Jeso Carneiro

Muda governo e a poluição sonora perdura

Do leitor Antenor Giovannini, pelo contato do blog:

Desfrutando ainda dos ares santarenos, me deparo com um sério problema aos finais de semana que certamente não sei limita ao bairro onde estou alojado. O infernal barulho aos finais de semana de sons oriundos de todos os tipos de caixas. Ou advindos de veículos (se é que podemos chamar alguns de veículos) ou mesmo de residências, onde o morador não se limita a ouvir sua preferência musical só para ele e sua família, e coloca a caixa na calçada e ali passa a tarde toda, invade a madrugada, o obrigando-nos a escutar todo um repertório, de gosto extremamente duvidoso.

O pior que ao se comunicar com o 190, solicitando providências para que tenha, além do merecido descanso, a possibilidade de desfrutar até mesmo de conversas familiares que se torna impossível, somos obrigado a ouvir do cabo que gentilmente atendeu a ligação que o comandante do trânsito lhe alertou que a reclamação deve ser dirigida a Semma (Secretaria Municipal de Meio Ambiente) e que a PM nada pode fazer.

Ou seja, a alternativa é: tirar satisfação com o barulhento e causar um desgaste e até mesmo um atrito, com até intervenção policial, ou, para quem não é de briga, que aguarde a boa vontade do barulhento em parar e ir dormir.

É o fim da picada.

Em qualquer lugar, esse tipo de comportamento é considerado um distúrbio público e tem que ser coibido pela Polícia Militar exatamente para evitar que um mal maior ocorra, porém em Santarém esse caso você tem que ligar uma hora da manhã para a Secretaria de Meio Ambiente (não se sabe nem se ela funciona pela semana, quanto mais aos finais de semana) para que ela tome uma atitude, a fim de que todos nós, vizinhos, possamos dormir, já que na segunda-feira é dia de trabalho … talvez menos para o vizinho barulhento…

No próximo final de semana, vou procurar o bispo para fazer a reclamação.

Amigo Jeso, cadê o tal Código de Postura da cidade que dizem foi aprovado ainda no governo anterior?

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