por David Marinho (*)
Santarém, por meio da atual administração municipal, poderia adotar novos sistemas de pavimentações ecológicas alternativas na cidade. Em artigo anterior, sugerimos um produto inovador de baixo custo denominado de sigi-solo para pavimentação de vias primárias (ruas e travessas), e para vias mais simples como alamedas, passagens, becos e acessos secundários, poder-se-ia pavimentar em bloquetes confeccionados com qualidade.
O bloquete contribui, assim, também para as questões ambientais quanto a temperatura e a infiltração das águas pluviais no solo evitando-se os escoamentos superficiais das devastadoras enxurradas, apesar de possuir capacidade de abrasão maior comparado com o asfalto.
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Vale lembrar que cidades históricas de Minas Gerais como Ouro Preto, São João Del Rei e outras, pavimentadas no tempo do império, até hoje preservam suas pavimentações intactas num sistema rústico, porém similar, usando-se na época paralelepípedos.
É público e notório a problemática e a deficiência do sistema viário de Santarém comparada a outras cidades do sudeste, sul e centro-oeste do Brasil, pelas escassez de recursos para o asfaltamento de determinadas ruas, que pelas características de seu solo predominantemente arenoso o que sem proteção superficial causa permanentemente erosão danificando as ruas e acessos demonstrando um aspecto deplorável e levando transtorno e prejuízos a população que convive com esses agravos.
Para sanar ou minimizar esses problemas em vias consideradas secundárias ou de pequeno porte, como: alamedas, passagens e becos, poder-se-ia adotar uma alternativa de pavimentação econômica e ecológica com bloquetes de cimento e areia que inclusive podem ser fabricados com resíduos sólidos de entulhos e restos de construções pulverizados. Esse sistema pode também ser usado nos passeios públicos para pedestres nas laterais das vias.
As vantagens da utilização desse material como pavimento é que com rejuntamento simples de areia, possibilita-se a infiltração no solo condicionando uma absorção média diminuindo o escoamento superficial causador de enxurradas que leva transtorno a população, além de na necessidade de se dar manutenção nas redes de água e esgoto, podem ser retirados e recolocados com facilidade sem maiores danos na infraestrutura viária e com baixo custo.
Porém, se faz necessário que o (Mpa) do concreto utilizado na fabricação seja de boa resistência e qualidade, para que não aconteça seu desgaste prematuramente e que seja feita uma boa base de suporte com as devidas curvaturas de seu greide de rolamento e principalmente seu sistema de drenagem completo, pois pavimentação sem drenagem é perda de tempo e jogar dinheiro público fora.
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* Santareno, é gestor ambiental. Escreve regularmente neste blog.