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	Comentários sobre: UFOPA: avanço ou retrocesso na formação de professores?	</title>
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	<description>Fatos e opiniões - Amazônia e Brasil. O portal Jeso Carneiro mostra o melhor conteúdo sobre o que acontece na Amazônia, Pará, Brasil e no mundo.</description>
	<lastBuildDate>Sat, 01 Oct 2011 23:00:21 +0000</lastBuildDate>
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		<title>
		Por: Anoioio		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/ufopa-avanco-ou-retrocesso-na-formacao-de-professores.html#comment-61943</link>

		<dc:creator><![CDATA[Anoioio]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Oct 2011 23:00:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Como estou na minha pesquisa exatamente delineando alguns escombros que o péssimo ensino de matemática tem provocado no curso de engenharia da UFPA, aproveitei para falar um pouco disto transbordando para o social. Eis o que relato que se complementa com o que vai anexo:

¨E o maior de todos agora se desenha, via a divisão do Pará. No começo dos anos 90 estive em Santarém ministrando disciplina e pelos os corredores exalavam o inconcebível: gente com cargo de docente discursando que enquanto não houvesse o Estado do Tapajós, o campus só iria receber de refugo ao rebotalho do campus de Belém. Obviamente que tudo estava sendo feito com a plena anuência da cúpula da reitoria, bem como determinado estava que por mero interesse político esses preferiam considerar-se parte dessas impropriedades do que ter postura de interesse pela educação.

De fato, desprezo e até leniência pela assistência estudantil - garantia de alojamento, comida,  livros e bolsa para todo aluno carente - sempre foi comum pelo Brasil, mas no Pará, pela sua imensidão e condições sociais, sempre tornou estudar na UFPA/Belém fator de desigualdade absurda entre os estudantes paraenses. Assim como, haver isso em quantidade razoável não anularia toda necessidade da interiorização. Entretanto, até mais do que desenvolvê-la, abusar dessa situação por tais interesses e como fonte de ganho extra, sempre foi um ato dos mais escandalosos da história da educação paraense.

 Lembrando que sou cearense, fator que pede moderação nisto, agrava-se pela minha condição de docente, a  qual exige que não deixe algum aluno ser induzido ou se auto censurar em função da minha posição. Além disso, educação de qualidade torna nenhum assunto proibitivo, porém exige cuidado para não resvalar para situação mais trágica. Menos ainda, como nesse caso, quando há outras, e embora aparentemente distante, como é o caso da internacionalização da Amazônia, que podem aflorar com mais vigor.

Logo, o que reclamo é do fracasso patente e até construído pela UFPA, portanto, todos nós agora, por não ter historicamente atuado de forma que o debate fosse respaldado com um pouco mais de educação de qualidade, já que os sentimentos sinceros de cada grupo precisam  ser respeitados.¨]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como estou na minha pesquisa exatamente delineando alguns escombros que o péssimo ensino de matemática tem provocado no curso de engenharia da UFPA, aproveitei para falar um pouco disto transbordando para o social. Eis o que relato que se complementa com o que vai anexo:</p>
<p>¨E o maior de todos agora se desenha, via a divisão do Pará. No começo dos anos 90 estive em Santarém ministrando disciplina e pelos os corredores exalavam o inconcebível: gente com cargo de docente discursando que enquanto não houvesse o Estado do Tapajós, o campus só iria receber de refugo ao rebotalho do campus de Belém. Obviamente que tudo estava sendo feito com a plena anuência da cúpula da reitoria, bem como determinado estava que por mero interesse político esses preferiam considerar-se parte dessas impropriedades do que ter postura de interesse pela educação.</p>
<p>De fato, desprezo e até leniência pela assistência estudantil &#8211; garantia de alojamento, comida,  livros e bolsa para todo aluno carente &#8211; sempre foi comum pelo Brasil, mas no Pará, pela sua imensidão e condições sociais, sempre tornou estudar na UFPA/Belém fator de desigualdade absurda entre os estudantes paraenses. Assim como, haver isso em quantidade razoável não anularia toda necessidade da interiorização. Entretanto, até mais do que desenvolvê-la, abusar dessa situação por tais interesses e como fonte de ganho extra, sempre foi um ato dos mais escandalosos da história da educação paraense.</p>
<p> Lembrando que sou cearense, fator que pede moderação nisto, agrava-se pela minha condição de docente, a  qual exige que não deixe algum aluno ser induzido ou se auto censurar em função da minha posição. Além disso, educação de qualidade torna nenhum assunto proibitivo, porém exige cuidado para não resvalar para situação mais trágica. Menos ainda, como nesse caso, quando há outras, e embora aparentemente distante, como é o caso da internacionalização da Amazônia, que podem aflorar com mais vigor.</p>
<p>Logo, o que reclamo é do fracasso patente e até construído pela UFPA, portanto, todos nós agora, por não ter historicamente atuado de forma que o debate fosse respaldado com um pouco mais de educação de qualidade, já que os sentimentos sinceros de cada grupo precisam  ser respeitados.¨</p>
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		<title>
		Por: Anoioio		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/ufopa-avanco-ou-retrocesso-na-formacao-de-professores.html#comment-61942</link>

		<dc:creator><![CDATA[Anoioio]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Oct 2011 22:40:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[ENTIDADE FAZ CURSO COM CONDENADO POR PLÁGIO
https://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=78939
https://www.rc.unesp.br/ib/dta/Portarias2008/Pt025-2008.doc

https://cienciabrasil.blogspot.com/2011/07/um-recado-que-acabo-de-receber-de-um.html]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ENTIDADE FAZ CURSO COM CONDENADO POR PLÁGIO<br />
<a href="https://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=78939" rel="nofollow ugc">https://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=78939</a><br />
<a href="https://www.rc.unesp.br/ib/dta/Portarias2008/Pt025-2008.doc" rel="nofollow ugc">https://www.rc.unesp.br/ib/dta/Portarias2008/Pt025-2008.doc</a></p>
<p><a href="https://cienciabrasil.blogspot.com/2011/07/um-recado-que-acabo-de-receber-de-um.html" rel="nofollow ugc">https://cienciabrasil.blogspot.com/2011/07/um-recado-que-acabo-de-receber-de-um.html</a></p>
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		<title>
		Por: Anoioio		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/ufopa-avanco-ou-retrocesso-na-formacao-de-professores.html#comment-61941</link>

		<dc:creator><![CDATA[Anoioio]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Oct 2011 22:16:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Uma primeira versão do projeto UFOPA que li constava equipar todas as salas para transmissão online de todas as aulas visando dois grandes objetivos;
a) o aluno poderia assistir, não sendo possível comparecer, aula de casa;
2) jovens que estivesse interessado em algum curso ir se acostumando com os conteúdos.

Pelo visto isso foi abandonado, o que é uma pena, posto que, ficaria no mesmo nível de Harvard.  De fato, essa já nasceu tão velha tanto quanto as demais sempre foram.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma primeira versão do projeto UFOPA que li constava equipar todas as salas para transmissão online de todas as aulas visando dois grandes objetivos;<br />
a) o aluno poderia assistir, não sendo possível comparecer, aula de casa;<br />
2) jovens que estivesse interessado em algum curso ir se acostumando com os conteúdos.</p>
<p>Pelo visto isso foi abandonado, o que é uma pena, posto que, ficaria no mesmo nível de Harvard.  De fato, essa já nasceu tão velha tanto quanto as demais sempre foram.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Gilberto rodrigues		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/ufopa-avanco-ou-retrocesso-na-formacao-de-professores.html#comment-61940</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gilberto rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 07:56:42 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://www.jesocarneiro.com.br/?p=29137#comment-61940</guid>

					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/ufopa-avanco-ou-retrocesso-na-formacao-de-professores.html#comment-61936&quot;&gt;Solange Ximenes&lt;/a&gt;.

Primeiro estranha-se
Depois entranha-se
E estranha-se de novo

Prezada Professora Solange Ximenes,

Obrigado por ter apresentado reflexões condizentes com o nível que o debate acadêmico requer. Felicito-a por não ter apelado para a desqualificação pessoal do oponente como outros fizeram.
No entanto, a senhora minimiza a questão que levantei ao defender que não se trata de um problema local, mas estrutural de todo o país.
Pelo que sei nas universidades federais do nordeste e do centro sul do país, as vagas para os cursos de licenciaturas, apesar da baixa concorrência, estão quase sempre totalmente preenchidas.
Em outra direção a senhora parece-me seduzida pelos encantos do ENEN ao afirmar que “através de eixos cognitivos avalia a apreensão de objetos de
conhecimento das matrizes de referência do exame. As matrizes de
referência são: ciências da natureza e suas tecnologias; ciências
humanas e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias; linguagens,
códigos e suas tecnologias. O ENEM em si já apresenta um desafio aos
professores do ensino médio uma vez que o aluno não tem que dar respostas
mecânicas às questões colocadas, mas tem que dominar linguagens,
compreender fenômenos, enfrentar situações-problema, construir
argumentações e elaborar propostas”.
Pura retórica por parte do MEC. Como educador aprendi ser quase impossível uma prova de múltipla escolha não representar, em última instância, uma busca mecânica pela verdade.
Em outro trecho afirma que “na UFOPA foram matriculados os alunos com as melhores notas do ENEM (777.58 a maior média e 576.96 a menor média)”.
Neste particular relembro que precisamos de mais de dez chamadas para preencher as 1150 vagas disponíveis para ingresso via ENEN e que decorrente destas inúmeras chamadas (que, registre-se, não foram extensíveis aos indígenas) a média 600 pode ser considerada baixa para ingresso em uma universidade publica federal.
Quanto aos números que a senhora aponta no trecho “No antigo Campus da UFPA de Santarém houve anos em que ingressaram nas
licenciaturas muito menos alunos que o número de vagas oferecidas. Veja o
exemplo do próprio curso de pedagogia em 2007 no qual foram aprovados
apenas 11 alunos das cinquenta vagas oferecidas e dos cursos de química e
física nos anos 90 do século XX em que havia vestibulares que aprovavam 3
alunos”. Por acaso, nos anos citados pela senhora o ICED ficou com 54% das vagas sem preenchimento?
Vislumbro que nos próximos anos ocorrerá a mesma sobra de vagas no ICED, ou talvez maior. Isto porque, repito, no modelo em implantação ingressará na UFOPA mais alunos que desejam as carreiras mais concorridas. É inevitável que estes se preparem mais do que os candidatos as carreiras menos concorridas. Imagine que a UFOPA oferecesse a carreira de Medicina. Do total de vagas oferecidas um grande percentual seria preenchida por candidatos a esta carreira e, por conseguinte, diminuiria mais ainda os ingressantes que, por opção, e não por falta de opção, desejam a carreira do magistério.
Aqui gostaria de reforçar um ponto: não estou questionando o modelo acadêmico em implantação (o fundamento interdisciplinar e as licenciaturas integradas), mas o modelo de progressão acadêmica. Este me parece equivocado, pelo menos para a formação de professores. Diante deste modelo é inevitável que as carreiras menos concorridas fiquem com menos alunos. Porém, neste caso, as carreiras menos concorridas são justamente aquelas que formam professores. Sendo assim o modelo de progressão acadêmica prejudica um dos pilares de uma nação.
Por último, gostaria de comentar sua reflexão final que diz “[...] vale então a pena lembrar que o ICED da UFOPA possui 84 professores, dos quais 29 são
doutores e 48 mestres. Com um conjunto de docentes deste porte não há
porque duvidar que daqui a alguns anos teremos formado os melhores
professores da região porque acredita-se que o quê o professor
universitário faz na sala de aula contribui para determinar o perfil do
profissional que ele formará (LORTIE, 1988)” É uma visão estreita acreditar que ter 29 doutores e 48 mestres garante uma formação de qualidade. É preciso que eles tenham tempo de pesquisar, orientar trabalhos, participar de eventos, projetos de extensão, etc., no entanto, com a carga horária de sala de aula que a administração que a senhora participa está impondo sobre os docentes, fica muito difícil atingir essa tão sonhada formação de qualidade que romanticamente traz a tona.
“No campo educacional toda reforma e/ou inovação é lenta
e dá-nos a impressão de que se caminha com “botas de chumbo” e em algumas andamos para trás.

Atenciosamente,
Gilberto César Lopes Rodrigues]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/ufopa-avanco-ou-retrocesso-na-formacao-de-professores.html#comment-61936">Solange Ximenes</a>.</p>
<p>Primeiro estranha-se<br />
Depois entranha-se<br />
E estranha-se de novo</p>
<p>Prezada Professora Solange Ximenes,</p>
<p>Obrigado por ter apresentado reflexões condizentes com o nível que o debate acadêmico requer. Felicito-a por não ter apelado para a desqualificação pessoal do oponente como outros fizeram.<br />
No entanto, a senhora minimiza a questão que levantei ao defender que não se trata de um problema local, mas estrutural de todo o país.<br />
Pelo que sei nas universidades federais do nordeste e do centro sul do país, as vagas para os cursos de licenciaturas, apesar da baixa concorrência, estão quase sempre totalmente preenchidas.<br />
Em outra direção a senhora parece-me seduzida pelos encantos do ENEN ao afirmar que “através de eixos cognitivos avalia a apreensão de objetos de<br />
conhecimento das matrizes de referência do exame. As matrizes de<br />
referência são: ciências da natureza e suas tecnologias; ciências<br />
humanas e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias; linguagens,<br />
códigos e suas tecnologias. O ENEM em si já apresenta um desafio aos<br />
professores do ensino médio uma vez que o aluno não tem que dar respostas<br />
mecânicas às questões colocadas, mas tem que dominar linguagens,<br />
compreender fenômenos, enfrentar situações-problema, construir<br />
argumentações e elaborar propostas”.<br />
Pura retórica por parte do MEC. Como educador aprendi ser quase impossível uma prova de múltipla escolha não representar, em última instância, uma busca mecânica pela verdade.<br />
Em outro trecho afirma que “na UFOPA foram matriculados os alunos com as melhores notas do ENEM (777.58 a maior média e 576.96 a menor média)”.<br />
Neste particular relembro que precisamos de mais de dez chamadas para preencher as 1150 vagas disponíveis para ingresso via ENEN e que decorrente destas inúmeras chamadas (que, registre-se, não foram extensíveis aos indígenas) a média 600 pode ser considerada baixa para ingresso em uma universidade publica federal.<br />
Quanto aos números que a senhora aponta no trecho “No antigo Campus da UFPA de Santarém houve anos em que ingressaram nas<br />
licenciaturas muito menos alunos que o número de vagas oferecidas. Veja o<br />
exemplo do próprio curso de pedagogia em 2007 no qual foram aprovados<br />
apenas 11 alunos das cinquenta vagas oferecidas e dos cursos de química e<br />
física nos anos 90 do século XX em que havia vestibulares que aprovavam 3<br />
alunos”. Por acaso, nos anos citados pela senhora o ICED ficou com 54% das vagas sem preenchimento?<br />
Vislumbro que nos próximos anos ocorrerá a mesma sobra de vagas no ICED, ou talvez maior. Isto porque, repito, no modelo em implantação ingressará na UFOPA mais alunos que desejam as carreiras mais concorridas. É inevitável que estes se preparem mais do que os candidatos as carreiras menos concorridas. Imagine que a UFOPA oferecesse a carreira de Medicina. Do total de vagas oferecidas um grande percentual seria preenchida por candidatos a esta carreira e, por conseguinte, diminuiria mais ainda os ingressantes que, por opção, e não por falta de opção, desejam a carreira do magistério.<br />
Aqui gostaria de reforçar um ponto: não estou questionando o modelo acadêmico em implantação (o fundamento interdisciplinar e as licenciaturas integradas), mas o modelo de progressão acadêmica. Este me parece equivocado, pelo menos para a formação de professores. Diante deste modelo é inevitável que as carreiras menos concorridas fiquem com menos alunos. Porém, neste caso, as carreiras menos concorridas são justamente aquelas que formam professores. Sendo assim o modelo de progressão acadêmica prejudica um dos pilares de uma nação.<br />
Por último, gostaria de comentar sua reflexão final que diz “[&#8230;] vale então a pena lembrar que o ICED da UFOPA possui 84 professores, dos quais 29 são<br />
doutores e 48 mestres. Com um conjunto de docentes deste porte não há<br />
porque duvidar que daqui a alguns anos teremos formado os melhores<br />
professores da região porque acredita-se que o quê o professor<br />
universitário faz na sala de aula contribui para determinar o perfil do<br />
profissional que ele formará (LORTIE, 1988)” É uma visão estreita acreditar que ter 29 doutores e 48 mestres garante uma formação de qualidade. É preciso que eles tenham tempo de pesquisar, orientar trabalhos, participar de eventos, projetos de extensão, etc., no entanto, com a carga horária de sala de aula que a administração que a senhora participa está impondo sobre os docentes, fica muito difícil atingir essa tão sonhada formação de qualidade que romanticamente traz a tona.<br />
“No campo educacional toda reforma e/ou inovação é lenta<br />
e dá-nos a impressão de que se caminha com “botas de chumbo” e em algumas andamos para trás.</p>
<p>Atenciosamente,<br />
Gilberto César Lopes Rodrigues</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: jorge moraes		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/ufopa-avanco-ou-retrocesso-na-formacao-de-professores.html#comment-61939</link>

		<dc:creator><![CDATA[jorge moraes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Sep 2011 22:01:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[escolão de terceiro grau !!!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>escolão de terceiro grau !!!!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Discente UFPA		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/ufopa-avanco-ou-retrocesso-na-formacao-de-professores.html#comment-61938</link>

		<dc:creator><![CDATA[Discente UFPA]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Sep 2011 19:30:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sou  formado pela ufpa em matemática no ano de 2006 aqui mesmo por santarém, e  durante todo o meu curso sempre sofri preconceito por ter optado por uma licenciatura.Naquela época letras , matemática e pedagogia eram os menos procurados, sempre sobravam vagas para repescagem, os mais concorridos eram direito e sistema de informação.A procura pelas licenciatura sempre esteve em baixa,isso não é de agora por causa da UFOPA, a baixa na licenciatura e um problema de todo  o país.  Todos  querem ser advogado , médico , engenheiro ou analista  e sonham que seus filhos também sejam devido principalmente ao prestigio social e a ilusão de que sairam da universidade já empregados .Mas ninguem quer ser professor para ter que trabalhar horas por dia e ainda ter um salário miserável.Eis o motivo pela baixa procura pelas licenciaturas . Não culpo o modelo da ufopa pois na ufpa acontece a mesma coisa assim como em outras universidades também. Seguem um link para conhecimento de todos. https://blogln.ning.com/forum/topics/a-agonia-da-licenciatura]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sou  formado pela ufpa em matemática no ano de 2006 aqui mesmo por santarém, e  durante todo o meu curso sempre sofri preconceito por ter optado por uma licenciatura.Naquela época letras , matemática e pedagogia eram os menos procurados, sempre sobravam vagas para repescagem, os mais concorridos eram direito e sistema de informação.A procura pelas licenciatura sempre esteve em baixa,isso não é de agora por causa da UFOPA, a baixa na licenciatura e um problema de todo  o país.  Todos  querem ser advogado , médico , engenheiro ou analista  e sonham que seus filhos também sejam devido principalmente ao prestigio social e a ilusão de que sairam da universidade já empregados .Mas ninguem quer ser professor para ter que trabalhar horas por dia e ainda ter um salário miserável.Eis o motivo pela baixa procura pelas licenciaturas . Não culpo o modelo da ufopa pois na ufpa acontece a mesma coisa assim como em outras universidades também. Seguem um link para conhecimento de todos. <a href="https://blogln.ning.com/forum/topics/a-agonia-da-licenciatura" rel="nofollow ugc">https://blogln.ning.com/forum/topics/a-agonia-da-licenciatura</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Paulo de Sousa Pinto		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/ufopa-avanco-ou-retrocesso-na-formacao-de-professores.html#comment-61937</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Paulo de Sousa Pinto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Sep 2011 13:28:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://www.jesocarneiro.com.br/?p=29137#comment-61937</guid>

					<description><![CDATA[Minha impressão é de que é cedo para uma avaliação melhor e precisa acerca dos resultados de desenmvolvimento promovidos pela UFOPA. Penso até que essa avaliação não deve ser feita apenas considerando a UFOPA, mas todas as Universidades Publicas que atuam em Santarém e região e mais as Universidades particulares. Vejo que uma avaliação séria desse conjunto de esforço da formação, extensão e pesquisa universitaria não deve prismar apenas pela lógica de avaliarmos o esforço público, mas o privado também, proque de alguma forma recebem incentivos e beneficios do governo com recursos que são publicos para fazser formação paga. Minha impressão é que todaas as universidades funcionam muito distante da realidade do povo - formação, pesquisa e extensão - ainda é um processo que é feito desligado das reais necessidades da região e da população que aqui mora. Por isso, analiso que a conquista da UFOPA foi um grande avanço para a região. O processo pedagógico lá instalado ou em processo de execução é interessante e precisa de tempo para ser consolidado e a gente poder ter condições de avaliar com uma melhor precisão. De qualquer forma concordo com essa indagação de avaliarmos efetivamente qual é o resultado para o desenvolvimento da região que as instituições universitárias estão promovendo e como é que a população está percebendo isso.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minha impressão é de que é cedo para uma avaliação melhor e precisa acerca dos resultados de desenmvolvimento promovidos pela UFOPA. Penso até que essa avaliação não deve ser feita apenas considerando a UFOPA, mas todas as Universidades Publicas que atuam em Santarém e região e mais as Universidades particulares. Vejo que uma avaliação séria desse conjunto de esforço da formação, extensão e pesquisa universitaria não deve prismar apenas pela lógica de avaliarmos o esforço público, mas o privado também, proque de alguma forma recebem incentivos e beneficios do governo com recursos que são publicos para fazser formação paga. Minha impressão é que todaas as universidades funcionam muito distante da realidade do povo &#8211; formação, pesquisa e extensão &#8211; ainda é um processo que é feito desligado das reais necessidades da região e da população que aqui mora. Por isso, analiso que a conquista da UFOPA foi um grande avanço para a região. O processo pedagógico lá instalado ou em processo de execução é interessante e precisa de tempo para ser consolidado e a gente poder ter condições de avaliar com uma melhor precisão. De qualquer forma concordo com essa indagação de avaliarmos efetivamente qual é o resultado para o desenvolvimento da região que as instituições universitárias estão promovendo e como é que a população está percebendo isso.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Solange Ximenes		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/ufopa-avanco-ou-retrocesso-na-formacao-de-professores.html#comment-61936</link>

		<dc:creator><![CDATA[Solange Ximenes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Sep 2011 13:19:58 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://www.jesocarneiro.com.br/?p=29137#comment-61936</guid>

					<description><![CDATA[O MODELO ACADÊMICO DA UFOPA OU QUEM QUER SER PROFESSOR?

Primeiro estranha-se.
Depois entranha-se.

Fernando Pessoa

A partir de 05 de novembro de 2009 a região Oeste do Pará tem convivido com a primeira universidade pública criada no interior de um estado amazônico. A UFOPA chegou trazendo perspectivas de desenvolvimento econômico, científico e tecnológico e no campo da formação de professores a possibilidade de correção de assimetrias históricas no que tange à eliminação da figura do professor leigo.
Este texto não pretende dar respostas à problemática que envolve a formação docente na nossa região, tampouco fazer uma defesa do modelo acadêmico adotado pela UFOPA, embora meu posicionamento em si possa assim ser entendido por estar pro tempore na Diretoria de Ensino da PROEN, mas tão somente trazer uma reflexão possível sobre a questão que envolve o ingresso dos estudantes no semestre interdisciplinar do ICED e a carreira docente.
O ingresso na UFOPA se dá por meio do ENEM, prova aplicada em todo o país que através de eixos cognitivos avalia a apreensão de objetos de conhecimento das matrizes de referência do exame. As matrizes de referência são: ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias. O ENEM em si já apresenta um desafio aos professores do ensino médio uma vez que o aluno não tem que dar respostas mecânicas às questões colocadas, mas tem que dominar linguagens, compreender fenômenos, enfrentar situações-problema, construir argumentações e elaborar propostas. Vejo o ENEM como uma avaliação possível dos anos finais da educação básica, nível de ensino que precisa ser pensado e reformulado.
Na UFOPA foram matriculados os alunos com as melhores notas do ENEM (777.58 a maior média  e 576.96 a menor média) que foram distribuídos em vinte e quatro turmas ao longo do primeiro semestre interdisciplinar. O percurso acadêmico, que não foi determinado apenas pela avaliação final de formação que representou 30% do Índice de Desempenho Acadêmico, envolveu diferentes formas de monitoramento do rendimento discente inclusive com um módulo de interação com a base real (IBR) que pressupunha, entre outras coisas, o resgate dos conhecimentos desenvolvidos na universidade e na vida para a “elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade, respeitando valores humanos e considerando a diversidade sociocultural” (MEC/INEP, Matrizes de Referência para o ENEM, 2009) a exemplo do preconizado pelas matrizes de referência do ENEM para um de seus eixos cognitivos.
Em decorrência de seu rendimento e de uma das três opções de Instituto que realizou, o estudante seguiu para o segundo semestre interdisciplinar já em um dos cinco Institutos da UFOPA, a saber: Instituto de Ciências da Sociedade, Instituto de Biodiversidade e Florestas, Instituto de Ciências da Educação, Instituto de Ciência e Tecnologia das Águas e Instituto de Engenharia e Geociências. No que se refere ao Instituto de Ciências da Sociedade, no qual está o curso de Direito, havia um discurso recorrente de que seria o Instituto mais concorrido, todavia não foi o que aconteceu, sendo superado em demanda pelo Instituto de Biodiversidade e Florestas.
O ICED ofereceu trezentas vagas das quais cento e quarenta foram preenchidas até o momento. Digo até o momento porque mais de vinte alunos estão solicitando transferência para este Instituto devido oferecer turmas noturnas e, obviamente, vagas.
Este fenômeno de opção de um curso tendo em vista o número de vagas e turno de oferta também é presenciado nos processos seletivos de outras instituições de ensino superior, uma vez que muitos estudantes trabalham e não tem outra forma de conciliar sustento e qualificação profissional. Ao contrário do que muitos afirmam, não foi o modelo acadêmico da UFOPA que determinou o número de opções pelo Instituto de Ciências da Educação, mas o contexto social no qual a profissão está inserida.
No antigo Campus da UFPA de Santarém houve anos em que ingressaram nas licenciaturas muito menos alunos que o número de vagas oferecidas. Veja o exemplo do próprio curso de pedagogia em 2007 no qual foram aprovados apenas 11 alunos das cinquenta vagas oferecidas e dos cursos de química e física nos anos 90 do século XX em que havia vestibulares que aprovavam 3 alunos. Nesses casos dá pra dizer que o modelo de ingresso adotado pela UFPA é que limitava a formação de futuros professores?
A opção por uma profissão é influenciada por diferentes fatores, entre eles o prestígio social, as condições de trabalho, a valorização profissional e sua consequente recompensa financeira. No caso da profissão docente este quadro pode ser revertido a partir de políticas públicas que recoloquem os professores em patamar superior de valorização e de reconhecimento profissional.
A docência tem sido permeada por jargões preconceituosos e depreciativos tais como o amplamente divulgado por Bernard Shaw de que “quem sabe faz, quem não sabe ensina”. Isso é um insulto aos professores. Prefiro pensar como Shulman que rebateu a afirmação de Shaw e afirmou que “quem sabe faz, quem compreende ensina”.
Como formadores de professores, os professores universitários devem se colocar a responsabilidade de revelar a complexidade e riqueza do ensino e combater o senso comum de que ensinar é fácil. Devem do mesmo modo, combater a dispersão à profissão docente e entender que os problemas da educação e da profissão docente não se resolvem apenas no interior da escola e/ou da universidade.
Desse modo, não se nasce professor, se forma professor. Então o curso de formação tem que dar a qualidade necessária para que bons professores retornem à sociedade. Assim, se há uma relação direta entre qualidade e quantidade, como afirma uma das leis da dialética, vale então a pena lembrar que o ICED da UFOPA possui 84 professores, dos quais 29 são doutores e 48 mestres. Com um conjunto de docentes deste porte não há porque duvidar que daqui a alguns anos teremos formado os melhores professores da região porque acredita-se que o quê o professor universitário faz na sala de aula contribui para determinar o perfil do profissional que ele formará (LORTIE, 1988).
É precoce toda e qualquer avaliação sobre o modelo acadêmico da UFOPA e seu reflexo na opção profissional especialmente no que tange à docência como profissão. No campo educacional toda reforma e/ou inovação é lenta e dá-nos a impressão de que se caminha com “botas de chumbo” (MIZUKAMI, 2009). Só o tempo dirá.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O MODELO ACADÊMICO DA UFOPA OU QUEM QUER SER PROFESSOR?</p>
<p>Primeiro estranha-se.<br />
Depois entranha-se.</p>
<p>Fernando Pessoa</p>
<p>A partir de 05 de novembro de 2009 a região Oeste do Pará tem convivido com a primeira universidade pública criada no interior de um estado amazônico. A UFOPA chegou trazendo perspectivas de desenvolvimento econômico, científico e tecnológico e no campo da formação de professores a possibilidade de correção de assimetrias históricas no que tange à eliminação da figura do professor leigo.<br />
Este texto não pretende dar respostas à problemática que envolve a formação docente na nossa região, tampouco fazer uma defesa do modelo acadêmico adotado pela UFOPA, embora meu posicionamento em si possa assim ser entendido por estar pro tempore na Diretoria de Ensino da PROEN, mas tão somente trazer uma reflexão possível sobre a questão que envolve o ingresso dos estudantes no semestre interdisciplinar do ICED e a carreira docente.<br />
O ingresso na UFOPA se dá por meio do ENEM, prova aplicada em todo o país que através de eixos cognitivos avalia a apreensão de objetos de conhecimento das matrizes de referência do exame. As matrizes de referência são: ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias. O ENEM em si já apresenta um desafio aos professores do ensino médio uma vez que o aluno não tem que dar respostas mecânicas às questões colocadas, mas tem que dominar linguagens, compreender fenômenos, enfrentar situações-problema, construir argumentações e elaborar propostas. Vejo o ENEM como uma avaliação possível dos anos finais da educação básica, nível de ensino que precisa ser pensado e reformulado.<br />
Na UFOPA foram matriculados os alunos com as melhores notas do ENEM (777.58 a maior média  e 576.96 a menor média) que foram distribuídos em vinte e quatro turmas ao longo do primeiro semestre interdisciplinar. O percurso acadêmico, que não foi determinado apenas pela avaliação final de formação que representou 30% do Índice de Desempenho Acadêmico, envolveu diferentes formas de monitoramento do rendimento discente inclusive com um módulo de interação com a base real (IBR) que pressupunha, entre outras coisas, o resgate dos conhecimentos desenvolvidos na universidade e na vida para a “elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade, respeitando valores humanos e considerando a diversidade sociocultural” (MEC/INEP, Matrizes de Referência para o ENEM, 2009) a exemplo do preconizado pelas matrizes de referência do ENEM para um de seus eixos cognitivos.<br />
Em decorrência de seu rendimento e de uma das três opções de Instituto que realizou, o estudante seguiu para o segundo semestre interdisciplinar já em um dos cinco Institutos da UFOPA, a saber: Instituto de Ciências da Sociedade, Instituto de Biodiversidade e Florestas, Instituto de Ciências da Educação, Instituto de Ciência e Tecnologia das Águas e Instituto de Engenharia e Geociências. No que se refere ao Instituto de Ciências da Sociedade, no qual está o curso de Direito, havia um discurso recorrente de que seria o Instituto mais concorrido, todavia não foi o que aconteceu, sendo superado em demanda pelo Instituto de Biodiversidade e Florestas.<br />
O ICED ofereceu trezentas vagas das quais cento e quarenta foram preenchidas até o momento. Digo até o momento porque mais de vinte alunos estão solicitando transferência para este Instituto devido oferecer turmas noturnas e, obviamente, vagas.<br />
Este fenômeno de opção de um curso tendo em vista o número de vagas e turno de oferta também é presenciado nos processos seletivos de outras instituições de ensino superior, uma vez que muitos estudantes trabalham e não tem outra forma de conciliar sustento e qualificação profissional. Ao contrário do que muitos afirmam, não foi o modelo acadêmico da UFOPA que determinou o número de opções pelo Instituto de Ciências da Educação, mas o contexto social no qual a profissão está inserida.<br />
No antigo Campus da UFPA de Santarém houve anos em que ingressaram nas licenciaturas muito menos alunos que o número de vagas oferecidas. Veja o exemplo do próprio curso de pedagogia em 2007 no qual foram aprovados apenas 11 alunos das cinquenta vagas oferecidas e dos cursos de química e física nos anos 90 do século XX em que havia vestibulares que aprovavam 3 alunos. Nesses casos dá pra dizer que o modelo de ingresso adotado pela UFPA é que limitava a formação de futuros professores?<br />
A opção por uma profissão é influenciada por diferentes fatores, entre eles o prestígio social, as condições de trabalho, a valorização profissional e sua consequente recompensa financeira. No caso da profissão docente este quadro pode ser revertido a partir de políticas públicas que recoloquem os professores em patamar superior de valorização e de reconhecimento profissional.<br />
A docência tem sido permeada por jargões preconceituosos e depreciativos tais como o amplamente divulgado por Bernard Shaw de que “quem sabe faz, quem não sabe ensina”. Isso é um insulto aos professores. Prefiro pensar como Shulman que rebateu a afirmação de Shaw e afirmou que “quem sabe faz, quem compreende ensina”.<br />
Como formadores de professores, os professores universitários devem se colocar a responsabilidade de revelar a complexidade e riqueza do ensino e combater o senso comum de que ensinar é fácil. Devem do mesmo modo, combater a dispersão à profissão docente e entender que os problemas da educação e da profissão docente não se resolvem apenas no interior da escola e/ou da universidade.<br />
Desse modo, não se nasce professor, se forma professor. Então o curso de formação tem que dar a qualidade necessária para que bons professores retornem à sociedade. Assim, se há uma relação direta entre qualidade e quantidade, como afirma uma das leis da dialética, vale então a pena lembrar que o ICED da UFOPA possui 84 professores, dos quais 29 são doutores e 48 mestres. Com um conjunto de docentes deste porte não há porque duvidar que daqui a alguns anos teremos formado os melhores professores da região porque acredita-se que o quê o professor universitário faz na sala de aula contribui para determinar o perfil do profissional que ele formará (LORTIE, 1988).<br />
É precoce toda e qualquer avaliação sobre o modelo acadêmico da UFOPA e seu reflexo na opção profissional especialmente no que tange à docência como profissão. No campo educacional toda reforma e/ou inovação é lenta e dá-nos a impressão de que se caminha com “botas de chumbo” (MIZUKAMI, 2009). Só o tempo dirá.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo		</title>
		<link>https://www.jesocarneiro.com.br/artigos/ufopa-avanco-ou-retrocesso-na-formacao-de-professores.html#comment-61935</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Sep 2011 11:13:24 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://www.jesocarneiro.com.br/?p=29137#comment-61935</guid>

					<description><![CDATA[Percebemos que, infelizmente, ocorre na UFOPA o que ocorre no Brasil todo, é a falta de professores, falta de pessoas interessadas a ingressar no magistério.

A UFOPA tem o maior nº de alunos que estão se formando como professores pela política governamental PARFOR, que atende professores de Santarém e de demais municípios circunvizinhos.

 Gostaria que o prof. da matéria e demais leitores pudessem acessar à CAPES ou outros estudos e lerem vários documentos que refletem a preocupação de falta de professores a serem formados no Brasil. Há um défict enorme. Há poucos professores hj, antes do modelo da UFOPA, de física, de biologia, de matemática, basta irem nas escolas do Estado e perceberem a falta deles. E a UFOPA só tem um ano, mas o problema CITADO pelo prof. Gilberto revela uma questão bem maior sobre a educação e formação em nosso País, revela a falta de professores a serem formados, e isso não é mérito ou demérito da UFOPA, é reflexo infelizmente de toda uma história em nosso País de desvalorização da carreira do magistério.

Convido a todos e em especial o prof. da matéria, em qualificar melhor a discussão, e refletir no âmago da questão, que não é a UFOPA( claro que tbm devamos refletir sobre o modelo de progressão), mas não é ele que está provocando a falta de professores no Brasil todo.

Abs]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Percebemos que, infelizmente, ocorre na UFOPA o que ocorre no Brasil todo, é a falta de professores, falta de pessoas interessadas a ingressar no magistério.</p>
<p>A UFOPA tem o maior nº de alunos que estão se formando como professores pela política governamental PARFOR, que atende professores de Santarém e de demais municípios circunvizinhos.</p>
<p> Gostaria que o prof. da matéria e demais leitores pudessem acessar à CAPES ou outros estudos e lerem vários documentos que refletem a preocupação de falta de professores a serem formados no Brasil. Há um défict enorme. Há poucos professores hj, antes do modelo da UFOPA, de física, de biologia, de matemática, basta irem nas escolas do Estado e perceberem a falta deles. E a UFOPA só tem um ano, mas o problema CITADO pelo prof. Gilberto revela uma questão bem maior sobre a educação e formação em nosso País, revela a falta de professores a serem formados, e isso não é mérito ou demérito da UFOPA, é reflexo infelizmente de toda uma história em nosso País de desvalorização da carreira do magistério.</p>
<p>Convido a todos e em especial o prof. da matéria, em qualificar melhor a discussão, e refletir no âmago da questão, que não é a UFOPA( claro que tbm devamos refletir sobre o modelo de progressão), mas não é ele que está provocando a falta de professores no Brasil todo.</p>
<p>Abs</p>
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