Jeso Carneiro

Recuperação do cais de arrimo

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por David Marinho (*)

Enquanto não se tem verbas para a ampliação do Projeto Orla, já concluído (trechos I e II) e prometido a verba para o trecho III, a Prefeitura de Santarém deveria dá mais atenção à manutenção e recuperação da atual estrutura do antigo cais de arrimo.

A obra foi construída ainda na gestão dos governos militares e está levando sérios riscos aos pedestres, preocupação a população em geral pela degradação física dessa estrutura que funciona como uma trincheira de proteção contra as enchentes.

Por essa importância, deveria receber mais atenção do poder público, pois, pelo fato de ficar na frente da cidade, à margem direita do rio Tapajós, é também um elemento atrativo de nosso “cartão postal”.

Percebe-se claramente o afofamento por erosão na sub-base (maciço do aterro) dos calçamentos do cais por águas das enchentes (fluviais), chuvas (pluviais) e das lavagens de carros (servidas) que são despejadas diariamente e que penetram nas rachaduras, causando recalque progressivo e rebaixamento das placas do pavimento em concreto, tanto nos planos horizontais (passeios), assim como, nos planos inclinados (taludes) e deterioração das escadas de acesso.

Situação que demonstra uma visão estética deplorável e causadora de acidentes já comprovados, com tropeços e quedas de pessoas que já se machucaram quando utilizavam esse espaço para caminhar nos finais da tarde, e usuários que se dirigem as embarcações para viagens regionais diariamente.

Sugiro que quando da ampliação de novos trechos do Projeto Orla seja mantido o perfil geométrico trapezoidal com taludes inclinados do atual cais, pois são menos impactantes visualmente e menos perigosos para quedas, pois na forma vertical tipo “caixão” adotado cria-se uma barreira vertical agressiva e intransponível de um muro grotesco, igual de presídio.

Implementar a arborização com espécies nativas apropriadas em toda a orla faz-se também necessária.

Para recuperar os atuais danos, dever-se-ia reaterrar todos os espaços vazios sob as placas comprometidas com material rocha-argiloso (laterita) e compactação manual; nivelar as placas desalinhadas e irregulares em seus níveis e preencher com grauteamento (argamassa fluída) nas falhas introduzindo algumas brocas de ancoragem com armadura, uma espécie de obturação concretícia, tornado-as planas e rejuntadas entre si eliminando-se os riscos para os pedestres, melhorando sua estética e utilização para caminhadas com segurança.

Esse serviço pode ser executado com uma pequena equipe de operários com apoio de um caminhão médio com toldo, para o transporte do material composto de: cimento, areia, brita, ferragens, ferramentas e servir como abrigo numa necessidade contra chuvas.

Alguma medida tem de ser tomada quando as águas baixarem, para não perdermos definitivamente essa estrutura que ainda  tem sua função de proteger a Avenida Tapajós e prédios próximos a essa orla, contra a invasão do rio.

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* É gestor ambiental. Escreve regularmente neste blog.

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