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	Comentários sobre: Os Zo’é não vivem numa &#8220;redoma&#8221;	</title>
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	<description>Fatos e opiniões - Amazônia e Brasil. O portal Jeso Carneiro mostra o melhor conteúdo sobre o que acontece na Amazônia, Pará, Brasil e no mundo.</description>
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		Por: Jus Brasil		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/os-zoe-nao-vivem-numa-redoma.html#comment-38060</link>

		<dc:creator><![CDATA[Jus Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Feb 2011 12:12:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Num tempo  em que organizações como a ONU e o Banco Mundial reconhecem que a situação indígena internacional é de extrema pobreza, discriminação e violação de direitos, reiterar a denúncia desta situação não é preconceito: é denúncia legitimada pelos fatos e pela História da Sociedade Brasileira (https://uniaocampocidadeefloresta.wordpress.com/2010/12/22/povos-indigenas-sao-os-mais-pobres-do-mundo-diz-onu/). Em todos os lugares do mundo, povos indígenas e tribais exerceram sua liberdade plena enquanto foram senhores de suas terras, seus recursos naturais e sua cultura. Posicionar-se a favor da continuidade e integridade da cultura Zo’é em momento algum se constitui como apologia “à idéia que nada precisa mudar com a condição atual dos zo´e”. A visita do então Ministro Tarso Genro à T. I. Zoé, acompanhado pelo presidente da FUNAI e pelo Secretário de Direitos Humanos apenas ratifica uma proposta de trabalho ancorada no princípio jurídico da precaução, que preconiza que a situação de vulnerabilidade de povos indígenas isolados e de recente contato é específica, e precisa de políticas públicas de monitoramento e proteção prévia especiais. A liberdade destes povos existe enquanto vivem plenamente  suas culturas, culturas estas que segmentos diversos insistem em classificar como mero “primitivismo”- este sim,  discurso pejorativo e discriminatório. Como afirma o conhecido líder indígena Marcos Terena:
“A pobreza para os povos indígenas nunca existiu. Ela começa a aparecer no momento em que o colonizador leva em conta o potencial energético, o potencial comercial de cada região indígena. Nós queremos mostrar que é possível construir aquilo que a modernidade chama de mundo melhor, através de um compromisso com o futuro, onde os recursos financeiros não sejam a base da moeda da vida, mas seja a base também de um tipo de mundo que queremos deixar para as novas gerações.&quot;
O papel do Estado neste processo de monitoramento precisa se constituir como salvaguarda efetiva diante de ameaças efetivas. Não há mudança de foco nas reflexões da indigenista, visto que o MPF/PA há anos registra (especificamente, desde 1998) invasões sistemáticas ao território Zo’é, conduzidas com feições de aliciamento - com fins econômicos e igualmente com finalidades religiosas. Historicamente, desde os anos 50, particularmente a MEVA –Missão Evangélica da Amazônia, que sucedeu a americana UFM (Unevangelized Fields Mission, anos 40) entre os índios Uai-Uai, se faz presente na região, e na ausência do Estado dominou amplas frações dos subgrupos Karib, que hoje são manipulados ideologicamente para “evangelizarem” outros grupos indígenas – entre eles, os Zoé. Este tipo de assédio, onde a doação ou barganha de mercadorias são acompanhadas de doutrinação ideológica, tem sido prática corrente na região, resultando na “conversão” de diversos grupos entre os Wayana, Apalai, Katxuyana, Tunayana, Tiriós, entre tantos outros (vide artigo da antropóloga em https://pib.socioambiental.org/pt/povo/waiwai/1138). O “foco” mais recente (última década) tem sido os Zoé, e mesmo os índios Uai-Uai não fazem segredo que têm recebido treinamento específico, inclusive lingüístico, para se acercarem dos Zo’é. Grupos de Tiriós, entre os quais atuam religiosos similares (inclusive ex e atuais membros da MNTB-Missão Novas Tribos do Brasil, da qual, aliás, o Sr.Silas de Lima fez, ou faz parte, dedicado à catequese em língua dos índios Waiampí, do AP).
Tal assédio contínuo não passa despercebido do MPF, nem tão pouco a exploradores regionais imiscuídos em tais equipes supostamente “evangelizadoras”. É um quadro de pressões externas que passam longe de qualquer possibilidade de “consentimento livre, prévio e informado”(como dita a Declaração de Direitos das Populações Indígenas da OIT), por parte da população Zoé, cujas categorias interpretativas relacionadas ao mundo externo certamente ainda são incipientes e estão em permanente construção. Ao Estado  cabe a responsabilidade, exclusiva, de conduzir relações de contato, quando estritamente necessários, conforme o Sistema de Proteção ao Índios Isolado governamental, respeitando inúmeros casos de opção pelo isolamento de sociedades ou frações remanescentes destas, traumatizadas pela violência histórica e extrema de contatos anteriores. E ao Estado também cabe intervir em relacionamentos assimétricos, desvantajosos e danosos à integridade física e social de qualquer povo indígena, particularmente em se tratando daqueles qualificados como em isolamento ou de recente contato, não por uma suposta e preconceituosa “incapacidade” dos indígenas,  mas por graus diversos e diferenciados de vulnerabilidade, tanto física quanto social e econômica, que todos os que possuem convívio efetivo e respeitoso com populações indígenas são capazes de constatar. O papel de conselheiro ou tutor, no caso específico de tais populações, não se confunde com paternalismo ou manipulação, sendo a proteção exemplar que é responsabilidade constitucional do Estado no trato de suas parcelas sociais mais desprotegidas, e que tem sido desenvolvida de forma eficiente e louvável pela FUNAI  entre os Zo’é. O monitoramento de mudanças sociais internas e o atendimento e avaliação de demandas e anseios desta população indígena também precisam ser amparadas pelo Estado,  através da FUNAI e Ministério da Justiça, dando continuidade a políticas de prevenção e proteção aos povos indígenas isolados e de recente contato que são reconhecidas internacionalmente como pioneiras, e entre as quais o trabalho da Frente Cuminapanema entre os Zoé  tem se destacado como referência na última década.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Num tempo  em que organizações como a ONU e o Banco Mundial reconhecem que a situação indígena internacional é de extrema pobreza, discriminação e violação de direitos, reiterar a denúncia desta situação não é preconceito: é denúncia legitimada pelos fatos e pela História da Sociedade Brasileira (<a href="https://uniaocampocidadeefloresta.wordpress.com/2010/12/22/povos-indigenas-sao-os-mais-pobres-do-mundo-diz-onu/" rel="nofollow ugc">https://uniaocampocidadeefloresta.wordpress.com/2010/12/22/povos-indigenas-sao-os-mais-pobres-do-mundo-diz-onu/</a>). Em todos os lugares do mundo, povos indígenas e tribais exerceram sua liberdade plena enquanto foram senhores de suas terras, seus recursos naturais e sua cultura. Posicionar-se a favor da continuidade e integridade da cultura Zo’é em momento algum se constitui como apologia “à idéia que nada precisa mudar com a condição atual dos zo´e”. A visita do então Ministro Tarso Genro à T. I. Zoé, acompanhado pelo presidente da FUNAI e pelo Secretário de Direitos Humanos apenas ratifica uma proposta de trabalho ancorada no princípio jurídico da precaução, que preconiza que a situação de vulnerabilidade de povos indígenas isolados e de recente contato é específica, e precisa de políticas públicas de monitoramento e proteção prévia especiais. A liberdade destes povos existe enquanto vivem plenamente  suas culturas, culturas estas que segmentos diversos insistem em classificar como mero “primitivismo”- este sim,  discurso pejorativo e discriminatório. Como afirma o conhecido líder indígena Marcos Terena:<br />
“A pobreza para os povos indígenas nunca existiu. Ela começa a aparecer no momento em que o colonizador leva em conta o potencial energético, o potencial comercial de cada região indígena. Nós queremos mostrar que é possível construir aquilo que a modernidade chama de mundo melhor, através de um compromisso com o futuro, onde os recursos financeiros não sejam a base da moeda da vida, mas seja a base também de um tipo de mundo que queremos deixar para as novas gerações.&#8221;<br />
O papel do Estado neste processo de monitoramento precisa se constituir como salvaguarda efetiva diante de ameaças efetivas. Não há mudança de foco nas reflexões da indigenista, visto que o MPF/PA há anos registra (especificamente, desde 1998) invasões sistemáticas ao território Zo’é, conduzidas com feições de aliciamento &#8211; com fins econômicos e igualmente com finalidades religiosas. Historicamente, desde os anos 50, particularmente a MEVA –Missão Evangélica da Amazônia, que sucedeu a americana UFM (Unevangelized Fields Mission, anos 40) entre os índios Uai-Uai, se faz presente na região, e na ausência do Estado dominou amplas frações dos subgrupos Karib, que hoje são manipulados ideologicamente para “evangelizarem” outros grupos indígenas – entre eles, os Zoé. Este tipo de assédio, onde a doação ou barganha de mercadorias são acompanhadas de doutrinação ideológica, tem sido prática corrente na região, resultando na “conversão” de diversos grupos entre os Wayana, Apalai, Katxuyana, Tunayana, Tiriós, entre tantos outros (vide artigo da antropóloga em <a href="https://pib.socioambiental.org/pt/povo/waiwai/1138" rel="nofollow ugc">https://pib.socioambiental.org/pt/povo/waiwai/1138</a>). O “foco” mais recente (última década) tem sido os Zoé, e mesmo os índios Uai-Uai não fazem segredo que têm recebido treinamento específico, inclusive lingüístico, para se acercarem dos Zo’é. Grupos de Tiriós, entre os quais atuam religiosos similares (inclusive ex e atuais membros da MNTB-Missão Novas Tribos do Brasil, da qual, aliás, o Sr.Silas de Lima fez, ou faz parte, dedicado à catequese em língua dos índios Waiampí, do AP).<br />
Tal assédio contínuo não passa despercebido do MPF, nem tão pouco a exploradores regionais imiscuídos em tais equipes supostamente “evangelizadoras”. É um quadro de pressões externas que passam longe de qualquer possibilidade de “consentimento livre, prévio e informado”(como dita a Declaração de Direitos das Populações Indígenas da OIT), por parte da população Zoé, cujas categorias interpretativas relacionadas ao mundo externo certamente ainda são incipientes e estão em permanente construção. Ao Estado  cabe a responsabilidade, exclusiva, de conduzir relações de contato, quando estritamente necessários, conforme o Sistema de Proteção ao Índios Isolado governamental, respeitando inúmeros casos de opção pelo isolamento de sociedades ou frações remanescentes destas, traumatizadas pela violência histórica e extrema de contatos anteriores. E ao Estado também cabe intervir em relacionamentos assimétricos, desvantajosos e danosos à integridade física e social de qualquer povo indígena, particularmente em se tratando daqueles qualificados como em isolamento ou de recente contato, não por uma suposta e preconceituosa “incapacidade” dos indígenas,  mas por graus diversos e diferenciados de vulnerabilidade, tanto física quanto social e econômica, que todos os que possuem convívio efetivo e respeitoso com populações indígenas são capazes de constatar. O papel de conselheiro ou tutor, no caso específico de tais populações, não se confunde com paternalismo ou manipulação, sendo a proteção exemplar que é responsabilidade constitucional do Estado no trato de suas parcelas sociais mais desprotegidas, e que tem sido desenvolvida de forma eficiente e louvável pela FUNAI  entre os Zo’é. O monitoramento de mudanças sociais internas e o atendimento e avaliação de demandas e anseios desta população indígena também precisam ser amparadas pelo Estado,  através da FUNAI e Ministério da Justiça, dando continuidade a políticas de prevenção e proteção aos povos indígenas isolados e de recente contato que são reconhecidas internacionalmente como pioneiras, e entre as quais o trabalho da Frente Cuminapanema entre os Zoé  tem se destacado como referência na última década.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: Aristides Filho		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/os-zoe-nao-vivem-numa-redoma.html#comment-38059</link>

		<dc:creator><![CDATA[Aristides Filho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Jan 2011 01:01:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/os-zoe-nao-vivem-numa-redoma.html#comment-38057&quot;&gt;ruben caixeta&lt;/a&gt;.

Ilmo Sr. Prof. Rubens Caixeta,

Pelo que vejo, o senhor ainda desconhece o que aconteceu e acontece entre os Zo&#039;é ou está também sendo preconceituoso, por isso saiu em defesa de Da. Rosa. 
Ninguém está questionando o discurso antropológico dela, mas sim o preconceito contra os missionários, pois enquanto o assunto é a atuação da Funai e da ONG Amazoé que ela dirige e controla a área, ela tentou desviar o assunto para os missionários que estão fora de lá há quase 20 anos.
Concordo com o senhor quando diz que o contato desses índios com a sociedade envolvente &quot;deverá ser mediado por um trabalho indigenista e antropológico sério, feito junto com os próprios Zo’é&quot;. Era isso que os missionários estavam fazendo, mas o processo foi interrompido, porque outros interesses estavam por trás dessa ação. 
O que já está fartamente documentado é que os Zo&#039;é ficaram durante todo esse obrigados a viverem &quot;na idade da pedra&quot; para ser objeto de contemplação de turistas e fonte de lucro para os produtores e comercializadores de sua imagem a preços exorbitantes no Brasil e no exterior. É isso que eles perceberam agora e estão reclamando mudança.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/os-zoe-nao-vivem-numa-redoma.html#comment-38057">ruben caixeta</a>.</p>
<p>Ilmo Sr. Prof. Rubens Caixeta,</p>
<p>Pelo que vejo, o senhor ainda desconhece o que aconteceu e acontece entre os Zo&#8217;é ou está também sendo preconceituoso, por isso saiu em defesa de Da. Rosa.<br />
Ninguém está questionando o discurso antropológico dela, mas sim o preconceito contra os missionários, pois enquanto o assunto é a atuação da Funai e da ONG Amazoé que ela dirige e controla a área, ela tentou desviar o assunto para os missionários que estão fora de lá há quase 20 anos.<br />
Concordo com o senhor quando diz que o contato desses índios com a sociedade envolvente &#8220;deverá ser mediado por um trabalho indigenista e antropológico sério, feito junto com os próprios Zo’é&#8221;. Era isso que os missionários estavam fazendo, mas o processo foi interrompido, porque outros interesses estavam por trás dessa ação.<br />
O que já está fartamente documentado é que os Zo&#8217;é ficaram durante todo esse obrigados a viverem &#8220;na idade da pedra&#8221; para ser objeto de contemplação de turistas e fonte de lucro para os produtores e comercializadores de sua imagem a preços exorbitantes no Brasil e no exterior. É isso que eles perceberam agora e estão reclamando mudança.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: Silas de Lima		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/os-zoe-nao-vivem-numa-redoma.html#comment-38058</link>

		<dc:creator><![CDATA[Silas de Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Jan 2011 00:28:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Faço uma reflexão ao artigo da indigenista Rosa Cartagenes. Ela antecipa em dizer que o que escreve é sua opinião pessoal e não representando a Funai.  Percebe-se que ela pensa diferente da política oficial. Ela não mostra apoio à idéia do Ministro da Justiça preparar os zo’e para ‘contatos e relações exteriores’ como eles desejam, evitando  a continuidade da situação atual: “para que isso aqui não seja uma vitrine do exótico.&quot;      https://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090628/not_imp394203,0.php “O Estado de S Paulo’ Felipe Recondo, convidado da Funai
     	Também mostra que escreve para tentar minimizar o impacto negativo que a reportagem da TV Araguaia pode causar na ‘boa imagem’ que ‘construíram’ sobre seu trabalho entre os Zo´e. Tanto assim que procura desviar o foco da reportagem atacando outros, principalmente os missionários. Suas declarações carecem de provas, chega ao ponto de tentar provar acusações usando conceitos da epistemologia científica.... 
     	É respeitável sua opinião sobre o uso tradicional do arco e flexa para caça e que os zo´es não dependem de armas de fogo para caça nas suas atuais condições de vida,  
     	Rosa faz apologia com frases de efeito retórico rejeitando (senão discriminando) os outros índios em contato permanente com a sociedade: ‘nenhum povo foi ‘integrado’ mas muitíssimos povos estão ‘desintegrados’ (rotulando-os todos de ‘párias sociais’ ou ‘canibalizado pela padronização global’ que vivem ‘abaixo da linha da pobreza’ Faz contraste a isso enaltecendo os zo´e como ‘um povo único, belo’  e um dos ‘últimos povos livres da face da Terra’ e um ‘dos últimos povos indígenas autônomos no planeta’.   
Ora, qualquer pessoa com conhecimento de ambas as situações percebe o absurdo dessas declarações extremas! Será que sutilmente ela está tentando ganhar apoio à idéia que nada precisa mudar com a condição atual dos zo´e?  Também vale perguntar o que os outros povos, que vivem bem hoje em contato permanente com a sociedade, pensam desse afrontoso conceito? É preconceituoso e pejorativo e qualquer pessoa que se considera livre e autônoma poderia se sentir ofendida com essas declarações...  
     	Tenta passar a imagem de uma vida quase paradisíaca dos zo´e mas revela de forma bem superficial que existem questionamentos, conflitos e pressões internas atribuindo-os aos anseios da população jovem ou aos contatos com visitantes.
     	Numa primeira leitura seu texto ostenta ser uma apologia irrefutável ao trabalho que desenvolvem entre os Zo´e.  Porém, analisando mais se percebe a sofismática intenção de defender o que fazem. Como defesa usa o ataque contra outros com o intuito de mudar o foco do leitor. Assim, os missionários, os ‘antropólogos de meia tijela’, índios guaranis, outros índios ‘descaracterizados’ (chamando-os de párias sociais ou canibalizado pela padronização global) e também acusa a população ião dos campos gerais a quem reputa como manipuladores dos zo´e.  
A propósito, será que essas pessoas foram à aldeia manipular os Zo´e ou foram eles que saíram numa comitiva tão grande de ‘embaixadores’ para reforçar seu desejo: queremos conhecer a sociedade envolvente? Fato que foi exposto e ficou registrado na reportagem sobe a visita do Ministro da Justiça em junho deste ano.   
      	Vejam bem: mais de 1/3 da população segundo a articulista ou mais da metade segundo a reportagem, incluindo mulheres e crianças para apelar por melhor tratamento da FUNAI. Isso não é comum aos povos tupi-guarani que enviam alguns representantes nestes casos. Será que se cansaram de ‘questionar’ a equipe que atua em sua terra e quiseram mostrar seu descontentamento geral com uma comitiva tão grande? A pequena fala dos zo´e reforça o que foi dito em junho e, por si só, refuta o texto da indigenista. 
          	A sua principal tese é evidenciar que os Zo’es são livres. É tema recorrente, três vezes mencionado no seu discurso.  Será que eles se consideram livres? 
- livres se o texto diz que foram ‘aconselhados’ (pode-se ler ‘manipulados’ ) a respeitar as ‘bordas fixas’ que os brancos inventaram para eles... Pode ser que essas ’bordas fixas’ pareçam aos zo´es uma frontal violação do seu conceito de ‘bordas que se ampliam’ com o conhecimento, não é?
- livres se tudo indica que foram interrogados pela equipe para saber quantos e quem estava presente nos campos gerais… (Isso fica implícito no fato da autora contestar o número de pessoas corrigindo-o para 96)
- livres se alguém disse para o jornalista convidado de O Estado  que ‘pretendem prepará-los durante dez anos’ para permitir sua aproximação com outras pessoas...
Que liberdade é essa vigiada, policiada, manipulada por pessoas com visão ‘etica’, julgando-os e interferindo no comportamento deles? 
A autora não é da Funai,  mas seu artigo revela que recebeu influência de ‘indigenistas’ com o espírito de controle sobre os nativos. Isso está no DNA da Funai sucessora do SPI. É o espírito paternalista que o órgão nunca perdeu, seja com ‘presentes de contato’ como referiu no texto ou pior:  o paternalismo ideológico sobre o povo, tratando-os como crianças incapazes...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faço uma reflexão ao artigo da indigenista Rosa Cartagenes. Ela antecipa em dizer que o que escreve é sua opinião pessoal e não representando a Funai.  Percebe-se que ela pensa diferente da política oficial. Ela não mostra apoio à idéia do Ministro da Justiça preparar os zo’e para ‘contatos e relações exteriores’ como eles desejam, evitando  a continuidade da situação atual: “para que isso aqui não seja uma vitrine do exótico.&#8221;      <a href="https://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090628/not_imp394203,0.php" rel="nofollow ugc">https://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090628/not_imp394203,0.php</a> “O Estado de S Paulo’ Felipe Recondo, convidado da Funai<br />
     	Também mostra que escreve para tentar minimizar o impacto negativo que a reportagem da TV Araguaia pode causar na ‘boa imagem’ que ‘construíram’ sobre seu trabalho entre os Zo´e. Tanto assim que procura desviar o foco da reportagem atacando outros, principalmente os missionários. Suas declarações carecem de provas, chega ao ponto de tentar provar acusações usando conceitos da epistemologia científica&#8230;.<br />
     	É respeitável sua opinião sobre o uso tradicional do arco e flexa para caça e que os zo´es não dependem de armas de fogo para caça nas suas atuais condições de vida,<br />
     	Rosa faz apologia com frases de efeito retórico rejeitando (senão discriminando) os outros índios em contato permanente com a sociedade: ‘nenhum povo foi ‘integrado’ mas muitíssimos povos estão ‘desintegrados’ (rotulando-os todos de ‘párias sociais’ ou ‘canibalizado pela padronização global’ que vivem ‘abaixo da linha da pobreza’ Faz contraste a isso enaltecendo os zo´e como ‘um povo único, belo’  e um dos ‘últimos povos livres da face da Terra’ e um ‘dos últimos povos indígenas autônomos no planeta’.<br />
Ora, qualquer pessoa com conhecimento de ambas as situações percebe o absurdo dessas declarações extremas! Será que sutilmente ela está tentando ganhar apoio à idéia que nada precisa mudar com a condição atual dos zo´e?  Também vale perguntar o que os outros povos, que vivem bem hoje em contato permanente com a sociedade, pensam desse afrontoso conceito? É preconceituoso e pejorativo e qualquer pessoa que se considera livre e autônoma poderia se sentir ofendida com essas declarações&#8230;<br />
     	Tenta passar a imagem de uma vida quase paradisíaca dos zo´e mas revela de forma bem superficial que existem questionamentos, conflitos e pressões internas atribuindo-os aos anseios da população jovem ou aos contatos com visitantes.<br />
     	Numa primeira leitura seu texto ostenta ser uma apologia irrefutável ao trabalho que desenvolvem entre os Zo´e.  Porém, analisando mais se percebe a sofismática intenção de defender o que fazem. Como defesa usa o ataque contra outros com o intuito de mudar o foco do leitor. Assim, os missionários, os ‘antropólogos de meia tijela’, índios guaranis, outros índios ‘descaracterizados’ (chamando-os de párias sociais ou canibalizado pela padronização global) e também acusa a população ião dos campos gerais a quem reputa como manipuladores dos zo´e.<br />
A propósito, será que essas pessoas foram à aldeia manipular os Zo´e ou foram eles que saíram numa comitiva tão grande de ‘embaixadores’ para reforçar seu desejo: queremos conhecer a sociedade envolvente? Fato que foi exposto e ficou registrado na reportagem sobe a visita do Ministro da Justiça em junho deste ano.<br />
      	Vejam bem: mais de 1/3 da população segundo a articulista ou mais da metade segundo a reportagem, incluindo mulheres e crianças para apelar por melhor tratamento da FUNAI. Isso não é comum aos povos tupi-guarani que enviam alguns representantes nestes casos. Será que se cansaram de ‘questionar’ a equipe que atua em sua terra e quiseram mostrar seu descontentamento geral com uma comitiva tão grande? A pequena fala dos zo´e reforça o que foi dito em junho e, por si só, refuta o texto da indigenista.<br />
          	A sua principal tese é evidenciar que os Zo’es são livres. É tema recorrente, três vezes mencionado no seu discurso.  Será que eles se consideram livres?<br />
&#8211; livres se o texto diz que foram ‘aconselhados’ (pode-se ler ‘manipulados’ ) a respeitar as ‘bordas fixas’ que os brancos inventaram para eles&#8230; Pode ser que essas ’bordas fixas’ pareçam aos zo´es uma frontal violação do seu conceito de ‘bordas que se ampliam’ com o conhecimento, não é?<br />
&#8211; livres se tudo indica que foram interrogados pela equipe para saber quantos e quem estava presente nos campos gerais… (Isso fica implícito no fato da autora contestar o número de pessoas corrigindo-o para 96)<br />
&#8211; livres se alguém disse para o jornalista convidado de O Estado  que ‘pretendem prepará-los durante dez anos’ para permitir sua aproximação com outras pessoas&#8230;<br />
Que liberdade é essa vigiada, policiada, manipulada por pessoas com visão ‘etica’, julgando-os e interferindo no comportamento deles?<br />
A autora não é da Funai,  mas seu artigo revela que recebeu influência de ‘indigenistas’ com o espírito de controle sobre os nativos. Isso está no DNA da Funai sucessora do SPI. É o espírito paternalista que o órgão nunca perdeu, seja com ‘presentes de contato’ como referiu no texto ou pior:  o paternalismo ideológico sobre o povo, tratando-os como crianças incapazes&#8230;</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: ruben caixeta		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/os-zoe-nao-vivem-numa-redoma.html#comment-38057</link>

		<dc:creator><![CDATA[ruben caixeta]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Dec 2010 15:59:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O texto de Rosa é muito lúcido e esclarecedor sobre a situação atual dos Zo&#039;é. Do ponto de vista antropológico, é uma luz sobre o conceito de nomadismo e sobre o que significa uma sociedade - organizada em torno da caça e da pesca, e da pequena agricultura - ter que, contra o seu próprio movimento interno e suas próprias razões cosmológicas e sociológicas, se deslocar para fora de seu mundo. Não entendo quando dizem que o texto de Rosa é demagógico: ainda que pequeno, no contexto que demanda o espaço da bloguesfera, é uma das melhores análises que já li até o momento sobre o recente acontecimento entre os Zo&#039;é. A situação dos Zo&#039;é, sua procura de contato com o mundo exterior, não poderá ser entendida sem uma análise consistente do ponto de vista antropológico, sem ouvir com atenção os próprios Zo&#039;é. Não é uma simples reportagem de uma equipe de TV que vai trazer qualquer entendimento sobre o caso, o máximo que pode trazer e ampliar, é o preconceito contra esse povo indígena. Pelo que li do texto da Rosa, ela e outros indigenistas que trabalham com os Zo&#039;é não militam para que estes índios fiquem fechados no seu &quot;mundo&quot; (mesmo porque o mundo do povo Tupi e do Povo Karib é um mundo aberto para o exterior, para aquilo que vem de fora), mas, este contato e esta relação com o mundo de fora (sobretudo sabendo que neste mundo de fora, que é sobretudo o nosso, o ocidental, há muita gente malandra, muita gente que só interessa na &quot;alma&quot; ou no &quot;corpo&quot; do índio - veja a longa história da conquista européia, da evangelização, da escravização dos índios; isso começou há mais de quinhentos anos, e, ainda continua), mas este contato deverá ser mediado por um trabalho indigenista e antropológico sério, feito junto com os próprios Zo&#039;é; este contato deles com o exterior hoje em dia não vai ser feito pela força da &quot;palavra&quot; única do cristianismo, ou pela força e pelo poder dos colonos, os tempos, felizmente, são outros, há muita gente, no Brasil e fora daqui, apoiando o trabalho sério que vem sendo feito atualmente com e pelos os Zo&#039;é.  Isto tudo não quer dizer que tudo está certo, precisamos refletir criticamente sobre este trabalho, no sentido de melhorá-lo, aperfeiçoá-lo, e isso deve ser feito por aqueles que realmente querem ouvir os Zo&#039;é, e fazer deles os protagonistas deste encontro com o mundo exterior.

ruben caixeta é professor de antropologia da Universidade Federal de Minas Gerais]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto de Rosa é muito lúcido e esclarecedor sobre a situação atual dos Zo&#8217;é. Do ponto de vista antropológico, é uma luz sobre o conceito de nomadismo e sobre o que significa uma sociedade &#8211; organizada em torno da caça e da pesca, e da pequena agricultura &#8211; ter que, contra o seu próprio movimento interno e suas próprias razões cosmológicas e sociológicas, se deslocar para fora de seu mundo. Não entendo quando dizem que o texto de Rosa é demagógico: ainda que pequeno, no contexto que demanda o espaço da bloguesfera, é uma das melhores análises que já li até o momento sobre o recente acontecimento entre os Zo&#8217;é. A situação dos Zo&#8217;é, sua procura de contato com o mundo exterior, não poderá ser entendida sem uma análise consistente do ponto de vista antropológico, sem ouvir com atenção os próprios Zo&#8217;é. Não é uma simples reportagem de uma equipe de TV que vai trazer qualquer entendimento sobre o caso, o máximo que pode trazer e ampliar, é o preconceito contra esse povo indígena. Pelo que li do texto da Rosa, ela e outros indigenistas que trabalham com os Zo&#8217;é não militam para que estes índios fiquem fechados no seu &#8220;mundo&#8221; (mesmo porque o mundo do povo Tupi e do Povo Karib é um mundo aberto para o exterior, para aquilo que vem de fora), mas, este contato e esta relação com o mundo de fora (sobretudo sabendo que neste mundo de fora, que é sobretudo o nosso, o ocidental, há muita gente malandra, muita gente que só interessa na &#8220;alma&#8221; ou no &#8220;corpo&#8221; do índio &#8211; veja a longa história da conquista européia, da evangelização, da escravização dos índios; isso começou há mais de quinhentos anos, e, ainda continua), mas este contato deverá ser mediado por um trabalho indigenista e antropológico sério, feito junto com os próprios Zo&#8217;é; este contato deles com o exterior hoje em dia não vai ser feito pela força da &#8220;palavra&#8221; única do cristianismo, ou pela força e pelo poder dos colonos, os tempos, felizmente, são outros, há muita gente, no Brasil e fora daqui, apoiando o trabalho sério que vem sendo feito atualmente com e pelos os Zo&#8217;é.  Isto tudo não quer dizer que tudo está certo, precisamos refletir criticamente sobre este trabalho, no sentido de melhorá-lo, aperfeiçoá-lo, e isso deve ser feito por aqueles que realmente querem ouvir os Zo&#8217;é, e fazer deles os protagonistas deste encontro com o mundo exterior.</p>
<p>ruben caixeta é professor de antropologia da Universidade Federal de Minas Gerais</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Sr. Silva		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/os-zoe-nao-vivem-numa-redoma.html#comment-38056</link>

		<dc:creator><![CDATA[Sr. Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Dec 2010 15:54:55 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://www.jesocarneiro.com.br/?p=15044#comment-38056</guid>

					<description><![CDATA[D. Rosa,

é muito interessante o fato da senhora dizer que os Zo&#039;és são livres para andar por onde quiserem e tomarem suas decisões e ao mesmo tempo lhes nega declaradamente este direito de liberdade com o termo &quot;têm sido, solidariamente, aconselhados a não ultrapassarem as “bordas fixas” que inventamos para eles.&quot;, como a senhora mesmo escreveu no texto acima. Ou seja, sua ONG e a FUNAI têm proibido aos Zo&#039;és de se locomoverem e tomarem suas próprias decisões. Nossa carta mágna nos dá a liberdade de falarmos ou difundirmos aquilo que cremos, seja ela oespiritismo, cristianismo, catolicismo (e o governo tem dado total apoio aos padres e freiras e professores que são ligados ao CIMI, mas não dá a mesma liberdade aos outros credos). Então que seja dado aos Zo&#039;és e a todos os outros povos do mundo o direito de escolherem o que querem fazer.
A senhora acusa estes tais missionários como responsáveis pela doença e morte do povo e quer proibí-los de retornar, mas afirma no texto que tem entrado em contato com o povo um monte de gente, (Dr.Erik e atestados por todos os profissionais que ali já estiveram (médicos, sanitaristas, advogados, jornalistas, ambientalistas, documentaristas; “turistas”, nunca), citado acima. Será que estas pessoas também não estão levando doenças para o meio do povo? Se a presença de outras pessoas é tão nociva à vida deles, por quê a senhora não é a primeira a ficar longe deles? Ao invés disso, está promovendo a entrada de várias pessoas lá! 
Sou um estudante e amante da antropologia. Por isso, em minhas andanças já conheci nações indígenas em vários lugares em nosso país, como no nordeste, no TO, MA, e atualmente moro no MT. Inclusive conversando com pessoas da região e com os próprios indígenas daqui, descobri que havia muitas guerras entre algumas nações aqui e quase dizimaram um povo. Se não fosse a ajuda de moradores da cidade e fazendeiros, seria uma nação a menos no Brasil. Pois não tinham ajuda de FUNAI ou qualquer outro órgão do governo.
Pare, por favor, com esta demagogia tola! Que seja permitido aos missionários, aos voluntários corajosos da nossa pátria, a entrada em áreas indígenas para cuidar da saúde deles. Pois eles não querem apenas falar de Deus, mas querem ajudar as pessoas como um todo. Se não fosse assim, não teria tantos trabalhos e projetos na área de desenvolvimento cultural, agricultura, alfabetização, etc, feito por estas pessoas. Como já vi em alguns lugares. Conheço algumas tribos que chegaram crentes há muitos anos, mas os índios não aceitaram aquela crença dos crentes. Então que cada povo tenha o direito legítimo de escolher adotar ou não outro modo de vida, seja ele com roupa ou não, com tecnologia ou não...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>D. Rosa,</p>
<p>é muito interessante o fato da senhora dizer que os Zo&#8217;és são livres para andar por onde quiserem e tomarem suas decisões e ao mesmo tempo lhes nega declaradamente este direito de liberdade com o termo &#8220;têm sido, solidariamente, aconselhados a não ultrapassarem as “bordas fixas” que inventamos para eles.&#8221;, como a senhora mesmo escreveu no texto acima. Ou seja, sua ONG e a FUNAI têm proibido aos Zo&#8217;és de se locomoverem e tomarem suas próprias decisões. Nossa carta mágna nos dá a liberdade de falarmos ou difundirmos aquilo que cremos, seja ela oespiritismo, cristianismo, catolicismo (e o governo tem dado total apoio aos padres e freiras e professores que são ligados ao CIMI, mas não dá a mesma liberdade aos outros credos). Então que seja dado aos Zo&#8217;és e a todos os outros povos do mundo o direito de escolherem o que querem fazer.<br />
A senhora acusa estes tais missionários como responsáveis pela doença e morte do povo e quer proibí-los de retornar, mas afirma no texto que tem entrado em contato com o povo um monte de gente, (Dr.Erik e atestados por todos os profissionais que ali já estiveram (médicos, sanitaristas, advogados, jornalistas, ambientalistas, documentaristas; “turistas”, nunca), citado acima. Será que estas pessoas também não estão levando doenças para o meio do povo? Se a presença de outras pessoas é tão nociva à vida deles, por quê a senhora não é a primeira a ficar longe deles? Ao invés disso, está promovendo a entrada de várias pessoas lá!<br />
Sou um estudante e amante da antropologia. Por isso, em minhas andanças já conheci nações indígenas em vários lugares em nosso país, como no nordeste, no TO, MA, e atualmente moro no MT. Inclusive conversando com pessoas da região e com os próprios indígenas daqui, descobri que havia muitas guerras entre algumas nações aqui e quase dizimaram um povo. Se não fosse a ajuda de moradores da cidade e fazendeiros, seria uma nação a menos no Brasil. Pois não tinham ajuda de FUNAI ou qualquer outro órgão do governo.<br />
Pare, por favor, com esta demagogia tola! Que seja permitido aos missionários, aos voluntários corajosos da nossa pátria, a entrada em áreas indígenas para cuidar da saúde deles. Pois eles não querem apenas falar de Deus, mas querem ajudar as pessoas como um todo. Se não fosse assim, não teria tantos trabalhos e projetos na área de desenvolvimento cultural, agricultura, alfabetização, etc, feito por estas pessoas. Como já vi em alguns lugares. Conheço algumas tribos que chegaram crentes há muitos anos, mas os índios não aceitaram aquela crença dos crentes. Então que cada povo tenha o direito legítimo de escolher adotar ou não outro modo de vida, seja ele com roupa ou não, com tecnologia ou não&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: jairo souza pantoja		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/os-zoe-nao-vivem-numa-redoma.html#comment-38055</link>

		<dc:creator><![CDATA[jairo souza pantoja]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Dec 2010 14:22:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Lamento que pessoas desinformadas estão a falar sobre uma causa tão relevante como esta em que vive o povo Zo´é
Infelismente neste País os direitos dos indigenas não são respeitados, pois assistir a reportagem exibida pela TV Atalaia e gostaria de saber se aqueles indios tiveram seus pedidos atentidos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lamento que pessoas desinformadas estão a falar sobre uma causa tão relevante como esta em que vive o povo Zo´é<br />
Infelismente neste País os direitos dos indigenas não são respeitados, pois assistir a reportagem exibida pela TV Atalaia e gostaria de saber se aqueles indios tiveram seus pedidos atentidos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Francisco Bezerra		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/os-zoe-nao-vivem-numa-redoma.html#comment-38054</link>

		<dc:creator><![CDATA[Francisco Bezerra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Dec 2010 00:09:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/os-zoe-nao-vivem-numa-redoma.html#comment-38051&quot;&gt;Anônimo&lt;/a&gt;.

E o seu problema anonimo é que voce alem de ser preconceituoso ainda é covarde 
ponha ai o seu nome
 para que todos posam saber quem voce é]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/os-zoe-nao-vivem-numa-redoma.html#comment-38051">Anônimo</a>.</p>
<p>E o seu problema anonimo é que voce alem de ser preconceituoso ainda é covarde<br />
ponha ai o seu nome<br />
 para que todos posam saber quem voce é</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Francisco Bezerra		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/os-zoe-nao-vivem-numa-redoma.html#comment-38053</link>

		<dc:creator><![CDATA[Francisco Bezerra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Dec 2010 22:16:46 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://www.jesocarneiro.com.br/?p=15044#comment-38053</guid>

					<description><![CDATA[Prezada Sra. Rosa,

Infelizmente ainda há em nosso pais pessoas que mesmo tendo um alto nivel intelectual sao cheias de precoceitos.
Isso é lamentavel pois o prenceito só constroi o ódio, a intolerancia e a distancia.
O que o Brasil precisa é de uma sociedade unida, unida em favor dos direitos de todos sejam eles brancos, negros, indios, catolicos,evengelicos e de qualquer outro credo.
vamos entao deixar o preconceito de lado e ajudar esses nossos irmao pois eles estao precisando de todos nós.
quer sejamos crentes ou ateus.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Prezada Sra. Rosa,</p>
<p>Infelizmente ainda há em nosso pais pessoas que mesmo tendo um alto nivel intelectual sao cheias de precoceitos.<br />
Isso é lamentavel pois o prenceito só constroi o ódio, a intolerancia e a distancia.<br />
O que o Brasil precisa é de uma sociedade unida, unida em favor dos direitos de todos sejam eles brancos, negros, indios, catolicos,evengelicos e de qualquer outro credo.<br />
vamos entao deixar o preconceito de lado e ajudar esses nossos irmao pois eles estao precisando de todos nós.<br />
quer sejamos crentes ou ateus.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Francisco Bezerra		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/os-zoe-nao-vivem-numa-redoma.html#comment-38052</link>

		<dc:creator><![CDATA[Francisco Bezerra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Dec 2010 21:48:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/os-zoe-nao-vivem-numa-redoma.html#comment-38049&quot;&gt;Marcelo&lt;/a&gt;.

Maecelo 
nao tem só a Rosa com conhecimeto falando sobre o assunto por favor
leia os outros textos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/os-zoe-nao-vivem-numa-redoma.html#comment-38049">Marcelo</a>.</p>
<p>Maecelo<br />
nao tem só a Rosa com conhecimeto falando sobre o assunto por favor<br />
leia os outros textos</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Anônimo		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/os-zoe-nao-vivem-numa-redoma.html#comment-38051</link>

		<dc:creator><![CDATA[Anônimo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Dec 2010 17:57:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://www.jesocarneiro.com.br/?p=15044#comment-38051</guid>

					<description><![CDATA[O problema desses &quot;Missionários&quot; é que eles querem ser os donos de DEUS, não façam isso, ele é todo poderoso, é onisciente ele sabe tudo sobre nós e sobre os Zo`é também.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O problema desses &#8220;Missionários&#8221; é que eles querem ser os donos de DEUS, não façam isso, ele é todo poderoso, é onisciente ele sabe tudo sobre nós e sobre os Zo`é também.</p>
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