhadores..  diferente,  dos  mostro  que o sistema  insiste   em  criar &#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: HELVÉCIO SANTOS		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/os-dimenor.html#comment-116259</link>

		<dc:creator><![CDATA[HELVÉCIO SANTOS]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 May 2013 17:20:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/os-dimenor.html#comment-116257&quot;&gt;Rodrigo Alcantara&lt;/a&gt;.

Não disse que é simples e nem falei  sobre idade penal. Onde está a fantasia? Só citei fatos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/os-dimenor.html#comment-116257">Rodrigo Alcantara</a>.</p>
<p>Não disse que é simples e nem falei  sobre idade penal. Onde está a fantasia? Só citei fatos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: Esperançoso sim, Pessimista jamais.		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/os-dimenor.html#comment-116258</link>

		<dc:creator><![CDATA[Esperançoso sim, Pessimista jamais.]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 May 2013 11:41:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Felizmente, esses delinquentes &quot;dimenores&quot;, comuns aos grandes centros ,ainda são raríssimos em nossa Pérola.O que campeia por aqui, nesses últimos  meses, são assaltos às pessoas.Necessitamos, urgentemente, importar policiais cubanos, portugueses e espanhóis .A carência de segurança nos aflige quotidianamente.Esses profissionais  de segurança são altamente escassos em pequenas cidades e grandes metrópoles.Aqueles, não necessitariam fazer exame de REVALIDAÇÃO de seus &quot;treinamentos e cursos&quot;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Felizmente, esses delinquentes &#8220;dimenores&#8221;, comuns aos grandes centros ,ainda são raríssimos em nossa Pérola.O que campeia por aqui, nesses últimos  meses, são assaltos às pessoas.Necessitamos, urgentemente, importar policiais cubanos, portugueses e espanhóis .A carência de segurança nos aflige quotidianamente.Esses profissionais  de segurança são altamente escassos em pequenas cidades e grandes metrópoles.Aqueles, não necessitariam fazer exame de REVALIDAÇÃO de seus &#8220;treinamentos e cursos&#8221;.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rodrigo Alcantara		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/os-dimenor.html#comment-116257</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Alcantara]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 May 2013 17:01:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Hélvecio, o problema não é tão simples e também não é maioridade. Pesquise mas um poquinho e sustente seus argumentos sem fantasias.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hélvecio, o problema não é tão simples e também não é maioridade. Pesquise mas um poquinho e sustente seus argumentos sem fantasias.</p>
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		<title>
		Por: HELVECIO SANTOS		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/os-dimenor.html#comment-116256</link>

		<dc:creator><![CDATA[HELVECIO SANTOS]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 May 2013 15:45:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/os-dimenor.html#comment-116255&quot;&gt;Roberto&lt;/a&gt;.

Roberto, se minha &quot;visão é rasteira&quot;, contento-me em saber que pelo menos serviu para v. apresentar sua visão &quot;superior&#039; sobre o tema, e não pense que estou me fazendo de vítima. Não é do meu perfil! Estou contente com sua participação, pois do debate nascerá o consenso.  Ao contrário do que v. afirma, creio que v. é um especialista, pois só assim poderá afirmar sobre &quot;opiniões muito melhor elaboradas&quot;. Quando falo sobre &quot;cidadãos úteis à sociedade&quot;, estou falando sobre pessoas como meu amigo Rafael que não conta com a ajuda do pai e desde cedo trabalha e estuda. Também estou falando sobre um jovem que conheço, nascido e criado em uma &quot;comunidade&quot; de Duque de Caxias, &quot;Jardim Imbariê&quot;, que sempre estudou em escola pública e hoje está no segundo ano na AMAN-Academia Militar das Agulhas Negras. Às vezes também penso em mim, nascido na Costa de Óbidos, onde até hoje não há luz elétrica e que de lá sai, vim para o Rio de Janeiro sozinho, desde meus tempos de Santarém sempre trabalhei e estudei e consegui alguma coisa. Óbvio, não posso aplaudir defesas e nem justificar comportamento de um cidadão &quot;dimenor&quot; que estupra uma moça e assalta os passageiros de um ônibus no Rio de Janeiro, justificando que assaltou para juntar grana para seu aniversário. Esse é um exemplo de cidadão um &quot;lascado&quot;? Aliás, o que significa &quot;lascado&quot;? Algum destes casos que cito neste comentário seria um &quot;lascado&quot;? No meu próximo artigo, &quot;ACADEMIA DA BARRIGA&quot;, penso que falo sobre um &quot;lascado&quot; que estudou no Dom Amando, pagou sua meia bolsa trabalhando nas férias no próprio colégio, pintando e capinando, passou fome, não assaltou para a festa de aniversário e um dia o encontrei como chefe do Ibama em Santarém.  
Por findo, na ânsia de desqualificar meu escrito como &quot;visão rasteira&quot;, v. não teve o cuidado de verificar que eu não advogo pela diminuição da idade penal. Advogo sim, pelo cumprimento da pena, primeiro em casa socioeducativa e depois, com a maioridade, em uma casa penal. Não foi isso?
Obrigado pela participação no debatre. TAPAJOARAMENTE AZUL,]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/os-dimenor.html#comment-116255">Roberto</a>.</p>
<p>Roberto, se minha &#8220;visão é rasteira&#8221;, contento-me em saber que pelo menos serviu para v. apresentar sua visão &#8220;superior&#8217; sobre o tema, e não pense que estou me fazendo de vítima. Não é do meu perfil! Estou contente com sua participação, pois do debate nascerá o consenso.  Ao contrário do que v. afirma, creio que v. é um especialista, pois só assim poderá afirmar sobre &#8220;opiniões muito melhor elaboradas&#8221;. Quando falo sobre &#8220;cidadãos úteis à sociedade&#8221;, estou falando sobre pessoas como meu amigo Rafael que não conta com a ajuda do pai e desde cedo trabalha e estuda. Também estou falando sobre um jovem que conheço, nascido e criado em uma &#8220;comunidade&#8221; de Duque de Caxias, &#8220;Jardim Imbariê&#8221;, que sempre estudou em escola pública e hoje está no segundo ano na AMAN-Academia Militar das Agulhas Negras. Às vezes também penso em mim, nascido na Costa de Óbidos, onde até hoje não há luz elétrica e que de lá sai, vim para o Rio de Janeiro sozinho, desde meus tempos de Santarém sempre trabalhei e estudei e consegui alguma coisa. Óbvio, não posso aplaudir defesas e nem justificar comportamento de um cidadão &#8220;dimenor&#8221; que estupra uma moça e assalta os passageiros de um ônibus no Rio de Janeiro, justificando que assaltou para juntar grana para seu aniversário. Esse é um exemplo de cidadão um &#8220;lascado&#8221;? Aliás, o que significa &#8220;lascado&#8221;? Algum destes casos que cito neste comentário seria um &#8220;lascado&#8221;? No meu próximo artigo, &#8220;ACADEMIA DA BARRIGA&#8221;, penso que falo sobre um &#8220;lascado&#8221; que estudou no Dom Amando, pagou sua meia bolsa trabalhando nas férias no próprio colégio, pintando e capinando, passou fome, não assaltou para a festa de aniversário e um dia o encontrei como chefe do Ibama em Santarém.<br />
Por findo, na ânsia de desqualificar meu escrito como &#8220;visão rasteira&#8221;, v. não teve o cuidado de verificar que eu não advogo pela diminuição da idade penal. Advogo sim, pelo cumprimento da pena, primeiro em casa socioeducativa e depois, com a maioridade, em uma casa penal. Não foi isso?<br />
Obrigado pela participação no debatre. TAPAJOARAMENTE AZUL,</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Roberto		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/os-dimenor.html#comment-116255</link>

		<dc:creator><![CDATA[Roberto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 May 2013 13:27:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Helvecio,

Você daria um ótimo colunista para páginas policiais, porém, no que se refere ao problema em si, está longe de fazer uma análise lúdica sobre o problema dos crimes praticados por menores de idade, pois tem uma visão rasteira do problema. Pois bem, também não sou um especialista no assunto, mas vejo por aí opiniões muito melhor elaboradas e também como você me arrisco a opinar.

O primeiro ponto que observo no seu discurso, é um olhar classista meio estranho. &quot;É uma completa inversão de valores que há muito se tornou inadmissível, cruel e precisa ser repensada se quisermos viver em um Estado que nos garanta minimamente a segurança de criar nossos filhos para serem cidadãos úteis à sociedade.&quot;. Nesse caso você está falando dos filhos de quem? Daqueles que tem condições de dar boa criação? Ou de no mínimo conseguir seus sonhos básicos, como o seu amigo que conseguiu comprar um carro novo? Ou daqueles que estão literalmente &quot;lascados&quot;, que nasceram com sua cidadania partida desde cedo.

Claro que não vamos resolver o problema com essa onda de reduzir a maioridade penal para que possamos ter punição para essas crianças e adolescentes infratores. Primeiro porque as cadeias como são, são fábricas de bandidos. Em princípio foram criadas para punir e recupear o cidadão, mas na prática isso não acontece. 

Por isso fico com alguns questionamentos e dados interessantes da jornalista Eliane Bum:

Eu acredito na indignação. É dela e do espanto que vêm a vontade de construir um mundo que faça mais sentido, um em que se possa viver sem matar ou morrer. Por isso, diante de um assassinato consumado em São Paulo por um adolescente a três dias de completar 18 anos, minha proposta é de nos indignarmos bastante. Não para aumentar o rigor da lei para adolescentes, mas para aumentar nosso rigor ao exigir que a lei seja cumprida pelos governantes que querem aumentar o rigor da lei. Se eu acreditasse por um segundo que aumentar os anos de internação ou reduzir a maioridade penal diminuiria a violência, estaria fazendo campanha neste momento. Mas a realidade mostra que a violência alcança essa proporção porque o Estado falha – e a sociedade se indigna pouco. Ou só se indigna aos espasmos, quando um crime acontece. Se vivemos com essa violência é porque convivemos com pouco espanto e ainda menos indignação com a violência sistemática e cotidiana cometida contra crianças e adolescentes, no descumprimento da Constituição em seus princípios mais básicos. Se tivessem voz, os adolescentes que queremos encarcerar com ainda mais rigor e por mais tempo exigiriam – de nós, como sociedade, e daqueles que nos governam pelo voto – maioridade moral.

Para completar, ela nos mostra alguns dados interessantes, que quebram esse discursos de continuamente relacionar o aumento da criminalidade aos &quot;menores de idade&quot;:

     - Mais de 8.600 crianças e adolescentes foram assassinados no Brasil em 2010, segundo o Mapa da Violência. Vou repetir: mais de 8.600. Esse número coloca o Brasil na quarta posição entre os 99 países com as maiores taxas de homicídio de crianças e adolescentes de 0 a 19 anos. Em 2012, mais de 120 mil crianças e adolescentes foram vítimas de maus tratos e agressões segundo o relatório dos atendimentos no Disque 100. Deste total de casos, 68% sofreram negligência, 49,20% violência psicológica, 46,70% violência física, 29,20% violência sexual e 8,60% exploração do trabalho infantil. Menos de 3% dos suspeitos de terem cometido violência contra crianças e adolescentes tinham entre 12 e 18 anos incompletos, conforme levantamento feito entre janeiro e agosto de 2011. Quem comete violência contra crianças e adolescentes são os adultos;

    - Do total de adolescentes em conflito com a lei em 2011 no Brasil, 8,4% cometeram homicídios. A maioria dos delitos é roubo, seguido por tráfico. Quase metade do total de adolescentes infratores realizaram o primeiro ato infracional entre os 15 e os 17 anos, conforme uma pesquisa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). E, adivinhe: a maioria abandonou a escola (ou foi abandonado por ela) aos 14 anos, entre a quinta e a sexta séries. E quase 90% não completou o ensino fundamental;

    - Numa pesquisa realizada pelo CNJ, apenas em 5% de quase 15 mil processos de adolescentes infratores havia informações sobre o Plano Individual de Atendimento (PIA), que permitiria que a medida socioeducativa funcionasse como possibilidade de mudança e desenvolvimento;

    - Vale a pena registrar ainda que o número de crimes contra a pessoa cometidos por adolescentes diminuiu – e não aumentou, como alguns querem fazer parecer. Segundo dados da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, entre 2002 e 2011 os casos de homicídio apresentaram uma redução de 14,9% para 8,4%; os de latrocínio (roubo seguido de morte), de 5,5% para 1,9%; e os de estupro, de 3,3% para 1%. Vale a pena também dar a dimensão real do problema: da população total dos adolescentes brasileiros, apenas 0,09% cumprem medidas socioeducativas como infratores. Vou repetir: 0,09%. E a maioria deles cometeram crimes contra o patrimônio.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Helvecio,</p>
<p>Você daria um ótimo colunista para páginas policiais, porém, no que se refere ao problema em si, está longe de fazer uma análise lúdica sobre o problema dos crimes praticados por menores de idade, pois tem uma visão rasteira do problema. Pois bem, também não sou um especialista no assunto, mas vejo por aí opiniões muito melhor elaboradas e também como você me arrisco a opinar.</p>
<p>O primeiro ponto que observo no seu discurso, é um olhar classista meio estranho. &#8220;É uma completa inversão de valores que há muito se tornou inadmissível, cruel e precisa ser repensada se quisermos viver em um Estado que nos garanta minimamente a segurança de criar nossos filhos para serem cidadãos úteis à sociedade.&#8221;. Nesse caso você está falando dos filhos de quem? Daqueles que tem condições de dar boa criação? Ou de no mínimo conseguir seus sonhos básicos, como o seu amigo que conseguiu comprar um carro novo? Ou daqueles que estão literalmente &#8220;lascados&#8221;, que nasceram com sua cidadania partida desde cedo.</p>
<p>Claro que não vamos resolver o problema com essa onda de reduzir a maioridade penal para que possamos ter punição para essas crianças e adolescentes infratores. Primeiro porque as cadeias como são, são fábricas de bandidos. Em princípio foram criadas para punir e recupear o cidadão, mas na prática isso não acontece. </p>
<p>Por isso fico com alguns questionamentos e dados interessantes da jornalista Eliane Bum:</p>
<p>Eu acredito na indignação. É dela e do espanto que vêm a vontade de construir um mundo que faça mais sentido, um em que se possa viver sem matar ou morrer. Por isso, diante de um assassinato consumado em São Paulo por um adolescente a três dias de completar 18 anos, minha proposta é de nos indignarmos bastante. Não para aumentar o rigor da lei para adolescentes, mas para aumentar nosso rigor ao exigir que a lei seja cumprida pelos governantes que querem aumentar o rigor da lei. Se eu acreditasse por um segundo que aumentar os anos de internação ou reduzir a maioridade penal diminuiria a violência, estaria fazendo campanha neste momento. Mas a realidade mostra que a violência alcança essa proporção porque o Estado falha – e a sociedade se indigna pouco. Ou só se indigna aos espasmos, quando um crime acontece. Se vivemos com essa violência é porque convivemos com pouco espanto e ainda menos indignação com a violência sistemática e cotidiana cometida contra crianças e adolescentes, no descumprimento da Constituição em seus princípios mais básicos. Se tivessem voz, os adolescentes que queremos encarcerar com ainda mais rigor e por mais tempo exigiriam – de nós, como sociedade, e daqueles que nos governam pelo voto – maioridade moral.</p>
<p>Para completar, ela nos mostra alguns dados interessantes, que quebram esse discursos de continuamente relacionar o aumento da criminalidade aos &#8220;menores de idade&#8221;:</p>
<p>     &#8211; Mais de 8.600 crianças e adolescentes foram assassinados no Brasil em 2010, segundo o Mapa da Violência. Vou repetir: mais de 8.600. Esse número coloca o Brasil na quarta posição entre os 99 países com as maiores taxas de homicídio de crianças e adolescentes de 0 a 19 anos. Em 2012, mais de 120 mil crianças e adolescentes foram vítimas de maus tratos e agressões segundo o relatório dos atendimentos no Disque 100. Deste total de casos, 68% sofreram negligência, 49,20% violência psicológica, 46,70% violência física, 29,20% violência sexual e 8,60% exploração do trabalho infantil. Menos de 3% dos suspeitos de terem cometido violência contra crianças e adolescentes tinham entre 12 e 18 anos incompletos, conforme levantamento feito entre janeiro e agosto de 2011. Quem comete violência contra crianças e adolescentes são os adultos;</p>
<p>    &#8211; Do total de adolescentes em conflito com a lei em 2011 no Brasil, 8,4% cometeram homicídios. A maioria dos delitos é roubo, seguido por tráfico. Quase metade do total de adolescentes infratores realizaram o primeiro ato infracional entre os 15 e os 17 anos, conforme uma pesquisa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). E, adivinhe: a maioria abandonou a escola (ou foi abandonado por ela) aos 14 anos, entre a quinta e a sexta séries. E quase 90% não completou o ensino fundamental;</p>
<p>    &#8211; Numa pesquisa realizada pelo CNJ, apenas em 5% de quase 15 mil processos de adolescentes infratores havia informações sobre o Plano Individual de Atendimento (PIA), que permitiria que a medida socioeducativa funcionasse como possibilidade de mudança e desenvolvimento;</p>
<p>    &#8211; Vale a pena registrar ainda que o número de crimes contra a pessoa cometidos por adolescentes diminuiu – e não aumentou, como alguns querem fazer parecer. Segundo dados da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, entre 2002 e 2011 os casos de homicídio apresentaram uma redução de 14,9% para 8,4%; os de latrocínio (roubo seguido de morte), de 5,5% para 1,9%; e os de estupro, de 3,3% para 1%. Vale a pena também dar a dimensão real do problema: da população total dos adolescentes brasileiros, apenas 0,09% cumprem medidas socioeducativas como infratores. Vou repetir: 0,09%. E a maioria deles cometeram crimes contra o patrimônio.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: luiz reis		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/os-dimenor.html#comment-116254</link>

		<dc:creator><![CDATA[luiz reis]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 May 2013 11:57:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Hélvecio muito lucida sua colocação, infelizmente temos crianças de 7,8,10, 13 anos, roubando e se prostituindo, estão brincando de criança diferente, o carrinho de plastico foi trocado por uma Ferrari, aboneca foi trocado pela madame e assim por diante. Por isso, comungo também de sua opinião que o menor infrator deveria sim, ter a mesma penalização de um adulto, cumprindo em uma casa socioeducativa parte da pena até completar a maioridade e, a partir desta, seria transferido para um casa penal, na qual cumpriria o restante da pena.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hélvecio muito lucida sua colocação, infelizmente temos crianças de 7,8,10, 13 anos, roubando e se prostituindo, estão brincando de criança diferente, o carrinho de plastico foi trocado por uma Ferrari, aboneca foi trocado pela madame e assim por diante. Por isso, comungo também de sua opinião que o menor infrator deveria sim, ter a mesma penalização de um adulto, cumprindo em uma casa socioeducativa parte da pena até completar a maioridade e, a partir desta, seria transferido para um casa penal, na qual cumpriria o restante da pena.</p>
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